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Hoije · Arquivo de 2012

PLANALTO MIRANDÊS

almendra 24/03/2012 2 min de leitura

Autarcas preocupados com o possível abaixamento do caudal do rio Douro, anunciado pelos espanhóis.

Se a seca continua voltamos a ver a caseta

Os autarcas da região do Douro Superior mostram-se preocupados com anúncio feito pelas autoridades espanholas, após uma notícia que dá conta do abaixamento do caudal do rio Douro para níveis mínimos, situação de excepção, em virtude da seca e prevista no Convénio de albufeira que gere os rios ibéricos.

O presidente da Câmara de Torre de Moncorvo defende a necessidade de criar reservas estratégicas de água nos afluentes do Douro, de forma a colmatar situações de seca e repor os níveis do caudal do rio.

Aires Ferreira reagia assim a notícia que conta que Espanha vai aplicar no Douro o regime de excepção previsto no Convénio de Albufeira, que gere os rios ibéricos e que levará a que o caudal do rio desça abaixo dos mínimos.

"Enquanto Espanha tem mais de 20 barragens na bacia hidrográfica do Douro, em Portugal não há uma única para acorrer a situações de seca como a que estamos a atravessar", justificou autarca.

Para o também presidente da Associação de Municípios do Baixo Sabor, está é uma questão de " soberania" e que vem demonstrar a necessidade de criar as ditas reservas estratégicas, que possam ajudar a repor o caudal do rio Douro em tempo de seca.

"Portugal tem nesta matéria de saber resolver os seus problemas, para não estar de mãos postas perante os espanhóis para atenuar os problemas de armazenamento de água", frisou Aires Ferreira.

O Convénio de Albufeira, que gere os rios ibéricos, determina em regime de excepção que estes caudais não se aplicam quando a pluviosidade é inferior a 65 por cento da média acumulada na bacia nesse período.

Por seu lado, Artur Nunes, autarca de Miranda do Douro, destaca as questões ambientais, as quais estão directamente ligadas ao abaixamento do caudal do Douro.

" O abastecimento de água ao concelho é feito a partir de captações no rio Douro e caso se verifique um abaixamento drástico caudal, poderemos correr o risco de haver falta de água tanto em quantidade como em qualidade para as populações", disse o autarca.

Artur Nunes fala igualmente em "problemas ambientais" que podem surgir com o desenrolar da situação, acrescentando que "falta saber como o Governo português faz o controlo dos caudais".

Ação concluída.
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