PRIMEIRO OS RATOS, AGORA OS MORCEGOS!
Em comunicado conjunto, as associações ambientalistas Quercus, LPN, Fapas e GEOTA manifestaram no documento, "profunda indignação" pelo papel "completamente passivo” do Ministério do Ambiente, ao não impor medidas de minimização e compensação. Criticaram igualmente a “total ignorância” do Ministério da Economia face à necessidade de cuidados ambientais numa operação desta natureza. "Não estamos a defender que os trabalhos devem ser parados definitivamente, aquilo que dizemos é que os trabalhos devem ser suspensos pois antes dos projectos avançarem, deveria haver um Estudo de Impacto Ambiental que revele algumas pistas para serem aplicadas medidas de minimização", acrescentaram. As organizações sublinham que "as diferentes espécies de morcegos existentes nestes abrigos estão protegidas pela legislação nacional e internacional e devem ser devidamente conservadas". "O efeito do desaparecimento destas colónias, no efectivo populacional destas espécies em Portugal, poderá agravar consideravelmente o seu estatuto, já tão ameaçado, sendo que duas das espécies em questão se encontram já em perigo de extinção", frisam. A MTI, empresa que poderá vir a explorar os depósitos de ferro em Torre de Moncorvo, garante que vai contribuir para a preservação da biodiversidade e em reacção às preocupações dos ambientalistas, garantiu que irá "contribuir para a preservação da biodiversidade da área onde o projecto se insere", rejeitando críticas dos ambientalistas. “Só depois de concluídos os diversos estudos de Impacto Ambiental é que se iniciará a exploração efectiva”, acrescentou ainda a empresa. A MTI.