Stá cada beç mais anteressante este Bog “Diç que”. Muita giente ben acá a dezir cousas i muita giente ben acá a ler l que se diç. Muita giente dá eideias, muita giente rebate eideias i muita giente se respeita.
Ultimamente tengo falado cun bárias pessonas, sobretodo moços sendineses que stan fuora a studar i ls assuntos de cumbersa bénan siempre als temas deste blog. Quaije todos me dízen “ah you inda se me daba la gana de screbir uas cousicas, mas acobardo-me, nun sei muito desses assuntos i tal... de to las maneiras ls sendineses quando mos acuntramos, çcutimos muito subre estas cousas... cada un dá la sue oupenion, mas nunca chegamos a cunclusones”, i apuis you penso solo para mi anquanto l rapaç fala, “ah porreiro, ua pessona pensa que estes moços nuobos nun se anteréssan a nada mas anganhamos-mos, tal cumo siempre, ls moços d’hoije son mui anteressantes... porreiro”.
Lanço un zafio a todos, rapazas i rapazes, a dezir aqueilho que bos bai andrento. Tengo la certeza que inda teneremos mui buonas surpresas, tal cumo acunteciu cun Anica Paxareira que you tengo l agrado de conhecer: ye un prazer pa l’alma ler ls sous testos, comentairos i eideias.
Yá son muitas las buonas surpresas que este Blog mos ten dado, cumo dirie Almendra: “l feturo ye de ls moços, dezi-lo”!
Pedro faç-mos destas cousas buonas, apuis claro... ua pessona ten que falar, claro que ten que falar. Quien nun falar... azar!
Nun tengades miedo, ora botai-le a ber...
75 repuostas
2giga 4 de junho de 2006
Oubrigado Carlos por las tues cuncidraçones, mas cuncordo cuntigo: "Falar i screbir ne l Blog, faç Sendin bibir." i ye por todos que habemos de fazer l que traiemos nel curaçon. Este sitio nun ye miu, ye de todos. You fago la mi parte assie cumo tu ya fazes mui bien la tue i cuido que ya mais giente se quir ajuntar i dar tamin un cachico de la sue "Gana de Fazer".
Abraços a todos i benga Sendin.
Ana Maria F 4 de junho de 2006
Como agradecer todos aqueles (Amadeu, Carlos, Pedro, Zé… e mais ainda !) que nos dão asas , energia (a melhor, a verdadeira, aquela que vem do coração!) para continuar a acreditar que um dia sim! Havemos de nos sentar todos à volta não num computador mas sim duma mesa para saborear esses paladares únicos que só se encontram na nossa terra!
Ribeira do Corso!
Ainda não provei... (Não fiz ainda como os enólogos de Bordéus que apreciaram e muito!) mas o nome para mim já evoca muitas coisas; o sítio: conheço-o. Estive lá numa Primavera; fomos até às arribas; lembro-me das flores (inúmeras!), dos caminhos húmidos, de oliveiras solitárias e majestosas e do rio evidentemente: ele a olhar para nós.... e nós a olhar para ele!... Encontrámos um homem (tiu Soreira, o sogro da minha prima Alice) sentado num paredão a saborear (ele também!) o fim da sua merenda matinal e estivemos um momento a conversar... Por que razão me lembro eu, ainda hoje, da laranja que ele comia? Talvez por causa da cor que contrastava tanto com todo o verde que nos envolvia: verde da terra, azul do céu e do rio...
Só fui essa vez ao Corso...
Mas para a Eternidade, sei que esse “cantico” como dizem as pessoas em Sendim, deve ter recebido a bênção de algum Deus; algum Deus que se demorou um pouco por ali (Que bem que ele fez!) para admirar a obra da Natureza...
Ribeira do Corso: Havemos-de provar!
Passareiro 6 de junho de 2006
falar i screbir ne l blog faca sendim bibir esta bem
mas nao para criticar la jente nem para dizer o que tem
porque se o tem é que foi capas de o fazer das suas maos
eu estou dacordo com o pedro ir a caminhos fas calos nas maos é melhor criticar no blog nao fas calos e éstasse sentado
viva sendim
francisco 8 de junho de 2006
Apeticia-me escrever muito, mas vou escrever pouco. Não coomprendo, muita gente eclipesou-se outra remete-se ao silêncio... No meu comentário de Stacion Biólogica quando disse: entre parentêses "não estou a passar num aeroporto," deveria estar não estou a pensar num aeroporto. é o que da estar a fazer muitas coisas ao mesmo tempo, e estar pensar ainda em mais. O sentido e completamente diferente. Muito obrigado
BengaCafe 10 de junho de 2006
Bunas...
Tengo andado meio zaparecido daqui, mas a las bezes num ai timpo... Mas só num escribo, pq ler leio simpre e quedo bin cuntento cul se escribe por estas bandas... Ls rapazes e rapazas de Sendin simpre tubiran eideias bunas... E cum diç outro tema neste blog, you gusto mais de Sendin do que tu, esto ye uma berdade. Quantas bezes num damos cun nós a falarmos que la nussa tirra ye melhor que la dels outros. You sei que toda la gente gusta de la su tirra, mas nós gustamos muito mais de la nussa que la outra gente de la deilha, num achais? Ye um carinho special... Sendin ye único... Num tengais mido de screbir nin de dar eideias. Ala a falar y a srebir...
Ana Maria F 11 de junho de 2006
O que acho formidável, primo António, é não teres o receio ou a timidez de muita gente que nunca se atreveria a pôr por escrito aquilo que no entanto pensa, como tu, como eu, certamente todos os dias... É verdade que escrever no Blog é dedicar, mesmo assim, algum tempo e fazer o esforço de transpor com palavras aquilo que nos passa pela cabeça mas que é necessário conseguir exprimir, letra após letra, palavra após palavra...
Não tenhas, no entanto, nenhum receio em ir procurar palavras e definições no dicionário e até nos dicionários (unilingues e bilingues...)! E fica descansado: fazemos todos mais ou menos igual; até os maiores professores catedráticos, lexicólogos ou linguistas (mais palavras para tu procurares!) fazem igual: vão constantemente, precisamente nesses livros e noutros também!, procurar, verificar ou então confirmar aquilo que ainda não sabem ou mesmo aquilo que já sabem!
E vais ver que o próprio SAL (com maiúsculas: sabes agora o que significa esta palavra que é na realidade uma abreviação ou melhor uma sigla....) vai ajudar toda a gente a instruir-se. Eu, por exemplo, a falar Sendinês (Nunca tinha lido tanto na nossa língua como agora!), a sentir-me muito mais informada e também mais implicada em relação a assuntos que não dizem apenas respeito a alguns mas verdadeiramente a todos nós que gostamos de Sendim! Não é isso a Democracia finalmente de que nos falou o outro dia o nosso primo José Almendra? Como ele, acho que sim; é isso mesmo a Democracia!
Aquele ou aqueles que andaram a levar para casa pilares da varanda e azuleijos da Estação como aqueles que profanaram campas em S. Paulo cometeram actos de vandalismo! E esta palavra, repara bem, também não rima com Democracia! Rima com uma palavra que eu já citei noutros textos e que acaba em –ismo: Fascismo! E a esta poderíamos acrescentar mais duas no entanto opostas: egoísmo e falta de civismo!
Instruir-se (necessidade absoluta que muitos já evocaram aqui neste Blog) ! Aprender a sermos todos verdadeiros cidadãos respeitosos do bem público (aquele que pertence a todos!) e deixar de sermos, uma vez para todas, autênticos vândalos como no tempo dos “Bárbaros” que destruiam tudo, roubavam, pilhavam, queimavam, incendiavam e matavam obviamente!
Por isso, sim, António!, vale a pena queimar as pestanas nos livros ou diante do ecrã dos nossos computadores à procura das palavras necessárias para tentar corrigir este mundo... corrigir, refazer e reinventar o mundo, todos os dias se for necessário, como aliás muitos já o fizeram ou se esforçaram de o fazer, um pouco todos os dias, em todas as civilizações, antes e por vezes já muito antes de nós!
Porque se assim não tivesse sido ou não fosse, o que seríamos?
Nada! Já nem sequer existiríamos! (Como os pilares da varanda! Como os azulejos da Estação! Como o crânio do defunto incógnito de S.Paulo, muito provavelmente um dos nossos antepassados!)
“Queimar as pestanas”, então, pode não dar “calos” (para empregar uma expressão que utilizaste um dia).... mas ajuda, e de que maneira, a compreender este mundo... Ajuda a fazer com que um dia, esperemos que sim!, deixe de haver vândalos por esse mundo fora e em Sendim também...!
Será assim tão difícil?
Vale a pena? Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena.
(Estes versos não são meus.... Sabes quem é que os escreveu?)
BengaCafe 12 de junho de 2006
Olá Ana Maria,
Acho que interpretaste mal no que diz respeito aos osso encontrados nos santos. Nós fomos fazer um trabalho para a escola e não vandalizar a capela, pois sempre gostamos muito de Sendim. E não foi no cemitério dos Santos que encontramos os ossos, mas sim junto à capela. Mas esta história ainda vai ser tirada a limpo, pois já se passou há mais de 10 anos. Agora quanto aos que roubaram os azuleijos da estação e os pilares, esses sim cometeram actos de vandalismo. Esses sim mereciam cadeia. Esses que vão durante a noite com o tractor e com o gincho deitar os pilares da estação abaixo, sim mereciam cadeia, agora nós, não vandalizamos nada. Muito pelo contário. Mas isso fica para outro dia...
Cuntinua a srebir, que nós gustamos de ler...
Saudaçones Sendinesas
Ana Maria F 14 de junho de 2006
António,
Tinhas dito que ias voltar a escrever para o Blog mas nestes dias não tenho visto nada. O que se passa? Faz muita calor... Gostas de ver jogar: os Portugueses, os Angolanos, os Franceses, os Brasileiros, os Espanhóis... e os outros, tantos outros! Vais queimando, agora, já estou a ver!, as pestanas diante do ecrã da televisão e não diante do ecrã do computador que nos transporta, no entanto, num abrir e fechar de olhos, para o nosso pequeno torrão natal...
É muito mais fácil, rápido e seguro até do que viajar durante horas e horas, agarrados ao volante, a contar os quilómetros: duzentos, duzentos e cinquenta, trezentos... quinhentos... mil... dois mil! Parece que a viagem nunca mais acaba...!
Como há várias centenas de quilómetros que nos separam também apesar de vivermos no mesmo País (Vós no Norte... Nós no Sul....) ajuda-me a compreender uma coisa que faz parte da nossa história; peço-te a ti porque és o único Passareiro visivelmente presente e activo neste Sal, o único (Passareiro!) que tão patrioticamente (com bandeiras se for necessário) manifesta, via Internet, a presença portuguesa (e sendinesa?) em França....!
A França! O País onde vivemos há tantos e tantos anos....! (É melhor não dizer quantos exactamente porque alguns vão pensar que já nos podemos preparar para entrar como novos (?) pensionistas do lar da Terceira Idade! Somos Jovens (“acabados de nascer”, como diz minha mãe), com que então!... )
Faz calor!... Mas isso não é uma razão suficiente para não falar sério e nos deixarmos distrair exageradamente! Voltemos então para a melancolia, o “spleen” como dizem os Ingleses...
A França, então!
Foi o País (e é a isto que eu quero chegar!) para onde, há quase cem anos, veio também (durante algun tempo) o nosso avô: avô Paixareiro que atravessava o rio (como tu disseste) p’ra ir aos touros em Agosto.
Quando exactamente: 1917, 1918, 1919...? No tempo da guerra?
Contam, na família, (eu tenho a certeza de ter ouvido dizer!) que ele chegou a estar em Verdun (um dos lugares do Leste da França onde morreram mais soldados durante a Primeira Guerra que provocou, como tu sabes, uma autêntica carnificina)... Com quem foi? Por que razão?
Eu lembro-me.... (não sei se tu também te lembras...) que ele gostava de pronunciar palavras em francês... poucas mas algumas que ele tinha aprendido... e estas em particular: “Oeufs à la coque”!
Tu sabes como eu o que estas palavras significam mas para os nossos amigos internautas sendineses que desconhecem esta expressão, vamos tentar traduzir: “Ovos quentes cozidos na casca ou mal passados” propõe o Grande Dicionário de Domingos de Azevedo... O outro (brasileiro), o Aurélio, que muitos consideram como o melhor dicionário de língua portuguesa nem sequer propõe nada; como se os Brasileiros nunca comessem ou nunca tivessem provado “ovos quentes cozidos na casca ou mal passados”! Há cada disparate! Só os Franceses, então?!
Mas verdade seja dita! “Oeufs à la coque”... (com a pronúncia que convém; não se enganem ao pronunciar “oeufs”: cinco letras para um único som; o “f” só se pronuncia no singular! Já estão a ver que os Franceses adoram as subtilidades (não digam mal!); e também não se importam de gastar tinta para escrever!)...
Verdade seja dita! “Oeufs à la coque” é uma expressão mil vezes mais bonita e mágica do que simplesmente: “ovos quentes cozidos na casca ou mal passados”. E por mais incrível que pareça, lembra ambientes requintados de palácios (Podemos imaginar o rei Luís XIV, o rei-Sol!, no seu palácio de Versalhes comendo ovos “à la coque”, colocados em oveiros (de prata!), acompanhados com espargos... ) ou de certas casas burguesas como já havia muitas mesmo no início do século passado em França...
Chegou então o nosso avô a entrar ou mesmo a frequentar esses lugares? Duvido! Ele não era de origem nobre, não pertencia tão-pouco à grande ou até à média burguesia... nem sequer à pequena! A prova mais evidente é que a ele (como a muitos outros, a maioria!) não lhe aprenderam nunca a ler!
Onde foi ele encontrar então essas palavras subtis “Oeufs à la coque!”?
Em alguma estação (Que estação? Onde?) ? Duvido também! Nas estações, servem é ovos cozidos (duros! Como dizem os Franceses) que as pessoas rapidamente descascam e engolem antes de beber.... um café! De certeza que o nosso avô bebeu café em França, mesmo nessa época de “vacas magras”; como depois no café dos Cacharolos!
Em que sítio então e em que circuntâncias?
Eu não tive tempo, António, de lhe fazer todas estas perguntas. Havia tantas coisas que eu ainda não sabia!
Só mais tarde soube que existe no Norte da França (posso procurar o nome do sítio se isso te interessa) um monumento (como tantos que há em França)... mas um em particular; lá, no Norte, perto da Bélgica, um monumento em memória dos soldados portugueses mortos durante a 1ª guerra mundial. Foi nessa altura e nessas circunstâncias que a República, que em Portugal tinha apenas quatro anos de idade, enviou para terras de França os primeiros “emigrantes”, soldados da Grande Guerra, que vieram ajudar a combater os Alemães que tinham invadido a Alsácia e a Lorena...
E eu, há uns tempos para cá, tenho andado a pensar em coisas e outras... E pensei no nosso avô Paixareiro que, há 90 anos, andou já por onde nós andamos agora...
Cheguei a perguntar a mim própria o seguinte: Alguma vez terá ele imaginado que, mesmo muitos anos mais tarde (90 anos! Um século!), os netos ainda andariam por cá... por onde ele andou... por terras de França... ?
“Oeufs à la coque”!
Não esqueças de escrever então! Pensa nele!
Vale a pena pensar!
Ana Maria F 26 de junho de 2006
Há muitos internautas sendineses neste SAL que falam de infra-estruturas para Sendim, analisando e tentando estabelecer prioridades... Fazem muito bem! Apoio completamente!
Eu, foram sobretudo coisas tristes que evoquei: vandalismo, falta de civismo, obscurantismo, fascismo... Talvez valha ainda a pena escrever sobre o individualismo que corrói ainda hoje as mentalidades e trava (tenho a certeza) o progresso de Sendim... Uma coisa é certa: se Sendim ainda está de pé (enfraquecido no entanto e muito!) é porque sempre houve formas de solidariedade entre os Sendineses e é porque sei que continua a haver solidariedade que eu, Aninhas Paxareira (com o meu nome sendinês ou quase...), continuo a gostar de Sendim e continuarei (tenho a certeza) a gostar até ao fim.
É de coisas mais alegres que eu gostava agora de falar... Porque são essas também que nos ajudam a viver...!
Com a promessa de férias merecidas que aos poucos se vão aproximando, gostaria de vos contar o dia em que, pela primeira vez, vi ...
o Mar!
Há quarenta anos... 1966 foi o ano em que saiu legalmente de Portugal o maior número de emigrantes portugueses registado desde sempre: Mais de 120 000 portadores de passaportes e entre eles quase 75 000 pessoas cujo país de destino era a França; sem falar evidentemente de todos aqueles, em número cada vez maior, que iam “a salto”, clandestinamente; isto é sem passaporte: homens, mulheres, crianças... uma verdadeira sangra humana para Portugal!
1966: Foi igualmente o ano em que eu, minha irmã de três anos mais nova, e minha mãe, fomos também para a França, fazendo parte dessas tais 75 000 pessoas com passaporte que se juntaram a todos os outros, trabalhadores clandestinos ou que já tinham, entretanto, conseguido regularizar a sua situação! Entre eles, o meu pai, Manuel Paxareiro, que dois anos mais cedo com mais algumas pessoas de Sendim, tinha conseguido ir “a salto” e arranjado trabalho no Sul da França onde ainda hoje reside...
Talvez ele fizesse parte desses homens e mulheres que eu me lembro de ver um dia em nossa casa, em Sendim... Pequena casa com três divisões apenas: uma pequena entrada com uma máquina de costura que meu pai tinha oferecido à minha mãe como prenda de casamento, uma porta com postigo por onde entrava a luz do dia, o sol, a vida... Uma pequena cozinha de telha vã com alguns escanos, uma mesa baixa, algumas malgas, alguns pratos, algumas panelas, um louceiro... Um quarto apenas no fundo, com uma pequena despensa onde o verdadeiro tesouro era um presunto e alguns chouriços pendurados no tecto, também cobiçados pelos ratos e que tinham que durar o mais tempo possível; uma cama com batatas por baixo, um berço, uma cadeira provavelmente e uma clarabóia por onde o sol nos acordava com o repenicado dos sinos da igreja.... Uma casa como tantas outras em Sendim! A casa que me viu nascer, a mim, minha irmã, e muitos outros antes de nós certamente na medida em que tinha sido a casa da minha bisavó, avó Pina, avó de meu pai...
Foi nessa casa pequena mas ancestral que um dia por volta de 1963 ou 1964, era eu apenas uma criança, se juntaram de facto vultos sombrios, corpos escuros de xailes, boinas, lenços, samarras que escondiam homens e mulheres como para tentar protegê-los... Falavam baixo: “... passadores, fronteiras... temos que escapar, temos que nos esconder, pedir dinheiro emprestado porque aquilo que nos pedem não o temos... não pode ser doutra maneira... não se pode dizer nada... é preciso guardar o segredo, ir a salto, deixar Portugal, deixar a família, correr o risco de ser presos mas tentar para ganhar algum dinheiro porque aqui é uma miséria! Trabalhamos toda a vida como mouros para uma côdea de pão! Temos que ir! Temos que tentar!...”
Dois anos mais tarde, meu pai tinha dado todos os passos e os saltos necessários, nesse novo país para onde ele tinha conseguido emigrar “a salto”, a França, para que nós (eu, minha irmã e minha mãe) fôssemos também ter com ele, mas não clandestinamente, legalmente! Para isso, foi necessário tirar passaportes...
Lá fomos nós então um dia, de comboio, até à Cidade Invicta: a Cidade do Porto! Esse dia (normalmente dois!) ficará sempre na minha memória como um dia inesquecível, um dia que marcou uma etapa decisiva nas nossas vidas de Sendineses emigrantes...
Fomos com uma amiga da minha mãe, também de Sendim, Sra Cândida Cangueiro, e a filha dela Maria Alice...É a elas duas, mas principalmente à Sra Cândida, que vou dedicar este texto; em memória do Sr José Cangueiro, marido dela, que faleceu no Canadá no mês de Novembro passado e que em companhia de meu pai, nesses tempos de emigração, fez os possíveis para que nós, esposas e crianças, pudéssemos emigrar em condições bem mais decentes e humanas que aquelas às quais eles tinham sido submetidos...
Quando saímos de Sendim, ainda era de noite; 5, 6 ou 7 horas da manhã... Fomos de comboio desde Sendim, e a certa altura.... apareceu-nos o rio que tão bem conhecíamos; esse rio que nos tinha acompanhado desde sempre, desde o 1° dia...
No Porto, lembro-me de mulheres sorridentes com blusas brancas que nos mandaram fazer análises... Fotografaram-nos e comemos numa espécie de cantina barulhenta onde havia muita gente... E a certa altura.... Fomos passear!...
Lembro-me de levantar a cabeça e de olhar para as casas: altíssimas! Muito mais altas do que a igreja de Sendim. Todas perfeitamente alinhadas formando grandes ruas como nenhuma de nós tinha visto ainda... E a certa altura... apareceu-nos... Sim: o Mar!
Era isso que minha mãe e Sra Cândida queriam ver: o Mar que elas também nunca tinham visto! Apareceu-nos, em fins desse mês de Outubro, essa imensidade azul, tão imensa como o próprio céu e um areal imenso também que parecia igualmente não ter fim... Uns segundos apenas para nos aproximarmos e nos apercebermos (minha mãe e a Sra Cândida principalmente) que o areal tinha dois ocupantes: enlaçados e deitados na praia, um homem e sobretudo uma mulher de cabelo solto e roupa muito ligeira, de aspecto completamente diferente daquele ou daqueles aos quais estávamos habituadas... En 1966!
Lembro-me de as ouvir comentar: “Olha que escândalo esses dois aí deitados dessa maneira! Que pouca vergonha! Como é que pode ser uma coisa dessas, assim à vista de toda a gente?!...”
Reacções completamente justificadas! Será necessário relembrar que nesse país, o Portugal de Salazar, as pessoas (menos os Estrangeiros...) que andavam de calções ou de mini-saia eram censuradas e podiam perfeitamente ser multadas?
A minha mãe e a amiga dela, mulheres na flor da idade, bonitas como papoilas (eu sei porque a partir daí datam as nossas primeiras fotografias; apesar de terem a pele queimada pelo sol abrasador de Sendim que desde sempre, tinham sido obrigadas a enfrentar quando iam regar, lavrar, ceifar e vindimar), não iam vestidas nem com calções, nem com mini-saias! Nunca na vida! Elas, as provincianas, Sendinesas, que nunca tinham saído da aldeia e que nem sequer tinham ido uma vez a Bragança, a capital do Distrito! Foram ao Porto – a Cidade!- vestidas com a melhor roupa que tinham e também a mais decente: fato com saia que cobria até os joelhos, meias escuras, cabelo bem atado e lenço na cabeça para se proteger do sol.
Afastámo-nos um pouco desses dois corpos enlaçados nessa praia que os nossos olhos descobriam pela primeira vez e fizemos (nós as crianças principalmente) aquilo que tínhamos sonhado fazer: procurar conchas na areia, encher um saco (uma fardela certamente) e levá-las para Sendim.
Foi esse o presente que trouxemos dessa cidade à beira-mar: conchas que oferecemos a todas as crianças da rua e das outras também que, como nós poucos dias antes, nunca tinham visto o Mar: Conchas! Do Porto! Que maravilha!
E outro presente também... Essa imagem inapagável e muito simbólica de liberdade com esse casal numa praia dum país de censura e de privações que já não conseguia impedir uma pressão enorme... O desejo de poder enlaçar-se livremente (noutro país se fosse necessário!) em vez de continuar na escuridão a sonhar em mundos de liberdade, de sol e de Mar...!
Poucos meses mais tarde, tínhamos atravessado as fronteiras; tínhamos emigrado para a França!
N.B Poucos anos mais tarde, a Sra Cândida com a filha Maria Alice e o marido o Sr José Cangueiro mudaram outra vez de país e foram para o Canadá. Só a minha irmã que hoje vive na Tunísia chegou um dia a ir visitá-los em Toronto. Era bom que a Sra Cândida nos escrevesse. Diga coisas Sra Cândida! Um dia destes, gostaria de a ir visitar também. We can speak english as well if you want. Do you remember when we went in 1966 to Oporto together with your daughter to make the passports we needed to go to France? Do you remember the Sea in Portugal? It was the first time for you and for us as well! Do you remember? Vous rappelez-vous?
1) Os números que citei relativos à emigração legal encontrei-os no livro A emigração portuguesa: suas origens e distribuição, Biblioteca Breve, 1983, de Jorge Carvalho Arroteia que foi meu professor na Universidade de Aveiro durante um curso de Verão de 1983 (se não me engano). Mais dois Sendineses estavam presentes (Marlene e António...) com outros filhos de emigrantes todos espalhados por esse mundo fora!
2) Há outro livro que muito me ajudou a compreender a problemática da emigração portuguesa em França, a partir duma reflexão sobre a história dum dos maiores bairros de lata que existiu nos subúrbios de Paris até ao início dos anos 70 : Portugais à Champigny, le temps des barraques de Marie-Christine Volovitch-Tavares, ed. Autrement, n° 86, 1995, coll. “Français d’ailleurs, peuple d’ici”.
3) E para aqueles que moram em Lisboa... É possível que ainda exista na videoteca do Instituto Franco-Português, avenida Luís Bívar, 91, um documentário filmado na região parisiense, perto de Champigny, nos anos 80, com o título de "Portugaises d’origine"... A certa altura, durante alguns segundos, aparece no ecrã, esta Sendinesa...
amadeu 26 de junho de 2006
De ls uobos assados als ouefs a la coque
La casca de l uobo nunca casou bien cun brasas, que le bolbien l branco an negro. Anton, la cinza, esso ye casamento purfeito para uobos. Anterra-se l uobo na cinza inda caliente, cun jeitico, que un uobo nun ye cousa que s’açague, yá lo dezie ua tie de Sendin, hai muitos anhos, «you comer un uobo para de nuite?, bala-me Dius, ye ua stragaçon, que ua pessona bai-se a la cama i nun faç nada, eilhi stendido cumo un scultron, i l cuorpo nun se puode afazer a bícios malos». Tornando al uobo, deixa-se star un cacho buono anterrado na cinza, cunsante la calentura. Anquanto i nó puode-se ir amuntonado l borralho culas tanazes, amborralhando i zamborralhando, que ye un modo de passar l tiempo cumo outro qualquiera. Mas tamien dá para cuntar uas lhonas, que siempre será melhor do que mirar pa las aldragas de l cielo. Apuis de pssar un cacho, i nesso la fame tamien manda, agárran-se las tanazes i zarreda-se la cinza de modo a que se puoda agarrar l uobo. Para un nun se queimar, l melhor ye agarrar l uobo cun un rodilho i lhimpa-se-le bien la cinza que quedou apegada. Cul uobo bien seguro nua mano, ampeça-se ua ouparaçon mui delicada: cula outra mano faç-se un buraquico nua punta de l uobo – puode ser aqueilha punta de que Colombo se serbiu para lo fazer assentar anriba la mesa; l melhor ye fazer l buraquico cula cota dun garfo de fierro, mas cumo agora son mui ralos puode ser cun outra cousa algo afilada; l buraquico ten que ser pequeinho, cumo ls que fázen ls piticos quando stan a querer salir, mas que tenga campo para alhá molhar carolicos de pan. I pronto, stá pronto l uobo assado, que se come, cumo yá dixe, cun carolicos de pan, que sáben melhor que ls de pan bento que datrás se dában na missa. L’arte mais grande, na fin de todo, ten a ber cul númaro de carolicos de pan que un fur capaç de comer solo cun un uobo. Esta técnica datrás tamien se daprendie cun ua sardina partida an trés i que nunca mais s’acababa, mas ls carolos de pan era un modo de zaparecéren… Seia cumo fur, todas las ouparaçones, zde l assar até al abrir l buraquico i al comer, ténen un cierto requinte, que este ben subretodo d’andrento la pessona que de outras cousas mais de fuora.
Quien quejir puode poner l uobo an bafo caliente i, an beç dun rodilho, poné-lo anriba un caçolico de prata, que tamien quadra bien cula quelor de la casca de l uobo, mas nada ten a ber cun cinza, rodilhos, garfos de fierro i carolicos de pan. Neste caso teneremos oeufs a la coque.
Diç miu pai, cun quien daprendi la defícele técnica de ls uobos assados – mas nun stou cierto de que inda la saba aplicar bien -, que miu abó Bandarra era un de l manjares que mais gustaba. Nun me stranharie que tamien assi fusse cun tiu Manuel Paxareiro que, mui spantado, çcubriu un die que als sous uobos assados ls franceses le chamában uoefs a la coque i, de tan admirado, nunca mais se le squeciu l nome.
Aninhas, si non é vero, é bene trovatto. Oubrigado por me haberes lhembrado ls uobos assados.
Assi i todo cuido que bal la pena rucecitar la receita de ls uobos assados. Mas agora tenemos un porblema: anquanto ne l tiempo de miu abó Bandarra l mais custoso era arranjar l uobo para assar, cuido que agora l mais grande porblema, al menos para mi, será achar la cinza al modo.
Amadeu Ferreira
Ana Maria F 27 de junho de 2006
Lamento dizer-lhe, Sr Amadeu Ferreira, que a versão rústica da receita dos ovos “à la coque” (ovos assados na cinza...!), à sendinesa, do tempo do seu avô, que achou por bem de nos explicar é uma versão muito pessoal, fruto da sua imaginação, que implica a sua inteira responsabilidade!
O meu avô Manuel Paxareiro não tinha, tenho a certeza!, más intenções quando falava com os netos (éramos apenas crianças!) e nos dizia palavras em francês que lhe passavam pela cabeça.
Não vamos agora sempre imaginar mil e uma coisa...! Quem se lembra hoje de cozer ovos na cinza?
Voltemos então a coisas mais sérias e é isso que vale a pena!
Ana Maria F 2 de julho de 2006
Não há muito tempo, em Sendim, houve alguém (cujo nome não citarei) que a certa altura, um dia, deu a entender que no tempo de Salazar as coisas não corriam assim tão mal...! Talvez não fosse exactamente nestes termos que ele se tivesse exprimido, mas uma coisa é certa: essa pessoa defendia (quase elogiava!) o papel no entanto mais do que contestável do ditador António de Oliveira Salazar! ... As pessoas de idade aí presentes que já iam caindo de sono por causa da hora tardia e do cansaço acumulado (Há sempre tantas coisas para fazer em Sendim!), acordaram como por encanto e foram elas provavelmente que reagiram mais vivamente: “Stás doido! Não sabes o que dizes!” Muitos ficaram impressionados, penso e espero bem que sim, e eu, garanto-vos, acho que não esquecerei tão cedo esse episódio ...!
Com que então há ainda em Portugal, mesmo em Sendim, indivíduos nostálgicos do salazarismo!? Como em Espanha, na Alemanha ou em França (para citar países próximos...) onde há até , parece , pessoas nostálgicas (para não empregar outra palavra...) do franquismo e do nazismo, revisionistas, negacionistas, antisemitas, xenófobos e racistas?! Alguns (poucos... pouquíssimos?... Esperemos bem que sim!) agindo por vezes em grupos de extrema-direita, deixando-se tentar por propagandas que, até não há muito tempo, semearam o ódio, a guerra e a morte!
Há então também indivíduos nostálgicos desses tempo de ditadura e de pesadelo em Portugal? Do salazarismo? Pessoas que não compreenderam então!? É assim tão difícil compreender?
A mim, no entanto, bastou-me bem pouco para compreender; algumas leituras, algumas páginas apenas: Soeiro Pereira Gomes, Ferreira de Castro, Miguel Torga, Manuel da Fonseca, Luandino Vieira, Saramago...! Alguns encontros também: Manuel da Fonseca, um dia, em Paris... Saramago, também um dia, em Lisboa... e outros ainda!
Mas o mais importante, sem a menor sombra de dúvida: imagens e recordações que nunca conseguiremos apagar, imagens de Sendim, imagens de Portugal! Pessoas descalças, pobremente vestidas... Homens, mulheres e crianças mal alimentadas, sem assistência, sem instrução, abandonadas, desprezadas, humilhadas, exploradas, censuradas, encarceradas, torturadas, assassinadas!
“Era um país azul e proletário... era Portugal... Eram cestos e cestos pelo chão... Pedaços do meu país. Restos. Braços. Minha pátria sem nada, sem nada, despejada nas ruas de Paris...” Que melhor canto de tragédia que estes versos de Manuel Alegre para evocar o drama social de que foram vítimas milhares de Portugueses durante toda a ditadura de Salazar e ainda depois, até 1974?!
Temos todos na cabeça ainda (Que ninguém diga o contrário!), mesmo trinta e dois anos depois, essas imagens de dor e de sofrimento. Como esquecer? Como compreender que alguns, ainda hoje, tenham a memória tão curta e já tenham esquecido aquilo de que todos fomos no entanto testemunhas? Como compreender ?
Podia ter sido pior, dirão alguns!... Sim, provavelmente, podia tudo ter sido pior! O pior foi Hitler e é dele que vamos falar também...!
Mas o que mais interessa é ter a firme convicção que tudo (Sim, tudo!) poderia ter sido bem melhor, muitíssimo melhor; e é isso que mais nos importa!
Portugal perdeu muito (Imenso provavelmente!) com pessoas como Salazar. Teria ganho, pelo contrário, (Tenho a certeza!) se tivesse tido ao poder pessoas como Aristides de Souza Mendes; sim, Aristides de Souza Mendes! Quem é que não conhece? Quem é que nunca ouviu falar?
Se é o seu caso, Amigo(a) Internauta, valerá então a pena saber, por exemplo, que este homem é o único Português cujo nome foi dado a uma escola em França, na cidade de Bordéus mais precisamente, sem falar de algumas ruas às quais também foi dado esse nome. Caso raríssimo e excepcional! A grande maioria das escolas e também das ruas em França têm, a maior parte das vezes, nomes franceses, mais raramente nomes estrangeiros, portugueses por exemplo! Essa escola “Sousa Mendes” (É o nome que lhe deram) foi inaugurada em 2002 pelo então Deputado e Presidente da Câmara de Bordéus, antigo 1° ministro do Presidente Jacques Chirac...
E não só! Existe, em Israel, perto do deserto de Néguiev, um floresta de 10 000 árvores (10 000 ! Fixem bem este número!) com o nome de “Floresta Souza Mendes” e em Montreal, no Canadá, em pleno centro da cidade, um parque com o mesmo nome “Souza Mendes”...
Além disso, houve em 1995, também em Bordéus (e no ano seguinte em Lisboa), comemorações importantes (uma estátua, uma placa, discursos, conferências, livros, artigos, programas na televisão, um filme...) em presença de Mário Soares, então Presidente da República, representantes das comunidades judaicas, portuguesas e francesas, em memória de Aristides de Souza Mendes que já tinha sido considerado desde os anos 60, em Israel, como “Herói da Resistência”, “Homem Justo”, “Homem Bom”, “Herói da Humanidade”.
O que realizou então esse homem, esse Português, para receber, unicamente mais de 34 anos depois da sua morte , essa grande homenagem póstuma, glorificando-o, fazendo dele um herói da Humanidade?
Aconselho a todos para bem compreender o sítio: www.sousamendes.com , em português ou em francês (Basta escolher), bem documentado e muito útil também para as crianças (fotografias, banda desenhada, documentação histórica, testemunhos, etc.)
Eis aqui simplesmente um extracto:
"Mas hoje as Homenagens continuam...
No 26 dia de Janeiro 2006, o Parlamento Português recorda Aristides de Sousa Mendes.
A Assembleia da República, em Portugal, associou-se na Quinta-feira passada às comemorações do dia da Memoria do Holocausto, instituido pelas Nações Unidas e que se assinalou pela primeira vez, lembrando que "recordar é importante para prevenir o futuro".
"Recordar é também uma salvaguarda para o futuro", sublinhou o Ministro dos Assuntos Parlamentares. aproveitou a ocasião para lembrar o diplomata português Aristides de Sousa Mendes ( 1885-1954), que salvou a vida a dezenas de milhares de judeus durante a II Guerra Mundial quando era Cônsul de Portugal em Bordéus. "Aristides de Sousa Mendes teve sempre a consciência de que a sua obediência era à humanidade e não a um Estado ditatorial e cúmplice", elogiou Santos Silva. Aliás, o Parlamento aproveitou as comemorações do Dia da Mémoria do Holocausto para acolher uma exposição compilada pelo Instituto Diplomático do Ministério dos Negócios Estrangeiros, que o Presidente da Assembleia da República, Jaime Gama, inaugurou. Jaime Gama, lembrou que "para prevenir o futuro é preciso saber reconhecer a História", sublinhando que, se hoje Portugal é um país livre, sem discriminações religiosas, nem sempre assim foi."Não podemos ignorar na nossa história que expulsámos e perseguimos judeus e só muito mais tarde é que admitimos a liberdade religiosa", frisou. Antes de ser observado um minuto de silêncio em memória das vítimas do Holocausto, foi lida uma declaração do Secretário-geral das Nações Unidas , Kofi Annan, que assinala este Dia da Memória do Holocausto. Deve ser recordado com vergonha e horror, enquanto a Humanidade conservar a capacidade de recordar", refere Kofi Annan. (Lusojornal. Jan. P.6)"
Resumindo:
Aristides de Souza Mendes do Amaral e Avranches (nascido em Cabanas de Viriato, perto de Viseu, em1885; e falecido em 1954), Cônsul-Geral de Portugal em Bordéus, desobedecendo às ordens enviadas pelo poder central de Lisboa e por conseguinte Salazar, então Chefe de Estado e também Ministro dos Negócios Estrangeiros, ouvindo sobretudo a sua consciência, ajudou em poucos dias do mês de junho de 1940 a salvar da morte várias dezenas de milhares de refugiados (30 000!) entre os quais muitos eram judeus (10 000!) que fugiam às perseguições, vindos de todos os países que já tinham sido ocupados pelos nazis: Áustria, Checoslováquia, Polónia, Países Baixos, Bélgica, França!... Em poucos dias, Bordéus (cidade portuária) passou duma população de 300 000 habitantes para 2 milhões! Havia refugiados em todos os sítios; todos sabiam que o perigo permanecia; todos procuravam uma solução para sair de França que não tardaria a ficar completamente ocupada pelos exércitos alemães e embarcar para outros países das Américas ou de África. O Cônsul-Geral de Portugal percebeu rapidamente que dando visas (autorizações para entrar em Espanha e depois em Portugal) sem parar, de dia e de noite, ele poderia assim salvar milhares de famílias, milhares de homens, mulheres e crianças que estavam condenados à morte e aos campos de extermínio por causa da vontade dum só homem antisemita e xenófobo: Hitler!
Tudo iria mudar a partir daí para o Cônsul-Geral e a sua família que tinham então vivido felizes até esse episódio dramático de Bordéus: Houve processo disciplinar! Souza Mendes foi destituido das suas funções, nem sequer conseguiu a partir daí exercer a advocacia! A situação da família agravou-se (Sousa Mendes era pai de 12 filhos!)...A mulher faleceu em 1948... Os filhos tiveram que emigrar.... o antigo Cônsul passou finalmente os últimos anos de vida pobre e ignorado! Morreu em 1954, após ter vendido tudo o que lhe restava...!
Só mais tarde, a partir dos anos 60, é que as comunidades judaicas estabelecidas nos Estados Unidos, no Canadá e também em Israel começaram seriamente a reabilitar e a homenagear o Cônsul português e aquilo que ele tinha sido capaz de realizar: o caso Aristides de Souza Mendes era excepcional! Nenhum homem, durante o Holocausto, tinha conseguido, ele só, salvar tanta gente!...
Amigos Internautas, a mim a história deste homem que sacrificou tudo (a carreira e a sua própria família) para salvar milhares de seres completamente demunidos “arrepassa-me” profundamente! Por isso também queria, já que este espaço também no-lo permite (Espaço de Liberdade! Espaço de Dignidade!), prestar-lhe também homenagem: Aristides de Souza Mendes, Grande Homem, Português Justo, Português Bom, herói da Resistência, herói da Humanidade!
Cada vez que tivermos dúvidas, cada vez que ouvirmos falar de Salazar e desses tempos de pesadelo, de ditadura, de guerra e de perseguições, lembremo-nos de Aristides de Souza Mendes! Daquilo que ele, corajosamente, foi capaz de fazer como ninguém! É com homens como ele que Portugal teria progredido, dando a todos o direito de viver dignamente e livremente, dando a todos esperança num mundo justo e bom... Como esquecer isso?
Um dia, por volta de 1970, lembro-me de ter ido, eu também, ao Consulado de Bordéus, com meus pais e outras pessoas renovar os passaportes. Os passaportes! Autorizações (como noutros tempos...) para passar fronteiras...! Mas não me lembro de os ter ouvido falar do antigo Cônsul-Geral... Quem tinha ouvido falar nele? Nem sequer os dicionários e as enciclopédias mencionavam esse nome... Só mais tarde!... Ainda mais tarde!
No entanto, o que éramos nós nessa altura (e ainda hoje!), emigrantes portugueses, emigrantes sendineses, senão milhares de pessoas fazendo parte de uma diáspora? Outra diáspora entre todas as diásporas, todas elas à procura de um “cantico” onde se possa viver feliz...
E o que aconteceria também, caso surgisse (caso surja!) novamente um Holocausto, novamente Inquisições, novamente um pesadelo como aquele que de repente escureceu o céu durante a 2ª Guerra Mundial? O que seria de nós se não existissem uns Aristides de Souza Mendes, homens que escutam antes de tudo a sua consciência, homens que sabem (e que não esquecem!) que salvar uma vida é salvar toda a Humanidade?
Se, em Sendim (ou em qualquer outra parte do mundo), andarmos um dia à procura dum nome para uma rua (rua nova....), pensemos nele também; pensemos em Aristides de Souza Mendes!...
Aristides de Souza Mendes, herói da Humanidade!
francisco 3 de julho de 2006
É pena que ande muita gente impurtunada com o que outros escrevem!!! Como é pena que outros pensem com a cabeça de outros, e se ponham a falar o que outros lhe dizem para dizer, estão também impotunados(outros)... Deixem pensar e escrever a todos, não olhem só para o vosso umbigo...
Zé Mialito
almendra 3 de julho de 2006
Bem falado.
Ana Maria F 4 de julho de 2006
Claro que é necessário agir também mas não impede (Repito!) que seja também necessário pensar! Pensar também ajuda a viver ou ainda os há por aí que pensam que vão durar toda a vida? Pensemos então e bem! e depois: Acção!
almendra 4 de julho de 2006
É isso mesmo, tem que se pensar e ninguém tem que se preocupar. Ninguém pode cortar a raiz ao pensamento. Agir....... isso os sendineses sabem o que é quando é preciso.Alguém tentou fazer crer que não. Mas Sendim é uma força da natureza, foi enleada por forças ocultas, mas acordou e como a àgua corrente ou o fogo ardente já será dificil pará-la. Se traidores houver que se cuidem.
Jovens de Sendim, acordai de uma vez para sempre; quem conseguiu ser vila no distrito antes que ninguém;quem teve ciclo antes que qualquer aldeia; quem conseguiu bombeiros que são hoje, como disse há bem pouco tempo, o representante do Governo nos 25 anos, um exemplo para todo o paíz; quem teve a primeira escola oficial infantil no distrito e numa aldeia, quando cidades não tinham; quem tem um clube desportivo que foi a primeira aldeia a ganhar o distrital e ir à taça de Portugal e à 3ª. divisão; quem tem um centro de saúde; quem tem um lar sem ser com ajuda da Misericórdia; quem tem um festival como nós temos; quem tem os melhores autores de língua mirandesa e sendinesa;quem teve piscina antes de sedes de concelho;etc..... que medo tem que ter? Ainda devemos ouvir os lacaios dos senhores de fora?
almendra 14 de julho de 2006
O que escrevi antes deu já os seus frutos. Comecei a sofrer as consequências, mas só um aviso, não tenho medo e não me vencem. Querem guerra? Vão te-la.
Ana Maria F 22 de julho de 2006
« Agora tornou-se moda falar de Sendim sem não conhecerem a Terra… !»
Não tive tempo de exprimir tudo o que penso a propósito desta frase (ideia que também foi escrita no Livro de Visitas por alguém que se esconde por trás dum pseudónimo...
Eu também vou falar abertamente mas sem ter medo de dizer quem sou: uma Sendinesa (Reivindico esse estatuto!) que não reside em Sendim, a maior parte do tempo... E só por causa disso, como esse visitante anónimo subentende, não conheço Sendim?!
No entanto, faço parte dessa esmagadora maioria de Sendineses que, como eu, por razões várias, residem noutros cantos do mundo ou mesmo noutros cantos do País: mais ou menos perto, mais ou menos longe... por vezes até noutros continentes!
Qual é o problema?
A partir do momento (e é o caso!) em que Sendim e Portugal são cantos do mundo em que se vive agora livremente e até bastante bem (Incomparavelmente melhor do que em certos e até muitos países de África, da Ásia ou da América Latina, por exemplo)... Se há, no entanto, ainda muitos e muitos Sendineses que continuam fora de Sendim é porque há razões suficientemente válidas , legítimas e profundas que levam as pessoas a escolher ou a preferir viver fora!
Mas que as coisas sejam claras: se as pessoas fazem essa escolha ou têm essa preferência não é “moda” nenhuma; não é como escolher um par de sapatos ou um guarda-chuva! Da mesma maneira, não é tão-pouco “moda” falar de Sendim quando se está fora.
No meu caso não é, garanto!
Seriamente! Falar de Sendim (E é disto que vamos falar agora) é qualquer coisa de muito mais profundo; qualquer coisa que não se vê obrigatoriamente e que é preciso procurar.... Qualquer coisa de vital (as modas não são vitais; são passageiras e até secundárias!)... Qualquer coisa de essencial e de necessário! Uma terapia, talvez...
Considero que à partida não foi uma verdadeira escolha termos deixado Sendim... Eu por exemplo: era criança e não me pediram para escolher. Considero aliás que nem meus pais escolheram. Houve circuntâncias e razões históricas que escolheram por eles e que fizeram com que a emigração lhes apareceu como a única (a melhor...?) alternativa aos problemas (graves!) que eles conheciam, como muitos outros, a grande maioria, aí em Sendim...
Depois, no país de acolhimento (no nosso caso: a França), houve como uma espécie de alquimia que se operou... Circuntâncias também...! Aprendemos a gostar deste país que nos acolheu certamente com “os braços abertos” (e não apenas com olhos!), onde as coisas nem sempre foram fáceis (Antes pelo contrário por vezes!) mas onde cada um de nós tentou fazer pelo melhor com a esperança e o objectivo também de poder, um dia, se possível, regressar e continuar a viver em Sendim... !
E o tempo foi passando, muito tempo...!
Sempre houve (e ainda há!) razões para adiar esse regresso e muitos como eu, como meus pais, acabam por nunca regressar... Será este “nunca” definitivo? Ou pelo contrário provisório? Quem sabe? Ninguém sabe!
Entretanto, a proximidade com Sendim (relativa no entanto) permitiu-nos voltar regularmente: uma, duas e até mais vezes todos os anos.
Construímos casas, temos hortas, oliveiras, vinhas...e raízes evidentemente, sobretudo raízes!
Com tantos anos de vida já, tantas viagens (com quatro meios de transporte diferentes!), tantas raízes, tantas lembranças, não é moda, não! É o coração que está repleto de Sendim!...
Não era de “moda” que convinha falar no Livro de Visitas! A palavra não exprime nada de tudo aquilo que sentimos, de tudo aquilo que desejamos, de tudo aquilo que nos liga a esse pequeno torrão natal, a esse outro “cantico” do mundo, aquele que nos viu nascer...!
Era de “coração” e de “braços abertos” que teria sido necessário falar; de infâncias e e de lembranças tão fortes como raízes! De pessoas que conheci e ainda conheço, autênticos monumentos à superfície da Terra, que sentem também aquilo que eu já senti e ainda sinto...
Ninguém nos tira, nestes países de Liberdade, o direito de gostar e de falar de Sendim, tanto quanto nos apetece! Daquilo de que mais gostamos, daquilo que queremos, daquilo que já foi feito, daquilo que resta ainda por fazer... E vamos aprendendo!
É um direito vital, repito! E se falamos tanto (Nós que residimos fora, forasteiros?!) ao ponto visivelmente de incomodar alguns (Quem? Porquê?) é para sentir mais e melhor Sendim em nós já que a distância que no entanto existe parece no-lo impedir!
Distância sempre relativa! Distância que no meu caso nem existe quase... !
Existe no papel, nos mapas... Mas na cabeça e no coração: não!
Sendim está em mim e levo-o para para todos os cantos do mundo para onde o vento também me leva...
(Mas isso eu já o cheguei a dizer um dia; é pena que alguns não tenham percebido ou prestem tão pouca atenção!)
Como eu, tenho a íntima convicção que há muitos.... Muitos que, mais dia, menos dia, hão-de falar também! Todos certamente!
Ana Maria F 8 de outubre de 2006
Excelentíssimo Sr Tony (“elemento policial, a exercer actividade no posto policial da Vila de Sendim”, sic)
Acho que já é tempo (pelo menos para mim) de o cumprimentarmos por ter lançado, no Fórum deste site, essa secção tão importante sobre o tema “As leis ao alcance dos cidadãos” e ter indicado também aos cidadãos que somos todos afinal: ”O Posto é uma porta aberta para o servir “
O primeiro tema sobre a violência doméstica é da maior importância. Diz respeito a todos nós: homens, mulheres e crianças...!
Seria útil também (É uma proposta que eu lhe vou fazer agora) que fossem relembradas e postas igualmente “on line”, ao conhecimento de todos, as LEIS que existem em matéria de PRESERVAÇÃO da NATUREZA, em particular dentro desse espaço que é o PARQUE NATURAL DO DOURO INTERNACIONAL.
O que não é permitido e pode até ser punido pela lei ?
Lembro-me por exemplo de ter visto um dia alguém deitar pura e simplesmente para o rio (Como se nada fosse!) a garrafa vazia de cerveja que tinha acabado de beber... !
São autorizadas as motos de água (Se é assim que se chamam esses veículos ligeiros ...) para fazer espectáculo (desportivo ?) no rio e perturbar (Eis o problema !) toda a fauna que vive tranquilamente nesse meio natural ?
É normal encontrarmos, em propriedades que nem sequer lhes pertencem, montes de cartuchos vazios e de garrafas partidas abandonadas no chão(Também como se nada fosse !) por caçadores bem pouco escrupulosos, bem pouco sensibilizados ?
Em prevenção, está afixada algures, ao alcance de todos, de maneira bem visível, uma placa (ou cartaz...), uma pelo menos ou até várias !, para explicar ou lembrar a todos quais os deveres e obrigações de cada um, num meio que somos obrigados a partilhar, proteger e defender... ?
Que campanhas de informação e de sensibilização em direcção aos jovens e menos jovens, à população em geral, estão previstas ou já foram feitas nesse sentido?
O que queremos ao fim e ao cabo,TODOS!, senão a defesa e a preservação dum meio que muito possivelmente é mais FRAGIL do que pensamos muitas vezes ? ESSE MEIO EM QUE VIVEMOS... Esse meio que seria um crime não proteger !
Ana Maria F 9 de outubre de 2006
Escrevi ontem nesta mesma rubrica; hoje, volto a escrever !
O Sendim da paródia tem de facto os seus limites quando aqueles que querem rir à custa dos outros tomam como pretextos (tão fáceis!) as desgraças de que são vítimas precisamente mas infelizmente os outros.
A mim não me fazem e nunca me farão minimamente rir todos os problemas (graves!) ligados à prostituição, à pornografia, ao alcoolismo (e uso ilícito de outras drogas), ao machismo, à pobreza (a todos os níveis!), ao subdesenvolvimento (que também existe do ponto de vista cultural e também intelectual: nem tudo o que brilha é ouro!), e finalmente ao cretinismo !
É uma evidência que a sociedade portuguesa e por conseguinte também as mentalidades em Sendim ainda têm que evoluir e sair do beco-sem-saída mesquinho e sórdido em que alguns se metem e tentam também meter outros...
Gostais muito de galhofar de Bin Laden... Achais mesmo graça ?!
Já esquecestes e continuais a esquecer os milhares de pessoas que já morreram só porque os Ocidentais (como vós!) se consideram superiores e têm tendência a denegrir tudo o que não se parece com a Santa-Madre América do Norte de Bush !
Eu convivo todos os dias com Árabes e Muçulmanos (não é a mesma coisa, sabeis ?) e sinto muito respeito por muitos deles, a grande maioria. Talvez também por eu já ter estado em Países Árabes e ter uma irmã casada precisamente com um muçulmano e que vive na Tunísia...
Que mais ? Um colega meu, professor de Filosofia em Toulouse foi –como Salman Rushdie, em 1988 e 1989 – ameaçado de morte nestes últimos dias... Deixou de poder trabalhar e de viver normalmente... Deve ser protegido 24 horas sobre 24: só por ter escrito artigos no jornal Le Figaro que não eram a favor dos Muçulmanos...!
Vivemos, sabeis, tempos menos engraçados do que aquilo que dais a entender no vosso “Zundapp” !
Tinha quatro anos e meio quando tive que deixar Portugal. Fomos obrigados a emigrar ! Soube desde esse dia que havia cretinos em Portugal!
Já tive tempo de saber, com mais de quarenta anos de vida, que armas posso usar eu também (e muitos outros!) para batalhar ao lado de todos os oprimidos, desprezados e rebaixados, que ainda há nesta terra.
Agrada-vos ridiculizar (para rir às gargalhadas!...) as mulheres, os ciganos, os animais ... até enjoar ?! Sentis-vos superiores... (ou tendes apenas essa impressão...)?! Até quando ?
Acontece que o mundo dos homens é mais complexo que o mundo dos coelhos...
Vai ser necessária uma certa ética neste SAL.
Somos pais também, e de crianças que já ultrapassaram a idade do berço... Quais as razões que explicam as crianças praticamente não estarem presentes neste site... sem vontade de se apresentar ou de participar ?
Já pensastes ou isso pouco vos interessa ?
... Talvez por haver neste mundo dos homens ainda pais responsáveis que consideram que esses Homens e Mulheres representam afinal mais do que simplesmente “coelhos” e “coelhas”... “coneilhos” e “coneilhas”...
metalian 11 de outubre de 2006
A Ana Maria F teceu aqui algumas considerações, com as quais eu não concordo, quer por razões de ordem ideológica, quer por ter tido uma formação de base marcadamente Personalista.
A nossa sociedade Ocidental evoluiu de forma diferente que a dos paises Muçulmanos.
Pronciplamente a partir Revolução Francesa, que motivou a separação entre o Estado e a Religião, e que nos deixou três máximas, que são fundamento da Sociedade Ocidental: Igualdade, Liberdade e Fraternidade.
A Igualdade diz-nos que somos todos iguais, nos direitos e nos deveres perante a Lei.
A Liberdade, diz-nos que somos livres de fazer e dizer o que queiramos dentro dos limites da Lei.
A Fraternidade, implica antes de mais, respeito pelo outro, respeito pelas liberdades dos outros, e respeito pela igualdade.
O que implica, e é um principio fundamental de um Estado de Direito Democrático, que defendamos esses valores, sob pena de estarmos a abdicar da nossa civilização.
Por isso é que podemos, e devemos poder brincar com essas situações, por isso é que não admitimos que por coação ou medo induzido por terrorismos, tenhamos de abdicar dos PRINCIPIOS da nossa Civilização. Assim como queremos que esses principios sejam respeitados. Se um Bin Laden quer que respeitemos o Islão, o Islão que respeite os principios do mundo ocidental, e não passar o tempo a ameaçar, a aqueimar bandeiras, a chamar cães infiéis, a ameaçar de bomba quem não se converte ao Islão.
Isto foi o que o mundo Ocidental parou com a Revolução Francesa.
Não vamos abdicar de ser o que somos só por medo a umas bombas, não vamos deixar de lutar pelos principios em que acreditamos, só porque meia dúzia de barbudos diz que nos mata se não abdicarmos deles.
É essência do HOMEM, da HUMANIDADE a liberdade, a liberdade de fazer o bem ou mal, de ser padre, enfermeiro, advogado ou terrorista, de ser Hindu, Judeu ou Ateu. É tão bom não ter de abdicar dessa liberdade.
Ninguém se considera superior. Se há um povo que sempre se considerou superior, durante toda a História Ocidental, e em especial da Europa, foi a França. Uma espécie de Moralizadora da Europa.
A Ana Maria F diz que:
"A mim não me fazem e nunca me farão minimamente rir todos os problemas (graves!) ligados à prostituição, à pornografia, ao alcoolismo (e uso ilícito de outras drogas), ao machismo, à pobreza (a todos os níveis!), ao subdesenvolvimento (que também existe do ponto de vista cultural e também intelectual: nem tudo o que brilha é ouro!), e finalmente ao cretinismo !"
É evidente que não faz rir ninguém, mas felizmente existem momentos para tudo, sob pena de entrarmos num cizentismo medieval, que cada vez mais paira sobre a Europa. Já ninguém pode fazer nada porque há sempre um que se sente perturbado. A ser assim, daqui a nada não podemos ver TV porque o vizinho não tem, e ele não acha piada, não podemos cantar porque o vizinho de baixo não gosta de musica...
É preciso saber diferenciar quando a brincadeira é brincadeira, e quando está a ferir susceptibilidades. No caso do SAL acho que não se passou essa porta.
É preciso saber explicar às crianças esta diferença. O problema é que muitas vezes quem não quer explicar, ou tem o preconceito de que as criancinhas não podem ouvir falar destas coisas, prefere que esses temas sejam tabus, para que ninguém tenha conhecimento. A ocultação de conheciemento e a sua manipulação, são de facto as grandes formas Inquisição e Medievalismo do seculo XXI.
Concluindo, acho que estes novos ideais de não se poder fazer ou dizer nada sob pena de os oprimidos se revoltarem, vindo dos sectores de que vêm, é um contra sensu de bradar aos céus. Em 24 de Abril reclamavam liberdade, hoje querem calar os que têm essa liberdade. E mais, acusam hoje em dia, aqueles que não têm medo de usar a liberdade, de serem iguais aos que antes a retiravam essa liberdade! Os que tanto lutaram para a liberdade de imprensa, hoje lutam contra a liberdade de imprensa, e criticam que a usa para expôr a nú as mais variadas situações, desde as caricaturas de Maomé, até ao Envelope 9.
Pelo menos eu não me calo. Não vou abdicar da minha liberdade só porque os outros não a respeitam.
Passareiro 11 de outubre de 2006
ola tomara éu saver escrever como tu nao teria medo de defender a
liberdade igualdade e a fraternidade
purque por la passei passei muita fome na guine e defendi muitos camaradas
nao estamos nesse tempo
viva a liverdade de espressao
continua é um prazer ler este comentario nao teras muito tempo mas és sendines
obrigado
Ana Maria F 14 de outubre de 2006
Basta ausentar-me um pouco...!
Vamos então perder minutos (Mas mais do que cinco, não digamos asneiras ou sejamos inutilmente hipócritas !)...
Tempo precioso que poderíamos dedicar a coisas bem mais úteis e necessárias como por exemplo: ajudar crianças a saber reler um texto para evitar (por exemplo !) de deixar ou de fazer erros de ortografia quando escrevem ! Quanto mais os adultos !
Depois havemos também de falar, entre outras coisas, de pontuação com o meu primo António Passareiro... Vamos-lhe propor uma pequena lição gratuita “on line”. Vais ser capaz de aprender António ? Prepara-te então!
Mas vamos proceder por etapas, vamos proceder cronologicamente...! Talvez um tenha influenciado o outro...
Voltemos então primeiro às considerações que também “teceu”, amigo Metalian !
Vamos acabar por ter tecelões de primeira, em Sendim...! Mas há um problema: um bom aranhão filósofo não pode ser “personalista”... porque se assim fosse teria o defeito (muito pouco filosófico !) de ser exageradamente subjectivo e até egocêntrico: o mundo inteiro concentrado no seu pequeno umbigo ! Que tristeza... sabendo que este mundo é tão vasto e tão diverso !
“Tecer” por “tecer”, prefiro, em vez de olhar apenas para o meu umbigo, acompanhar por exemplo crianças nesse ou neste País onde eu moro (Onde ainda há crianças...!) para as ver brincar (Elas sobretudo, nós já passámos essa idade, normalmente... !) nessas teias de aranha que os citadinos (É o seu caso ?) instalam por vezes em certas cidades... ou para as ver brincar simplesmente...(Mas repito: elas sobretudo ! Ou nós não temos mais nada que fazer?)
Pôs na desordem (Porquê ?) as três “máximas” da Declaração Universal Dos Direitos do Homem e do Cidadão (e não apenas da Revolução Francesa...!)
A ordem exacta, Amigo, é “Liberdade, Igualdade e Fraternidade”! Mesmo o meu primo António Passareiro soube pôr estas palavras na ordem exacta...! Quem sabe mais então?
Sejamos mais rigorosos por conseguinte e sobretudo (Vamos ver isso !) mais objectivos !
A minha objectividade leva-me precisamente a analisar com muita atenção o seu texto (teia ou tela ?), Amigo, como se fosse um trabalho de aluno... e infelizmente... ! (conhece o valor das reticências e de certos advérbios, não conhece ?)
Como é inteligente, compreende tudo ! Mesmo certas “criancinhas”seriam capazes de compreender!
(Já passaram cinco minutos !...)
Eu sou ateia (sem nenhum jogo de palavras, Amigo! Foi você que utilizou o verbo “tecer”; não ignora que este verbo tem vários sentidos !?).
Por isso, não sou eu que vou defender uma religião seja ela qual for: cristã, judia, muçulmana, etc...Mas também não vou ser eu que vou começar a deitar pedras por aí contra uns ou contra outros de maneira exageradamente subjectiva...
Não !!!!
Mas acontece que não quero perder tempo. Aquilo que tenho a dizer sei a quem e onde o dizer ! Talvez num País onde felizmente não me sinto rodeada por aranhas !
Eu, Amigo !, não falei de moral ! Falei de ética... Coisas subtilmente diferentes ! E com toda a objectividade !
Não tenho tão pouco a impressão de viver num País moralizador. Se fosse moralizador, este País, Amigo, teria a Extrema-Direita no poder. E não é o caso! Há forças, Amigo, que fazem deste País um lugar onde muitos ainda querem viver... Por que será ? Apenas por razões meramente pecuniárias ? Engana-se!
Não perca o seu tempo a fazer caricaturas inúteis e a dizer tantas inépcias ! Toscas, tão toscas !
Você também vai precisar duma lição afinal: gratuita, “on line” !
Precisa de facto de reler os seus textos e de pensar mais: duas vezes (Pelo menos ! No seu caso muito mais até!) do que apenas uma !
Embaralha muita coisa. Não há rigor no seu pensamento e disse uma coisa muito grave:
“ É essência do HOMEM, da HUMANIDADE (Aqui falta uma vírgula ! Além disso, estas palavras escritas com maiúsculas a mim não me impressionam...) a liberdade, a liberdade (Repete: pensa que os outros são burros ?) de fazer o bem ou mal (Então esta palavra por tão pejorativa que seja não merece artigo ? Porquê ? Tem preconceitos, ou quê ?), de ser padre (só prega por uma religião: que se lixem as outras !? E depois vai dizer por aí que não acha uns superiores e todos os outros “raia miúda”! Que hipocrisia, Santo Deus! e eu a dizer isto, eu que sou ateia !...), enfermeiro (tenho muito respeito pelos enfermeiros menos aqueles que dizem gostar de ir à caça às “coelhas”...), advogado (É o seu caso ? Pensei que fosse melhor filósofo, mesmo sendo advogado !) ou terrorista (Seria capaz de defender um terrorista ? Não seja hipócrita !)...”
Mas voltemos ao essencial : Então a “essência do HOMEM... (Podia ter explicado a pessoas como o meu primo António o que entende por essência... Custava-lhe assim tanto ?)... a liberdade, a liberdade (bis !) de fazer o bem ou mal...”
Vamos parar aqui ! Porque é aqui que temos que parar ! A mim, Amigo, não me vai iludir; as suas “artes” hipnóticas (que não vão passar a minha porta blindada, acredite !), a mim não me fazem nem dormir, nem adormecer...
Com isto vai ter um medo da França e dos Franceses...! E das Francesas, então, que não o vão deixar piar !...
“...a liberdade de fazer o bem ou mal... É tão bom não ter de abdicar dessa liberdade”... Diz sua excelência...!!??
Gravíssimo erro da sua parte! Digo-lhe sem nenhuma sombra de ambiguidade (contrariamente a si !) que a sua maneira de pensar é mais do que perigosa ou então estupidamente infantil!
Eu: entre as duas coisas (o bem ou o mal), Amigo, já escolhi há séculos (Talvez desde essa Idade Média a que lhe apeteceu fazer referência... Unicamente referência !).
Eu, Amigo, ponho-me modestamente mas unicamente dum lado... Um só: unicamente o do BEM, apenas do BEM! Não preciso de mais NADA!
Tenha a mesma coragem !!!!!
E agora, vamos falar com meu primo António, “ Passareiro”...
De certeza, Primo, que qualquer uma das tuas filhas seria capaz de te ensinar as regras de pontuação que também existem, da mesma forma, em francês... Por que é que não aproveitas ? Há um problema ? Eu acho-as, todas três, tão simpáticas e certamente muito competentes. O que se passa então ?
Não me digas que queres imitar o nosso Saramago, o nosso único Nóbel de literatura!?... Único ...!
Ou então não me digas que os Senhores Professores da Escola Primária não te ensinaram, a ti também, Santo Deus!, a saber usar as maiúsculas e os sinais de pontuação que só são cinco ou seis no total: cinco ou seis, isso não é nada! Comigo havias de aprender e rápido. Pensa nisso! E achas que te iria fazer pagar ? não sejas tonto. Já estou a ver que não me conheces !
Sabíamos que nunca chegaste a aprender a nadar, mesmo com um avô tão formidável como o nosso que atravessava o rio para ir aos touros ! Olha, que hoje mais dum (mesmo uns que querem ser valentes, “balientes” !) seriam incapazes de fazer o que ele fazia: ele, um autêntico “Paxareiro” !
Mas para voltar à Escola Primária... Sempre ouvi dizer que a “Quarta Classe” era mais do que suficiente para saber muitas coisas !? Mas então, faltou a pontuação....a acentuação.... e muitas outras coisas também !
No entanto, aceita, António, os meus mui sinceros Parabéns. Soubeste pôr melhor, de facto, que o nosso Doutor Metalian, na ordem exacta as três “máximas” da Declaração Universal dos Direitos do Homem e do Cidadão (e não apenas da Revolução Francesa...!).
A tua experiência em terras de França (como também certamente na Guiné...) serviram afinal para aprenderes coisas “in situ” que alguns nem sequer aprenderam correctamente nessas prestigiosas universidades portuguesas que formam tantos doutores... Bolas! Mas o que sabem esses Doutores ? O que aprenderam ? E repara que nem sequer lhes aprenderam a reler, a evitar as repetições, as banalidades, as análises superficiais, os contra-sensos, nem mesmo a pontuar um texto que no entanto se atrevem a mostrar publicamente e sem vergonha !
Mas Primo António, diz-me também uma coisa... Achas que a “liverdade de espressao” ajuda a saber se ainda hoje há pessoas que morrem de fome nesse País que se chama a “guine” ? (Eu bem dizia: também vais precisar que te expliquem as regras de acentuação que, essas, não são as mesmas que em francês... E a acentuação não é a mesma coisa que a pontuação! Não comeces agora a confundir, tu também!)
Nem em Portugal, nem em França (Nesse País tão moralizador !), Primo, se morre de fome...
Mas na Guiné... (Com maiúscula porque se trata dum País, e não duma coisa ou dum objecto; é um nome próprio! Não me digas que não sabes distinguir um nome próprio dum nome comum ! Bolas!)... Na Guiné... (E vamos falar de coisas mesmo sérias,sabes; eu só estou aqui para isso! )...
Não haverá ainda na Guiné, Primo António, pessoas que precisamente e infelizmente ainda morrem de fome, hoje em dia?...
Eu não quero António, (Mesmo que tu não gostes de mim, isso eu já o percebi, a não ser que um dia eu te aprenda mesmo a escrever em português e em francês).... Não quero, não, António, fazer parte daqueles que dizem:
“Oh, e a mim o que me importa ? Enquanto eu tiver o meu bife para comer ... Os outros que se lixem ! “
Se passaste fome, António, Deus de certeza (E eu a dizer isto! Eu que sou ateia!...), de certeza que ele um dia fala para ti e há-de dizer-te:
“António Passareiro (De certeza que vai falar assim ou então: “Antonho Paxareiro”... e continua em Sendinês...)...Pensa também naqueles que ainda têm fome como tu já tiveste e morrem de doenças aos milhares (Sabes do que é que eu estou a falar também!?). E se hoje, já não tens fome, não achas que tiveste também a sorte de encontrar no teu caminho pessoas que não queriam precisamente que tu continuasses a ter fome... ?”
Mas será que entendes o que te estou a dizer ?
Um dia destes, Primo Paxareiro, vais ter que nos falar da Guiné. E eu garanto-te: espero não morrer antes de lá ir um dia.
Se for, hei-de pensar em ti, tenho a certeza (E aqui: ponto final ou reticências ?)
Com tantos gatos pelados (“Mala Rés...”!), coelhos e aranhas, Sendim vai passar a ter artistas em tecelagem....
Eu teço, tu teces, ele / ela tece...
Mas que teia ou tela ?
As teias ou mesmo as telas são tão frágeis por vezes... E há sempre alguém que não acredita...
No entanto, isto tem uma vantagem: ficamos a conhecer cada vez mais e melhor as pessoas que se exprimem... As pessoas vão mostrando, de facto, quem são...
Basta analisar, basta reflectir ....
Viva a França então que me ensinou a arte de não me deixar hipnotizar, iludir, ridiculizar, infantilizar...!
Nasci antes de 1974.... Salazar tentou destruir Portugal....
E Hoje ?
PS1. Se os há que acham que ainda podem perder tempo e escrever inépcias, eu dou-lhes um conselho: Entrem urgentemente em contacto com associações. Umas tentam ajudar para erradicar a fome no mundo... Outras para alfabetizar crianças e até adultos que nunca aprenderam a ler (ou nunca também correctamente...)
Em 2006, há tantas e tantas coisas ainda por fazer...
Se Deus nos pudesse ouvir...!
PS2. Ia-me esquecendo de dizer uma coisa importante ainda ao Amigo Metalian... Disse que não concordava comigo (Com a Ana Maria F...!, como ele diz, aparentemente com algum desprezo, ciúmes também ?)
Acho muito suspeito, Sr Dr, não dizer também e sobretudo, claramente e simplesmente, que não concorda com os problemas (graves !)que eu citei logo de início no meu texto anterior (O tal que fala de coelhos e coelhas e também de Bin Laden...) Era isso o mais importante afinal! Por que tantas hesitações, confusões ou reticências da sua parte ?
Nenhum dos seus argumentos me convenceu...! Quer um País de quê ? de terroristas ?
Fique sabendo, Amigo, que todos os seus comentários a partir de agora deixam de ter interesse para mim. A não ser que...Volte para a escola então: a escola da Inteligência, da Modéstia e da Sabedoria. Vai ter que fazer !
2giga 14 de outubre de 2006
Olá Ana Maria.
Permita-me fazer-lhe algumas observações e também filosofar um pouco.
Tenho lido todos os seus textos com atenção, acho-a uma pessoa um tanto ou quanto intelectual (avaliação positiva, não negativa) e que muito engrandece este sitio e Sendim.
No entanto depois deste último texto e desta troca de algumas acusações, sem eu estar a acusar ninguém, gostaria de lhe fazer algumas perguntas:
Diz-se Ateia, pois muito bem. Está no seu livre direito. Eu também sou, mas noutro sentido. Para mim Deus não deixa de existir, apenas não aceito qualquer religião, embora criado no seio da igreja católica. As religiões não são mais que meras instituições que se tentam governar a si mesmas, e como tal, para poderem sobrevier têm de se publicitar e transmitir a ideia de que elas é que são as melhores, caso contrario deixariam de existir. Deus não tem qualquer religião. Não defende uns em detrimento de outros. Deus AMA a todos por igual. Por isso para ele ser: advogado, medico, enfermeiro, terrorista, ou até mesmo o Bin Laden é exactamente a mesma coisa. São todos amados da mesma forma. Entende porque?
Deus deu-nos essa liberdade, “o livre arbítrio”. Sabe o que isto quer dizer? Mais do que aquilo que pensa. Eu não sei definir na totalidade, mas para alem de muitas coisas mais significa que podemos fazer aquilo que quisermos. TUDO! Mas mesmo tudo, inclusive matar. E não é por isso que Deus nos vai deixar de amar ou castigar, porque isso é a maneira do homem agir, não compreendendo nem avaliando ou questionando o porque das coisas.
O ser humano não é o ser inteligente que pensamos. Eu diria que é burro, mais burro que a maioria dos animais, porque estes não se comportam de maneira tão bárbara.
Isto para chegar à liberdade de que se tem falado nestes textos. Essa liberdade é uma farsa. È uma liberdade condicionada, não é a verdadeira liberdade… Se o ser humano não fosse privado da sua verdadeira liberdade, não existiriam metade das coisas que está contra, porque ele (ser humano) já estaria dotado do verdadeiro significado de liberdade e por conseguinte saberia distinguir as coisas.
Quando fala de bem e de mal, explique-me o que é isto? Bem? Mal? Para mim isto não existe. São apenas 2 opostos como os de uma pilha (positivo e negativo), um o oposto do outro e que não existe um sem o oposto. Portanto são apenas fazes ás quais demos o nome: bem e mal, para definir determinadas coisas que nos interessam mais ou menos. Não se esqueça de uma coisa muito importante: aquilo que hoje para si pode ser o bem, amanha é o mal e depois pode mudar novamente, portanto são fazes que mudam como o vento. Nós é que escolhemos. A liberdade permite-nos isso. Se queremos a fase negativa, somos livres de a escolher e se queremos mudar também o podemos fazer quando quisermos, não temos é de julgar os outros por terem escolhido o oposto de nós. Eles também são livres e por conseguinte, podem escolher o que quiserem.
Escreveu a seguinte frase: “Nem em Portugal, nem em França (Nesse País tão moralizador !), Primo, se morre de fome...”
Que eu saiba isto não é bem assim. Em Portugal há gente que morre de fome e em França ainda deve haver mais, ou então não vivemos no mesmo mundo…
Sabe porquê que a fome existe? A fome poderia acabar amanha se o mundo quisesse, mas há muitos interesse por detrás que não a deixam acabar… rouba-se a liberdade a muita pessoa, mas atenção: há muitas pessoas que escolheram para si ser pobres e viver em miséria, portanto devemos compreender e respeitar a escolha delas. É assim que elas se sentem bem e só porque nós achamos que assim não é bem, queremos a todo o custo alterar-lhes a situação. Devemos sim compreender e fornecer-lhes toda a ajuda que pedirem, ensinar-lhes e não fazer por elas (ensina-as a pescar e nunca lhe dês o peixe).
Em relação as criticas que faz ao seu primo António, permita-me dizer-lhe que a escrita é uma das formas de comunicação entre milhares. Nós apenas conhecemos umas 5 ou 6 (escrita, fala, mímica, braille, sinais, etc…) poucas mais. Já tive oportunidade de falar com o seu primo e aproveito para lhe dizer a ele que continue a escreve e não se arrependa de dar erros. O que interessa no comunicar, muito mais que passar a informação correcta, é estabelecer laços, contactos entre pessoas. A informação, mal ou bem escrita (cá esta aquilo que falava em cima, tudo depende do lado que estamos e aceitamos as coisas), a informação chega sempre. A escrita é uma das formas mais rudimentares que o ser humano sabe utilizar. Ele sabe mais, ainda não decidiu utilizar ou descobrir outras.
Há animais neste mundo, só neste, muito mais avançados que nós em termos de comunicação. Não precisam de telemóvel para comunicar à distancia nem de escrever ou falar para o fazerem. Basta um simples trocar de olhares, pelo olfacto ou mesmo por telepatia, sim uma das formas que não queremos ainda aceitar como forma de comunicação, mas que existe e já esta a ser estudade. Pronto está estabelecida uma comunicação, a interligaçao.
Por isso Sr. Antonho, escreva á vontade, com ou sem erros ortográficos inventados pelo homem, o Sr. é livre de escrever como quiser e nós entendemos perfeitamente. E se não o entendemos ainda somos menos inteligentes porque não conseguimos decifrar aquilo que esta a tentar transmitir.
Por isso Ana Maria, não quero estar nem estou contra si, só gostaria que percebe-se que é livre de pensar e fazer o que quiser, não é Deus que a vai castigar, ele entende, mas o homem já é mais difícil, mas entenda que os outros também são livres de fazerem e escolherem o que entenderem.
Abraços
Pedro
PS: Ah, já me esquecia! Deus manda dizer que entende que não acredita no nome que Lhe deram, mas sabe que O ama quando ama as suas filhas e o resto das coisas que gosta.
almendra 14 de outubre de 2006
Vou ser breve porque as pessoas não gostam de grandes textos e acabam por não ler tudo.
Hoje estive a ver uma alquitara a destilar e podem crer que a aguardente que saía era uma delícia. E como tinha estado a ler o blog, um pouco de tempo antes, fiz uma analogia entre alquitara e homem/mulher. E cheguei à conclusão que havia semelhanças e diferenças. Nas semelhanças reparei que o homem/mulher, tambem destilava. Nas diferenças é que notei que a alquitara era melhor que certos homens/mulheres.
Enquanto a alquitara destilava uma boa aguardente,pois foi para isso que foi feita, uma mulher que escreveu neste blog destilava ódio quando foi feita para amar e ser amada.
Quanto ao problema da escrita e no que toca à Ana Maria e porque exije dos outros, deveria ter mais cuidado e consultar o dicionário. Expressâo não se escreve como o fez "espressâo".
No que toca a saber, cultura e sabedoria, há um ditado que diz " presunção e água benta cada um tem a que quer".
Quanto a olhar para o umbigo penso que o Metalian gostará mais de olhar para o de uma mulher que para o dele, penso eu de que...
Mas não te zangues, porque eu nunca me zangarei contigo.
Cumprimentos
Zé Chico
francisco 14 de outubre de 2006
O problema está na maneira como nos interpretamos o que os outros dizem, por vezes dizem, outras nem dizem, nos é que vemos assim, ou seja vemos a nossa maneira. No fundo não somos mais que as religiões. Dizia Marx as religiões não dizem mais que aquilo que as pessoas querem ouvir, e transformam-nas à sua maneira. Lê-mos um comentário uma opinião e não esperamos pelo seu efeito, agimos, replicamos e acrescentamos.
Cuidado que este saite têm muitas visitas, e muitas pessoas estão a espera deste tipo de desentendimento. Reparem que estão a acontecer entre as pessoas que mais comentários colocam, no fundo passamos o tempo a argumentar a esgrimir e de repente tudo caí por terra... Paremos para pensar e reflectir e aproveitar o necessário que os outros dizem...
Abraços Zé Mialito
Passareiro 14 de outubre de 2006
ola Ana peixareira éu bem queria tirar um cursso de enformatica mas Burro belho ja nao toma andadura ja o dizia tu paixareiro
mas nao te zanges os cascavois sei bem descascalos
xau um grande abraco deste teu primo que fas o que pode éu sei que pouco e bom é melhor mas mais vale um trapalhao que um aranhao
almendra 15 de outubre de 2006
"Falar i screbir ne l Blog, faç Sendin bibir".
É este o título deste tema.
Foi colocado pelo Carlos Ferreira.
Ele nunca escreveu, será que não quer que Sendim viva?
Não acredito, mas porque será?
É só.
Um abraço para todos
Zé Chico
metalian 15 de outubre de 2006
Cara Ana Maria F, o texto que escreveu é mesmo o típico texto de uma esquerda que só quer ler aquilo que quer, e tira do que dizem os outros as conclusões que lhe interessam e deixam as outras de lado.
Em primeiro lugar o ser PERSONALISTA não quer dizer que só olhe para o meu umbigo. Personalista é colocar a pessoa humana acima de tudo, tratar os outros como pessoas e não como algo que gravita à nossa volta. Personalilsta no sentido de que a PESSOA é que importa, seja ela branca, preta, marroquina ou timorense, amarelo ou cor de burro a fugir.
Depois, só partindo da aceitação dos outros como pessoas é que se pode tratar de olhar a sociedade. Não podemos ver a sociedade como um rebanho de pessoas. Temos de tratar com a sociedade, nunca esquecendo que sem pessoas não há sociedade. Por muito que custe, pode haver pessoas sem sociedade, mas nunca haverá sociedade sem pessoas, e sem se respeitar essa pessoa como pessoa.
Pois sabendo que o mundo é vasto e tão diverso, é que não percebo porque é que temos de ser todos iguais, sendo diferentes.
Depois, Ana Maria F, diz que se a França fosse um país moralizador, teria a Extrema Direita a mandar. Ora, o Governo Francês actual, é o expoente máximo da Extrema Direita que pretende impor a censura, retirar a liberdade de expressão, e impede as pessoas de serem elas próprias ao não lhes permitir serem elas! Recordo que na França uma cristão não pode estar em locais públicos com simbolos da sua religião, é impedido ao muçumanos usarem vestes de acordo com a sua religião! Ora, que mais não é isso do que a falta de respeito pela pessoa humana e pela sua individualidade? É para que quem é das outras religiões não se sinta ofendido na sua presença? É para os ateus não se sentirem ofendidos! Tem cada um dos individuos abdicar de ser ele próprio em prol da Sociedade? Tenho de deixar de ser eu para que sociedade exista? Será que queremos viver numa sociedade, que nos impões que deixemos de ter identidade para que ela exista? Passarei eu a ser um número? Não muito obrigado.
è também na França, que surge um movimento que quer impedir a Turquia de aderir à UE. Porquê? Só porque é um país Islâmico? Ou pretende a França, como parece evidente, uma UE ocidentalizada, laicizada e persecutória das liberdades individuais? Depois chega-se ao cúmulo de criminalizar a liberdade de expressão! Quem quer que diga, que os Curdos não têm direito à sua autodeterminação comete um crime em França. Isso é para quê? Para impedir a Turquia de entrar na UE só porque não quer que os Curdos criem um novo país e a Turquia perca metade do seu território? Então e a França? Reconhece o direito à autodeterminação da Córsega? Por acaso reconheceu, sem ter sofrido muita pressão dos restantes paises da UEm, o direito à autodeterminação do povo de timor? Não foi a França, que em pleno século XX, e depois de a Inglaterra ter ajudado a França na II Guerra Mundial, vetou durante 30 anos a entrada do Reino Unido na então CEE, só por causa de rivalidades que remontam ao sec XI!?!?!?
E depois, criticar-me por ter colocado em desordem as máximas da Revolução Francesa?!?!??! Elas deixam de ser o que são só porque não estão na ordem devida?!?!? Elas valem por cada uma, e não pelo todo. Até porque cumprindo-se a Igualdade, compreendendo que somos todos iguais, a liberdade e a fraternidade estão logicamente a ser cumpridas.
Quanto ao tecer vs ser ateia... Não é nenhum jogo de palavras pois elas são de tal fomra diferentes na fonética e no seu sentido que não há confusão ou "jogo" possível!!!
Referi-me ao tecer, porque queria dizer que isso mesmo, teceu, construiu, apresentou de forma lógica. Não sei o que tem isso a ver com o facto de ser ateia, de certo foi alguma confusão, ou não... Terá mesmo sido uma ilação que pensou ver nas minhas palavras, quando nelas não há outra ilação possível.
Mais, já que está tão preocupada com os erros, e com as virgulas, nem me vou dar ao trabalho de escalpalizar os seus textos.
Não tenho pretensões a ser filósofo (se bem que eu ache que quem não o for não é tem individualidade), não tenho preconceitos contra padres, nem contra enfermeiros. Para mim são todos iguais. Eu vejo o padre como pessoa, o enfermeiro como pessoa, o filosofo como pessoa, o advogado como pessoa, vejo o Bin Laden como pessoa, e vejo a Ana Maria F como pessoa.
Enquanto olharmos para os outros como advogados, professores, pobres ou ricos, assassinos ou santos, e não olharmos para eles como pessoas, bem que podemos tentar, mas nunca faremos deste mundo, um sitio melhor. No cemitério são todos iguais, enquanto fora dele não formos, não adianta estarmos como falsas pretensões.
E não, não tenho medo dos Franceses. Já tentaram vir cá 3 vezes e foram corridos. São sempre os primeiros a renderem-se, portanto não tenho medo dos franceses, a não ser do Zidane e do Thierry Henry que nos estragam sempre o sistema no futebol.
Depois, estar sempre a chatear o nosso Antonho Passareiro com os erros e pontuações... Deixe lá o homem, ou ele terá de calar-se só porque não escreve bem!?!?! Isso não é uma forma de censurar o homem?
Caro António, continue a escrever, não se deixe calar por quem não quer ouvir/ler o que tem para nos dizer.
Dizer que nem em Portugal nem em França se morre de fome... Só quem não vive neste mundo é que pode dizer uma coisa destas! Infelizmente morre-se em Portugal por não se ter de comer, e só que está no seu poleiro é que não quer ver uma triste realidade.
Depois quem é ateu, e ter tantas referências a DEUS, é no mínimo de expantar! Mas é ateia, ou é agnóstica?
Quando disse que não concordava consigo, não foi nem por desprezo, nem por ciúmes, Não tenho desprezo por si, porque se o tivesse nem me teria dado ao trabalho de ter esta discussão consigo, nem lhe teria dito que não concordava consigo. Assim como não posso ter ciúmes de alguém que não pensa como eu.
Eu felizmente respeito-a, respeito as suas ideias e gostaria que as debatesse.
Agora, eu voltar para a escola da Inteligência? Eu não preciso, porque consigo responder sem recorrer a baixarias, insultos, acusações de burrice, ou outras ilações.
Voltar para a escola da Modéstia? Eu não me estou a armar em superior, nem tenho pretensões.
Voltar para a escola da Sabedoria? É melhor eu estar calado, sob pena de me acusarem de falta de modéstia.
Depois, cara Ana Maria F, termina com um comentário que só me dá razão. Só mostra que não respeita o que os outros pensam, sendo portanto aquilo de que me acusa no incio das suas considerações: Só olhar para o próprio umbigo.
Por muito que lhe custe, e diga que os meus comentários deixam de ter interesse, não é por isso que eu vou deixar de comentar os seus, porque eu respeito-a a si, e ao seus comentários, e mesmo que eu não goste deles, e não concorde com eles, vou ler sempre.
Nem as minhas ideias são verdades absolutas, nem as suas o são, se pensa o contrário disto, matricule-se nas escolas que me recomendou.
Carlosferreira outor 16 de outubre de 2006
Hai quien cunte que an Samartino hai pul menos tantas nomeadas cumo an Sendin. A uns cháman-le ls Culos, a outros Capitans, a outros Frailes, a outros Cristos i até habie uas a quien chamában las Bentas.
Ua nuite benie un d’Alcanhiças cun cuntrabando a atrabessar la raia i ancontra-se culs carabineiros que le dízen:
- Alto!
- Alto ye para parar, responde l cuntrabandista.
- Quien és ostede? pergúntan-le ls carabineiros.
- Yó soi Fraile, soi nieto de Cristo, hijo de capitan i estoi casado con la Benta.
- Hoder! Este hombre és más que Dios, deja-lo que pase! Arremátan ls carabineiros.
***************************************************
Nun Demingo, un pouco antes de missa, acerquita de l’eigreija, uns cumpadres ancuntrórun-se ne l Sagrado. Aquanto l cura nun daba las dues diç un:
- Ah cumpadre, i se fússemos a buer un meio a la taberna anquanto se fázen horas?
Alhá fúrun anton ls cumpadres. Buído l purmeiro meio, diç l outro:
- Bá cumpadre, yá que stamos aqui buemos outro meio.
Quando acabórun l segundo meio, inda houbo un deilhes que atentou para buéren l terceiro, mas l outro nun quijo. Yá tenie dado las dues i alhá fúrun pa la missa. Quando antrórun yá l cura staba a ampeçar i dezie:
- Un home puode-se salbar por trés meios...
Nesto l cumpadre que tenie perpuosto l terceiro meio diç lougo:
- You nun bos dixe cumpadre, nós buimos dous, mas habie de ser l terceiro meio que mos habie de salbar.
Ana Maria F 16 de outubre de 2006
Se eu disser que estou desde há uns dias sem ter acesso à Internet, há-os de certeza que vão rir e não acreditar. Que riam à vontade... Isso não me vai impedir de voltar a exprimir aqui muitas coisas.
E mais uma vez vamos proceder cronologicamente. Esta é a única forma de compreender e de chegar à verdade. Nada de embaralhar quem quer que seja. Vamos lá então !
Então Pedro, seja sincero! Estou eu assim tão errada se disser que perderam (no plural!) a cabeça o dia em que achei por bem, no Livro de Visitas deste maravilhoso SAL, de lembrar que a taxa de natalidade aí em Portugal (Eu digo “aí” porque não é aí que eu resido; nem todos sabem) é neste momento uma das mais baixas na Europa. Este dado, no entanto, é uma realidade. Por que razão tanta susceptibilidade ?
A reacção (Sua ? O texto não está assinado... Medo, receio ?) que aparece num dos primeiros artigos do actualmente famosíssimo Zundap é evidentemente chocante. Se as mulheres sendinesas se calaram tanto até hoje (Até quando ?) e ainda não protestaram veementemente como deveriam já ter protestado, lamento muito. É isso precisamente que vos dá ainda alguma força e a ilusão que podeis continuar a “brincar” e a dizer o que vos passa pela cabeça sem avaliar correctamente todas as consequências...
Lamento dizer-vos que tendes infelizmente uma visão arcaica e ultrapassada das relacções entre os homens e as mulheres. Não há igualdade de tratamento e de reconhecimento entre os dois sexos na vossa maneira de ver. Precisais, com este tipo de texto, de mostrar (como se houvesse um perigo... antes que seja tarde...) que ainda dominais... É obviamente o vosso estatuto de dominadores (e de caçadores de “coelhas”!) que está em jogo. Por isso sei pertinentemente que ao dizer isto tudo, estou a irritar profundamente todos aqueles (como vós) que não querem que a situação mude . Sei bem porquê !
A minha consciência, no entanto, leva-me a proceder unicamente desta maneira.Também não me quero calar.
Cronologicamente, o nosso amigo Metalian foi o primeiro a sentir o perigo aproximar-se neste SAL e quis mostrar o seu apoio aos grandes jornalistas do Zundap. Marca de solidariedade profissional muito louvável! A sua intervenção precisa mais uma vez de ser examinada no entanto.
1. (Logo de início: a 1ª frase da sua intervenção): “A Ana Maria F teceu aqui algumas considerações com as quais eu não concordo, quer por razões de ordem ideológica, quer por ter tido uma formação de base marcadamente Personalista.” Não está explicitado o sujeito do último verbo. A quem é que o amigo Metalian se refere: eu ou ele próprio ? Primeira ambiguidade. Normalmente, até há duas. Mas deixo o leitor descobrir qual é a segunda... Começar uma intervenção (tão importante como esta!) logo com ambiguidades, em si, já é um problema, mas somos corajosos e sobretudo pacientes; vamos então continuar e tentar compreender onde está a lógica...
2. A análise que propõe depois o nosso Amigo sobre as diferenças que pode haver entre “os países Muçulmanos” e a “nossa sociedade Ocidental” não é neutra nem objectiva desde o início, mas sim partidária do princípio até ao fim. É deste tipo de análise (Deste tipo de cruzada !), Amigos, que se servem precisamente os fundamentalistas, extremistas e fanáticos muçulmanos para provocar reacções de ódio e de revolta contra os Ocidentais. Cai, o amigo Metalian, no mesmo tipo de erro que o Bush. Como se ele não soubesse e soubéssemos nós também, hoje em dia, todos os dramas que isso já provocou ! Por isso, não tenho medo de dizer que a mim, essa falta de objectividade revolta-me profundamente ! Guerras e mais guerras em perspectiva se não conseguirmos abrir os olhos a pessoas tão pouco objectivas como eles (Pois é!) e não ajudarmos também a fazer com que os homens nunca se sintam superiores uns em relação aos outros.
3. “É preciso saber diferenciar quando a brincadeira é brincadeira, e quando está a ferir susceptibilidades. No caso do SAL acho que não se passou essa porta.” Disse também o Metalian...
Este 2° número do muito (Sou apenas irónica !) respeitável Zundap (mais ainda do que o 1°) leva-me a pensar precisamente radicalmente o contrário. Vários limites foram ultrapassados e eu aqui já dei dois exemplos: com as mulheres comparadas a “coelhas” e com os Muçulmanos quase todos finalmente assimilados a Bin Laden; nos dois casos, ridiculizados e evidentemente inferiorizados. É preciso ser cego ou “criancinha” para não ver isto tudo. Mas bem sei que os há que não sabem ou não querem ver e outros que tentam também embaralhar tudo para esses mesmos nunca de facto conseguirem ver nada... Apenas a ponta do nariz, e mesmo assim ! Não vou eu agora dar exemplos. Todos aqueles que leram até aqui poderão facilmente ter já, e bastante até, conhecimento de alguns casos...
4. “É preciso saber explicar às crianças esta diferença (O que faz rir e que não faz rir ?)”.
Para poder explicar às crianças, Amigo jornalista defensor de causas perdidas do mui progressista jornal Zundap, é preciso, como pode imaginar, conseguir convencer primeiro os adultos que nós somos. Comigo então, isso é mesmo uma causa perdida. Ando a tentar ler tudo (mesmo entre as linhas !) e acho afinal que pouca coisa me escapa ! Repito: quase nada me convenceu, talvez por eu andar mesmo muito irritada, há uns dias para cá, cada vez que penso no extraordinário Zundap e em certas mentalidades sendinesas .
Muitas coisas deveriam ser ditas ainda como por exemplo a inépcia sobre a Inquisição. Que exagero ! Inquisição em pleno século XXI ? Que alguém me diga, nesse País: Onde ainda queimam livros e até pessoas em praça pública ? Formas de censura, não digo... mas Inquisição !?
Neste País tão moralizador onde eu moro, Amigo Metalian!, também houve Inquisição e tantos outros problemas gravíssimos (Eu nunca escondo nada !) mas garanto-lhe: tem aqui uma Portuguesa afrancesada e até Francesa que não tem medo nenhum de dizer que deixou de haver Inquisição no País onde mora. E como gosta também muito do seu País de origem, como sabe, não tem medo nenhum também de dizer que em Portugal tão pouco há Inquisição (Houve até 1974 ! O que eram os agentes da PIDE senão o equivalente comparativamente dos antigos Inquisidores que houve em Portugal durante pelo menos quatro séculos ?!)
Por isso, Amigo Metalian, se quer convencer o leitor, se me quer convencer a mim, não pode cometer erros e inépcias como todos aqueles e aquelas que cometeu num texto que podia ter cuidado um pouco mais. Isso também é uma maneira de respeitar o leitor e de lhe dar vontade de continuar a gostar de ler aquilo que escreve....
É verdade que a todos nós nos falta tempo, mesmo para o essencial...
E ainda faltam muitas coisas essenciais que também aparecem no seu texto e de que ainda não falámos...
Sobre os “tabus” e o papel das famílias. E a escola então ? É o papel da escola, num País democrático e evoluído, de ajudar as crianças a ver as coisas e o mundo sem preconceitos e por conseguinte com objectividade e espírito crítico. Não vamos agora censurar as famílias nem sempre competentes ou com disponibilidade para ensinar aquilo que a escola é e deve ser capaz de fazer melhor do que ninguém.
Disse inépcias também a propósito da liberdade de expressão, na sua conclusão.
Eu não luto contra a liberdade de imprensa, Metalian. Luto precisamente a favor. É por isso que me exprimo e digo aquilo que penso.
O que é a liberdade de imprensa e por conseguinte de expressão (neste caso: imprensa gratuita no WEB com o vosso celebérrimo Zundap) senão precisamente aquilo que estamos a fazer agora ?
E vamos continuar ! Se vamos !
Aceitando também algumas críticas (mesmo quando custam a engolir, custarão assim tanto ?)...
Ainda temos tantas coisas para nos dizer e ideias para trocar!
Que ninguém tenha medo de falar e de contar coisas então.
Só assim é que um ar novo e revigorante poderá inspirar todos aqueles que aceitarem pôr por escrito, aqui neste SAL, aquilo que lhes passa mesmo pela cabeça.
“Bota” a escrever então !
Abraços.
P.S. Não me censurem por eu ter redigido estas poucas linhas sem ter um conhecimento exacto do conteúdo das quatro mensagens (e das outras também) que seguiram a de Metalian do dia 11. Sei apenas quem as esreveu e vagamente o teor de cada uma... Não quis incomodar exageradamente com as nossas picardias a pessoa que amavelmente me deu a possibilidade, sábado no fim da tarde, de utilizar o seu computador. O meu, desde há uns dias, precisa duma nova tomada para resolver o problema de acesso à Internet. Mais nada !
Hoje, mando este texto que redigi ontem, do lugar onde trabalho...
Neste País tão Moralizador!
Tiu de la Marra 16 de outubre de 2006
Já algum tempo que não me dedicava a ver os textos e mensagens deixadas neste blog/ livro de mensagens. Como tal e após estar a ver as mensagens deixada, chego a uma triste conclusão. O que antes era uma forma de descontrair do trabalho (ver umas mensagens do pessoal), agora tornou-se uma luta de intelectuais. Primeiro acho totalmente desnecessário este tipo de mensagens deixadas nos últimos tempos; segundo não há necessidade de escrever “testamentos”; terceiro não há necessidade de elaborar textos em casa, leva-los a um corrector oficial para os poder “postar” aqui; quarto, se querem tornar este site um site de discussão de ideologias. Poderiam pedir ao webmaster para mudar o nome deste mesmo site. Quinto deixem de usar o SAL para se auto – promover, há locais e alturas próprias para fazer isso (escrevam um livro, é uma forma útil de usar essa prosa toda). Sempre achei que o Sendim em linha, era um local de encontro de conterrâneos, de alegre “cavaqueira”, uma maneira de matar saudades do nosso “Sendim”. Já todos têm idade para ter juízo na cabeça, pensem um bocadinho e deixem-se de “merdas” (desculpem se feri alguma susceptibilidade).
Fernando Xastre
Ana Maria F 16 de outubre de 2006
Então tudo o que se escreve aqui são « merdas », Amigo ?
Como é possível um conterrâneo nosso ser tão pouco sensível à subtil pertinência das nossas ideias e a alta qualidade da nossa prosa ?
Fique descansado. Não feriu, penso, nenhuma susceptibilidade. Acho que temos todos aqui um espírito muito aberto. Escreva mais então. O que nos vai propor durante a « sua alegre cavaqueira, Tiu de la Marra » ? ( Não vamos falar de « testamentos », pois não ? Se bem que ...)
Passareiro 16 de outubre de 2006
AMIN pareçeme que éste tema esta a virar o vinagre
era melhor poner Falar i screbir ne l blog; faç sendin venir paburro
num saprende nada ehà começa a chatiar
que vus pareçe
Sendim mereçe autra cousa melhor ba bamos a ver
Tiu de la Marra 16 de outubre de 2006
Apenas um pequeno esclarecimento, “merdas” é uma forma de resumir todos os ataques directos ou indirectos, acções, insultos e outros assuntos que nada tem a haver com Sendim ou com as suas gentes que ultimamente se tem visto neste blog.
Ana Maria F 16 de outubre de 2006
Mas que alegre cavaqueira !!!!
telmo 17 de outubre de 2006
Já até eu, imaginem, até eu começo a ficar um nadinha, assim um bocadinho de nada, uma migalhinha ínfima, uma "forfalhinca de pan duro" chateado com as intervenções da Senhora Ana Maria. Mas bá, por agora assim me fico...
Ana Maria F 17 de outubre de 2006
Olá Pedro,
Só ontem à noite é que pude ler o seu texto do dia 14… Vamos então continuar a proceder cronologicamente...
(Só hoje, Terça 17, por conseguinte é que o posso pôr em linha; paciência então... )
O seu texto é uma autêntica carta e acredite: gostei muito de a ler. Texto juvenil que me deu várias vezes vontade de rir e isso, acredite bem, não é obrigatoriamente uma crítica. É isso que lhe vou provar agora:
Tem a coragem, Pedro, finalmente, de exprimir as suas opiniões (mesmo que eu não concorde na maior parte dos casos); e até penso que se continua a filosofar e a dialogar como tem aceitado fazer, de certeza que o caminho da Filosofia (com F maiúscula!) vai ajudá-lo a ver as coisas cada vez mais com clarividência e modernismo. O caminho do progresso, afinal! Veja bem que aquilo que lhe estou a dizer é mais positivo do que negativo. Continuemos ...
Fez-me a pergunta seguinte: “Quando fala de bem e de mal, explique-me o que é isto? Bem? Mal? Para mim isto não existe...”
Será necessário relembrar-lhe Pedro que quem falou primeiro de “bem” e de “mal” foi o Amigo Metalian ? Mas vou fazer-lhe a vontade...
Não me diga que desde pequenino, Pedro, não lhe aprenderam a distinguir essas coisas tão simples. Como é possível dizer hoje (e daqui a dez anos, sei que já não vai dizer a mesma coisa): “Para mim isto não existe” ?
É “bem”, no seu caso por exemplo, deixar um doente sofrer com dores horríveis sabendo que há medicamentação capaz de aliviar precisamente essas mesmas dores ? É “mal”, pelo contrário, ir ter com outro que chama por si e que pede também para que lhe aliviem as dores ? A distinção entre essas duas noções “o bem” e “o mal” será assim tão difícil de fazer ao ponto de dizer que não existe ? Porquê ?
Eu não achei “bem” ridiculizarem, no Zundap, as mulheres, os ciganos e também os muçulmanos. Já expliquei bastante porquê e não interessa repetir aquilo que já disse.
O que é “bem” também, Amigo Pedro, é estarmos aqui a dialogar e conseguirmos ser capazes de continuar precisamente este diálogo... Diálogo sereno e construtivo ! (Não sou nada irónica !)
E eu espero que a confiança que temos uns em relação aos outros não mude de facto como o vento. De que depende tudo isto senão de nós próprios e também de facto do nosso livre arbítrio ?
“A liberdade permite-me isso” disse, Pedro. Isso é bem verdade mas somos obrigados a ter também consciência que há limites... É isto que eu gostava que compreendesse. Cada um deve também assumir as suas responsabilidades. Não é possível, não, fazer ou dizer tudo e mais alguma coisa sem ter em conta as consequências que podem ter os nossos actos e as nossas opiniões, não venha dizer o contrário.
Por que razão então querer ser ambíguo? É perder tempo inutilmente, tenho a certeza.
Escrever neste Blog e exprimir ideias não é um acto anódino. Tem obrigatoriamente consequências por mais insignificantes que nos pareçam... E ao expormos publicamente as nossas ideias, devemos aceitar também que outros dêem uma opinião e haja críticas boas ou más... E do diálogo há-de nascer quaquer coisa... Qualquer coisa de construtivo !
Outro ponto sobre o qual temos também que conversar: a propósito de fome e de pobreza. Não concordo com muitas coisas que disse.
Então não há sempre nas nossas democracias (França, Portugal...) um lugar, uma instituição, uma associação capaz de auxiliar quem precisa financeiramente, economicamente, psicologicamente, medicalmente, afectivamente... ? Estamos em Democracia ou não estamos ? Se por acaso achamos que aquilo que já existe é insuficiente, do que é que estamos à espera para ajudar, nós também, e contribuir duma maneira ou doutra para que todos se sintam felizes e realizados ? Não foi essa, aliás, a motivação primeira que suscitou a criação da AZATS em Sendim ? Espero que sim !
Tudo o que acabo de dizer, sei que o compreende sem nenhuma dificuldade ao lembrar-me de muitas mensagens que já chegou a editar neste site, apelando os Sendineses a unirem-se para fazerem sempre coisas positivas e construtivas. Resta saber como ? Para quê ? E também com quem, penso... Ingénuos: não! Mas optimistas: sim!
O que eu quis dizer ao meu primo António (que eu respeito mais do que ele pode pensar; ele é que nem sempre sabe distinguir claramente as coisas!) foi o seguinte:
Nunca estive na Guiné como ele (há mais de 30 anos); só estive na África do Norte, no Magrebe; mas sei, a partir daquilo que já li, vi e ouvi, que o continente africano é um continente sacrificado. Aí, sim, Pedro, de certeza que há fome e populações quase ao abandono (Veja o que se passou, inimaginável!, no Ruanda) e confrontadas em grande escala com essa praga que se chama sida e que ainda hoje, em 2006, não tem cura !
Nós, os Europeus da Europa Ocidental, Franceses, Portugueses, etc, vivemos em países onde há fartura (e em muitos casos desperdício até) de tudo. Portugal, isso deve-o saber, é de todos os países de língua portuguesa (8 no total) aquele onde as pessoas em média vivem melhor. Melhor até do que no Brasil, país que no entanto representa 100 vezes Portugal em superfície e com potencialidades incomparavelmente maiores do que aquelas que tem Portugal. Melhor também do que em Angola e Moçambique, ambos maiores até do que a França por exemplo.
Mas nós, Europeus, temos tendência a queixarmo-nos por tudo e por nada. Nunca nos fartamos. E não nos importamos suficientemente de saber se outros no entanto, ainda precisam e muito !
Não tenho a certeza que haja, Pedro, “muitas pessoas que escolheram para si ser pobres e viver em miséria...” A grande maioria (quase toda a gente) gosta e prefere ver os filhos (pelo menos os filhos!) correctamente alimentados e com um telhado para que possam crescer e viver normalmente...
Em vez de ridiculizar os ciganos, acho mais pertinente tentar compreendê-los. Talvez não estejam errados em tudo... Aquilo que a nós nos parece indispensável (estatuto social, carro, mobília, roupa da última moda, etc...) parece-lhes a eles supérfluo e até inútil ? Quem tem razão ? Nem eles, nem nós. Sejamos modestos !
É isto tudo que me pareceu útil dizer-lhe. O resto tem menos importância.
Deixemos para outra ocasião a oportunidade de aprofundar outros temas...
Espero então que fiquemos amigos.
Abraços também.
Ana Maria
P.S. Continuando a ler neste Blog, apercebo-me finalmente que talvez lhe dê razão quando diz: “Não se esqueça de uma coisa muito importante: aquilo que hoje para si pode ser o bem , amanhã é o mal e depois pode mudar novamente, portanto são fazes (fases!) que mudam como o vento...”
(Só por causa duma alquitara! Eu é que sou capaz então de me zangar seriamente; mas fique descansado, Pedro, não é contra si !)
E vamos aprendendo !
Se isto tudo acontece numa altura em que o site, Zé (Zé Mialito), é muito visitado, melhor ainda ! Do que é que haveríamos-de ter medo: de alquitaras ? Que se cuidem elas também !
Que todos assumam as suas responsabilidades; eu também trato de assumir as minhas.
E vamos aprendendo !
metalian 17 de outubre de 2006
Cara Ana Maria F
1.º Para melhor se poder pronunciar quanto ao Personalismo, uma vez que não faz a mínima ideia do que seja, recomendo-lhe a leitura de autores como Herbert Spencer, Charles Maurras, Jacques Maritain, Hayek, e em especial Emanuel Mounier, Raymond Aron e Robert Nozick.
2.º Está sempre a dar aulas de português, nunca percebi bem porquê, nem vou tentar perceber, mas ensine bem os seus alunos, pois pelas amostras que se vêm por aí no verão, ainda tem muito que labutar.
3.º O Zundapp, e os seus escribas, fazem tudo menos jornalismo. Confundir humor com jornalismo, é o mesmo que chamar peixe a uma baleia.
3.º Eu não sou, não pretendo ser, e tenho aversão a jornalistas, logo se os "meus colegas" do Zundapp fizessem jornalismo, não estava a defender.
4.º Não se pode gabar de ser defensora da liberdade de expressão, e depois criticar tudo, e quanto os outros dizem, ou mandar calar um seu primo só porque não usa um português correcto.
5.º A liberdade de imprensa é apenas uma infima parte da liberdade de expressão.
6.º Quando falo em Inquisição, só um mentecapto pode entender a palavra no seu literal significado. Que mais não é o constante ataque à liberdade de expressão, ou à liberdade de pensamento, ou à liberdade religiosa, do que uma forma de Inquisição? Não se queimam livros e pessoas na praça pública? AHAHHAHAHAHAHAHHA É mesmo de rir, melhor que essa só a anedota de em Portugal não haver fome... Sendo actulamente, e por não mero acaso, a França o país onde são mais notórios os atentados inquisitórios.
7.º A Inquisição acabou em Portugal em Abril de 74, mas só nos manuais da Escola.
8.º Se o progresso que queremos nos leva a que tenhamos de abdicar das nossas ideias para aceitar as suas... Já nos basta o Francisco Louçã, poupe-nos a algaraviadas politicamente correctas, de falinhas mansas, e pretensos moralismos.
9.º Por falar de ambiguidade, porque não explana as suas ideias, e deixe de criticar as dos outros. Ou ainda não chegou à parte do manual em que ensinam a expôr ideias?
10.º Muçulmanos, Bush, pensava que o Louçã era exclusivo de Portugal. Se ler bem o que eu escrevi, aliás, para ser séria e honesta deve ler correctamente, e depois verá que eu não cunfundo todos os muçulmanos com o Bin Laden. E deixe lá o Bush, preocupe-se com coisas mais sérias.
11.º Limitar a pobreza e a fome a África e ao 3.º Mundo é desonesto, ou então é cegueira. Ou então de quem acabou de aterrar proveniente de Plutão.
Concluindo: Deixe de tecer considerações sobre os outros.
metalian 17 de outubre de 2006
Quando digo tecer, é mesmo tecer, não tem nada a ver com ser ateia.
A sua teoria da cospiração dá-me risa.
2giga 17 de outubre de 2006
Infelizmente não percebeu nada do que eu escrevi. E por favor, permita-me a liberdade de dar erros.
Obrigado
Passareiro 17 de outubre de 2006
O deixai escrever fas passar tempo
e o perro que mais ladra é o que menos morde
xau nao escrevo mais porque dou érrus
gabilan 17 de outubre de 2006
Será que yá chubiu todo??
Será que la nuite bai a traier calma??
Será que ls grilos ban a cantar toda la nuite??
Será que que ban a cantar "até que la boç bos doa" neste caso ls dedos
Será que Bin laden yá scubriu Sendin??
Será que tenemos que ir pal Rechano para rezar??
Será que Dius nos bai a dar buonos dies manhana???
Será que num me chamo l que me chaman ls mius??
Será que sou eu??
Será que ls pulo se bai a calmar e cul la chuba bai a quedar lama??
Será que depui me bou a anterrar e a sumir para siempre??
Será que "matei um polícia" (leia-se calcar um poio)
Será que bou a dormir?? se calhar yá stou, num me lembra cum bim para aqui...
Esto num sei, aliás só sei é que quanto mas leio menos sei, quiçá aprenda algo.
Será que dei erros?? Esso tengo la certeza porque nen ser screbir an mirandés.
PS. Por favor não me critiquem.
( as iniciais PS não se referem a nenhum partido político, mas um "dia" disseram-me que vinha do latim não se bem mas será post script?, ou pense bem? ou nota bem? ou esteja atento, ou se conduzir não beba??)
PS1: Só aceito respostas com 5 páginas, e sem erros, bilingues. Pago com cheques visados, contra-reembolso. Se pedirem muito talvez vos dê garantias bancárias.
Um abraço a todos as Sendinesas e Sendineses
Ana Maria F 18 de outubre de 2006
Guarde os seus cheques, Amigo ! Ainda vai precisar deles !
Continue a aprender o mirandês, o latim e obviamente o português !
Aprenda também a ser amável !
gaiteiro 19 de outubre de 2006
Bunos ieu e al miu sendinês! ya sei ya ides dezir la bem gueiteiro cu la su gaitadas! ya sei ya stais a dezir "calha-te um cachico" mas permitam-me que diga algo ieu ya nasci cu la gaita na mano! e agora mismo stou a passar para al papel las nussa moda! nu ié para screbir un testamento! mas todos nascimos a dezir un sons! naide até agora nasciu a scebir! por esso bamos dar a lha lingua para no perder algo quei nusso! que ieu bou gaitando que al bezinos ya sinto la falta de las mis gaitadas quando no ouçam la gaita! nos se no falarmos aspuis senti la saudades de esses sons! e mais cumo ieu digo de la storia naide reza dal fracos! bamos para delantre sendines cuntai lhonas, lérias,.....
al que for ai que dar balor al que tenemos aqui! ba aqui bai uma gaitada an sendines
tro tri tirilorilori tro tri tro tri..... esse ye l´antreda para los paliteiros! lolol
Aqui bai uma lhona »»sabis todos cumo nasciu la notas de la musica an sendin a muitos anhos atras, mas mismo atras, que se chamaba don ramiro! e essse don ramiro ira al capataz ai ende e teni un ganado obelhas e cabras! e um di miu bis-avo que era um gueiteiroya de tradiçones e de bunas familias como ieu sou ya sabeis!!! ya cu muitos calos nus didos de la manos de tanto tocar por al montes dal conselho de sendin!staba cum al ganado junto al riu quando biu al capataz no cimo dal monte e disselhe "ó dom rémiro fai sol la an sima! e dai saliu »do ré mi fa sol la si« stais ber una lhona dal gueiteiro bilho que passou até aqui al mais nubo de la familia!
agor yue tengo al fardo mais complicado de la mi bida tengo que passar esto testemunha a uno de la familia filhos, netos, primos, 2ºprimos, sobrinhos, 2ºgrau etc.......
ba perdonai-me se no screbi bim al sendines mas de gaitas ieu antendo!! olha amadeu aqui bai uma lhona e que tenes que ter força anxertar essas ramas sendinesa para ancarrilhar bim al fruto de la luengua!
um abraço para todos al que leiam e no! aqui queda al miu testemunho
gabilan 22 de outubre de 2006
Hai ua conta popular que dieç:
"N'ua scução el mas anteligente calha-se purmeiro"
telmo 24 de outubre de 2006
Boa amigo Luís,
I outras que dizan:
"Calha-te tu que you me calharei"
"Paparra la Candeia!!! Paparra-la tu que you yá nun beio"
I quien se lembra daquelha música de l Trio de Bal de Mira que dezi:
- Tu só tu! Ana Maria...
- Sim tu! Ana Maria...
etc
ps: Yá nun bulbo a escribir eiqui an portuês!!! se nó lougo ben "Elha" i bira milho...
Um abraço, giente trabalhadora...
Ana Maria F 24 de outubre de 2006
Então Metalian, perdeu a cabeça mais uma vez ?
“O representante da AZATS inscrito, Pedro Marcos ...foi substituído por este vosso escriva para o efeito”
Virou “escriva” ? Enganou-se na ortografia ? Escreveu “v” em vez de “b” porque quer falar “grabe” ? Ou então esqueceu o til na última vogal ?
“Escrivã” neste caso quer dizer: “Freira que fazia escrituração nos conventos (Feminino de escrivão)”. Virou “freira”, Amigo ? Anda a fazer escriturações para a AZATS nos conventos de Vila do Conde e de Arcos de Valdevez ? Não sabia que isso fazia parte dos estatutos da nossa digna e muito laica associação de que eu normalmente também faço parte!!!!!
Como membro então, eu preferia (Mais: vou exigir ! ) que os representantes sejam dignos e completamente alfabetizados! Estamos no séc. XXI, como toda a gente sabe... Cada habitante de Sendim tem o direito, hoje em dia, de exigir que a povoação seja correctamente e dignamente representada !
Continuemos !
Dirigiu-me uma carta no dia 15.
Não quis esperar pela resposta e mandou-me outra no dia 17. “On line” evidentemente !
É pena não ter esperado. Muito benevolamente, ter-lhe-ia mandado uma resposta e ensinado algumas coisas. Obra de caridade ! A carta já estava pronta...
Ter-lhe-ia demonstrado mais uma vez que se engana muito.Constantemente !
Disse: “ E não, não tenho medo dos Franceses. Já tentaram vir cá 3 vezes e foram corridos. São sempre os primeiros a renderem-se, portanto não tenho medo dos franceses, a não ser do Zidane e do Thierry Henry que nos estragam sempre o sistema no futebol.”
Foram corridos os Franceses, Amigo apreciador de futebol, tem a certeza ? Explique bem tudo! Se está a fazer referência às invasões francesas, diga também então: Graças a quem ? E sobretudo: a que preço !
Diga também, Amigo, aquilo que não chegou a dizer: Foi por causa das invasões francesas que Portugal perdeu ao fim e ao cabo, nada mais nada menos, que a sua maior colónia: um país tão grande e tão rico como o Brasil ! E veja bem uma coisa: não se lembra de ter estudado, na escola, Amigo, que o príncipe D. Pedro, se adaptou lindamente ao clima tropical brasileiro ao ponto de ele também ser “Imperador”... como um que também era Imperador e que se chamava Napoleão! Por que será ? Já pensou no assunto ?
Não esperou no entanto pelas minhas modestas lições de história. Mandou, sem esperar, outra carta: a tal do dia 17. É bom que todos a leiam, caso ainda não tenham tido esse enorme prazer !
Carta simplesmente patética com sinais evidentes de falta patológica de maturidade ?
Não, mais do que isso !
Vejamos, então ! Sobretudo neste caso bem determinado: o caso de alguém (Você!... Em companhia do inseparável Presidente da Cooperativa de Sendim...) que pretende, você também!?, contribuir para desenvolver a respeitável vila de Sendim: a nossa vila! Que é de todos , não é ?
Vamos directamente ao mais importante: aquilo que logo aparece no início da sua “escrituração” (Obra de freira ?)
Por que me sugere, Amigo, autores como aqueles que citou entre os quais um, Charles Maurras, de que já ouvi muitas vezes falar (neste país onde eu moro: o país de Napoleão que fez fugir o rei e toda a corte portuguesa, em 1808, para o Brasil...)?
Antes de falar bastante sobre Charles Maurras (francês, como toda a gente, sabe) que nos vai ajudar imenso a entender algumas coisas, queria saber por que é que não há nem sequer um Português na sua longa lista ... Não há pensadores, autores, filósofos no seu / nosso País, Amigo ? Por que razão ir tão longe ? Desconhece, a esse ponto, o que se escreve também, e por vezes admiravelmente, em Portugal ? Que pena !
Mas, sem mais tardar, voltemos ao Charles Maurras que citou tão negligentemente !
Eu nunca perdi tempo e nunca perderei a ler obras de Charles Maurras. Por uma razão e uma só que para mim é largamente suficiente: nunca ouvi elogios em relação a ele; sempre críticas. E as mais graves estas:
Até a Igreja (no entanto geralmente conservadora) chegou a condenar as obras de Charles Maurras (1868-1952) por ser um dos principais animadores de movimentos que fustigavam, em França, desde o início do século, entre outras coisas, a República e os Judeus. Foi finalmente processado e condenado à prisão perpétua, em 1945, no final da Segunda Guerra Mundial, por ter apoiado Mussolini e Franco (ambos fascistas !) e depois colaborado com a política de Pétain e os nazis alemães. Triste personagem: o Charles Maurras !
Deixou de ser uma referência neste país que é a França, Amigo. É uma das suas referências, o Charles Maurras?
A palavra “personalismo”, (teoria que defende) e que não pára de repetir, Amigo, tem a seguinte explicação no dicionário Lello Universal (da célebre editora sediada no Porto, na rua das Carmelitas... Mais freiras que aparentemente querem persegui-lo, Amigo; não querem que”escape”!?)... Dicionário que consultei: “Defeito daquele que relaciona tudo consigo mesmo”... E pretende, Amigo, que não passa o seu tempo a olhar para o seu pequeno e muito conventual umbigo ? Que coisa estranha! Ainda somos nós, então, que somos burros ! Muito burros então !
Mais: Gostava imenso que associações de jornalistas lessem o que escreveu sobre eles: “Tenho aversão a jornalistas” disse, Amigo ! Cá para mim, o Charles Maurras teria dito o mesmo, mas cuide-se! Já sabe agora o que aconteceu a esse Francês que, pode ter a certeza! foi corrido, se foi !
E paramos por aqui porque já muito se disse; principalmente o que mais importava... Tudo menos outra coisa que ainda lhe quero dizer (Obra de caridade!)
Não têm ordens a dar aqueles que tentam e querem utilizar o nome de Sendim para exprimir ideias retrógradas e reaccionárias.
Falou de Franciso Louçã... Por que não falou simplesmente de Cavaco Silva e de Sócrates. Foram eles que foram eleitos e mais ninguém que eu saiba. Por que é que está sempre a embaralhar tudo ?
Por que será também que nunca pronuncia (você e nenhum também daqueles, grandes apreciadores de Literatura com Orelhas de Coelho, que lamentavelmente o defendem) a palavra DEMOCRACIA ? Por que será?
Tenha cuidado, Amigo! Isto é um conselho!
Nunca se calarão os DEMOCRATAS que só querem uma coisa para Sendim e para o Mundo Inteiro:
Liberdade, Igualdade e Fraternidade (na ordem exacta; mas esta lição já a conhece de cor e salteado agora. Este site tem muito que se lhe diga, como pode ver!)
Nunca se calarão os DEMOCRATAS (porque nunca se calaram!). É melhor que acredite !
A AZATS não foi criada para voltar a reviver as horas negras do fascismo e da ditadura ! É melhor acreditar e rápido !
Passareiro 24 de outubre de 2006
éste fim de semana bou à portugal à feira dus burrus vou a ver se me troco por um mais fino bamos a ver se ha mas duvido
metalian 24 de outubre de 2006
Bah! O que tu queres sei eu...
Ana Maria F 24 de outubre de 2006
"Burrus": que bichos son esses ?
Têm ourelhas tamien ?
gabilan 25 de outubre de 2006
A mensagem anterior tem um erro. não é "têm" mas sim tenen, pelo menos é o que cosnta da convenção...
Minha Senhora, MUNA-SE de uma caneta e ESCREVA:
B A S T A ..... ! ! !
Quero dizer basta simplesmente, eu felizmente dou menos erros que o Sr Antonio Passareiro que nos brinda com os seus comentários construtivos. Quem sabe se fosse como ele escreveria ... besta ... para dizer basta e depois seria cruxificado.
Volte à sua fase inicial e traga-nos as suas experiências, as suas ideias, as suas vivências, convide os seus alunos e amigos, a visitar o site, a conhecer um pouco estas gentes, faça-os conhecer um pouco a sua terra natal. Contamos consigo. Traga-nos experiências do seu país, modelos de sustentabilidade rural e financeira. Traga-nos a receita do champanhe, a receita do vosso bom vinho... enfim tudo isso poderá ser canalizado em prol da terra que a viu nascer....
Pense que só depende de nós... de si... dos seus filhos... e netos. Canalize os seus pensamentos poéticos para debater temas mais uteis e mais interessantes do que escrever 50 linhas a divagar sobre o Charles Maurras.
É que nesta fase ninguem duvida mais da sua cultura linguistica, histórica, mundial, geográfica, religiosa, e até futebolística.
Não ouse pensar que este é um espaço onde impera a segregação do ser humano por ser branco ou preto, portugês ou francês, espanhol, cigano, muculmano, cristão, etc .... se não veja os trâmites e pressupostos para os quais o SAL foi criado.
Só mais uma resenha histórica, quando o SAL fez anos, foi aqui dito que esta pagina foi criada em 2000 mas foi apenas o registo do domínio sendim.net, porque já anteriormente existia no extinto TERRAVISTA. dede 1997, data esta que poderá ser confirmada com Virgílio Carção. Em todo o percurso do SAL, o livro de visitas foi fechado duas vezes e interditado porque o rumo que tomou então, não era o que tinha sido estabelecido aquando da criação deste espaço.
Permita-me dar-lhe um humilde conselho, crie um blog e coloque aqui o link que com certeza terá muitos visitantes.
Contamos consigo e com todos
francisco 25 de outubre de 2006
Só não percebo uma coisa, porquê que só pedem para Dona Ana Maria deixar de escrever, ou será que têm ficar toda a vida os mesmos por cima. Falei com ela pessoalmene apenas uma vez, leio o que escreve aqui, também leio o que escrevem todos os outros. Na minha opinião há excessos de parte a parte. O que é preciso é respeito e eliminar arrogância, mas quando não há respeito de parte a parte o que fazer? Agora não percebo porquê vêm tantos defensores a público e sempre para o mesmo lado... Tinha de escrever porque os problemas quando são pessoais entre determinadas pessoas para quê se mentem outras no assunto? Se um dos intervenientes tiver a amabilidade de parar a outra parte não continua. Eu penso que todos cabemos, e o que é preciso é ERGER e deixar estes problemas pessoais de lado, o resto como se "diç en sendim são patatas"...
Abraços Zé Mialio
gaiteiro 25 de outubre de 2006
uuuiiiii tengo passado als ulhos por esses pergaminos! enganhei-me na entra dals pauliteiros! puis andais todos cum essa cousa de la sabedorie! a ber se le scribo bim! tiritroti...tiritroti...tiritroti.....tran!
Assi ya sta bim mas se stubir mal bos als que me parecei antandidos de la matéria! Puis nesso de la lhengua nu ai que dezir bim al son ou al ditongo ou sei alha essa cousas del ongo! bá antandei-bós manhana ai que ir a pruparar als burros para la feiras al miu tenes uns dentes que dava para fazer ua placa para algunos....lololol
Mas oulhai-de se me quesires boutar a la cara que nu sei screbir boutai que cu la caiata lhebais!
Ana Maria F 25 de outubre de 2006
Como é que eu posso descansadamente aconselhar um site onde nos incitam por exemplo à leitura dum fascista como Maurras ? Erro gravíssimo !
Chega uma altura em que aqueles que querem assumir responsabilidades devem estar plenamente conscientes e ser responsáveis também por tudo aquilo que dizem e fazem. Já não somos crianças. Há muitos assuntos com os quais é pura e simplesmente impossível brincar. Mais nada !
metalian 25 de outubre de 2006
Sempre é melhor ler Maurras, do que ver alguém insultar constantemente os outros e não respeitar o que escrevem. Haverá maior fascismo do que não respeitar as ideias dos outros, insultar os que pensam de maneira diferente, ou mandar calar quem não sabe escrever português?
E já agora Zé Mialito, ninguém a mandou calar, só lhe estão a pedir que mude a forma como fala. Se há alguém que tem mostrado falta de respeito é essa senhora que se julga dona da Língua Portuguesa, ela que vá ensinar os seus alunos.
Ela tem a necessidade de se afirmar, como não o consegue, vem para aqui meter-se com todos.
Tu deves ser a seguir, afinal escreveste ERGER, em vez de ergUer. Já entraste na lista negra dela.
Sr.a Professora, podemos ir para o intervalo? Apetece-me ler o Mein Kampfk.
francisco 25 de outubre de 2006
Eu pela manhã não concardava, agora já nem sei.
Diz o Zundapp(Humor) num dos seus artigos, acerca do teu pai Filipe Almendra, mas para "que me meto eu nisto"(humor certo), tomara eu que o administrador deste tema retire as minhas mensangens como fez ontem o Pedro, mas para que falo eu!
Eu assim não sei andar, tenho de trabalhar e falar e estar com quem me entenda, e os problemas pessoais ficam à parte.
Já falei mais ou menos como fazia, mas ninguém para, olha continuem eu não vou ler mais o que voçês dois SENDINESES escrevem... Vamos ERGER com erro ou sem erro.
Mas eu assim digo não sei estar, já soube mas tive que mudar e penso que foi pelo caminho certo, mais que certo...
Abraços meus para voçes dois e como se "diç na mi tirra ainda sois parintes e ls parintes tenaán que se dar bim"
francisco 25 de outubre de 2006
Visitante 1000 deste tema foi eu....
Ana Maria F 25 de outubre de 2006
Não serve para nada falar para o Metalian !
E você Galiban ?
A maneira que é a sua de falar dos Emigrantes e dos Estrangeiros (e não só !) não me é estranha !
Desde os anos 60 pelo menos, se ouve falar como fala...
Que progresso !
BASTA! não é verdade ? Sem nos enganarmos com a ortografia... (Sobretudo que uma “besta” também pode ser uma arma... arma antiga mas arma no entanto !)
Eu nunca quis ser grosseira; veemente apenas porque era necessário.
Este site tem o nome de SENDIM...
O que isto quer dizer ?
A resposta, a meu ver, ainda não foi suficientemente debatida.
Tereis a inteligência e a presença de espírito de respeitar as regras que são unicamente as regras da DEMOCRACIA ?
Ultimamente, neste site, as regras nem sempre foram respeitadas como deveriam ter sido.
Houve, eu sei, respostas e reacções mesquinhas e sorrateiras.
Não concordais ? Só tendes uma solução e uma só: tentar responder como fazem e fazemos todos, frontalmente e não sorrateiramente, avançando com argumentos ou deixando de responder caso contrário.
Se assim não for, voltamos para os tempos da Ditadura !
Do que é que tendes medo ?
metalian 26 de outubre de 2006
"Ultimamente, neste site, as regras nem sempre foram respeitadas como deveriam ter sido."
Espero que se reveja nesta frase.
E não, não adianta falar para mim, desde toda a vida que ouço isso.
Já agora, está sempre a sensurar o que os outros escrevem? Tem algum sidroma PID(E)AL? Teve formação nas escolas da PIDE/DGS? Sempre a criticar o que os outros dizem... Ou terá sido no KGB? Nas SS? Na Gestapo?
As suas intervenções são dignas de um agente da polícia política. Só falta tirar o curso de Juiz e poder condenar a torto e a direito.
Ana Maria F 26 de outubre de 2006
Nada disso, Amigo !
Tenha mais imaginação que aquela que tem e que é insuficiente ...
Ultrapasse pura e simplesmente o Sistema Solar !
metalian 26 de outubre de 2006
Eu já estou a morar num pequeno planeta que gravita à volta de uma das Estrelas da Ursa Maior.
Passareiro 26 de outubre de 2006
o melhor é ler o comentario de honte de tiu de la marra ésse sim é sendim
e nos que estamos longue faz nos faz sonhar de bons momentos
comprimentos TIO DE LA MARRA so mais um o dois como ésse
Ana Maria F 26 de outubre de 2006
A Ursa Maior, Amigo Metalian, sempre foi, como sabe, uma fonte de inspiração inesgotável para os poetas do Planeta Terra...
Escreva-nos um poema também: um hino a essa estrela (a sua Deusa ?) à volta da qual gravita o seu "pequeno planeta"...
Não se esqueça de juntar, para honrar os Deuses, uma composição musical da sua autoria também para que possamos todos ouvir desde as nossas numerosas galáxias os sons inconfundíveis desse instrumento divinal e tão antigo que se chama "lira"...
metalian 26 de outubre de 2006
Não gosto da "Lira", faz-me lembrar o Imperador Nero que mandou queimar Roma, será que a nossa amiga é fan do homem? Afinal a "lira" está desde essa data associada a momentos trágicos como esse.
Quanto a deixar um poema, podia deixar, mas neste momento emigrei para uma das luas de Jupiter, e estou em negociações para comprar casa em Saturno, para passar férias. Pelo que não tenho tempo para tal.
Passareiro 26 de outubre de 2006
falai doutra coisa CARAI ja começamos a estar fartos
falai sendines que se comprenda o de sendim à tanta coisa pra contar
ésta a xuver o a fazer sol
NApraça num se diz tanta mujiganga
JA XEGA odasse
Ana Maria F 26 de outubre de 2006
Que pena !
Tal como a Ursa Maior, a "LIRA" também é uma constelação, sabe Amigo !
Não apenas o atributo de Apolo, afinal.
E eu que pensava que ia DE"LIRA"R um pouco...
Delírio poético, lírico e onírico...
É melhor, sabe, que o Mein Kampfk !
Passareiro 26 de outubre de 2006
é so muguigangas que nao fas viver sendim se éstabamos mal pareçe que bamos para pior
Ana Maria F 26 de outubre de 2006
... para melhor, Camarada! para melhor !
juan 26 de outubre de 2006
Y butestes pal maior pertués de simpre, you´yá butei, mas num bos dio em quim!
gaiteiro 27 de outubre de 2006
bá hoije bou a screbir algo! sta quaise perto dals grades! a ber que ia falastes cum todas las palavras quai nals diçionario esse! quiro bós ber na feira a gastar quatro croas, ya que gostai tanto de sendin! ampeço a ber todos sois balintes! mas sendin pra ebuluir! ai que benir aca gastar um pouco de oiro! ya ando cu estas merdiçes; l´euro quanto bali al escudo esse al mesnos daba para proteger d´algo! mas pronto! e se benirmos aca bós al amigos nim que nu seja de bez anquando, al comercio tradicional, las tabernas(RESTAURANTES SENDINES), las vendas do cd´s dals nusso musiqueiros sendines, al bino, la hotelari e mais un anchente de cousa...
nu ié so star aspera que calum dal cielo! ai que benir aca dar uma furça apresentando al quei nusso! participar quando se pude dibulgar! nos aqui.... ya sei o que hides dezir que pudíamos fazer mais! que nu ié por falta e por e por e por......... a giente que tim simpre uma desculpa pra justificar-se! ieu digo se quereis ajudar benis, porque simpre oubi dezir ieu pra proxima ya bos deito la mano! la bontade de ajudar é e no de la proxima beç!
mas olhai-de atirai-vos la pedra todas que aqui ai muito pardones para compor, cum las chuba por aqui furtes ai caminos pra compor!!
antes de acabar sculpai-me al sendinês/mirandun! seno ya scaralhais an riba de mi! ba bou-me a pruparar ai que ir pra sendin mais um fim de semana!
um abraço mui furte pra todos
SENDIN A CUNÇEILHO
francisco 27 de outubre de 2006
Pus you da qui a pouco bou-me a botar a camino num quedo als grades e bin precisaba Henrique. Ye berdade, mi mai quir cumprar un burro para arar e andar a cabalho. Mas precisaba doutras cousas, mas dize-se por ende "quin ten el culo alugado num caga quando quir" e demingo a la tardica tengo que benir pol mesmo camino ou por outro para chegar donde bou a salir da quia pouco.
An mi casa simpre foi conecido pol DIE TRINTA, mi bó dezi "no DEI TRINTA habi bunas malgas e nolas comprei", "mira cumprei ESTE smagador de alhos e no DIE TRINTA e lougo se scachou", "mira Num rompas las calças qel DIE TRINTA está longe". Portanto para mim ira siempre a quedar como el die trinta.
gabilan 29 de outubre de 2006
Como não respondo em locais indevidos, volto a dar-lhe o meu humilde conselho.
Crie um Blog e lá respoderei com todo o respeito a todas as suas questões e duvidas.
Já agora Gabilan significa Gavião, e não Gavinha??!!
francisco 30 de outubre de 2006
As melhoras senhor professor Almendra e esposa, luntando venceremos.....
Gabilan é também o nome de um jogador do Valência que acompanha David Villa na frente de ataque... Não posso falar de fotebol que me inerva... E BIBA O F.C PORTO até os comemos carago...
metalian 30 de outubre de 2006
Realmente, até os comemos, mas as penas da águia estorvam ao mastigar....
Já agora, ouvi dizer que o Katsuranis foi contratado para a WWE, mais concretamente para a RAW para ver se acabam de vez com o UMAGA.