o que é o espanhoguês ?
É um flajelo que envergonha a maioria dos sendineses, e É UM ATENTADO CONTRA A LINGUA PORTUGUESA:
O espanhoguês, É GOZADO pelos portuguezes
O espanhoguês ,só entere-ssa a 5 porcento dos sendineses:
vamos combater este flagelo.
54 repuostas
francisco 9 de agosto de 2008
Eu não sei se Aldino Ferreira é Sendines, porque temos lá um, não sei se é ele?
Mas de qualquer modo quero lhe tirar o chapéu porque questiona algo, põe em causa algo, e mostra que não há unanimidade total em torno do "Espanhoguês" - penso que se esteja a referir ao Mirandés, o que nem todos são capazes de o fazer de uma maneira frontal.
Aqui vou falar como Sendinés que fala e pensa em Mirandés ou Sendinés, antes de ele ter forma escrita(convenção ortográfica) como depois de ser estudado. Nunca me deu pão também penso que não me irá dar, mas identifico-me com ele.
Mas Aldino às vezes há unanimidade quase totais que trazem água aos olhos, às vezes em espaços de tempo ínfimos conseguem juntar a maioria das pessoas, e está do que para Aldino é "Espanhoguês" é uma, mas Aldino tem direito de questionar.
A diversidade faz parte do mundo, e muitas vezes quando se pertence a grupos sociais pequenos ou rejeitados ou a quem a eles pertence pensa que está a ser rejeitado, e é quando mais se questiona a adesão de massas a grupos sociais maiores, são esses grupos pequenos que menos aceitam a diversidade. Penso que não seja o caso do Mirandés é pequeno mas é aberto.
Já teve tempo de combater o "Espanhogues", nestes tempos próximos não terá hipótese de o combater o que para si é um flagelo. Não sou um exemplo em não dar erros ortográficos, e muito menos corrigir o que os outros escrevem, mas o seu português é um flagelo.
Era importante debater esta questão que levanta outras que não sei se seram importantes de debater ou não? Quem as coloca tem de ser respeitado. E coloca em causa valores quase unanimes, mas tem esse direito.
José M. Carção Angélico
cecilio 9 de agosto de 2008
Toda a gente sabe que mesmo em Sendim nem toda a gente é pró-l(h)éngua.
Mas muitas dessas pessoas em Sendim simplesmente não a usam; isto seja pelos motivos que forem, mas penso que é principalmente para elevação pessoal por falsas aparências urbanas. Adiante.
As pessoas de fora que criticam fazem-no apenas por desconhecimento; não só da riqueza da língua como da nossa própria cultura, gastronomia e afins ( [Alguns]Pénsan que ténen l rei an la barriga i son uns chenos de fame!).
Mas cada um tem direito à sua opinião... Solo nun bou a tirar l chapéu para eilhes.
Já agora veja-se como o Sendinês está de boa saúde de tal forma que jovens falaram-no até com o conhecido (DJ) Alvim que visitou ontem Sendim. Após algumas palavras alguém perguntou ao Alvim se entendeu alguma coisa. A resposta foi um pasmado :-S Não.
Isto também sugere que Mirandês não é Espanhol já que quantas vezes se ouviu Espanhol nas televisões sem legendas. Por aí se deduz que o Espanhol seja AINDA mais compreensível que Mirandês para o comum Português.
Cecílio
2giga 10 de agosto de 2008
Um pouco de história não ficaria nada mal a esse senhor e a muitos que falam sem saber e sem conhecimento das coisas.
Deixo aqui um texto um pouco extenso, mas que explica muito da génese e do que é actualmente o mirandês, texto este elaborado pelo nosso conterrâneo Amadeu Ferreira, já escrito e palestrado desde 2005 e que se há ainda pessoas que não o leram e não têm mero conhecimento de alguns pormenores relativos ao mirandês, só demonstra que têm andado ou muito distraídos ou então ignoram uma das maiores riquezas culturais que temos entre nós.
"A LÍNGUA MIRANDESA
Resposta a algumas perguntas
O que é o mirandês?
O mirandês é uma língua falada no Nordeste de Portugal, já desde antes da fundação da nacionalidade. Apesar de apenas em 1999, com a lei nº 7/99, de 29 de Janeiro, o mirandês ter sido oficialmente reconhecido como língua, Portugal foi sempre um país bilingue, embora até há bem pouco tempo fosse apresentado como o único país monolingue da Europa. Afinal, também aqui se confirmava a ideia de que o bilinguismo ou o multilinguismo dos países é a regra e não a excepção.
Onde se fala mirandês?
A língua mirandesa é falada em todas as aldeias do concelho de Miranda do Douro, com excepção de duas (Atenor e Teixeira), e em três aldeias do concelho de Vimioso (Vilar Seco, Angueira e Caçarelhos), no distrito de Bragança. A área ocupada pela região onde se fala o mirandês tem à volta de 500 km2 de superfície e situa-se na fronteira com a província espanhola de Zamora. O mirandês é também falado por muitos mirandeses que imigraram para as principais cidades do país ou que emigraram para o estrangeiro.
Na cidade de Miranda do Douro não se fala mirandês, segundo alguns autores desde o início do século XVII, mas a língua tem vindo a regressar à cidade através de pessoas das aldeias que, nos últimos anos, aí têm vindo a fixar residência. Também desde há alguns anos as crianças da cidade usufruem do ensino da língua mirandesa nas escolas públicas.
O espaço onde se falou mirandês ou outras variedades do leonês já foi bastante mais vasto, incluindo, em traços gerais, toda a zona do distrito de Bragança que se situa entre a margem esquerda do rio Sabor e a fronteira com Espanha. Terá sido assim na Alta Idade Média, regredindo progressivamente em direcção à fronteira. Além do mirandês, outras falas astur-leonesas se mantiveram até há pouco tempo na zona fronteiriça do concelho de Bragança, em particular em Rio de Onor, Guadramil, Deilão e Petisqueira.
Apesar de já não se falar mirandês nessa região mais vasta, ainda pode falar-se de uma cultura comum, em particular na área correspondente à medieval Terra de Miranda.
Quantas pessoas falam mirandês?
Não existe um cálculo rigoroso do número de falantes de mirandês. No fim do século XIX, José Leite de Vasconcelos calculou que seriam 15 000 e esse número tem vindo a ser repetido, sem critério. Se outras razões não existissem, bastaria ter em conta a diminuição da população nos últimos 30 anos para que tal número não possa já ser aceite.
Recentemente têm-se apresentado números que variam entre os 6000 falantes, contando apenas os residentes na região de origem, e os 10 000, contando também os imigrantes e emigrantes. Na fixação desses números tem-se também em conta o menor ou maior conhecimento da língua e o seu uso menos ou mais regular.
Independentemente dos números, refira-se que a extinção da língua mirandesa já foi anunciada por vários autores desde o século XIX, chegou até a dizer-se que não iria além dos anos 80 do século XX, mas a verdade é que ela continua viva.
Apesar de viva, a língua mirandesa tem vindo a sofrer alguma erosão, em particular desde meados do século passado. O facto explica-se, numa primeira fase com o impacto da vinda de milhares de falantes de português para construção das barragens do Douro internacional, Picote, Bemposta e Miranda do Douro, e depois com a generalização do ensino, da rádio e da televisão e, em geral, com a melhoria das condições de mobilidade das pessoas.
Hoje a língua mirandesa é ameaçada na sua sobrevivência tanto por factores internos, em particular a desertificação da região onde se fala e o enfraquecimento do modo de transmissão familiar, como por factores externos, em particular os resultantes da pressão exercida pelos meios de comunicação social, pela escola e pelos meios considerados de sucesso económico, em particular a empregabilidade.
Qual a origem da língua mirandesa?
A língua mirandesa tem a sua origem num dos romances que se formaram na Península Ibérica a partir do latim, o romance que deu origem à família de línguas astur-leonesas – onde a língua mirandesa se integra - , que se formaram a partir dos séculos VI-VIII. Essa era a língua do reino de Leão, com excepção da zona galaico-portuguesa. Nessa altura era a língua da corte e dos mosteiros, escrita em milhares de documentos até aos séculos XIII-XIV. Desde a sua fundação, a fronteira política de Portugal não coincide com a fronteira linguística. Sempre se falou outra língua em Portugal, além do português, a língua mirandesa. Esta é, portanto, a justo título, uma língua de Portugal, elemento essencial da sua história, da sua cultura e da sua identidade.
Alguns autores procuraram demonstrar que o mirandês não era originário da terra de Miranda, mas se devia a colonização leonesa nos séculos XIII e XIV, quer pelos frades do Mosteiro de Moreruela quer por outros colonos leoneses. Porém, sabemos hoje que: essa colonização foi muito pouco profunda e se limitou a algumas aldeias da terra de Miranda; em documentos do século XII, relativos à terra de Miranda, já encontramos topónimos escritos numa língua com as características da língua mirandesa, como é o caso da doação do reguengo de Palaçoulo por D. Afonso Henriques, em 1172, a Pedro Mendes, L Tiu; que houve continuidade de povoamento da terra de Miranda desde antes da fixação dos romanos nesta região, habitada por uma específica tribo astur, os zoelas ou zelas.
A partir da criação da vila de Miranda, em 1289, mas sobretudo a partir do século XVI com a elevação de Miranda do Douro a cidade e a criação do bispado (1545), a língua mirandesa enveredou por caminhos que lhe fizeram ganhar características próprias no conjunto das línguas astur-leonesas, embora sem pôr em causa a sua pertença a essa família de línguas. As características próprias que o mirandês veio a ganhar exigem a sua consideração como língua, e não como mera expressão dialectal de alguma outra língua astur-leonesa.
Tal como a língua mirandesa, também outras línguas astur-leonesas ganharam algumas características próprias, de que é exemplo o asturiano, falado no principado das Astúrias e reconhecido como língua por estatuto do principado. Apesar das diferenças, essas várias línguas nunca perderam o ar de família que as continua a unir, quer em termos estruturais quer em termos históricos. É nessa base de reconhecimento dos laços históricos comuns, mas de aceitação das diferenças que os ventos da história lhe fizeram ganhar, que é possível restabelecer e desenvolver laços seguros entre as várias línguas leonesas, sem menorizar quem quer que seja. Esse é um processo delicado, necessariamente lento, e que vai exigir ainda muito trabalho.
Como se deu o processo de menorização da língua mirandesa?
O desaparecimento do Reino de Leão privou a língua astur-leonesa de um centro de poder que permitisse a sua irradiação e, sobretudo, a sua uniformização e consolidação como língua, levando ao seu acantonamento progressivo nas zonas rurais.
Nessa situação, as línguas astur-leonesas, e também o mirandês, ficaram excluídas dos grandes movimentos culturais dos séculos XV-XVI, como o humanismo e o renascimento, que permitiram o enorme salto dado pelas línguas de poder, ditas nacionais, como o português e o castelhano. É por essa altura que se inicia ou acentua o processo de menorização dessas línguas, bem expresso, por exemplo, em alguns autos de autores teatrais do século XVI como Juan del Encina, em Espanha, e Gil Vicente, em Portugal, mas presente como tópico obrigatório em quase todos os autores desse tempo, incluindo Miguel de Cervantes. É por este período que culminam os processos de implantação das chamadas línguas nacionais, quer como línguas da administração pública, quer como línguas institucionais em geral. De grande eficácia institucional foi o chamado movimento para «rezar em lingoagem» (português), desencadeado e imposto pelas Constituições Episcopais, sobretudo nos séculos XV e XVI, que impôs o português como a única língua digna de falar com Deus.
Sobretudo desde essa altura, o mirandês passou a ser considerado como fala de gente inculta, como «fala charra» ou «fala caçurra», objecto de chacota. A regra a seguir, por parte da quase totalidade dos mirandeses letrados, era abandonar a fala materna em favor da língua «grabe», o português. Havia-se perdido o elo com a sua origem histórica, e essa perda de memória histórica levou a que lançasse raízes a ideia de que o mirandês não era uma língua outra, mas um português mal falado, uma mera variedade do português, própria de gente atrasada e inculta.
A mesma perda de memória histórica é responsável por tanta gente ter estranhado o reconhecimento, atravês de lei, do mirandês como língua. Também por isso, alguns ainda pensam que o mirandês nasceu como língua em 1999, mas a lei limitou-se a reconhecer o que já era uma língua há centenas de anos.
Porque se manteve o mirandês até aos nossos dias?
A maioria dos autores tem atribuido a manutenção da língua mirandesa a dois factores fundamentais: o isolamento em relação ao resto do país; a contínua e profunda relação com os povos do outro lado da fronteira, em particular das regiões de Aliste e de Sayago.
O argumento do isolamento não tem qualquer fundamento: por um lado a terra de Miranda não estava mais isolada do que as terras contíguas, onde deixou de se falar mirandês; por outro lado, a partir da criação do bispado de Miranda e da elevação de Miranda do Douro a cidade (1545), esta passa a ser um centro de poder e de cultura, com um número razoável de pessoas letradas e em estreito contacto com o resto do país; fundamental é dizer-se que os mirandeses são, pelo menos, bilingues desde há vários séculos, isto é, falam o mirandês e o português, o que não sucederia se o isolamento fosse o que se diz.
O argumento do estreito contacto com as regiões fronteiriças contíguas, sobretudo Aliste e Sayago, faz todo o sentido, já que se falava leonês dos dois lados da fronteira, pelo menos até fins do século XIX ou princípios do século XX.
A este argumento há a acrescentar o facto de o mirandês ser uma língua, isto é, dispondo de mecanismos geradores do seu desenvolvimento, geradora de forte consciência linguística e com capacidade de autosubsistência.
Por fim, há ainda que referir o sistema de uso diferenciado do português e do mirandês, de modo muito rígido, permitindo a subsistência e desenvolvimento de ambas as línguas em simultâneo. Este uso diferenciado, sobretudo a partir do século XVI, pode ser assim resumido: o português é a língua institucional e de contacto com elementos estranhos à comunidade; o mirandês é a língua da comunidade, quer nas relações sociais e familiares, quer nas relações de trabalho.
O mirandês é uma língua ou um dialecto?
As palavras «língua» e «dialecto» nem sempre têm o mesmo significado para os diversos autores. Porém, é geralmente aceite que uma língua se distingue de um dialecto pelo seu reconhecimento político, o aconteceu com o mirandês através da lei 7/99, de 29 de Janeiro, aprovada pela Assembleia da República. Tal significa que a distinção é colocada em aspectos externos à própria língua, o que diz bem da manipulação política, e até ideológica, a que aquelas palavras estão sujeitas.
Uma língua existe sempre que estejamos perante um sistema linguístico gramaticalmente perfeito e com características distintivas próprias, o que é reconhecido ao mirandês desde que, nos fins do século XIX, foi estudado por José Leite de Vasconcellos.
O uso da língua, independentemente do nome e qualquer que ela seja, é um direito fundamental que radica na dignidade de cada uma das pessoas que a falam, bem como da comunidade que através dela se expressa e se identifica. Esta é a questão essencial.
Quais são as principais características da língua mirandesa?
Apresentam-se de seguida apenas as principais características, sem as esgotar. Faz-se uma comparação com o português e com o castelhano, para melhor fazer ressaltar essas características, que nuns casos a diferenciam e noutros casos a aproximam de uma ou outra dessas línguas:
- o mirandês (salvo no dialecto sendinês) palatiza o ‘l’ inicial, o que não acontece em português nem em castelhano: lhuna – lua (port.), luna (cast.); lhana – lã (port.), lana (cast.);
- há uma série de ditongos crescentes que afastam o mirandês tanto do português como do castelhano: castielho – castelo (port.), castillo (cast.); tierra – terra (port.), tierra (cast.); fuonte – fonte (port.), fuente (cast.); buono – bom (port.), bueno (cast.); ferruolho – ferrolho (port.), cerrojo (cast.);
- o mirandês conseva o ‘l’ e o ‘n’ intervocálicos, que caem no portugês (mas não em castelhano): arena – areia; tener – ter; P**a – pia; malo – mau;
- o ‘ll’ e o ‘nn’ duplos intervocálicos latinos palatizaram-se em mirandês, mas não em português: cabalho – cavalo; canha – cana.
É também de referir:
- o ‘f’ latino conserva-se em mirandês e português, mas não em castelhano: afogar-se – ahogarse; forno - horno;
- a nasal ‘ão’ portuguesa não existe no mirandês (salvo em um tipo de casos no dialecto sendinês): son – são; pan – pão; armano – irmão.
- a inexistência de vogais altas átonas em início de palavra (ex. einemigo, inimigo; oufender, ofender; anganhar, enganar; anfenito, infinito);
- a inexistência do prefixo des-, reduzido a z- (ex. zamprego, desemprego; zaparecer, desaparecer) ou ç- (ex. çcascar, descascar; çclarar, declarar).
A isto há que acrescentar: uma conjugação verbal específica, embora o sistema verbal do mirandês seja semelhante ao do português; os artigos definidos l (o) e la (a), os pronomes pessoais (you, eu) e possessivos (miu, meu; mie, minha, etc.); modos de tratamento de respeito, específicos e distintos; algumas palavras com género diferente (ex. la calor, o calor); advérbios e locuções inexistentes em português (ex. ende, sourtordie); uma sintaxe com várias características próprias; e bastante vocabulário distinto do português, apesar de haver uma grande continuidade lexical como acontece em todas as línguas de origem latina da Península.
Mas também há semelhanças entre o mirandês e o português, sobretudo o do norte interior, de que se destaca: um sistema de quatro sibilantes (por ex. pronunciam-se diferentemente cesta, sesta; maça, massa; cozer, coser; beiço, beiso; trás, traç); ausência de v, existindo apenas b (ex. baliente, biaige).
Concluindo, pode dizer-se que o mirandês tem características próprias que o distinguem tanto do português como do castelhano e o filiam nas línguas asturo-leonesas, mas partilha igualmente semelhanças e infuências daquelas duas línguas, embora com predomínio da influência do português. Isso em nada afecta a sua autonomia e a sua estrutura perfeita como língua, não sendo uma mistura entre aquelas duas línguas.
A língua mirandesa tem as mesmas características em todo o lado ou apresenta variedades?
Já José leite de Vasconcellos havia distinguido três variedades dentro do mirandês: o mirandês do norte ou raiano, que é falado em várias aldeias junto à fronteira (raia seca) com Espanha; o mirandês do sul ou sendinês, que é falado na vila de Sendim; o mirandês central que é falado nas restantes aldeias e que foi adoptado como padrão pela Convenção Ortográfica da Língua Mirandesa. Assim, como qualquer língua, e apesar do seu reduzido número de falantes e da pequena área geográfica onde se fala, também o mirandês apresenta importante variação interna.
Das variedades do mirandês, a que apresenta diferenças mais sensíveis é o sendinês, que foi objecto da 1ª Adenda à Convenção Ortográfica da Língua Mirandesa. Em termos de ortografia, a convenção seguida é a mesma, apenas se permitindo que os sendineses, se o desejarem, possam escrever com l- em início de palavra em vez de lh- (ex. luna / lhuna, para a palavra ‘lua’). Outras distinções a assinalar, além de aspectos da sintaxe e do léxico: o tratamento de respeito é, no mirandês central e raiano, na 2ª pessoa do plural (Á tiu Antonho, bós stais an casa manhana a la purmanhana?), e é, no sendinês, na 3ª pessoa do singular (Á tiu Antonho, el stá an casa manhana a la purmanhana?); o sistema de ditongos crescentes, que ora desapareceram em sendinês, ora apresentam outras características; a queda do «g» depois de –i- tónico [ami(g)o, fi(g)o, tri(g)o], traço que também se verifica, menos regularmente, em outras aldeias como Constantim e em Paradela; a palatalização de «c» em –ico (ex. cachico) e de «g» em –ingo/inga (ex. demingo, spingarda), traço que também se apresenta em outras localidades, embora de modo menos regular.
O mirandês raiano, além de algum léxico específico, por vezes com influência castelhana, apresenta lo /la como artigo definido, em vez de l / la, e alguns traços similares ao sendinês, como a queda do «g» depois de -i- tónico.
Como se dá a transição do mirandês de língua exclusivamente oral a língua também escrita?
A língua mirandesa manteve-se como língua exclusivamente oral até 1884, ano em que José Leite de Vasconcelos publicou o poemário Flores Mirandesas, a primeira obra escrita em mirandês. No último quartel do século XIX vários autores mirandeses publicaram obras em mirandês, em particular traduções de autores clássicos e de «Os Quatro Evangelhos», com destaque para Bernardo Fernandes Monteiro, Manuel Sardinha e Francisco Meirinhos. A escrita seguida por José Leite de Vasconcelos era muito complexa, visando expressar toda a riqueza da oralidade, mas um sistema de escrita mais simples foi apresentado por Gonçalves Viana, depois seguido por vários autores. Daí em diante a escrita da língua mirandesa oscilou entre aquelas duas propostas, até que em 1999 é publicada a Convenção Ortográfica da Língua Mirandesa, cujo projecto esteve em discussão desde 1995.
A Convenção Ortográfica da Língua Mirandesa foi elaborada, com o apoio de vários falantes, por estudiosos de mirandês e por linguistas dos Centros de Linguística da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. Em 2000 foi aprovada a Primeira Adenda à Convenção Ortográfica e está em discussão pública a Segunda Adenda.
A Convenção Ortográfica da Língua Miranesa, e as suas Adendas, veio permitir uma crescente harmonização da escrita da língua, hoje seguida pela esmagadora maioria dos autores que escrevem em mirandês e adoptada no ensino do mirandês nas escolas.
A discussão e investigação em torno da escrita da língua mirandesa ainda não se pode considerar concluída, nomeadamente porque a Convenção Ortográfica e as suas Adendas não abarcam todos os aspectos relativos à escrita da língua. A edição de manuais de ensino, de uma moderna gramática do mirandês (já existe uma gramática publicada em 1900 por José Leite de Vasconcelos) e de um dicionário de língua mirandesa, são também materiais essenciais nesse percurso de normatização da língua.
Qual a situação do ensino da língua mirandesa?
O ensino da língua mirandesa iniciou-se em 1985/86, na Escola Preparatória de Miranda do Douro, com Domingos Raposo, aí se mantendo por vários anos, reduzido a duas turmas do 5º e do 6º anos.
Entretanto, o ensino foi regulamentado pelo Despacho Normativo, do Ministro da Educação, n.º 35/99, de 5 de Julho, na sequência da lei nº 7/99, de 29 de Janeiro. O ensino é considerado como opcional. Esta regulamentação do ensino sofre de graves deficiências, o que tem levado a uma diminuição do número de horas lectivas (agora reduzidas a uma hora semanal), a um processo de colocação de professores com graves irregularidades, à ausência de apoio à formação de professores e à edição de materiais de apoio ao ensino, entre outros problemas. Aguarda-se um novo estatuto do ensino do mirandês, cuja necessidade já foi publicamente reconhecida pelos dois principais partidos, e para que já foram apresentadas propostas ao Ministério da Educação, que continua sem dar resposta a este problema, tão simples de resolver.
Já em 2000, o ensino estendeu-se às escolas primária e preparatória de Sendim, com Carlos Ferreira. Hoje a língua mirandesa é ensinada em todas as escolas do concelho de Miranda do Douro, da pré-primária ao 12º ano, como disciplina de opção, devendo-se essa expansão aos esforços iniciados por Carlos Ferreira e continuados e levados a bom termo por Duarte Martins.
A língua mirandesa tem sido também ensinada na UTAD – Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (Pólo de Miranda do Douro), em cursos ministrados por Domingos Raposo.
Fora do ensino oficial têm sido realizados vários cursos, de diferente natureza, apenas se realizando de modo regular o ensino organizado pela Associaçon de Lhéngua Mirandesa, em Lisboa, desde 2001, em cursos iniciados por Amadeu Ferreira e hoje também ministrados por Francisco Domingues e por Bina Cangueiro.
Existe uma literatura em língua mirandesa?
Sempre existiu uma riquíssima literatura mirandesa de tradição oral, nos mais diversos domínios da expressão popular: poesia, romance, conto, cantiga, oração, etc. Uma parte importante desse património está ainda por recolher e, sobretudo, por organizar e estudar. Parte importante dessa literatura é em português e em castelhano, mas um núcleo significativo é em mirandês. Só por desconhecimento dos organizadores se pode compreender que apenas um poema popular mirandês figure na antologia Rosa do Mundo, editada em 2000 e que pretende ser representativa da poesia mundial dos últimos 2000 anos. Essa literatura, a par de outros aspectos da cultura mirandesa, faz parte do património cultural da humanidade
A literatura escrita em língua mirandesa inicia-se em 1884, com a publicação do poemário de José Leite de Vasconcelos, Flores Mirandesas. Ainda no século XIX assistimos à publicação de poemas originais por Francisco Meirinhos, de traduções de Camões e de Antero de Quental por Manuel Sardinha, de Camões e dos Quatros Evangelhos por Bernardo Fernandes Monteiro. Já no século XX, António Maria Mourinho publica vários poemas em mirandês, depois reunidos no volume Nuossa Alma i Nuossa Tierra, a que se veio juntar mais tarde o poema Scoba Frolida an Agosto e outros poemas dispersos.
Este período, sem prejuízo do valor literário das obras produzidas, teve como principal finalidade o estabelecimento de um corpus que fixasse um património linguístico ameaçado, como é expressamente referido pelos autores. Porém, a evolução da língua mirandesa como língua literária, em sentido moderno, não tem parado, apesar de a pouca difusão das suas obras tornar tal realidade menos evidente. Também do ponto de vista literário não há línguas menores, porque nenhuma língua é, à partida, inferior a qualquer outra e a nenhuma está negada a capacidade de expressão literária elevada e não apenas tradicional ou popular. É neste contexto que deve ser encarado o surto de literatura mirandesa a partir dos anos 90 do século XX, e o surgimento de autores como Alcina Pires, Alfredo Cameirão, Amadeu Ferreira (e dos seus pseudónimos Fracisco Niebro, Marcus Miranda i Fonso Roixo), António Bárbolo Alves, Bina Cangueiro, Carlos Ferreira, Domingos Raposo, Duarte Martins, Emílio Martins, Faustino Antão, José Francisco Fernandes, Manuel Preto, Marcolino Fernandes, Rosa Martins, Válter Deusdado. Várias das obras destes autores estão dispersas por jornais e revistas, mas também por sítios e blogs na internet, onde outros autores têm vindo também a fazer o seu caminho. A estes autores devem acrescentar-se vários escritores jovens que se têm revelado nos jornais escolares e na revista La Gameta.
A capacidade de gerar literatura em vários níveis e em diversos géneros tem sido seguramente um dos modos de afirmação da língua mirandesa.
Qual a importância da língua mirandesa para Portugal?
A preservação das chamadas línguas minoritárias tem vindo a tornar-se uma evidência para cada vez maior número de pessoas. Mas esse é sobretudo um imperativo orientado a preservar uma parte indispensável do património cultural da humanidade. Daí que todo o processo de defesa e promoção da língua deva ser encarado como uma exigência de cidadania da mais alta importância, que não tem apenas uma dimensão nacional, mas internacional.
A diversidade linguística e cultural é uma riqueza para Portugal, integrante da nossa identidade. Aceitando a verdade histórica e sociológica, Portugal deve apresentar-se como país bilingue e integrar essa referência nos programas das nossas escolas, dando a conhecer a todos os cidadãos a existência da lingua mirandesa, sua origem e características.
A democracia linguística é um elemento importante da democracia em geral, assente no respeito pela diferença. Não basta uma lei proclamatória, exigindo-se que o Estado concretize os compromissos que assumiu em lei, nos mais diversos domínios.
Além de um problema de dignidade dos seus falantes, as línguas são também um problema ecológico, entendido em sentido amplo, que a todos deve preocupar. Pela língua se exprimem culturas, tradições, saberes e modos de viver que são essenciais ao equilíbrio das sociedades e ao bem estar dos cidadãos. Também de Portugal. Se o mirandês desaparecer ninguém ganha nada com isso, mas Portugal, os portugueses e, dentre estes, os mirandeses ficam mais pobres.
Para os mirandeses e para todos os concelhos da terra de Miranda, em particular, o mirandês e a cultura mirandesa assumem-se também como um importante valor económico, que importa ter em conta numa região que está em profunda depressão económica e em acelerado processo de desertificação.
Pelo facto de falarem outra língua, os mirandeses não são menos portugueses que os outros, como o demonstra a sua história, nem nunca quiseram ser outra coisa senão portugueses. Hoje os mirandeses continuam a ser bilingues e a sua afirmação do mirandês não implica a negação do português. Defender, promover e desenvolver a língua mirandesa é um dever de cidadania que se impõe, nomeadamente a todos os mirandeses.
Sendim, 5 de Agosto de 2006
Amadeu Ferreira"
Abraços
cecilio 11 de agosto de 2008
Biba,
you yá habie lido l testo(à Pedro adebina adonde :-P ).
Ye solo para dezir que nun cuncordo cun ua cousica!
Donde diç an todas las aldés, stá mal. Sendin ye Bila!
Puode parecer ua comenéncia, mas queda l reparozico!
Eiqui:
"Onde se fala mirandês? "
"A língua mirandesa é falada em todas as aldeias do concelho de Miranda do Douro, com excepção de duas (Atenor e Teixeira), e em três aldeias do concelho de Vimioso (Vilar Seco, Angueira e Caçarelhos), no distrito de Bragança."
almendra 11 de agosto de 2008
:))
Stou cuntento cun la çcuçon.
francisco 11 de agosto de 2008
Era agora importante ter aqui a contra-opinião de Aldino e dos estudiosos do Mirandes. Uma coisa é certa antes de o Mirandés ser estudado estava quase enterrado, e para o ilustrar não melhor que ler o texto escrito pelo Professor Amadeu Ferreira o destino de uma Língua Moribunda, em minha opinião era assim que se encontrava.
Agora o Mirandés virou moda, o mundo por vezes vai de modas. Antes o Mirandés era do povo inculto que andava pelo campo, agora passou para a cidade e continua a envelhecer pelo Planalto, fala-o escreve-o quem nunca teve contacto com ele.
Iría ficar de "hadil", como está a ficar a região, pena que a região ninguém lhe deite a mão, revolta-me os que dizem que só serve para passar férias e tirar uns retratos.
O êxodo de população e o seu envelhecimento para isso iriam contribuir, em meu entender a continuidade está assegurada para 50 anos com mais ou menos seguidores.
Concordo com meu primo Cecílio, mas não na totalidade há muita gente interessada na continuidade, que o estuda e aprende, mas como em tudo há muita gente que lhe é indiferente, mas isso é normal. E umas palavras sempre dizem, nem sempre há tempo para tudo especialmente para lhe dedicar mais tempo.
JMCA
Carlosferreira 11 de agosto de 2008
Nun antendo nada subre la forma, nien subre l tema, nien sequiera me parece que tenga nada a ber l "espanhoguês" - nun sei l que ye esto - de que aldino ferreira fala. Tamien nun sei se l tema quier sugerir que se trata de l mirandés, como las pessonas que benírun aqui yá a respunder i dar la sue oupenion.
Mas bou-bos a dezir dues cousas simples:
1 - La torre eifel nunca serbiu para nada. Sirbe solo para se assumir como l ícone que eidentifica la cidade i l paíç que la ten, l purmeiro çtino turístico de l mundo - Paris - La França.
2 - Ua beç fui a fazer ua palhestra subre l mirandés nua scuola superior, para porsores de l ansino superior i a la fin pergunta-me un: - O mirandés para que serve? I you respodi: - Para nada! Também a música, a poesia e a literatura não servem absolutamente para nada, mas são no entanto aspectos fundamentais que distinguem os homens dos macacos...
Abraço
BengaCafe 12 de agosto de 2008
Até que enfim!!! Finalmente hoube alguien que bino a puner algo cun pies i cabeça!! Hai geraçones altes de la mie, que nun dan ua palabra an Sendinês ou Mirandês que seia. Nós, mais noubos, bamos dando uas sachadas i cun la prática bamos tamin aperfeiçoando la fala i la escrita. Mas cumo siempre hai uns que estan contra!!! Mas esse, nós ya sabemos, faga-se bien ou mal, está siempre mal ou bien... Ainda bien que hoube giente que toube coraige para dar oxigénio al mirandês i bibir mais alguns anhos. Moda nun será, se nó nas escoulas nun le ensinaban. Arriba Sendin
2giga 12 de agosto de 2008
Carlos falou mui bien.
Tamin l tema me pareciu un cacho squesito, mas cumo ampeçorun a falar de mirandes anton lhembrei-me desse testo de Amadeu.
Para quien inda nun tube ouportunidade de star nua classe de mirandes cun Amadeu, nun puode sequira manjinar la simplicidade cun que el aborda to ls temas i splica las cousa cun bases an trabalhos i studos de hai alguns anhos.
Bastarien dous ou tres eisemplos de palabras pa que essa dubeda de l "espanhogues" quedasse sclarecida. Hai inda muita giente que pensa q l mirandes bieno de ua mistura de spanhol cun l portues, mas stan anganhados i nun s'anforman sequira.
Inda por riba, i sobretodo an sendin, hai muitos que a la selombra de l que ls outros fazan quiren mamar sin trabalhar.
L mirandes fui i cuntinua a ser objeto de muito studo. Sendin ten pul menos un de ls respunsables por esses trabalhos, l mais de todos ne l miu antender i inda andam muitos cun dor de coto? Deberimos era star chenos de proua....
Abraços
cecilio 16 de agosto de 2008
Bultei a dar un saltico eiqui.
Pus buono...YOU acho que l Mirandés sirbe para algo. Sirbe pa l mesmo que l Pertués, i tamien que l Anglés. Sirbe para quemunicar!
Agora se ye neçairo...?
Puode ser que nó, yá que quaijeque todas ó todas las pessonas que falan l Mirandés tamien falan outra léngua se quesíren.
Anton claro l querer perserbar algo, que you nuosso, ye que mos çtingue de ls macacos.
Inda assi l home ye l único animal que cuspe an la auga que bai a buber.
Cecílio
francisco 16 de agosto de 2008
Se, Aldino Ferreira não quer dizer que o Espanhoguês é Mirandes, então a que refere?
Quando disse que o Mirandés está na moda, não falei em "moda" propriamente dita, mas por vezes as necessiadades são instantâneas sucedâneas e duradouras, o Telemóvel é uma necessidade duradoura que quem não tiver hoje em dia não anda à mesma velocidade que o resto dos comuns. O mirandês à 10 anos ninguém lhe ligava, hoje anda nos bancos das escolas e objecto de teses de Doutoramento.
Depois quando há uma ronda de conversações o mais difícil não é convencer quem diz sempre que sim, são os mais cépticos, isso sim é uma é uma vitória, não vamos lá desconversando.
Eu tenho sempre “praua” quando um Sêndinés brilha mesmo que não me seja próximo, e agora até tenho quando é um Português.
Muita gente desatina quando à quem discorde, mas é quando devemos ter mais vontade de lutar pelos nossos objectivos e causas.
E continuo a ter pena que não haja mais sal e pimenta neste tema, são sempre os mesmos e mais do mesmo.
Obrigado
Abraços
amadeu 16 de agosto de 2008
Buonas nuites a todo mundo,
Culas buoltas de las bacanças, solo agora bi este tema i fartei-me de rir.
A la ua l outor deste tema ye a modo de «topa i fuge», quier dezir, atira uas pedradas i scapa. Zde garotico que conheço l género. Este ye un sítio para debate, mas Aldino nun quier debater nada, i el deixa esso bien çclarado, l que el quier ye ampeçar ua cruzada contra un fregelo. Mirai cumo el diç:
«O espanhoguês ,só entere-ssa a 5 porcento dos sendineses: vamos combater este flagelo.». Portanto el quier ye guerra, stá chenio de certezas i nun ten nada a aprender cun naide i até bai al punto de dezir que de l lado del stan 95% i de l outro lado stan 5%. Por todo esto you nun stou mui antressado an saber se el quier falar de l mirandés (ye l que el quier) ou doutra cousa, mas, yá que gusta tanto de l pertués, mais balie que gastasse l tiempo a aprender essa lhéngua, que bien percisa cumo se bei pulas dues linhas que screbiu.
Fracisco dixo ne l sou comentário que Aldino ten l dreito de çcutir i ser contra l mirandés. I ye berdade, mas l que el quier nun ye esso mas si fazer ua guerra i ende yá nun le reconheço nanhun dreito. Aldino até ten l dreito de tener bergonha de l modo de falar de la mai i de l pai, que Dius tenga, mas esso ye alhá cun el.
Biba l sendinés i l mirandés. Se esse fur l «flagelo», anton you adoro flagelos.
Se Aldino, ou outras pessonas, quejir çcutir a sério stou çpuosto a partecipar i a aprender. Agora fazer guerra´, nó que yá tengo guerras que chéguen.
Amadeu Ferreira
amadeu 16 de agosto de 2008
Buonas nuites a todo mundo,
Culas buoltas de las bacanças, solo agora bi este tema i fartei-me de rir.
A la ua l outor deste tema ye a modo de «topa i fuge», quier dezir, atira uas pedradas i scapa. Zde garotico que conheço l género. Este ye un sítio para debate, mas Aldino nun quier debater nada, i el deixa esso bien çclarado, l que el quier ye ampeçar ua cruzada contra un fregelo. Mirai cumo el diç:
«O espanhoguês ,só entere-ssa a 5 porcento dos sendineses: vamos combater este flagelo.». Portanto el quier ye guerra, stá chenio de certezas i nun ten nada a aprender cun naide i até bai al punto de dezir que de l lado del stan 95% i de l outro lado stan 5%. Por todo esto you nun stou mui antressado an saber se el quier falar de l mirandés (ye l que el quier) ou doutra cousa, mas, yá que gusta tanto de l pertués, mais balie que gastasse l tiempo a aprender essa lhéngua, que bien percisa cumo se bei pulas dues linhas que screbiu.
Fracisco dixo ne l sou comentário que Aldino ten l dreito de çcutir i ser contra l mirandés. I ye berdade, mas l que el quier nun ye esso mas si fazer ua guerra i ende yá nun le reconheço nanhun dreito. Aldino até ten l dreito de tener bergonha de l modo de falar de la mai i de l pai, que Dius tenga, mas esso ye alhá cun el.
Biba l sendinés i l mirandés. Se esse fur l «flagelo», anton you adoro flagelos.
Se Aldino, ou outras pessonas, quejir çcutir a sério stou çpuosto a partecipar i a aprender. Agora fazer guerra´, nó que yá tengo guerras que chéguen.
Amadeu Ferreira
Ana Maria F 16 de agosto de 2008
Começou de maneira muito estranha este debate.
Primeiro com o pequeno anúncio de « aldino » que a mim, vou ser sincera, não me motivou un segundo a comentar senão para lhe dizer que se há de facto un flagelo a combater é, antes de ir mais longe, a maneira de escrever que é a dele e de apresentar o tema. En seis linhas que escreveu, contei sete erros de ortografia e de pontuação, para citar apenas estes.
Isto é que é já é un grande flagelo!
E agora uma comparação: é como querer limpar copos ou dá-los a limpar com panos (« Rodilhos » em Mirandés) lavados e passados a ferro algo à pressa e de maneira duvidosa até…
Então as pessoas que se convidam à mesa até para « palestrar » e que aceitam até de ajudar a limpar os ditos copos não merecem um pouco mais de atenção dando-lhes pelo menos o necessário como convém : panos bem limpos, será coisa do outro mundo ?!
Não digam que sim : com todos os aparelhos que há nos dias de hoje e água canalizada e cristalina que sai de tantas torneiras ! Então em Sendim, também não é o caso ? Não acredito !
Isto para evocar metaforicamente os problemas que vai ter que resolver previamente em relação à língua que escolheu para redigir o seu anúncio, o amigo « aldino », a língua portuguesa ou melhor lusa, como também à maneira de pensar e de apresentar as ideias que é a dele.
E agora, algumas palavras em relação ao « espanhoguês” de que mos fala e a propósito do qual acha que “vamos combater este flagelo”…
Achei muito estranho, Zé Mialito (José M. Carção Angélico, para as pessoas que não te conhecem), rapidamente no teu comentário estabeleceres uma analogia entre esse “espanhoguês” do nosso amigo “aldino” e o Mirandês, língua que eu neste caso não hesito em escrever com maiúscula como seria aliás também o caso de outras línguas como o Português ou o Espanhol, sabendo que em relação a esta última mais certo seria dizer o Castelhano uma vez que em Espanha se falam outras línguas não menos importantes como o Basco e o Catalão para citar de maneira muito resumida apenas estas duas…
Eu, Amigos, para vos dizer a verdade, quando vi essa palabra o “espanhoguês” (mot-valise, dizem os linguistas em francês), que o Amigo “aldino” diz que vai combater, pensei apenas nas misturas (“interferéncias” dizem também os linguistas) que todas as pessoas fazem quando não dominam ou mal as línguas que falam ou procuram falar.
Fala “espanhoguês” a pessoa que mistura o português com o espanhol ( o castelhano por exemplo)como acontece também, como sabem, com o francês, o inglês ou qualquer outra língua.
Mas em nenhum caso se deve considerar isso como um”flagelo” e ainda menos de forma tão negativa. Qualquer lingüista seria capaz sem a menor dificuldade de explicar porquê.
E para acabar, acho que já houve aqui óptimas intervenções que demonstraram que o Mirandês não é em nenhum caso esse “espanhoguês” de que nos fala “aldino”.
O Mirandês é uma língua verdadeiramente, uma língua "à part entière” (e não de forma alguma uma mistura de línguas!), reconhecida oficialmente depois de ter sido estudada e fixada também através das convenções que foram feitas por especialistas e estudiosos dessa língua e isso só é de elogiar porque só lhe pode dar força, valor e legitimidade.
E é isso que mais conta e que devemos de reconhecer se temos um mínimo de juízo e de inteligência… mais que os tais “macacos” de que nos falou, e com toda a razão, Carlos.
Depois, que haja uns que misturem ua ou outra, seja ela qual for, isso é outro problema que só se resolve (porque tudo se pode resolver), aprendendo e estudando o melhor possível, de várias maneiras aliás, cada uma que se procura falar, respeitando-as todas também como elas merecem.
As línguas não são só nossas! Como todos sabemos, já foram de muitos antes de nós, tantos e tantos se pensarmos bem!, e ainda serão depois de nós, modificando-se, transformando-se cada vez que é necessário, sem mesmo por vezes mos darmos de conta, ou que as pessoas sentem que é melhor assim.
Vivendo e morrendo elas também como já aconteceu mais que aquilo que pensamos. Como nós, os Homens!
amadeu 22 de agosto de 2008
Buonas nuites Telmo
Pula parte que e toca nun stou an guerra cun naide, i muito menos cun Aldino, seia el miu primo ou qualquiera outra pessona. I tamien nun tengo gana de guerras cun naide, que yá muitá se m'anferrujou la spada.
Un abraço,
Ana Maria F 30 de agosto de 2008
Claro que you mais que naide tengo oubrigaçon de las falar i de las screbir sien las misturar essas dues lhénguas que son l Pertués i l Mirandés! Fui ende, cumo sáben, nesse torron que se chama Sendin que passei toda la bida !
aldino ferreira outor 2 de setembre de 2008
Explicação do espanhogés
Espanhogues---explicação do que é.?
E precisamente o espanhol falado em sendim a anos atrás por pessoas de certa idade, que andavam no chamado contrabando de sobrevivência pessoas que não sabiam nem ler nem escrever, pronunciando mal o espanhol e o português.
Quem vive aqui tem visto claramente que qualquer outra aplicação de este assunto é fruto de imaginações férteis que por ai andam .
O espanhoges tem contribuído para a estagnação e desertificação deste povo camuflando completamente algum potencial que esta terra tinha .
Alguém que me diga quais foram os benefícios que este povo usufruiu com o espanhogues?
Existe uma lista com o nome dos sendineses que têem contribuído para o bota abaixo deste povo,-----------un dia será publicada
Meus cumprimentos:
cecilio 3 de setembre de 2008
Acho que a resposta do dia 02-09-2008 do senhor Aldino ainda não foi respondida ou pelo menos esclarecida. Vou escrever em Português (e devagar) para ser mais simples ao senhor Aldino me perceber.
Desde já esclareço que pessoalmente nunca obtive receitas "directas" por causa do Mirandês...infelizmente. :-( :-)
Agora vou explicar o uso do termo "directas". Sabe, imagina quem ganha por exemplo com o Festival Intercéltico? A resposta óbvia seria quem fica com as receitas das bilheteiras. A resposta completa seria Sendim no seu todo, começando pelos restaurantes, hotéis ou pensões ou o que quiser chamar. Quer ficar por aqui? Quem fornece bens ou serviços aos restaurantes e pensões? O padeiro, o talho, a lavandaria, a Adega, agricultores, etc... imagine-se que pode ser visto como uma bola de neve em que até os trolhas tiveram que fazer instalações, electricistas instalar luzes...
Que é que isso tem a ver com a língua?
Tudo, pois aparentemente pode não haver receitas directas, pelo menos exceptuando casos pontuais. Contudo a língua dá visibilidade a Sendim.
Já vi Sendim algumas vezes na televisão por exemplo, uma vez foi porque fecharam escola primária, outra porque havia uma bomba na Praça e das outras vezes Sendim apareceu porque havia uma ligação directa à língua. Isto traz pessoas e traz proveito aos Sendineses.
Claro que não se pode negar o subdesenvolvimento (relativo) do Interior, mas é descabido que a língua ainda o intensifique.
Já disse que eu nunca tive receitas "directas" com o Mirandês, mas saúdo quem obtém receitas. Primeiro é sinal que são inteligentes a ponto de o conseguir com uma língua que o Aldino diz ser uma invenção, um mal escrever e um mal falar; depois provavelmente conseguiriam ter ainda mais receitas exercendo outras actividades.
Todo este paleio é relativo ao nível monetário, porque a nível da riqueza cultural e ao nível da identidade de um povo há coisas que não têm preço e muitas vezes são as mais importantes.
Cristóvão Pires
ps: se um dia não são dias, uN não é nada(em Português).
ps2: mete-me graça a teoria da conspiração, da perseguição. Ah e tal a culpa é do sistema.
ps3: não seria mais louvável discutir formas de desenvolvimento da região em vez de procurar culpados onde não os existem (a desertificação e a baixa natalidade não existe apenas em Portugal).
Carlosferreira 4 de setembre de 2008
Cecilio fala - scribe - i tira bien retratos, subre l restro inda nun me puodo pernunciar, mas cumo diç l dito: quien ye buono na binha, tamien ye de certeza buono ne l bacielho.
Bamos a cousas pragmáticas, cuncretas. Sendin bila: númaros de 2001, ten cerca de 1500 almas. You conheço un, un i nó dous, a quien l mirandés - sendinés - nun se le ruobe = 0,06%. Apuis hai todos ls outros.
De ls que bénen a l'anternet i que fálan, i fálan bien, mais cuncretamente a este Blog i a este tema, inda naide apuiou "Aldino" = 100%. Se calha l rapaç yá stá un quaije nada depersibo. Hai que ajudá-lo, se nó, bai a acustar caro an remédios a la sigurança social. Se calha la berdade ye berde i ua beç, bieno un burro i robiu-la. Á que de l rei.
Acéitan-se beluntários, mesmo que falsos, para ampedir "Aldino" de fazer grandes despezas an remédios... Pertual stá an crise!
You sou por la salude...
Abraço.
cecilio 4 de setembre de 2008
Metiu-me grácia pus claro l que dixo Carlos Ferreira. :-)
Depersibo, pur esso nun seia, que quede cula "bubilaica".
Mas yá agora hai que dezir que si, naide inda defendiu la posiçon de Aldino, MAS hai que ber que muitos besitantes de l Blogue nun se afazen a screbir (seia pul motibo que seia).
Mas pronto.
Yá agora esso de Pertual star an crise, quanto mais se oube pior, mais se oube falar desso. Ls Irlandeses stán an crise, la Fráncia yá nun ye l que era...todo stá an crise até la América. Mas ls Pertueses teiman an inda dezir que passado manhana yá que acaba l mundo. Peç cumo la óndia de assaltos, uns ouben apuis bota tamien...Ganhabamos mais se tubíssemos mais proua.
Ó seia stamos mal mas puodímos star pior, i Aldino que se anime.
Cecílio
telmo 4 de setembre de 2008
À cecílio, ls roubos tenan a ber cul nuobo cd de pica, nun bês la música que yá até Socrates canta (por bias de l cd que l menistro de las finanças l oufreceu):
Quien anda a roubar las bombas?
E sabes que Aldino stá-se a marimbar pa l mirandês porque el queda siempre a ganhar, nun bês cun Alfredo Pica:
Pica ye baliente i naide l nega, trocou la mota por um motor de rega…
Quien ganhou cu l negócio? Aldino!
cecilio 4 de setembre de 2008
À Telmo mas nun bés que Alfredo Pica cumprou l motor de rega an Bíscaia an Miranda ó adunde fui. :-P
2giga 4 de setembre de 2008
Ei, buonas a todos.
An purmeiro, Albino inda nun ye aficionado nestas cousas de anternet, porque pa respunder al blog que el screbiu abriu outro tema i you tube que mober l tema para aqui porque falaba de l mismo. era un comentario al tema i no outro tema.
Cuido que el sta anganhado i mos anganhou a todos, o seia, nun se splicou bien.
Cuido que el nun se sta a referir al mirandes. Ye outra cousa que el quir falar. Por esso, el que mos diga l que quier dezir i q nun ande cun arremessos.
Abraços
Ana Maria F 5 de setembre de 2008
Nunca perca la sue calma i cuntine bien eiducado. I subretodo nunca zespere.
Biba !
mais k atento 5 de setembre de 2008
olá boa tarde
mais k atento 5 de setembre de 2008
É a primeira vez que estou a escrever neste site mas vejo k está animado!!!!quem diria que o espanhoguês ia dar tanto k falar.Sem qurer ofender ninguem o sr.Albino não está só?ah.ah.ah.e não estou minimamente interessado com a saúde dele estou mais preocupado com outras coisas porque ele tem uma saúde de ferro.já deve estar na casa dos 50 e aida não tem cabelos brancos....vida saudável não acham?por isso tem um voto meu.abraços.
almendra 6 de deziembre de 2008
Gustarie de saber se Aldino se stá a referir als que scríben l mirandés i l sendinés sin sabéren, ou se a ua léngua de que nunca oubi falar.
Se ye als que nun scríben bien, pus tenemos que ls fazer ir a scuola ou ansinar-le a screbir.
Se ye a algua léngua çcoincida, tenemos que la mandar studar, puode tener anteresse stórico.
Quanto a falar i ou screbir mirandés ou sendinés, ye cun cada un i naide ye oubrigado a saber ou outilizar todas las lénguas.
Todo mundo sabe que muitos sendineses nuca falórun l sendinés, mas ls que quejíren falar-lo ténen todo l dreito. Quando ls homes queríen fazer ua torre para chegar al cielo, Dius cunfundiu-los, ponendo-los a falar bárias lénguas.Será que Dius yá nun eisiste? Ou yá nun manda nada. Falar bárias lénguas fui ua libardade que Dius ou Jeová, nome que stá na Biblia, dou als homes.
Silvia parece nun gustar de l mirandés i ten todo l dreito. Mas cumo diç la Biblia, nas trabas de la lei, que dou a Moisés, l segundo mandamento manda amar l próximo cumo a nós mesmos. Por esso nunca poderei falar contra ti, porque sós libre i tenes l dreito de ser çfrente, mas puodo pedir-te ua cousa, ampeça a screbir sendinés porque fazes falta.
Abraço
Almendra
Aldino 7 de deziembre de 2008
OLA AMIGO ALMENDRA:
Não estou aqui para alimentar discussões neste blogue , mas gostava muito de falar consigo sobre este e outros assuntos mas pessoalmente. se quiser em minha casa ou onde você quiser .
Um abraço : Aldino
almendra 8 de deziembre de 2008
Amigo Aldino:
Também gostaria de falar contigo e não é só disto. Penso que és uma pessoa que, ainda haja quem pense o contrário, eu acho que tens valor e de que Sendim precisa.
Um abraço
Almendra
francisco 8 de deziembre de 2008
Todas las pessonas tenén balor i todos son precisos. Só nun tenen balor aqueilhes que se fechan i pensan que son els melhores i que nada a la boulta deilhes eixiste. Mas you tamien gostarie de estar nessa conversa se nun for muito l´ancomodo para falar desto i d´outras cousas. Anbora fousse persona non grata.
Abraços
zé mialito
almendra 8 de deziembre de 2008
Zé:
Não percebi muito bem. Que é que tu queres?
Mas o controlo das pessoas já vai em querer entrar em conversas privadas?
Mas não controlam os gatunos e os bancos e tapam vigairices de milhões e querem chatear gente honesta?
Vamos ver se querem guerra.
Um abraço
Almendra
francisco 8 de deziembre de 2008
Senhor porsor you quiro pouca cousa, nun quiro muito, porque nun bale la pena muita lida para tan pouca bida.
Tamien solo querie star se nun ancomoda-se, a mi quando stou a mais nun ye preciso bara para me sacudir, que you lougo antendo.
Pode star scansado que you nun sou de la CIA nin de la PJ, nien de la Antrepol, solo querie conbersar, you nun ye assi que la giente se antende.
I cobersas pribadas son siempre bounas. Mas tamien se ponen temas para toda la giente scutir, palrar i dezir uas cousas, i apuis la bida ten de ser ua pandega.
Se deixa de haber pandega parece que la cousa nun anda.
Mire you tamien quiero ser bigueristas como de ls bancos i nun tengo bergonha del dezir, ye que assi stou siempre bien, i nun bibo en sobressalto, ye assi la bida.
Nun counta l que fazimos counta como somos.
Abraços
zé mialito
almendra 9 de deziembre de 2008
Ah, Zé, queries ser, mas eilhes solo scuolhen ls que son cumo eilhes. Quanto a andar an sobressalto, mira que ándan mesmo.
Naide te quier ampuntar, mas a las bezes hai que tener cumbersas pribadas, l que nun quier dezir que nun las podemos fazer publicas. Alguas bou a fazer i gustarie de te ber por alhá.
Bá, cumo diç Cecílio, nun te anraibes que todos somos poucos.
Nun bale ye andar cun ua fardela chena de piedras para atirar a todo mundo.
Un abraço
Almendra
francisco 9 de deziembre de 2008
You cula rabia libo un lato de piedras pala baranda que nun hai perro que meije a la pourta.
Se la fardela tubir ua chouriça, nun bos atrapalheis que nun bos atiro cun eilha.
You stou na quelor berde, só quando chego al bermelho cor de tempra yé que m´anrabio, so fui por me meter cun bós.
zé mialito
almendra 9 de deziembre de 2008
Gusto de ti porque sabes rir i tenes sentido de houmor i solo quien ye buono i anteligente l ten. Ls malos nun béien l houmor, mas l mal.
Essa de la chouriça stá mesmo porreira, mas se la ponisses a assar inda me dabas un cachico. Hehehe.
Almendra
francisco 9 de deziembre de 2008
Mire you nun sei porquei gousto mais de chouriça cruda. Mas si le daba, se las tubisse, yá agora quedais chamado pala matançia. Lebai bouna faca que ls cochinos tenan bounas çedas eran bounas par ls sapateiros. Comei bien ls dies antes qu´estes son pior quel diabro, de bicicleta inda nun ls bie andar, mas yá ls bi apanhar maçanas no hourto, i inda staban anriba de la maceneira.
Mirai apuis dou-bos sopas ls garrotes i sangre cozido, mas solo l que nun four para ls chabianos, i chabianos cun almendras digo-bos you que ye cousa bouna, yá comistes?
L sangre hai quien nul coma porque ten poderes coratibos, mas cabidela papas de sarrabulho, i chabianos i l sangre cozido l del cochino i até gizado ye bouno, inda you nun chegei a banpiro?
Abraço
JMCA
almendra 12 de deziembre de 2008
Ah Zé, bai a ber l blog de l HOIJE.
Bunas Fistas.
Almendra
francisco 12 de deziembre de 2008
Nun poude ser! Staba alhá l perro, a guardar ls cochinos. A l mal se roube drume culas pitas cols conelhos cula burra mas culs cochinos só oubrigado.
L coitado bibe en sobressalto pos al pie de la cama dele stá la farina i eilhes andan cun bontade de fazer un tunele para chigar a la saca, se eilhes nun morriren baia a ir perro saca i todo.
Bamos a asperar mais uns dies i ber se la broça de l´hourta se acaba, l cochino quando for l die, lebai un barenhon que bos eide dar quenhon para pisardes para ansebar las botas, que nun le bai a ir a faltar.
I agoara por falar an azeite. Mirai l´outro die stabadas anriabiados por andaren azeituna, yá apanhestes la bousa? Hoube un que dezi que l produto nun tenie qualidade por apanhar l´azeituna tan cedo, no domingo yá nun sabie de que tierra era por nun ir azeituna. You a muitos inda ls querie ber ir de barco apanha-la, se las tierras nun fussén scuridas.
Astanho si bos la poudo dar la torrada stá cousa porreira.
Ma esto dele azeite deixamos para outra altura, uas bezes acerta-se no temperano outras no fin, ye como todo.
Mas quien apanha l´azeituna antes del natal deixa l´azeite no olibal.
Pos si mas las coinbresas leban-las d´afeito las macanales solo quedaba la carunha anriba de la oulibeira, i inda ls paxáros nun tenen dientes se nó nien fulhas quedabán.
Mas por falar an foulhas ou you stou anganhado, mas la molestia anda por ende outra beç, yá la bi.
I apuis essa de la qualidade inda querie ber a quien apanha mais tarde, i andan apanhar la parba de azeitunas que hai al toro que ade quedar guapo.
Abraços
JMCA
almendra 13 de deziembre de 2008
Puode parecer mintira, mas gusto de quenhon de todas las maneiras. A las bezes como cada cacho del cozido cun pan i cebolha, que até la mulhier reinhe comigo porque diç que me sube la tenson.
De las azeitunas sin bou a star amolado. You tamien sou de ls que diç que quien apanha antes del Natal deixa l'azeite ne l oulibal. Mas cun tanta chuba i agora diç que bai a nebar, las azeitunas ban a anchir-se de niebe i cul peso ban a caer todas. Apuis quien las apanha? La giente agora parece que angulhiu un garfo i nun se puode amarrar.
Parece-me que bai a quedar azeite, brulho i todo ne l oulibal.
Abraço
Almendra
francisco 13 de deziembre de 2008
Hai nun sabi you que gostabades tanto de quenhon, tengo un cacho que miu abó deixou nun colgadeiro tem mais de palmo, stan tan amarelhico se birades que lido stá.
A mi el quenhon siempre me fizo mal a ls pies, yá de mui tienra eidade, tenson nun tengo nin diabretes nien nada desso, diç que so debo tener quidado cul castrol lougo quenhon stá proibido.
Mas bamos a fazer assi, ua parte para bós outra para xabon, l antremediado para mi.
Abraços
JMCA
Ana Maria F 14 de deziembre de 2008
Á Zé,
Diabetes nó, naide deseia esso a naide… mas « diabretes » porque nó ?
Tamien deziste : « Atrás dun grande home, hai ua grande mulhier »
Mas pensa bien…
Para fazer diabretes (ne l bun sentido até i nessas cousas un tamien ten que pensar se quier ou nó ajudar a perpetuar la raça, la nuossa raça, de nós ls Homes… !) cumo ye que esso serie possible se ls homes (seian eilhes grandes ou pequeinhos, tanto dá !) teimássen an quedar siempre delantre de las mulhieres ? Ye pura i simpresmente ua eiluson ! Que quergan ou nó, son oubrigados a deixar tamien esse lugar…!
Ye por esso que a mi me dá la risa quando beio que an Sendin, na eigreija por eisemplo, inda hoije ls homes atéiman an oucupar ls lhugares que quédan delantre deixando ou oubrigando las mulhieres a sentar-se atrás.
Depuis queixai-bos se la natalidade an Pertual ye ua de las mais baixas de la Ouropa !!
Nun ten nada a ber ua cousa cun outra ?!
Cumo splicar anton que ne l país adonde moro (la França) i que ye un de ls adonde yá pouca giente bai a missa, la natalidade antretanto seia ua de las maiores de la Ouropa ? Stou cumbencida que nun son solo medidas sociales ou rezones eiquenómicas que ancentibórun até agora las mulhieres a fazer giralmente mais do que un filho, muitas bezes dous, très ou mais…
Houbo quien mos ajudasse tamien a ancarar la nuossa cundiçon de mulhieres de maneira positiba i an posiçon de eigualdade cun la de ls homes. Nada de cunsidrarmos que uns dében star delantre i outros atrás! Somos todos eiguales, diç precisamente la Declaraçon Ounibersal de ls Dreitos Houmanos…
Ye assi tan bielha essa Declaraçon ?
Ye buono purmeiro saber l que eilha quier rialmente dezir.
Bá, agora deixo-bos . Nestes dies, quiero pensar tamien an purparar un Natal Feliç pa ls mius diabretes !
francisco 15 de deziembre de 2008
Sabeis Ana todo esto será ua cousa de cultura. Mirai el pai de miu pai siempre stube a la frente na eigreija i mi bó atrás i tube seis filhos, yá l mai de mi mai stube siempre a la frente i miu abó atrás pos miu abó iba pala trabona só tube dous, son assi ls usos i costumes en Sendin.
An Africa i por onde you andei un berdadeiro Africano ten de tener bárias molheres, mas agora bai sendo moda tener ua apuis quando bai chegando a ls trinta ten de tener ua "catorzinha" cun filho, se muito muito apuis l home até liba aquel filho de fura del matrimonio para casa i la mulher aceita bien, biben i biben a la maneira deilhes.
Mas como sabeis la eigreija a qual l Papa pertence ye contra medidas de uso de contracetibos de grabideç, lougo ls países de las eigreijas ortodoxos esse uso ye libre.
Lougo eiqui me pareçe qe algo nun marcha bien, parece-me que hai algun contra-nenso no que dezis.
La Françia yá bebiu melhores dies en termos de ajudas sociales, sabeis-lo melhor que you, mas siempre foi un paíç com polítícas pro-natalistas mui foertes, que inda se mantenen.
Mirai se nun m´anganho penso que era Jonh Loke que dezie que deverimos tratar ls superiores como superiores ls eiguales como eiguales i ls anferiores como anferiores, en parte concordo, se la mulher ye superior debe ser tratada como superior se ye eigual debe ser tratada como eigual, se for anferior tamien debe ser tratada como anferior, assi como l home quando stubir nesses lugares.
La anmancipaçon de la molher tube muita cousa bouna i you sou a fabor desso, mas hai cousas mals que dende beniren como la degradaçom de la família, mas ye assi la bida las cousas tenen de mudar i eiboluir.
Buno Natal
JMCA
almendra 15 de deziembre de 2008
Deixa-te-me de lérias i a ber se liebas ua chouriça para la caminada.
Diç l dito: Lérias nun adúban sopas.
I caldo nun se puode lebar que se arrama l caldo nun sei cumo bai a ser.
Abraço
Almendra
francisco 15 de deziembre de 2008
L melhor era lebar l cochino de rede i apuis mataba-sa alhá pala Trindade, i de camino lebaba las boussas alforjas.
Mas para quereis la chouriça que la chicha se bos mete nos dientes, nun serie melhor ua tabafeia ou un chabiano, aposte que nun gostais?
Andais a dar las notícias de la bola, mas astanho la cousa stá mala so tenen tantos pountos como golos marcados siete, l purmeiro ten tantos golos marcados como Sendin sofridos.
Mas tenemos que mos alegrar, porque siempre podemos bolber la tabela al alrobês i tenemos un lugar no podio.
Sabeis l campo yá tube yerba, l´eiquipa d´arbitrage bien que lá ranhie, era compusta polas buras de tie Mari Chunba e por ua mula de Charrau.
Abraços
JMCA
Ana Maria F 15 de deziembre de 2008
Zé Mialito,
Puodo you nun cuncordar cun todo l que dizes, nun cunsidro assi i todo que seian lérias. Por esso tamien te deseio un Bun Natal.
Mas inda te digo solo esto: you, pul cuntrairo, inda stou cumbencida que la França cuntina a bebir dies felizes (noçon tamien mui pessonal) i tamien an termos de ajudas sociales. I se un acha que puode ganhar mais noutros países, sabe bien que naide l ampide de agarrar las malas, até hoije se fur neçairo!, i de ir para adonde querga… noutros países para bibir inda mais feliç… se por acaso fur berdade…!
francisco 16 de deziembre de 2008
No sagrado daban-se quatro lérias, como nos nun mos podemos juntar no sagrado juntamos eiqui i screbimo-las eiqui.
I sabeis cumo le chamaban quando nun se acreditaba nua cousa? Léria.
I Sabes cumo chamaba quando se concordaba? Lérias.
E quando las pesonas se zangabán por bias de algues anterquidéncias? por bias lérias.
I quando se falaba mais que fazie? Deixa-te de lérias.
I quein fala muito sabeis como le chamabán?
Bá adbinai se nó nun boltabades eiqui.
Buno natal.
JMCA
Ana Maria F 16 de deziembre de 2008
Buolto por ua rezon:
para mi, desear un Bun Natal nun ye ua léria.
Que buolte quien quejir.
almendra 16 de deziembre de 2008
Ah Zé, inda nun deziste se benes a la caça al tesouro.
Parece que hai un prémio para ls que l'ancuntráren! Cumo ten que se fazer ua eiquipa de siete, a ber quieres ir comigo siempre me botas ua mano se nun m'aguantar.
I apuis siempre damos uas lérias pul camino...nin que séian mofosas.
francisco 16 de deziembre de 2008
Bamos a fazer a assi, you bou mas s´outordi teneis que ir comigo al que fazir falta, i que fazer hai muito. You a caçar tesouros nun sou mui buno, que nun tengo pinta de pirata.
L tema de las lérias pul camino bai a ser la teorie de la conspiraçon. Mofo si ban a tener que yá muito que naide mexiu neilhas. Acres e bermes nun haden faltar i que nun mos ban a deixar chegar adonde queremos.
Buno natal para todo mundo.
zé mailito
auch 16 de deziembre de 2008
Buonas tardes malta baliente:) que pena tengo de nun poder acumpanhar-bos
nel tomba-ladeiras,inda solo cunsegui ir al primeiro!São actibidades antressantes que bálen la pena!
Antão botai uas lérias bien botadas i adubai-las cun ua buona pinga:)
Bien haija i buonas fiestas!
francisco 17 de deziembre de 2008
Anton hoije nun benistes a dar la respousta senhor persor, nun me digas que andais azeituna, yá debe star bien madura i repassada. Agora anda-se bien que las moscas i lsd tabanos nun arreliam um, i hai gilados para refrescar la boca.
Tamien nun me querie squecer, de lembrar l bombeiro (sr.Almeida) que se murriu, que son atitudes como las dele que fazen ir l mundo para lantre, i que nun debien quedar squecidas.
Abraços
JMCA
almendra 18 de deziembre de 2008
Las azeitunas tengo que las ir apanhando you solo, la mulher nun puode i ls rapazes nun ténen bagar i para pagar nun dá i nin hai quien baia.
Mas die 26 a ber se bamos a la caça al tesouro para ganhar para ua jeira i apuis bou un die para ti i tu bas un para mi. Mas nun me fagas cumo un que me sacou a trato de you ir dous dies pa'el porque dezie que fazie menos.
De l tiu Almeida nun mos bamos squecer, era un berdadeiro sendinés sien morar acá i nun haber nacido eiqui.
Abraço
Almendra
francisco 19 de deziembre de 2008
Anton esse era como l´outro quando fizo las partilhas, dezie assi patacon a mi, patacon a ti i patacon para mi. L´outro bien dizie que nun podie ser, mas l como erán só dous i tenien trés patacones que nun erán mui grandes, para ele daba siempre dous patones i palo outro sólo sobraba un.
bunas rabandas polbo bacalhau i peru....
JMCA
juan 8 de janeiro de 2009
Senhor Aldino anda mui zpacenciado
Pus trai l Blog por ls sous soldados bijiado
A la purmanhana bem Silbia, de tarde Megali
Tu bai mi filha anquanto you ataracho eiqui.
Nos tenemos que combater l Espanhoguês
Que nun ye Spanhol nien sequira Portués
Bamos a fazer mais que ua cruzada
I tenemos de fazer la cousa bien pensada.
Tu bas a bestir la piele de cordeiro
I you bou poner la farda de ferreiro
Mas se la nuossa cruzada nun chegar.
Katento tamien bai tener que mus ajudar
Nien que só sei para mus fazer la guarda
I mos ajudar a fazer la cousa mais animada.
D. Juan