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Hoije · Arquivo de 2012

TERRA FRIA

almendra 24/10/2012 2 min de leitura

Transformação de castanha cria 50

empregos

Abre

na próxima segunda-feira a fábrica de transformação de castanha Cacovin, em

Vinhais. A empresa foi adquirida por um grupo francês ligado à comercialização

de castanha transformada e inicia esta campanha com uma nova configuração. Este

projecto vai criar cerca de 50 postos de trabalho directos no concelho de

Vinhais durante a campanha de recolha e transformação da castanha, que deverá

prolongar-se entre Outubro e Março. No entanto, o objectivo da empresa é

laborar durante todo o ano. “Numa segunda fase vamos também trabalhar outros

frutos, mas isso só depois de o projecto estar verdadeiramente consolidado.

Nesta primeira fase será só castanha”, afirma o novo administrador da Cacovin,

Nuno Branco. De recordar que, no ano passado, a autarquia de Vinhais, a

Cooperativa de Agricultores, a Arbórea, a Associação Nacional de Criadores de

Suínos de Raça Bisara e a Organização dos Produtores Pecuários do Concelho de

Vinhais decidiram vender a Cacovin Agro-indústria. Para o presidente da Câmara

Municipal de Vinhais, Américo Pereira, este foi um bom negócio. “Foi uma aposta

oportunamente acertada. Nós tivemos aquilo a funcionar dois ou três anos,

sempre aos solavancos e em boa hora resolvemos colocá-la à venda. Hoje já não

seria possível, tendo em conta a situação económica e financeira com que se

debate o País e as empresas”, enaltece o edil. A dimensão do projecto é um

impulso para a economia do concelho e, até, da região. “Numa altura em que

fecham fábricas por todo o País, abrir uma fábrica em Vinhais que recruta 50

pessoas de uma só vez é quase um milagre”, enfatiza Américo Pereira. O

administrador da Cacovin garante que a fábrica tem capacidade para transformar

a castanha produzida não só na região, mas em todo o País. “Esta empresa está

inserida num grupo francês, que já é um grande comprador de castanha congelada

na região. A castanha nunca teve problemas de escoamento e também não os tem

hoje. Os agricultores têm mais uma alternativa em termos de escoamento do

produto”, acrescenta Nuno Branco. A fábrica vai ter uma unidade de preparação e

selecção de castanha para consumo em fresco e depois terá outra divisão que

será uma unidade para pelar castanha e produção de puré. “Em Vinhais vamos

fazer uma primeira transformação e depois o produto será enviado para duas

unidades que temos no Norte de França, onde fazemos a segunda transformação”,

explica o administrador da Cacovin. A castanha transformada em Vinhais vai ser

exportada na totalidade para os mercados mundiais.

Ação concluída.
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