Mogadouro: Quebras de 30% na produção
de azeitona no planalto mirandês
Os
produtores olivícolas do planalto mirandês, apesar de uma quebra de 30% na
produção, mostram-se surpreendidos, já que perspetivavam uma descida ainda mais
elevada.
"Ficámos surpreendidos, porque pensávamos que a quebra na produção fosse
mais elevada. Apesar de ter sido uma má campanha para os produtores, não se
revelou tão negativa como se esperava", explicou Dulcínio Rodrigues,
dirigente da Cooperativa Agrícola Sabodouro.
Na
campanha de 2011, o lagar daquela estrutura agrícola laborou mais de um milhão
e cem mil quilos de azeitona, que deram origem a cerca de 160 mil quilos de
azeite, o que se traduz num rendimento de 16% da colheita em relação ao fruto
recolhido.
Em
2012, os resultados apresentados são diferentes, com uma laboração de cerca de
700 mil quilos de azeitona, que produziram 95 mil quilos de azeite. O
rendimento rondou os 13%.
O dirigente garante que apesar da quantidade da fruto recolhido ser
"bastante menor", a qualidade do azeite até poderá ser
"superior" a anteriores campanhas, apesar de as azeitonas mais
desenvolvidas terem outras potencialidades.
Os
olivicultores da região já esperavam por um corte nos rendimentos, devido à
quebra de produção verificada.
No
entanto, devido ao pequeno calibre do fruto, situação provocada pelos fatores
climatéricos adversos, muita da azeitona ficou por apanhar em diversos olivais
da região.
Os
dados foram revelados numa altura em que se procede à limpeza dos lagares, após
mais de dois meses consecutivos a transformar diversas qualidades de azeitonas
produzidas na região dos vales dos afluentes dos rios Douro e Sabor.