Ye berdade que Amadeu staba mui anrabiado na sue crónica contra l nucear nas arribas, mas ten rezon. Apuis de ber l que se passou culas barraiges i de mos tiráren la corriente de l nuosso riu para nun receber nada an troca, será que inda hai giente que bai an cantigas i acradita an sereias!?
Hai que dezir nó, se las quieren que las fágan onde percísan, nós aqui nun percisamos.
32 repuostas
telmo 23 de maio de 2006
Nun bal la pena andar a dar oupeniones sin tener se quera la noção de las cousas. Sin saber ls prós i ls contras de la Núcrear. Hái-los que a las bezes, gostan muito de falar de cor, i quaisque siempre antes de tiempo, faç-me lembrar las ties que ban a la missa i dizen: - Que bien que falou l Cura!!! – Ye que foi que dijo??? – Olha!! Nun te sei dejir, mas que falou bien, falou…
La giente nun ten que apurbeitar todo l que se fala por ende i transformá-lo an luitas de coração, para tentar apresentar serbiço a la tierra.
Inda há muito pouquito tiempo, por bias de l Pólo de la UTAD an Miranda, bimos giente a tentar puner-se an bicos de pies, armados an “salbadores de la pátria”, i afinal de cuntas naide sabe l que se passa.
Deixai amponer la torna… i apuis dezei se stá bien arado ou nó!!!
A todos, un abraço nu catchaço
francisco 23 de maio de 2006
A questão não é para ficar menos que “anrabiabo”, li a crónica do Dr. Amadeu Ferreira, e concordo plenamente com o que ele escreveu. Pergunto não será um contra-senso construir uma central nuclear dentro de um parque natural? Parque que existente de um lado e do outro da fronteira. Porque será que querem colocar isso na nossa zona? Não há muito tempo alegou-se que não se fazia a ligação de Vimioso ao IP4 porque existe uma colónia de ratos em vias de extinção. A estrada Sendim Miranda é uma vergonha, em Cércio existem três curvas, não se tiram por causa de um pombal, isto é o que se comentou. E agora querem fazer tamanho investimento na nossa terra. Em meu entender o problema é só um, existem poucos votos para contar em noite de eleições. Quando eu tinha aí uns dez anos foi com o meu pai a Lagoaça a uma manifestação, e eu não entendia muito bem o que era, eu fui por ir de “carreira”, havia lá muita gente, presidentes de câmara governador civil e outro políticos que não me lembro agora quem eram, essa manifestação era contra a central nuclear de Aldeia d´Avila, e agora os portugueses tem intenções de fazer o mesmo. Penso que Portugal tem que fazer alguma coisa para conseguir ser dependente do petróleo como principal fonte de energia, mas há energias muito mais ecológicas que a nuclear (eólica e solar e outras), se nos podermos livrar da energia nuclear seria bom, porque já há doenças disto e daquilo e com uma central nuclear muitas mais viriam, e a fauna e flora acabaria por ser destruída. Segundo o que ouvi num noticiário de rádio a proposta foi feita ao presidente da câmara de Mogadouro, que rejeitou de imediato, ainda bem, propondo-lhe que as receitas de impostos no município seriam de dez milhões de euros por ano, mas todos sabemos que a receita é arrecada pelas finanças e pode ser ou não investida no local onde foi obtida. Já agora alguém sabe quando foi investido na nossa zona esse dinheiro de uma vez só, num único projecto e num só ano. Gostaria de voltar a este assunto depois de ver outras opiniões, e tiver o conhecimento de todo o projecto embrionário, isto porque penso que não vai passar do papel, espero eu. Não é por nada mas essa central deveria ser colocada nos arredores de Lisboa, porque os “mandatários” seriam sempre de Lisboa, os centros de decisão estão todos lá, a central pode ficar lá, acho que é o local indicado nos não nós importamos. José Manuel Carção Angélico.
Tiu de la Marra 23 de maio de 2006
Um bem haja para todos os que por aqui passam,
Centra nuclear... e porque não? Que eu tenha conhecimento, um acidente de grandes porporções aconteceu a 20 anos (chernoby). Se acontecesse em Portugal, eramos todos afectados (o nosso pais é de pequenas proporções comparado com a ucrania). Falamos que não queremos a central nuclear... ok, temos toda a razão para o fazer (doenças... etc...) mas se o governo espanhol se lembrar de fazer uma (ex. salamanca) ninguem (portugues) lhe vai dizer alguma coisa... Ou então melhor uma central nuclear em lisboa.. bummm acidente... acreditam que não era-mos afectados?? Se a querem realmente fazer (que dúvido).. Que a façam.. ao menos não nós poderiamos queixar de desemprego.. (Não se lembram daquilo que as barragens de Miranda, picote, bemposta troxeram na altura delas)... para acabar... Dúvido que seja feita, mas em minha opinião traria mais beneficios que prejuizos...
Xastre
Passareiro 23 de maio de 2006
nuclear nao mas candeias tambem nao que fazer :
Carlosferreira outor 24 de maio de 2006
You solo querie dezier dues ó trés cousas mais que básicas a Telmo:
1) Quando achamos que nun se dében dar oupeniones antes de tiempo, nun bale la pena dar la nuossa oupenion, ó anton antramos an cuntradiçon.
2) Cumparar las ties que ban a la missa a oubir l cura i las pessonas que scríben crónicas ó scríben ne l blog ye outro erro inda maior.
3) Nun sei quien stá anteressado an apersentar serbício pa la tierra... tu!?
4) You, pul que me toca, tengo la certeza de tener ua oupenion bien formada subre ls prós i ls contras de l nuclear... se tu nun la tenes... azar.
5) Quanto a la queston de la UTAD, nun hai fumo sien fuogo. Nun deixar atacar ye un bun percípio de defesa. Apuis de tenermos l niu feito atrás de l’oureilha, yá ye tarde pa l çfazer. Mas desse lado nun sei a quien te starás a referir... mas tu alhá saberás.
6) Pido çculpa, mas, talbeç seia you algo simples, nun antendi las ansuléncias de la tue anterbençon... azar. Cada un ye ansulente a la sue beç.
2giga 24 de maio de 2006
Retirada do JN
"Bemposta não quer central nuclear na região
A população de Bemposta (Mogadouro) vai reunir em plenário para debater a possível instalação de uma central nuclear na área da freguesia, localizada no Parque Natural do Douro Internacional. A reunião está agendada para as 17 horas de amanhã, promovida pela Junta de Freguesia local.Segundo Belmiro Ferreira, secretário da Junta, estão a ser auscultadas forças políticas e outros agentes da região, no intuito de obter mais dados sobre as intenções da ENUPOR - Energia Nuclear de Portugal, firma ligada ao empresário Monteiro de Barros."Para já, a única certeza existente é que tanto a Junta de Freguesia como a maioria da população manifestam-se contra a instalação do equipamento" afiançou Belmiro Ferreira, ao JN.Na aldeia de Bemposta, a surpresa foi geral, já que praticamente não havia conhecimento do assunto quando a população tomou conta da intenção, apesar de, no momento, "os estudos realizados serem ainda muito preliminares" apurou o JN.O fantasma do nuclear reacendeu-se na zona ribeirinha do Douro Intencional, já que, na década de 90, o Governo espanhol tinha a intenção de colocar um depósito de resíduos nucleares junto à localidade espanhola de Aldeia d´Ávila, onde chegaram a fazer prospecção de terreno.Ao que foi possível apurar, a freguesia de Bemposta tornou-se num lugar apetecível para a ENUPOR para a instalação do referido equipamento, já que há água em abundância para o arrefecimento da central e porque a zona está localizada num maciço rochoso e com baixo índice de actividade sísmica.Quanto ao presidente da Câmara de Mogadouro, Morais Machado, já fez saber que não será a criação de 300 postos de trabalho e 10 milhões de euros em contrapartidas financeiras para a região que motivarão as populações para a instalação de uma central nuclear. Aliás, as quatro câmaras que integram o Douro Internacional rejeitam unanimemente a possibilidade de instalação de uma central no seu território.A Associação de Municípios do Douro Superior, da qual fazem parte os concelhos de Torre de Moncorvo, Vila Nova de Foz Côa, Freixo de Espada à Cinta e Mogadouro, vai discutir o assunto, na próxima terça-feira.O assunto será também o tema central de uma reunião dos presidentes de câmaras do Douro Internacional, sem data ainda agendada. Francisco Pinto"
2giga 24 de maio de 2006
Mensageiro de bragança LINK
Zona do Douro Internacional considerada como ideal para a instalação de uma central nuclear. Projecto envolve milhares de milhões de euros mas será recusado “veemente” pelos autarcas (...)
2giga 24 de maio de 2006
Radio renascença link Ouvir noticia
A Junta da Bemposta, no concelho do Mogadouro, promove hoje uma reunião para esclarecer a população sobre a proposta de Patrick Monteiro de Barros de instalar uma central nuclear na freguesia.
2giga 24 de maio de 2006
Bragança contra central nuclear link
Assembleia distrital aprovou moção contra a eventual instalação da central(...)
BengaCafe 24 de maio de 2006
Será que esto ye buno ou malo? Quin sabe? Hoije ou onte, ya num sei, nel forum de la TSF, estaban a falar desso. Mas toda la gente dezi el mismo, "el que ye al cirto uma central nuclear"? E toda la gente dezi que se calhar até era buno pa la região, mas el goberno ou el anbestidor teni que explicar todo tin tin por tin tin pa las personas puderan opinar sobre esto. Agora uns dizen que ye buno, outros dizen que ye malo. Mas al cirto, al cirto, el que ye la central nuclear? Apuis se calha ban a espanha e deixan-la cunstruir e se houbir um acidente bai-nos a afectar a nós tamin. Antão se calhar ye melhor q la deixen fazer. Assi bai a criar alguns ampregos na região. Digo you, num sei!!! Apuis se esto bai por exemplo pa fermoselle e da cirto!!! Que dezimos nós? La central era pa ser construida an bemposta, aqueilho que ai an fermoselle pudi haber an sendin ou bemposta!!! Nunca estamos bin cu l'albarda que tenemos... Bamos andando y bendo... Arriba Sendin
2giga 24 de maio de 2006
CENTRAL NUCLEAR
Uma Central Nuclear ou Usina Nuclear é uma instalação industrial empregada para produzir eletricidade a partir de energia nuclear, que se caracteriza pelo uso de materiais radioativos que através de uma reação nuclear produzem calor. Este calor é empregado por um ciclo termodinâmico convencional para mover um alternador e produzir energia elétrica.As centrais nucleares apresentam um ou mais reatores, que são compartimentos impermeáveis à radiação, em cujo interior estão colocados barras ou outras configurações geométricas de minerais com algum elemento radioativo (em geral o urânio). No processo de decomposição radioativa, se estabelece uma reação em cadeia que é sustentada e moderada mediante o uso de elementos auxiliares, dependendo do tipo de tecnologia empregada.As instalações nucleares são construções muito complexas devido as diversas tecnologias industriais empregadas, e devido ao elevado grau de segurança que é adotado. As reações nucleares, por suas características, são altamente perigosas. A perda do controle durante o processo pode elevar a temperatura a um valor que leve a fusão do reator, e/ou ocorrer vazamento de radiações nocivas para o exterior, comprometendo a saúde dos seres vivos.A energia nuclear além de produzir uma grande quantidade de energia elétrica também produz resíduos nucleares que devem ser isolados em depósitos impermeáveis durante longo tempo. Por outro lado, os reatores das centrais nucleares não produzem gases tóxicos, que é a característica da combustão dos combustíveis fósseis.
(citado de: http://pt.wikipedia.org/wiki/Central_nuclear)
BengaCafe 24 de maio de 2006
Esto todo ye mui bonito... Agora diç-le esto a tu bo a ber el que eilha antende... Diç-te que andas boubo... Num ye desta explicação que las personas precisan, ye duma explicação que seia pal pobo y esso ye mui cumplicado... Mesmo apuis de ler esta explicação cuntinuo sin saber se ye buno ou se ye malo
2giga 24 de maio de 2006
Buno la mie oupinion sobre l assunto inda la stou a magicar.
Agora esto que meti aqui, nun ye pa spicar nada que you desso de nuclear tb pouco sei, mas ye pa anformar quim inda nun saba. Claro stá que ua pessona d'eidade nun sabera l que esto ye, mas simpre hade haber alguin q queira saber. You quijo, por esso fui a saber de la anformaçon i aqui queda para todos.
Agora subre se ye buno ou malo? Ls dous. Ye buno i ye malo. Agora ganha la cuncencia de cada un.
Abraços
telmo 24 de maio de 2006
Buono, yá que Carlos decidiu dezir-me trés cousas básicas, que por acaso acaboram por ser seis, sin que you l tenga ancomendado l sermão. Que me lembre nun ambentei an nome de naide. La mie anterbenção fui para falar de la forma i nó de l conteudo, mas se el se sentiu, afinal las mies palabras tenam fondo… Afinal Núcleares, Sendin yá uns anhos balentes que ls tén, antão l Núcleo???!!!! arriba rapazes...
santyago 24 de maio de 2006
Nuclear nas arribas:
Caros conterraneos, acho que todos temos as nossas ideias bem claras sobre o assunto. Pois nao queremos tal envergadura na regiao, por inumeras causas que poderao afectar a mesma.
Basta lembrarnos do que aconteceu em chernobil a 29 de abril de 1986. Ja la vao 20 anos e as maselas de do acidente com o reator na afectou muita coisa na regiao. Um relatório da ONU de 2005 atribuiu 56 mortes até aquela data – 47 trabalhadores acidentados e 9 crianças com câncer de tireóide – e estimou que cerca de 4000 pessoas morrerão de doenças relacionadas ao acidente. Foi Sábado, 26 de abril de 1986, à 1:23:58 a.m. hora local, o quarto reator da usina de Chernobil - conhecido como Chernobil-4 - sofreu uma catastrófica explosão de vapor que resultou em incêndio, uma série de explosões adicionais, e um derretimento nuclear.
No entanto hoje em dia os avanços tecnologicos ja nos poderam ajudar a evitar estes e outros eventuias acidentes.
Como vantagens teriamos algumas, ja pra nao falar na produçao de energia, a oferta de emprego na nossa regiao, directamente e indirectamente e a criaçao de outros derivados para tal envergadura. Por outro lado seria bom, pois iria elevar a regiao, nem que fosse so pelo facto de dizermos "a 1ª central nuclear de Portugal está em Sendim, ou perto de la".
Mas em cunclusao sou perfeitamente contra, pois so obras deste genero é que sao feitas em Tras-Os-Montes. É so para estes coisas que o pais se lembra de nós!! E isto nao podemos permitir!
Me diga alguem, tem algum jeito uma central nuclear num local onde é tao preservado devido á criaçao do parque e numa regiao onde se tem feito tanto pra nos afirmarmos como capital das arribas???
Temos de ser firmes nas nossas convicçoes e afirmar-nos que somos de palavra recusando tal investimento na nossa regiao, ou nos nao somos sendineses!!!
Um abraço Nuno Santiago.
francisco 24 de maio de 2006
Muito apreendi aqui hoje, depois de ler alguns bons contributos, de relatos de jornais de reportagens e opiniões. Discordo, é com o dizer que a central se não ficar em Sendim vai para Formoselho outro local do lado de lá da fronteira, o problema põe-se da mesma maneira, e vamos e devemos lutar como lutamos para que ela não fosse acabada em Aldeia d´Ávila(e não foi mesmo), mas o inestidor é portugês e quer investir em portugal(mas também pode mudar de ideias se estiver convicto do projecto). E também é lógico que o problema de um acidente põe-se da mesma maneira quer ela esteja em Salamanca ou em Lisboa. Quanto aos empregos, quer dizer nunca se lembraram de nós dar condições lembram-se agora de nós os dar com uma central. Quero lembrar que estamos a discutir a internção da instalação de uma central nulear e não um referendo de qualquer coisa, e não estamos a ser entrave ao que quer que seja pelo menos da minha parte. Sou contra a hipotetica instalação de uma central nuclear, mas sei que também traria muitos benefícios e dinamizaria a económia, o mundo esta em cada vez maior alteração e por vezes temos de parar para pensar e não enterrar a cabeça na areia, vamos andando e vendo. Agora é necessário estudar para não estarmos dependente do petróleo como principal fonte de energia, porque com as flutuações de mercado e as especulações muitos BUSCHS andam a encher os bolsos a custa do "cafés pequenos".
BengaCafe 24 de maio de 2006
Quando eu disse que a poderiam fazer em fermoselle foi só para dar a ideia que poderá ser feita num local perto de nós. Por exemplo, em V. N. Gaia, o presidente da câmara aceita tudo o que traga emprego pro concelho e não se importa se a quercus diga mal. Ele é que manda e pronto. Quem sabe se não há um autarca que concorde com a instalação da nuclear? Por exemplo o de vimioso ou outro concelho qualquer. Até pode ser espanhol... Como disse e volto a repetir, é preciso haver informação verdadeira sobre o que é uma central nuclear. Se for pelos acidentes que pode causar, então ninguém andava na estrada, pois é a principal causa de morte e todos andamos nas estradas. É preciso reflectir muito bem sobre isto e ver os prós e os contras...
Ana Maria F 24 de maio de 2006
Aqui vai a modesta opinião duma Sendinesa que no entanto quer fazer ouvir a sua voz sobre um assunto da maior importância!
O risco zero, como toda a gente sabe, não existe. Por conseguinte, o risco zero também não existiria se por acaso, um dia, as populações...nós! aceitássemos finalmente a construção duma central nuclear nessa terra que nos viu todos nascer: a nossa Terra-Mãe!
Não esqueçamos, de facto, (Porque é também um dever de memória!) o drama que os Ucranianos de Tchernobyl (ou Chernobil...) foram obrigados a viver, há apenas vinte anos!
Não sejamos tão-pouco ingénuos! Alguma vez poderíamos nós acreditar que o horror, o pesadelo inimaginável que se viveu lá, não poderia também acontecer cá (Portugal ou mesmo a França onde eu resido que é o país da Europa Ocidental com mais centrais nucleares)?
Esses problemas entre os mais graves que conheceu a Humanidade não podem ser encarados de forma nenhuma de maneira leviana ou superficial.
Como imaginar, então, se casos desses acontecessem em Sendim e seus arredores, por causa da ignorância, ingenuidade ou inconsciência de alguns que não se importam de passar o tempo a cuspir para o ar, as populações de repente obrigadas a fazer o que os Ucranianos de Tchernobyl também foram obrigados de fazer: Fugir! Abandonar, definitivamente, para um período que parece ser uma eternidade sem fim inaceitável, a terra de sempre, de ora em diante morta e contaminada! A nossa terra: aquela que nos deu à luz, que nos alimentou, que nos embalou, que nos encantou, que nos fez sonhar dias e noites! Aquela também que guarda como relíquia inapagável a memória de todos aqueles que existiram antes de nós e que modestamente nos transmitiram a vida!
Que direito temos nós então de considerar que tudo isso são futilidades? Até quando o desejo desenfreado de ganância duma sociedade de consumo que nunca se farta de materialismo ao ponto de pôr a Humanidade inteira em perigo!?
A construção de centrais nucleares já mostrou claramente os seus limites!!! Não teremos, nós, então, Sendineses e Sendinesas, força, inteligência e imaginação suficientes para propor outras alternativas? Aquelas, obviamente, que dão a vida e não a morte; aquelas, obviamente, que respeitam inteiramente a integridade do ser humano, de todos os seres humanos, sem excepção!
Que alternativas?
Como desde sempre, coisas simples: O Sol, o Vento, a Água, as Plantas e o próprio calor da Terra!
Coisas (Energias...!) que não existem apenas fora de nós! Existem, certamente, sobretudo e antes de tudo, em nós e é isso que a Humanidade vai ter que redescobrir... Antes que seja tarde!
2giga 24 de maio de 2006
Oulá aninhas. Ya sabie que este tema era del sau agrado i ya staba a stanhar de inda nun tener anterbenido.
Buno you cuncordo plenamente cun la sue tese i acrecento inda mais. Somos tan cunsumistas que até parcemos uns çfameados que ya nun beian quemida ha muito timpo i agora la açambarcan d'ua sola beç.
Eideias pa einergies alternatibas nun faltan por esso mundo afura, solo inda nun eijistan an porporçones cumo por eijemplo la gasolina ò la eiletrecidade por ua rezon mui simples las que tenemos son mui baratas i ate al momento cumpensan. Manginemos nós que nels tiempos de hoije ua garrafa de litro de auga ya ye capaç de custar mais que la misma garrafa de litro mas de gasolina. Admiraisbos que nun haba alternatibas? you nó. Por esso para mi l petroilio ya hai muito que deberie tener aumentado i nun habie de ser pouco. Ibades a ber cumo habie nistante einergies alternatibas a gaspiar cumo l heidrogenio, que me parece la melhor alternatia.
Mas esto nun queda por eiquie. Nó. Nun hade faltar muito i you inda sou nuobo, que l petroilio esse nun se acabe. Las stimatibas mais simpaticas apontan para mais 25- 50 anhos i ya stou a dar ua marge grande. Somos dependentes del an quije todo l que podemos manginar: Carros(para andar, para ser feitos e del que son feitos), quemida, roupa, stradas, outencilios, cumputadoras... quaije todo. Se un die s'acaba nun sei... ye que nun hai mais. Ls chineses ya andan a fazer grandes reserbas del petroilio pa un die quando falte i nós nada, gastar, gastar i gastar...
Outra cousa que tem que ber cul tema i que nun antendo ye que agora ls reordenamientos dels terrenos de las arribas ya nun balan pa se cunstruir essa cousa, mas se you quejir fazer ua casica pa mundin ya nun dá. Por esso you sou acontra leis. I nun me bengan a dezir que se nun houbisse leis el mundo nun funceminaba, porque you tengo la certesa que funceminaba muito melhor.
Mais outra: porquei que Socratos fui a bregancia de eiqueloptro i nun fui de carro? nun habie strada? humm azar que you nun tengo cousas dessas se no benie to ls dies a Sendin.
Abraços
2giga 25 de maio de 2006
Nuclear: sim ou não?
(Enviado por Amadeu Ferreira via email)
Constança Peneda
Se a termodinâmica impõe limites, permite também tomar decisões (económica, ecológica e socialmente) sustentáveis, o que não sucede com a opção das centrais nucleares.
Têm-me pedido opinião sobre a opção nuclear.
1. Duvidei se deveria explorar os resultados que obtive no contexto dos meus trabalhos de doutoramento, precisamente sobre os efeitos da radiação gama ao nível da célula, e que se traduziram em desordens várias nas suas estruturas, nomeadamente núcleo e mitocôndrias. Toda a dose de radiação, por mínima que seja, devido aos seus efeitos cumulativos, constitui um risco potencial para a vida.
2. Penso ser oportuno insistir em mais dois ou três pontos essenciais porque os considero como " imperativos éticos". A começar, o incentivar fortemente as nossas empresas (e a sociedade em geral) a explorarem totalmente o imenso potencial de melhoria da eficiência energética das suas actividades. Já aqui dei exemplos de estratégias empresariais conducentes a resultados significativamente positivos, obtidos nesta área, quando as empresas adoptam a eco-eficiência (económica e ecológica) como conduta de negócios. As poupanças de combustível e de electricidade podem ser muito significativas, e por isso entendemos que o aumento da eficiência energética das actuais instalações fabris (e na própria administração pública) deveria tornar-se prioridade e obrigatoriedade, para maior competitividade das organizações, e maior contributo para reduzir a elevada dependência energética do país.
3. Complementarmente, devo frisar que temos sol em abundância e, consequentemente, deveríamos explorar todas as fontes de energia renovável ('mix' energético) que ele pode proporcionar. Continuamos, ainda e na prática, com um baixo investimento (em termos culturais e não só financeiros) neste manancial natural. Se há resultados, tecnologia, inegável interesse empresarial, social e ambiental, no âmbito destas alternativas, constrangimentos vários persistem para contrariar a sua ampla utilização, que urge ultrapassar com coragem e visão estratégica do futuro. Pense-se, por exemplo, nas previsíveis e contínuas crises energéticas/subida do preço do petróleo, e também, sublinhe-se, no carácter de finitude da matéria/energia e na sua irrevogável degradação entrópica, bem mais acentuada no que toca os combustíveis não renováveis, como hidrocarbonetos e urânio.
4. Na tomada de decisões os gestores não podem esquecer a 1ª e 2ª leis da termodinâmica que, "teimosamente", não permitem esquecer que se a energia/matéria é constante, não pode ser criada nem destruída mas apenas transformada e, incontornavelmente, em estados cada vez menos utilizáveis, sendo a sua utilidade apenas temporária. As implicações destas leis sobre o recurso aos combustíveis não renováveis (e sobre a actividade económica em geral) obrigam, responsavelmente, a uma centragem crescente nas fontes de energia renovável como eixo de uma (desejável) economia de baixa entropia, de satisfação de necessidades e não de luxos. Se a termodinâmica impõe limites, permite também tomar decisões (económica, ecológica e socialmente) sustentáveis, o que não sucede com a opção das centrais nucleares.
5. Se dúvidas houvesse, depois dos impactes resultantes de Three Mile Island e da catástrofe de Chernobyl, tornou-se inaceitável tentar encobrir os riscos reais, para a saúde humana e para o ambiente, associados a este tipo de empreendimento. Em pleno século XXI, é também inaceitável que, na apreciação desta opção, se não atenda à Avaliação do Ciclo de Vida do serviço que ele proporciona, do berço ao túmulo, ou seja, da exploração das minas de urânio ao tratamento dos resíduos e emissões, à deposição final e ao desmantelamento das instalações em fim de vida. Aliás, aos custos elevados de produção, há que adicionar os custos ocultos (encargos com seguros, tratamento dos resíduos, manuseamento do combustível depois de utilizado, vigilância das instalações, desmantelamento), factos que defraudam o mito da "energia barata e inofensiva". Sempre defendemos e partilhamos uma cultura de Responsabilidade e de Verdade, assentes na racionalidade e respeito pelo próximo.
2giga 25 de maio de 2006
Mais um documento de interesse:
Passareiro 26 de maio de 2006
NUCLEAR SIM ESTRADAS SIM EMPREGO SIM RESTOURANTES SIM HOTEIS SIM TORISTAS TAMBEM MAS O CHEIRO DA RIVEIRA DO XEICHO NAO SO CONTAMIADA PERIGO ?
Phonnix 26 de maio de 2006
Eu pessoalmente acho que deveria ser contruida em Sendim uma central nuclear.... mas melhor, o cemiterio nuclear devia ser construido no meio de Miranda, lol....
Daqui a uns anos Sendim vai estar deserto, não temos pessoas cá... todas estão a ir para as grandes cidades, o que é muito mau para a nossa região. a central neclear iria trazer novos empregos para a região e acabar delogo com a desertificação.
Países c a França e Espanha tem centenas de centrais necleares, já para não falar na America..... e mesmo assim eles não poluem tanto o hambiente como nós, isso porque eles possuem centrais nucleares para produção de energia e não como nós que produzimos a partir do petroleo, isso sim é pior.... alias a energia nuclear é mt mais barata... é a minha opinião, não contesto quem não concorde com a ideia.
Nas centrais nucleares um reactor não está assim à vista para quem está de fora, e hoje em dia são construídos de forma a suportarem ataques que causem os impactos estruturais causados pelos aviões do 11 de Setembro. Se acontecer um desastre, obviamente será catastrófico, mas em 50 anos de energia nuclear não ocorreu nenhum para além de Chernobyl, e o quase acidente de Three Mile Island exponenciou as medidas de segurança nas centrais de gerações posteriores.
A questão dos detritos é obviamente central, mas existem a maior parte dos detritos são reprocessados no ciclo do reactor. Obviamente não todos, e o restante terá que ser armazenado em silos muito bem desenhados. Mais uma vez nunca houve nenhum acidente até à data.
Quanto a porquê investir no nuclear sem fazer uma bomba? Bem, por onde é que hei-de começar? Energia consideravelmente mais limpa que a obtida por combustíveis fósseis (aliás, é muito pouco conhecido o detalhe de que a queima de combustíveis fósseis liberta para o ambiente mais resíduos radioactivos para o ambiente do que o que é produzido por via nuclear), menor dependência energética, particularmente do petróleo do médio-oriente, com possibilidade até da exportação da energia assim produzida, diversificação das fontes de energia, aquisição de know-how tecnológico, investimento e postos de trabalho.
Seja como fôr, já temos centrais nucleares junto à fronteira com Espanha, pelo que o argumento da proliferação nuclear no nosso quintal é ridículo, e, mesmo com a tragédia de Chernobyl os custos financeiros, ambientais e de saúde dos combustíveis fósseis excedem em muito os do nuclear. É um pouco como comparar o avião com o automóvel. Morrem muito menos pessoas em desastres de avião do que em desastres de carro, mas quando morre alguém num avião, isso é notícia. Claro que uma central nuclear é algo muito delicado, e por isso mesmo, muito mais seguro do que um avião.
ABRAÇO A TODOS OS SENDINESÊS.........
Quem quiser ver os beneficios de uma central nuclear vá a esta página e veja os videos.... sem perigo e totalmente seguro..
http://www.eletronuclear.gov.br/sys/interna.asp?IdSecao=122&secao_mae=5
2giga 27 de maio de 2006
retirado de:
http://www2.uol.com.br/ecologia/pesquisa-public/ecologia/ecologia_82_destaque.htm
(...)
Lixo atômico
A energia nuclear tem a vantagem de não emitir CO2, mas em compensação envolve riscos de radioatividade, principalmente por causa do lixo atômico. O consultor da Aben, Jair Albo Marques de Souza, especialista no assunto, diz que cientistas franceses e ingleses já descobriram uma tecnologia que diminui consideravelmente o tempo de radiação dos rejeitos de alta atividade. "Mas essa tecnologia não é viável economicamente. Por enquanto, a França utiliza a vitrificação dos dejetos, considerada uma forma segura", garante Jair Albo.
No Brasil, apesar dos planos de expansão do complexo de Angra dos Reis, não há solução para cerca de 2.100 toneladas de lixo produzido por Angra I - que está parada há mais de três meses para manutenção. Os rejeitos se acumulam na própria usina, em depósitos provisórios, sem condições ideais de segurança e sem licença ambiental.
Enquanto a Eletronuclear, responsável pelo complexo, garante que não há riscos de acidente, os ambientalistas deixam clara sua preocupação com a possibilidade de vazamentos. O reinício de Angra II, ocorrido em julho, e o funcionamento de Angra III, a partir de 2006, acentuam a necessidade de se retomar o debate sobre o uso da energia nuclear no Brasil. Em junho, a Sociedade Angrense de Proteção Ambiental (Sapê) organizou um debate "O Brasil precisa de energia nuclear?" para discutir o problema.
Presente ao encontro, Ildo Sauer, doutor em energia nuclear e professor do Instituto de Eletrotécnica e Energia (IEE), da USP, questionou a usina nuclear como "panacéia" para o problema da energia no Brasil. Como a radiação ionizante dos rejeitos radioativos tem impactos ambientais difíceis de serem eliminados, ela atinge a biosfera e toda a vida à sua volta a longo prazo, inclusive o ser humano. O risco de câncer, segundo ele, é bastante alto, como demonstram os casos de Chernobyl, Goiânia e, mais recentemente, o Japão.
"É um problema ético. Vamos deixar uma herança maldita para as gerações futuras, apenas para produzir energia elétrica, enquanto há outras fontes que produziriam a mesma quantidade de megawatts, ou até mais, com menos riscos e menos custos", analisa Sauer. Para ele, a não-aceitação social da energia nuclear, por si só, já seria suficiente para afastá-la. Além disso, o custo dos depósitos de rejeitos seria de bilhões de reais. "Quando acharmos a cura para o câncer, talvez eu possa rever minha posição. Hoje, a proposta do governo federal para a área energética está vinculada a interesses financeiros e não estratégicos para o país", completa Sauer.
"Para a empresa, o risco de acidente não existe. O plano de emergência está só no papel. A única via de evacuação é terrestre, e a estrada está muito ruim. Há promessas de uma verba de R$ 70 milhões para reformas, mas esse dinheiro será gerenciado pela Eletronuclear, que não é uma empresa especializada em obras", diz José Rafael Ribeiro, diretor-presidente da Sapê.
O problema piora ao se considerar que o lixo radioativo vai dobrar com o início do funcionamento de Angra II. Acumulados em um galpão sem licença ambiental, seis mil barris aguardam decisão sobre o projeto de lei 189/91, que regulamenta os destinos desses rejeitos no Brasil, em tramitação no Congresso Nacional. José Rafael diz que a questão da produção de energia se apresenta como escolha política, que na opinião de cientistas e ambientalistas deve acompanhar a integração e o desenvolvimento econômico, a geração de empregos e a proteção ambiental.
"É preconceituoso achar que moderno é construir geringonças sofisticadas, que produzem resultados pífios, muito pouco para os riscos que trazem. Há outras alternativas, e o Brasil dispõe de diversas fontes energéticas que precisam ser melhor analisadas e exploradas, inclusive respeitando as regionalidades", assinala Sauer.
(...)
Ana Maria F 28 de maio de 2006
(Pequena mensagem destinada a um Sendinês, António Passareiro (meu primo), Correspondente do Sendim em Linha em França, que acredita no nuclear):
Primo António, vi o esplêndido ramo de flores que fotografaste e editaste, na Jinela Global, hoje, Dia das Mães (pelo menos em França onde vivemos)...
Como já te apercebeste, não sou minimamente a favor do nuclear! Não achas então um crime as crianças jamais poderem apanhar flores em Chernobyl?... Mesmo no dia das mães para lhes oferecerem pequenos ramalhetes...? Ninguém tinha o direito de lhes roubar isso!
A nós tão-pouco ninguém tem (e nunca terá!) o direito de nos roubar a nossa terra e ao fim e ao cabo a nossa identidade como também a nossa liberdade. Sabes bem, tanto como eu, já que vivemos ambos no Estrangeiro, o que custa por vezes viver longe da nossa terra natal! No entanto, podemos lá ir quando nos apetece e apanhar quantas flores nos passa pela cabeça; por vezes até para florir as campas dos seres que conhecemos e que nos deram também a vida....
Imagina que de repente tudo isso se torne impossível!. Eu, pessoalmente, sentir-me-ia responsável até ao fim da minha vida por não ter lutado seriamente e com toda a força de convicção possível para que as nossas crianças tenham e continuem a ter também os mesmos direitos que aqueles de que nós todos tivemos a sorte de usufruir até agora: o direito à Vida e o direito à Liberdade! Direitos, que é necessário, no entanto, estou convencida disso, continuar a defender todos os dias, corajosamente, solidariamente, sem nunca hesitar ou se deixar impressionar... Mesmo estando longe! A distância, de qualquer forma, é sempre relativa, sobretudo nos dias de hoje! O que conta é a força de vontade! É acreditar em ideias e ideais justos que respeitam totalmente o homem.
E os nossos ideais são, que ninguém tenha a menor dúvida, completamente justos e plenamente respeitosos da liberdade do homem!
A única culpa que teríamos, Primo António, seria de querer continuar a apanhar e oferecer flores, mesmo no Dia das Mães...? Seria de querer continuar a acreditar que um mundo justo ainda é possível?
Não!
Ana Maria F. (Aninhas Passareira); outra Sendinesa,mas que diz veementemente: “ Não ao Nuclear!”
metalian 29 de maio de 2006
Eu entendo que é uma questão que deve ser discutida.
1.º A energia nuclear é mais barata.
2.º É mais limpa que o petróleo.
3.º Iria criar postos de trabalho, à volta de 350 postos de trabalho directos, e uns milhares de forma indirecta.
4.º Poupariamos uns milhões, pois não teriamos de comprar electricidade a Espanha e França.
5.º Tudo isto representaria mais investimento: estradas, hospitais, serviços, universidades e institutos ligados à exploração cientifica etc na zona da construção da Central Nuclear.
6.º Por muito que alguma "boa" gente queira fazer crer, uma central nuclear moderna, com boa manuntenção e com mão de obra qualificada, tem um risco de tal forma mínimo de ocorrência de acidentes, que faz com que andar de carro no IP4 seja um suicídio.
7.º O maior risco associado a uma central nuclear é mesmo o lixo, os resíduos. Aí sim, é que encontramos o maior contra de tudo isto. Onde os vamos por? Será que temos o direito de o deixar à porta de quem não beneficia com o nuclear? Metemos o lixo debaixo da cama?
Depois há outras questões associadas com o nuclear, e em especial com o projecto português, que me dispenso de abordar, sob pena de mentes mais sensíveis se sentirem incomodadas.
Concluíndo, eu acho que há mais benefícios do que contras, contudo, ainda não me decidi plenamente, se os benefícios justificariam todos os contras.
2giga 1 de junho de 2006
Ancuntrado i ambiado por Amadeu Ferreira
Tema mui anteressante
http://www.negocios.pt/default.asp?SqlPage=Content_Opiniao&CpContentId=276892
"A «opção nuclear» tem como consequência aprofundar a dependência externa do sector energético, embora diversificando - das matérias primas para a tecnologia, dos países produtores de petróleo para os detentores de tecnologia nuclear.
Trinta anos depois, o debate sobre a energia nuclear está de novo na ordem do dia. Como contributo para o debate em curso, consideremos alguns aspectos desta questão polémica.
Convém começar por clarificar os termos da discussão. Em primeiro lugar, a «opção nuclear» significa «várias centrais nucleares» e não apenas uma central. Por um lado, o crescimento do consumo de energia eléctrica e a permanência dos factores estruturais que fundamentaram a opção, sendo necessariamente de carácter estratégico, far-se-ão sentir num período longo. Por outro lado, o conjunto de investimentos «soft» conexos com a opção nuclear (»know how», capacidade de licenciamento e de fiscalização, etc...) são demasiado elevados para se justificarem, economicamente, com uma única central.
Em segundo lugar, a opção apenas terá impactos significativos na produção de energia eléctrica num horizonte superior a dez anos já que entre a tomada de decisão e o início de funcionamento de uma primeira central serão necessários, nos cenários mais favoráveis, pelo menos dois a três anos para o licenciamento e sete a nove para a fase de construção.
Portanto, quando falamos de «opção nuclear», estamos a falar numa estratégia baseada na construção de um conjunto de centrais nucleares com entrada em funcionamento num horizonte temporal nunca inferior a dez anos. Ou seja, esta opção tem muito pouco a ver com a construção de uma solução a curto prazo para os problemas que hoje se põem à economia portuguesa. É, no entanto, um saudável exercício de prospectiva e, desse ponto de vista, necessário e muito positivo (até por pouco consentâneo com os nossos hábitos).
Consideremos, então, algumas questões mais significativos relativamente à «opção nuclear». Um primeiro aspecto a considerar é a enorme dependência criada por esta opção. E é uma dependência relativamente a um pequeno número de fornecedores – muito menor que o de fornecedores de petróleo, sejam eles países ou empresas – mas, e é o grande factor positivo, fornecedores, supostamente, «amigos « e «(con)fiáveis».
No entanto, a participação nacional na cadeia de valor da energia nuclear será muito reduzida, mesmo na fase da construção das infra-estruturas (devido à complexidade tecnológica e às exigências de segurança).
Mas é ao nível do combustível que a situação se complica. De facto, há duas fases do ciclo de combustível nuclear, o enriquecimento e o reprocessamento, em que a capacidade existente a nível mundial é limitada (na perspectiva de um crescimento sustentado da procura) e, por razões políticas, de segurança e até de forte oposição das populações, aumentos de capacidade serão, certamente, difíceis de concretizar. A consequência natural é que, num cenário de crescimento do recurso à produção de energia nuclear, os custos associados ao combustível serão constantemente pressionados em alta. E não esquecer que, na década de setenta, quando a «opção nuclear» se afigurava como a escolha generalizada e a capacidade de enriquecimento de urânio ameaçava ser insuficiente para as necessidades de mercado, os EUA decidiram, em certo momento, encerrar a lista de clientes obrigando os potenciais interessados a uma «encomenda antecipada» e ao pagamento parcial dessa reserva de posição. De facto, há dependências e dependências...
A «opção nuclear» tem como consequência aprofundar a dependência externa do sector energético, embora diversificando – das matérias primas para a tecnologia, dos países produtores de petróleo para os detentores de tecnologia nuclear. O caminho inverso, a redução da dependência, está na direcção das energias renováveis mas esta (outra) opção exige uma alteração profunda do modelo de consumo de energia (matéria, só por si, justificativa de outro debate nacional).
Outro aspecto importante é a «dimensão». A «dimensão económica» de uma central nuclear é ainda «muito grande» do ponto de vista da sua integração na rede de produção nacional. Por um lado, por razões dos investimentos necessários - ligação à rede de transporte e «reserva girante», embora esta possa ser mitigada pela ligação ao exterior (com a consequente necessidade de investimento no aumento da potência de interligação) – e por outro pela impossibilidade de utilizar toda a sua potência durante as horas de vazio (a competitividade da energia nuclear depende fortemente do factor de utilização).
Assim, e do ponto de vista puramente económico, a opção pelo nuclear terá um efeito «arrasador» sobre duas fragilidades «chave» da nossa economia, o endividamento externo e a balança comercial. Em suma, deste ponto de vista, a opção nuclear, investimento com um «pay back» excessivamente longo, não terá, no horizonte de 2025, qualquer contributo positivo para a solução dos desequilíbrios externos da nossa economia nem mesmo relativamente ao impacto inflacionário.
Do ponto de vista do valor do investimento, do seu impacto económico e da estrutura temporal de geração de «cash flow» a opção nuclear faz parte do grupo em que se inserem grandes projectos de investimento como o aeroporto de Ota ou o comboio de alta velocidade.
Uma terceira questão tem a ver com a localização. Uma central nuclear exige uma área pouco povoada e tectonicamente estável, por razões de segurança, e relativa abundância de água, para arrefecimento (só por si, as torres de arrefecimento são insuficientes para resolver o problema). Em Portugal, não é fácil encontrar locais que satisfaçam a este conjunto de condições e, em relação aos poucos existentes, as populações locais têm dado a conhecer a sua oposição frontal.
Finalmente, algumas considerações sobre a questão da «segurança». Duas questões permanecem em aberto. O que fazer com o combustível irradiado e os produtos nele contidos e o que fazer dos equipamentos passada a sua vida útil?
São perguntas sem respostas claras e inequívocas e cuja solução exige um contexto mais largo do que o n/ país apenas. Ao nível do funcionamento normal e habitual, e pese embora a perigosidade potencial de um acidente e a duração das suas eventuais consequências, uma moderna central nuclear tem hoje uma fiabilidade superior à dos aviões comerciais, onde todos os dias milhões de pessoas viajam e que todos os dias sobrevoam as nossas cidades.
As considerações acima expendidas mostram também que esta não é uma questão apropriada a um «referendo»."
Ana Maria F 1 de junho de 2006
Nova mensagem para meu primo António Passareiro, depois de ter lido o comentário que ele editou no dia 30 de Maio, normalmente sobre o tema da Estação Biológica Internacional...
Não, António! Não tens razão de dizer que aqueles que ganham muito são também aqueles que são contra o nuclear! Isso não é verdade e as coisas não são assim tão simples!
A prova é que certas pessoas que ganham muitíssimo mais dinheiro que nós todos reunidos (Grandes empresários como certamente esse tal Patrick Monteiro de Barros...) são justamente a favor e não contra! Duvido, além disso, fortemente, que eles residam ou pretendam residir nos nossos concelhos (de Freixo de Espada à Cinta, Mogadouro ou Miranda). Estou convencida que outros lugares no planeta como a Suíça ou certas ilhas das Caraíbas, com mar e palmeiras que não tem Sendim, como tu sabes, devem certamente seduzi-los e atraí-los finalmente muito mais na medida também em que esses lugares (paradisíacos...) oferecem facilidades fiscais (muitas!) e sérias vantagens de todo o tipo!...
Eu, pessoalmente, que sou (mas isso já o sabes) radicalmente contra o nuclear, não considero fazer parte daqueles que ganham muito. Ganho... é normal! Também trabalho e bastante: cinco dias por semana, tento ajudar quase cem crianças de Z.E.P. (Zona de Educação Prioritária declarada oficialmente como tal porque uma forte percentagem de pais estão no desemprego ou em situação precária). Isso num país, a França, que é, como já foi dito, o país da Europa Ocidental com mais centrais nucleares! Afinal, o nuclear não resolveu e continua a não resolver tudo; talvez o contrário na realidade!
Em 2003, o Verão quentíssimo que tivemos (Problema que, segundo parece, se vai repetir; consequência do aquecimento da Terra...) provocou milhares de mortes e, para voltar ao nuclear, um aumento significativo da temperatura da água dos rios situados perto das centrais nucleares devido também a um aumento acelerado da produção de energia eléctrica (maioritariamente de origem nuclear) por causa duma utilização intensiva de ventoínhas, frigoríficos, congeladores e (pior ainda!) de climatizadores!
Nestes últimos dias, foi metido em processo, como deves saber, aqui em França umas das pessoas (engenheiro nuclear) que tentou, há vinte anos, minimizar as consequências e os efeitos negativos da explosão na central de Chernobil. Enquanto na Alemanha as pessoas foram aconselhadas a tomar toda uma série de precauções, em França, especialistas (!!) chegaram a dizer (o que se revelou completamente errado!) que os ventos tinham afastado a nuvem radioactiva impedindo que ela sobrevoasse a França... Mentiras e mais mentiras! Os Franceses, infelizmente, continuaram, como se nada fosse, a comer por exemplo, certos alimentos e legumes que deveriam, pelo contrário, ter evitado... acreditando, ingenuamente, que a dita nuvem tinha de facto recusado ultrapassar (como por magia!) a fronteira entre a França e a Alemanha! Isso tudo num país que é considerado no entanto como uma das maiores democracias do mundo! Mas nós que vivemos lá sabemos que constantemente há escândalos que aparecem todos os dias e de todo o tipo: vacas engordadas com hormonas, sangue contaminado, informação preventiva insuficiente sobre os riscos de sida principalmente no início da epidemia, escândalos políticos que nunca mais acabam, etc, etc... É isso que eu chamo o rebuliço do Mundo! Mentiras sobre mentiras!
No Verão de 2003, as temperaturas em França tornaram-se de facto insuportáveis, tanto no Sul como no Norte; nas cidades como Paris: nem se fala! Onde é que se estava bem?
Em Sendim e unicamente em Sendim!
Essa jóia que alguns acham feia, suja, pobre e ultrapassada....
Eu já estive em Algarves, Aquém e Além Mar, e sei que não é minimamente verdade! Cheguei por vezes, verdade seja dita!, a duvidar; mas acabei... felizmente! por me dar conta, afinal! que só era experiência que me faltava...:
Olhando para as estrelas... Aquelas que mergulham e saltam, como peixes celestes, na água do nosso Rio.... Como para melhor nos fascinar!
metalian 2 de junho de 2006
Depois de ler e reler, cheguei a uma conclusão. Quem está contra o Nuclear, está contra porque sim. Diz que é contra, porque é. Porque em Chernobyl... São contra o Nuclear porque se deve apostar na energia solar, das marés... Ou seja. Tanto ser contra que não apontam qualquer defeito, tirando o acudente de Chernibyl, motivado pela má manunteção e por um teste que correu mal. Mais, da forma como falam, conclui-se que são contra o Nuclear enquanto se pode recorrer a essas energias ditas alternativas. Falta saber se, como se sabe que há pouca vontade de recorrer a essas energias, vão apoiar o Nuclear, como recurso de reserva. Pelo que se ecreve aqui é isso que dão a entender. Cocluo eu que são a favor do Nuclear, mas como limite, quando já não ouver alternativa. Ora, isso não é estar contra o Nuclear.
Passareiro 2 de junho de 2006
ola sendineses e a uma sendinesa que pouco conhece de sendim
criticar bem se critica mas o pior é o resto disem que sou por o noclear tendes outras coisas concreta a prepor dizei quais sao hacho que nao
dis que o noclear contamina ésta bem que vamos fazer de todas as maquinas que estao nos nossos hospitais que curao tanto doente e os residus que fas nisto nao falais porque é util pois se sodes contrao nuclear nao vos edes deixar morrer pur ai tendes que passar e calais a voca
se estou por a central é so para que a jente de sendim ai fique e nao tenha que imigrar como nos pois a maior imigracao foi feita depois das barrajes estarem feitas e senao houver agora outro projeto a jente tera que imigrar que os novos ja o fizerao e estao a fazelo
com respeito a calor acho que nao beio das centrais porque este ano tem feito muito frio é porque
o que tenho a dizer é que gosto de sendim do seu bem estar e do seu bom desenvolvimento porque no passado tivesse havido inisiativas como estas nao estariamos na franca e teu pai tambem nao
desculpai por os errosso tenho a 4 classe e ja fas mais de 35 anos que nao escrevi tanto
abracos a todos os sendineses ate au mes de agosto
Ana Maria F 3 de junho de 2006
A propósito do documento “Le parc nucléaire français”, editado na “Jinela Global” do 1° de Junho...
Mais uma vez: não!
Que ideia comparar as centrais nucleares
com as caravelas da época dos Descobrimentos!
Umas:
pesadas, espetadas algures,
montanhas de ferro, aço e cimento.
As outras:
leves como o ar,
zingrando as ondas do mar,
todas de madeira, um pouco de ferro,
cordas e velas
prestes a voar!
Nas centrais,
os homens
operários do nuclear
trabalham reclusos
em laboratórios
para extrair
luz...
Aos núcleos, à matéria:
em fusão!
Ao passo que nas Caravelas...
Os Homens de Outrora (Marujos e Capitães)
viviam com os olhos inundados de Sol,
Vento, Maresia e a imensidade infindável do céu...!
Os Deuses...
Será que os Deuses hoje
também nos acompanhariam
se a nossa ambição
heróica????
fosse uma...
central nuclear...?
Uma... como essas tantas...
vinte?
que há...
em França...?
Onde estão, Onde estão elas:
As novas caravelas?
francisco 5 de junho de 2006
TEXTO DO JN DE 04/05/2006
À margem da opção nuclear
Elisa, Ferreira, Eurodeputada
Um dos méritos do episódio da refinaria de Sines foi o de evidenciar a relatividade de alguns compromissos solenes que não resistem à passagem da generalidade discursiva para a brutalidade dos valores do deve e do haver.
Vem isto a propósito da aparente facilidade com que, de há tempos e estimulados por "lobbies" privados, a comunicação social e alguns comentadores passaram a reagendar a opção nuclear portuguesa como se de algo simultaneamente banal e inevitável se tratasse. Está longe de ser minha intenção discutir os prós e contras de semelhante opção num texto como este; nem tal seria eticamente admissível, dada a sofisticação e complexidade da questão. Mas parece-me fundamental exigir que, desde o início de qualquer discussão colectiva sobre o tema, não se escondam ou deturpem factos, dando a impressão que a totalidade do problema se resume à parte que intencionalmente estamos a iluminar.
Ilustrativamente, aqui deixo duas breves reflexões retiradas de trocas de impressões com amigos que, não sendo especialistas no tema (tal como eu e a generalidade dos portugueses), são pessoas que reputo de cultas, atentas e informadas.
Dizia um que, em matéria de energia nuclear, Portugal se estava a transformar numa espécie de país exótico entre as economias desenvolvidas, recusando por mera teimosia e tacanhez a onda instalada de modernidade representada pelo nuclear; questionava-se mesmo se não éramos "os únicos" a recusar tal sinal de progresso. Mas a verdade é que opções semelhantes à portuguesa, de recusa da produção de electricidade a partir do nuclear, vigoram em muitos países Itália, Áustria, Luxemburgo, Dinamarca, Noruega, Irlanda, Islândia, Polónia e Grécia. Mais ainda, ao contrário da ideia de que a opção nuclear estaria em crescendo, vários governos europeus, como os da Espanha e da Alemanha, têm em curso o compromisso precisamente oposto de desmantelarem progressivamente as centrais nucleares instaladas; e a Suécia conseguiu mesmo, aquando da negociação do Protocolo de Quioto, uma flexibilização dos objectivos de limitação de emissões para poder acomodar a desactivação de parte da sua produção nuclear. Acresce que a escassez de encomendas para construção de novas centrais em economias desenvolvidas por fornecedores "ocidentais" começa a levantar a preocupação de uma eventual "desaprendizagem" relativa da Europa em relação à tecnologia nuclear, para além de problemas de sobrevivência de alguns desses fornecedores. A segunda conversa fez-me sentir o simplismo da mensagem sobre o papel da iniciativa privada no investimento inicial, na gestão do empreendimento e nas responsabilidades colaterais. Comentava-se: "se há privados que estão interessados, o que é que o governo tem a ver com a questão?". O que me leva a evocar três notas a partir de experiências disponíveis:
I A mais conhecida central nuclear actualmente em construção, na Finlândia, está orçada em 3 mil milhões de euros e terá uma vida útil estimada de várias décadas; investimentos desta ordem de grandeza e longevidade só são suportáveis com um fortíssimo envolvimento do Estado no financiamento inicial, no compromisso de aquisição da energia e na garantia dos preços dessa aquisição; ou seja, o conceito de "investimento privado" num "mercado de concorrência" dificilmente se ajusta.
II A operação de unidades com este nível de risco requer uma robustez e qualidade de fiscalização, avaliação de responsabilidades pelo risco, regulação e monitorização por parte da entidades públicas que não é gratuita nem pode ser fruto de voluntarismos conjunturais.
III Continuam por resolver questões como a do destino dos resíduos gerados (que se mantêm activos e a requerer monitorização e acompanhamento por várias dezenas de milhar de anos), da responsabilidade financeira, técnica e civil pelo desmantelamento e descontaminação das centrais quando acaba a sua vida útil (processo que se pode prolongar por mais 50 a 130 anos); e o governo britânico acaba de constatar que os fundos depositados ao longo de décadas para financiar o desmantelamento e descontaminação de centrais em processo de encerramento se revelam hoje irrisórios quando comparados com os custos efectivos actuais.
Aqui ficam dois pequenos contributos laterais para um debate que se anuncia. Talvez tenhamos, ou não, de vir a optar pela solução nuclear. Mas, se o fizermos, que seja em plena consciência dos verdadeiros riscos e custos da decisão, porque de benefícios conjunturais privados geradores de passivos estruturais públicos estamos todos fartos!
Elisa Ferreira escreve no JN, semanalmente, aos domingos
Roteiros num país sem nexo