Pintora natural de Trás-os-Montes, casada com o sendinês Abílio Afonso Ferreira, radicada no Porto..
Licenciada em Artes Plásticas pela Escola Superior de Belas Artes do Porto.
Cursou cerâmica na Escola de Artes Decorativas Soares dos Reis – Porto.
Professora efectiva do ensino secundário.
Directora do Atelier – Galeria Geraldes da Silva / Porto.
Conta com dezenas de exposições individuais e colectivas em Portugal e no estranjeiro desde o ano de 1974, de que destacamos:
- 1974/75
• Exposição de poesia no Jornal de Notícias / Porto.
-1983
• Exposição colectiva na Universidade Católica / Porto
-1992
• (Dez) – Exposição colectiva no Fórum Vallis Longus com o escultor Valeriano Hernandez e a pintora Parada Morollon.
-1995
• (Maio) – Exposição individual no Centro UNESCO / Porto
-1998
• (Maio) – Concorre a convite da Fundação MAPFRE, ao prémio Almada Negreiros.
• (Jun.) – Exposição individual na Galeria de Arte do Café Magestic / Porto.
-1999
• (Jul.) – Concorre e participa na XI Bienal da Festa do Avante - Lisboa
• (Ago.) – Exposição individual na Vila de Sendim – Miranda do Douro, a convite da comissão de festas da Santa Bárbara.
-2002
• (Jul.) – A convite da Comissão organizadora do Góis – Arte / 2002, integra o júri da selecção e participa na exposição colectiva “Entre Montes e Mares”.
-2003
• (Ago) – Exposição Colectiva em Pontevedra (Galiza) – Espanha.
• (Ago) – No âmbito das festividades Intercélticas da Vila de Sendim, Miranda do Douro, integra a exposição colectiva com três trabalhos de que destacamos “Os Pauliteiros”
-2004
• (Jan. Fev.) –“Longínquo Próximo”: Exposição colectiva da Associação Sdruzeni Q de Brno (Rep. Checa) e Geraldes da Silva.
-2005
• (Jun) – Exposição individual – Galeria Daugava – Riga / Letónia.
-2009
• (Jul) Góis Arte – Sob o desígnio “A Criança e a Sociedade” como artista convidada.
• Participação na exposição internacional de pintura realizada em Berlim “Artes e Muros”- sobre os vinte anos da queda do muro de Berlim (Novembro).
“A pintura moderna nas suas manifestações mais elevadas, recusa o tipo de leitura clássica que reduz o quadro à dimensão retórica-narrativa, mostrando-nos, que a pintura não é redutível, a um domínio que não é o seu, mas atraindo a nossa atenção para a sua imanência, isto é, para o nível que é o da própria pintura.
Segundo o filósofo Louis Marin as grandes correntes da pintura moderna e especificamente o impressionismo e o expressionismo fizeram do «fim» ou da «destruição» da representação, a obra de pintura.
A artista Geraldes do Silva tenta conciliar estas duas correntes artísticas. Da visualidade da sua pintura podemos constatar uma displícídade de sensações. Se nos aproximarmos do quadro, o olhar vai mergulhar na pintura, em estado puro, atingindo aí a própria opacidade da pintura. Se nos distanciarmos, essa opacidade toma-se transparência. Este jogo da opacidade e transparência é talvez o jogo da beleza e da artistícidade da sua obra impressionista.”
Abílio Afonso Ferreira