Estive no fim-de-semana anterior em Sendim e os mordomos andaram a juntar lenha. Mas afinal de quem é o dever de arranjar a lenha? Da Junta, da Câmara, da população, ou dos mordomos. Outro coisa de que se fala, é que há alguns não muitos, que acham que fogueira deveria ser em outro local. Mas qual? Depois à velha questão em que ano a fogueira foi maior? E para o meu companheiro Zé Namora foi a da viragem do Milénio. E o Natal é igual se não houver fogueira? Será esta uma das tradições mais fortes que nunca deixaremos perder!
Abraços
José Angélico
12 repuostas
santyago 20 de nobembre de 2006
Boas...
A fogueira do Natal é sem duvida um marco importante na historia de Sendim.
Pois o Natal nao seria a mesma coisa sem a fogueira, sem a chouriça no dia de consoada as tantas da manha que cai na barriga já faminta a altas horas da noite na companhia de umas boas gaitadas!!!!
Pois todo aquele entusiasmo que se cria em torno da mesma, é de tal modo marcante para a época tornando sem qualquer dúvida, um acontecimento importante e necessario. Aquece os sendineses entre si e acompanha missa do Galo!!!
Quanto ao facto de quem a organiza... bom, eu penso que deve continuar como está! Será uma grupo de rapazes, uns solteiros e outros casados. Sei que mais daqui uns anos faltara gente para a organizar, mas aí sim, terá de se analisar a melhor maneira para poder continuar com a mesma! Talvez passe por ser organnizada totalmente pela Junta de Freguesia. Pois a emigraçao das pessoas dentros do pais, ou seja das aldeias para as grandes cidades, faz com que certas tradiçoes ou acontecimentos, dependendo do gosto como lhe queremos chamar, tendem vir acabar, e assim sendo temos de arranjar soluções, e nao digam que não há!
O local tem de ser o próprio, na praça, pois é para isso que as praças sao criadas, para unir as pessoas da localidade e ser o centro de "debate" pros mesmos!
Ahhh, eu neste Natal quero aquecerme á fogueira, comer uma chouriça e beber um bom copo de vinho!!!
Quando poder, terei todo o gosto em ser mordomo da foguira!
Um abraço Nuno Santiago
Biba Sendim!!!
francisco outor 20 de nobembre de 2006
Este acontecimento juntamente com a carreira de Sexta-feira Santa é dos acontecimentos mais participados pela Juventude, como tal parece-me que vai ser difícil acabarem com eles. Embora haja, e já houve-se a tentativa de acabar com eles por parte da igreija e de alguns políticos, e eu posso provar. No ano em que eu fui mordomo em 1999, enfeitou-se a praça toda com lâmpadas para que não fossem descarregada a lenha em baixo, elas foram retiradas se não serviam para fazer fogo de artifício, mas foi preciso fazer diligencias a igreija e ao politícos.
Quanto a quem deve arranjar a lenha, este é um problema muito falado, eu vou falar pela primeira vez, acho que a Câmara deve ajudar numa medida proporcional as fogueiras de todo o concelho, já que faz por completo a fogueira de Miranda, salvo dois ou três carros de bois de galhos que os rapazes juntam.
Em meu entender a máquina da junta parece-me pouco em comparação com o que fazem em miranda. Mas continuo a achar que deve haver mordomos. Alegro-me por este evento evoluir cada vez mais, porque as chouriças até eu ser mordomo não havia, agora sobram e já há bulho e cascas, vale a pena.
zé mialito
2giga 20 de nobembre de 2006
Bunas
You acho que la camara nun ye para aquie chamada. I tamin acho que cada beç habiemos de precisar menos deilha. La camara nun dá nada, scusais de tenes eiluzones. Se nun fuormos nós a fazer las cousas naide las fará podeis star ciertos desso.
La Junta si, todas las ajudas son bunas, mas la malta ye que ten que se zamerdar. Nós simpre fuomos zanrascados i nun ye agora que bamos a deixar de ser.
Hai muitas cousas que ls Sendineses stan a deixar perder porque ls outros ban purmeiro i nós feitos burros bamos atraç cumo se esso fuosse l melhor a fazer, mas desso falarei noutro die i nó neste tema.
Quanto a la fugueira, cuncordo que ye de las melhores tradiçones que hai an Sendin, so tengo pena q se calhar este anho nun puoda star. :( azar
Abraços
francisco outor 21 de nobembre de 2006
Permite me que discorde Pedro da tua opinião contida nos dois primeiros parágrafos, para mim a tua analíse têm duas leituras, e eu não vou fazer nenhuma delas porque poderia estar errado em qualquer uma. Eu como munícipe do concelho de Miranda do Douro quero um tratamento igual a um munícipe de Teixeira ou a um de Fonte Aldeia ou a outro de Miranda ou a um de Pena Branca, ou uns são filhos e outros são enteados etc!... Concordo que malta têm de se desenrascar, mas todas as ajudas que vierem são bem vindas...
almendra 21 de nobembre de 2006
As tradições só se justificam se formos nós a preservá-las. Não podemos estar à espera da câmara ou da junta. Isso são instituições manobradas por partidos, logo trazem divisões. Nós sendineses temos que saber preservar o que é nosso. Administrativamente e de acordo com a constituição, são os partidos que praticamente definem a política e a administração das freguesias, mas está provado que devem ser as populações a decidir sobre o que querem. E quando assim não acontece tudo acaba. Há quem diga que houve eleições e por isso a população já deu o seu aval. Nada mais falso, a democracia está inquinada. Nem vou aqui desenvolver este tema para não criar atritos.Não é por estar este ou aquele presidente da junta que se fazem mais ou menos coisas. É sim quando a maioria da população adere às iniciativas. A fogueira sempre se fez e nunca precisou das autarquias. Será que agora tem que precisar?
Porquê? Este presidente vai fazer milagres?
Nada tenho contra o Manuel que sei que é um sendinês de gema e concorda comigo.
Um abraço
Zé Chico
telmo 22 de nobembre de 2006
Ora aí está um tema engraçado, a Fogueira do Galo. Eu já fui mordomo como solteiro e não me importarei nada de o ser como casado. E como todas as mordomias achamos que a mossa não só foi a melhor como trouxe inovações. Inovamos com os agora tradicionais autocolantes na lapela, e porquê? Porque havia muito o vício de se pedir a esmola e a malta dizer já dei. Então assim com o autocolante do galo na lapela toda a gente o guarda para dizer que já deu. Podem acreditar que as esmolas aumentaram e muito. Deu também para comprar duas carradas de lenha ao Sr. Zé Digo, pois o ano anterior a fogueira não tinha ardido por causa das raízes cedidas estarem molhadas, e nós tínhamos que nos por a pau. Tivemos também pela primeira vez o gaiteiro da terra na altura começou a tocar a gaita o Paulo Preto. Lembro-me que fomos dois sábados a buscar lenha de “barejão” e “xaras” no cabeço da Trindade para meter por baixo das touradas grandes e algumas raízes. Isto é apenas um relato de como muitas mordomias poderão funcionar se houver sobretudo ideias. Como por exemplo, o bulho e as cascas à noite, vender cachecóis ou bonés, etc. Tudo isso farão não só enriquecer a tradição “fogueira” ou o “mira la gaita!! Huhuhu!!”, mas também ajudar a angariar mais verbas para que a fogueira seja um Sucesso. Dizer isto também porque as tradições existem porque existem pessoas para as manter e levar por diante, senão deixariam de ser tradições. Quanto à discutida organização da Fogueira, penso que deve continuar como está, porque está muito bem. Tirando o ano anterior que houve duas falhas grandes, isto no meu ponto de vista, primeiro na procissão do folar os mordomos não levaram o São João, tal como era tradição, em segundo no dia de Ano Novo ao contrário de todos os anos, não deram os nomes ao Padre para mencionar os novos mordomos. Eu sei por informação de dois mordomos deste ano que não lhe tinham informado que os iam meter de mordomos da fogueira, até aparecerem na Internet, aqui mesmo no SAL, os seus nomes mencionados. Isto já em Outubro passado, ora toda a gente sabe que os mordomos durante o mês de Agosto, que é quando têm mais vagar e a malta nova está de férias, aproveitam para ir arranjar lenha, ainda seca, para a guardarem de lado e adiantar caminho. Sendo assim os mordomos deste ano não o puderam fazer atempadamente. Para terminar quero aqui dar os meus parabéns e força aos mordomos de 2006, para fazerem uma boa fogueira, pois se fossem outros de certeza que não aceitavam sê-lo nestas condições. Por isso força e coragem, melhor ou pior a fogueira há-de fazer-se ainda muitos anos. Só uma última dica, metam sempre equipas com pelo menos um mordomos que tenha alguma afinidade com a religião e a igreja, senão poderá dar problemas. Ao fim ao cabo a tradição da “Fogueira do Galo” em Sendim tem conotação pagã mas também religiosa, não se esqueçam disso. Un abraço i bota Sendin.
Ana Maria F 22 de nobembre de 2006
Para Zé Mialito que propôs este tema,
Nuno Santiago que diz coisas positivas e nos dá vontade de escrever...
e todos aqueles que neste Blog também se exprimem ou simplesmente lêem...
Noite de fogueira...
Enquanto os Homens se aquecem
À volta desse enorme tronco de árvore
Que leva horas e até dias a arder em plena Praça...
Eis que de repente não se sabe
Se o que brilha mais no olhar das pessoas
É o calor efémero das chamas e das brasas
Desse lume improvisado pelos Homens
Ou o eterno cintilar das estrelas
Que existe desde que o Mundo é Mundo...
Que existe para que os Homens nunca esqueçam
Que há milhares e milhares de outras fogueiras
Neste Universo sem fim...
Fogueiras à volta das quais outros homens se aquecem
E olham para as estrelas sem saber
Sem conseguir imaginar por vezes
Que a fogueira que está a arder
A arder ali diante deles,
É uma estrela também...
Uma estrela para todos eles.
francisco outor 24 de nobembre de 2006
Eu quando fui mordomo da fogueira também não precisa-mos da Câmara, apenas a junta disponibilizou a maquina no dia da fogueira. E não juntamos pouco dinheiro, deu para pagar dois pares de gaiteiros antigos, houve gaita no dia de Natal, e ainda deu para um jantar valente com convidados.
Falei da ajuda da Câmara, porque em comparação a Miranda não dão nada, também sei que não podem organizar e pagar todos os eventos iguais aos que realizam na cidade para todas as terra, se não, era preciso uma fábrica de notas, mas alguma coisa era bem que dessem.
Nesse ano, foi a primeira vez que eu visse, que foram chamados os bombeiros para apagar a fogueira, o meu companheiro Zé Namora ficou contente porque queria aquecer os vidros das casas da praça, e consegui-o. Também foi acesa a fogueira sem combustíveis, foi com "capões" meus. Foi feita uma segunda fogueira na passagem do ano, para passar o milénio, esta foi posta a arder com combustíveis, à qual eu ia pagando com vida, porque rebentou um balde de mistura de combustíveis, que eu tinha na mão.
Bom hoje não tinha tanto tempo para gastar com a fogueira como naquele tempo, mas gostei do tempo passado com os meus amigos em especial com Luís Preto e António Ginjo com os outros também mas estes são de outra geração eles compreendem, houve muita pândega e muita "lhandaina para cuntar", em especial com o Luís, e com Ginjo e claro com Zé Namora.
Bom queria deixar os nomes daqueles que me acompanharam e nunca me vou esquecer deles: Casados: José Namora e Altino Galego; Solteiros: Rui, Luís Preto, António Ginjo.....
Abraços para todos
Zé Mialito
amadeu 25 de nobembre de 2006
La fogueira
Sin assopro de gaita
nun brua la fogueira
i l’alma de la nuite
ancosta-se als tiçones.
Las lhuzes znúdan miedos
i selombras arrecúlan
pa ls remansos de l Sagrado:
mistério que yá naide dá por el.
2giga 27 de nobembre de 2006
Yá que falamos an fogueira de l galho, queda aqui un bídeo que retrata bien essa tradiçon.
Abraços
david 30 de nobembre de 2006
Após ver este video aproveito, para fazer um "viva la gaita", viva gaiteiro, um "viva la caixa" viva david Jantarada e um viva l bombo, viva raul Poca. Um grande abraço para eles.
juan 11 de deziembre de 2006
É só para informar que já se encontram a venda os chapeus deste ano para a fogueira, é um chapeu para os dias de chuva, este ano é ano de água, poranto malta toca a comprar, para os rapazes fazerem uma festa valente, e depois só querem 5 €, está bem. Depois também já têm boa lenha, este ano calor na praça não vai faltar, porque eles souberam escolher a lenha.
Arriba Sendin