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MIRANDA DO DOURO

almendra 12/12/2012 2 min de leitura

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MIRANDA DO DOURO QUER CERTIFICAR PRODUÇÃO

A Câmara Municipal de Miranda do Douro, anunciou esta

terça-feira, 11 de Dezembro, que lançou um desafio aos produtores agro-pecuários

do planalto mirandês para a criação de um organismo certificador dos produtos

endógenos da região.

«Criar um organismo certificador dos produtos

endógenos com o objectivo de proporcionar mais-valias económicas e escoamento

de produtos» foi o desafio lançado esta terça-feira, 11 de Dezembro, pela

Câmara Municipal de Miranda do Douro aos produtores agro-pecuários do planalto

mirandês.

«A ideia passa por

defender os produtores e os produtos regionais, através da criação de uma

marca-chapéu, já denominada Sabores de Miranda e que, numa primeira fase, terá

a sua incidência no concelho de Miranda do Douro», disse esta terça-feira, 11

de Dezembro, à agência Lusa Anabela Torrão, vereadora da Câmara local. A

responsável não descarta a ideia de que a marca-chapéu possa ser aplicada a

produtos endógenos provenientes dos concelhos vizinhos de Mogadouro e Vimioso.

«Para já,

avança-se com a constituição de uma associação que proteja os produtos locais,

já que há quem esteja a usurpar a nossa identidade gastronómica e a desvirtuar

a tradição», alertou a responsável. A comercialização dos produtos oriundos das

terras do planalto mirandês terá de ser feita em «escala» e, ao mesmo tempo,

«mantendo os modos de fabrico herdados do passado».

«Estamos a

contactar produtores de fumeiro e doçaria regional mas queremos abranger todos

os produtos agrícolas dos três concelhos», acrescentou Anabela Torrão. Produtos

como o vinho, mel, pão, carnes provenientes de raças autóctones e fumeiros

«estão na linha da frente das preferências». «Ainda esta semana vamos proceder

à escritura que vai dar origem à Associação Sabores de Miranda, para depois se

agendar uma assembleia-geral onde serão eleitos os órgãos sociais do futuro

organismo», destacou a autarca.

Um dos primeiros

passos do organismo certificador será o fazer o levantamento dos produtos

endógenos da região, para depois serem certificados e comercializados. «Há já

um grupo de produtores interessados em avançar com a constituição da

associação, entidade que passará a ditar regras de comercialização e certificação

dos produtos regionais», concluiu Anabela Torrão.

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Ação concluída.
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