Este tema foi já objecto de discussão pública há alguns anos. Presumo que o voltará a ser. Um novo mapa administrativo, que necessariamente a reguonalização implicará, trará uma mais valia, ou gastamo-nos apenas em retórica? O Nordeste Transmontano que tanto nos seduz, ganhará visibilidade? E o papel das actuais Camâras Municipais, como conviverá com outros executivos regionais?
Válter Deusdado
9 repuostas
juan 11 de maio de 2007
A regionalização outra vez em discussão
e para ver aqueles que mais comerão,
porque mais vão arranjar que os camuflarão.
As câmaras municipais,
são outras tais,
no fundo são assembleias estatais.
O Nordeste transmontano,
Já têm muito tragano,
para le chuchar o tutano.
O mapa administrativo,
em 98 era muito altivo,
muitos o achavam positivo.
No fundo até é afirmativo,
que eu estou a falar de improviso.
Don Juan
juan 13 de maio de 2007
Já não se discute,
embora muito se matute,
e muito se pergunte.
Para quê regionalizar?
Sem nada dar,
a quem se quer modernizar!
Comentadores comentai,
e da regionalização falai,
porque com o tempo ela não cai.
Dividir não é solução,
por não faltaria muito cão,
para levar tudo que têm a mão.
Don Juan
adeusdado outor 14 de maio de 2007
Caro Juan
Dou-lhe os parabens pela forma poética como se exprime. O tema regionalização, é seguramente algo que divide os Portugueses. Se por um lado somos um País pequeno, qual a necessidade de regionalizar? Por outro lado, não é mais ou menos um lugar comum, criticarmos a centralização do poder em Lisboa? Um ordenamento administrativo diferente, como conviverá com o actual poder Camarário? As Câmaras Municipais têm sabido interpretar as aspirações locais?, ou são uma continuidade do executivo Nacional, do partido do governo, ou então da oposição? Pela minha parte, repensaria, a formula de cidadãos independentes poderem aceder mais facilmente aos executivos Camarários.
Válter Deusdado
gaiteiro 16 de maio de 2007
bunas
na minha opinião seria bom para o nosso pequeno portugal a regonalização para descentralizar o poder! pois me pergunto eu quando a nossa cultura! e a maioria dos nosso ideiais nunca foram em prol do nosso pais, mas sim em prol de nosso proprio! como podemos valorizar-nos quando o que é dos outos é melhor! não tem a ver com fracções politicas! mas uma questão de deontologia os nossos valores! ser patriota! valorizar todo o portugal! desenvolvendo forma no inteior e o no litoral que seja beneficos para o paise! quando no nosso pais a necessidade de haver regionalização é por motivos simples como " para fazer um lançe de 10km a um rato da cabreira que ...!!" o interior esta a ser abandonado! pois era mais importante construir estadios, ganhar o fifa 2008! do que o nosso paise evoluir! espanha que teve franco que foi um ditador bem pior que salazar! o que foi que por la se passou que agora é um dos mais importantes a nivel mundial! não poderiamos ser uma suiça, luxamburgo, dinamarca... como alguns paises nordicos onde tudo trabalha em prol do seu paise onde se orgulham de ser desse! não digo que os portugueses na se orgulham mas ninguem luta em prol de sermos uns dos melhores e .....!
pronto por aqui me fico é só uma opinião onde a duvida sussita ser questionada!
um bom dia
adeusdado outor 27 de maio de 2007
Assistimos todos os Portugueses, as guerras interesse/partidárias da localização de um novo aeroporto que sirva o Pais e a região centro/sul. Somos assim, pouco exigentes e pouco rigorosos com o nosso futuro. Dei por mim a pensar, o que seria desta ou de outra decisão, se o País estivesse administrativamente regionalizado. Conduzir-nos-ia qiçá a divisão Norte/Sul.
Mas com a divisão administrativa vigente, também a Camâra de Lisboa, não encontra sossego nem governação. Parece que o problema é mais dos Portugueses do que propriamante deste ou daquele modelo administrativo.
O que pensa de tudo isto?
Válter Deusdado
2giga 2 de junho de 2007
You sou a fabor de la regionalizaçon. I tanto sou a fabor que a fazer-se, ya bai atrasada 10 anhos. Cousa pouca, no?!?
Esto tamin sta relacionado cul tema de ls fondos quemunitairos. Se beniran para la region an que solo baian para alguns al menos benan para acá, ya nun ye mal de todo.
Mas la regionalizaçon nun ye solo denheiros quemunitairos que benen, ye muito mais. Abre la puorta para l zambulbimiento local.
Deixo-bos aqui 2 mapas de paises bezinos para que acumpareis las regionalizaçones.


Castro 13 de julho de 2007
Boas Tardes...
Eu sou a favor da regionalização porque acho que o pais só sai a ganhar com a regionalização. e como nos ilustram e muito bem os mapas aqui apresentados o interior está esquecido, e parece que só existe litoral.
david 28 de agosto de 2007
Regionalização.... A ser uma opção será difícil implementar através do referendo, pois estou convencido que em votação esta não passaria, 1.º a zona da grande Lisboa têm praticamente metade dos votos do território nacional, 2.º para passar teriam de ser todos os partidos a remar de forma convicta para esta solução, algo que não acontece.
É certo que toda as pessoas e políticos estão de acordo que a aproximação da administração pública aos cidadãos em teoria trás melhores resultados, pois permite melhor conhecimento das gentes e realidades locais, permitindo assim satisfazer de forma mais eficiente as necessidades colectivas locais, mas mesmo assim será sempre discutível se as administrações locais farão melhor uso dos recursos públicos para a satisfação das necessidades colectivas.
Independentemente do modelo adoptado, "o actual", "maior descentralização" ou "regionalização", tudo se resume a dois pontos fundamentais: - distribuição do investimento público; - tomada de decisões.
As tomadas de decisões actualmente estão em dois patamares no governo central e no autárquico, o governo central toma decisões estruturais para o país no seu todo e o autárquico dentro das suas competências tenta tomar as decisões que melhor possam servir o colectivo dos seus munícipes.
O que é que a regionalização iria acrescentar? Maior capacidade para exigir verbas para investimento regional; decisões estratégicas para uma determinada região constituída por vários municípios, tentar aglutinar o interesse comum naquela área administrativa, ou seja decisões a nível intermédio do modelo actual, decisões estas que actualmente muitas vezes são tomadas por burocratas, não eleitos, no poder central.
Esta situação da necessidade de tomadas de decisões para o interesse regional é cada vez mais evidente e é algo que os municípios já reconheceram ser fundamental, criar uma estratégia comum aos municípios da região, onde actualmente temos vários exemplos de aplicações desta necessidade, como a criação de associações de municípios regionais.
O problema é que por vezes os autarcas dos municípios integrados nessas associações de municípios locais não se entendem quanto ao que é estrutural para a região e devido às divergências (visões estruturais diferentes, questões políticas, quezílias pessoais) arrastam-se as discussões por tempo indefinido sem a tomada de qualquer decisão nem a criação de qualquer objectivo comum, ficando muitos pseudo projectos só no plano da discussão.
Ora aqui é que a regionalização poderia ser mais preponderante, pois ela estava legitimamente eleita e estas tomadas decisões poderiam ser mais breves e eficazes, e ultrapassar o problema que muitas vezes é criado por um autarca de uma determinada região que pode alongar ou paralisar mesmo a tomada de decisões transversais aos vários municípios ou "regiões".
Comentando o mapa colocado por Pedro neste Blog, independentemente do modelo a aplicar com ou sem regionalização as disparidades regionais existirão sempre, porque as regiões que possuem mais população e mais actividades têm a tendência de atrair ainda mais, criando o efeito bola de neve, e isto não é fácil de contrariar com as decisões políticas, nem em Portugal nem em nenhum país do mundo, mas pode sim tornar as várias regiões mais produtivas e competitivas do que actualmente são, e é aqui que entra a distribuição do investimento público, e não haja ilusões o maior fatia com ou sem regionalização irá sempre para as populações onde há mais população e mais actividades económicas, (poderá é conseguir-se uma distribuição mais repartida entre regiões equivalentes e aproveitar alguma solidariedade pontual para regiões mais desfavorecidas), o problema é escolher a estratégia de actuação que mais contribui para o aumento de produtividade da região e para prestar os melhores serviços (educação, saúde, segurança, ...) ao interesse colectivo de determinado município ou região (é neste patamar que provavelmente com o modelo da regionalização seriam tomadas decisões mais acertadas do que as aplicadas pelo Governo central, pois certamente terá maior conhecimento da realidade regional).
Agora em qualquer país existe disparidades regionais, o importante é tornar cada região produtiva e competitiva nas actividades próprias de cada região.
Estou convencido que com a regionalização haveria mais eficiência nas decisões tomadas para as regiões, do que actualmente tomadas a nível central, mas independentemente do modelo a aplicar, o mais importante é a escolha certa dos melhores lideres para a tomada das melhores decisões, e depois todo o controlo sobre a aplicação devida do dinheiro público.
francisco 30 de agosto de 2007
Parece que muita gente já chegou de bacanças.... é pena por agora não poder escrever mais... O meu praça David escreveu bem, mas lembras-te o que aprendemos no ciclo sobre o Feudalísmo. É o que aconteceria com a implementação da regionalização, o nosso país não tem características regionais...
Não penses que com orgãos democraticamente eleitos as coisas eram diferentes, porque agora vivemos ditaduras silenciosas, e não em democracia.
Serei sempre contra um processo de regionalização em Portugal.
Regionalização=feudalísmo..
abraços
zé mialito