SENDIM EM LINHA SENDIN
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O que se fez em Sendim e o que fazer mais?

santyago · 2 de junho de 2006

Caros Sendineses:

Lanço-vos o seguinte tema, "O que se fez em Sendim e o que fazer mais?" , com objectivo de lançar novas ideias de modo a podermos criar uma debate consciente e sério sobre o que se fez em Sendim estes últimos anos, e o que se poderá fazer mais!

Pois temos verificado na última década que o progresso de Sendim tem sido acentuado, sobretudo na área da Cultura. A criação de associações que a desenvolvem na nossa região em todo o país e mesmo fora dele. Como exemplo já temos este site, que desde a sua renovação em relação ao anterior tem sido abundantemente cheio e repleto de muitas coisas fazendo com que este espaço se torne um ponto de elevação - encontro de todos os Sendineses espalhados pelo mundo.

Mas não só da cultura vivemos em Sendim. Temos muitas áreas tal como o comércio e a indústria, que fazem de Sendim também uma área poderosa na transformação do concelho. Verdade seja dita, é que temos muitas empresas, desde a construção, ate ao sector imobiliário, ramo automóvel, enfim de tudo um pouco e bem que suficiente para vivermos lá, sem sair-mos da mesma.

Mas eu lanço o tema aqui no blog "Diç Que..." , com a intenção de todos debatermos as nossas ideias sobre o que já se fez, se o que esta bem e o que está mal e o que se poderá fazer mais na região em todas as áreas, tal como a educação, desporto, lazer, igreja, cultura e difusão dos nossos bens!

Quais as vossas ideias?

Quais os vossos projectos?

Qual a vossa critica, o que se fez está bem? E o que falta fazer?

E tu que és Sendinês, o que esperas para Sendim?

Sejam coerentes e prologuemos este espaço aberto de boa consciência!

Obrigado, um abraço Nuno Santiago!

420 besitas ne l sítio de anton


23 repuostas

2giga 2 de junho de 2006

Buno you iba a falar nel tema de la stacion, mas acho que bonda que seia aquie.

1º - Acho que todos ò quaije todos ls sendineses asperan que Sendin se zambolba.

2º - Sendin, na mie oupinion nun ten de ser cumo Lisboua ou l Porto, nin sequira cumo Bregancia. Sendin ye cumo ye i a ser çfrente deixa de ser Sendin.

L zambulbimiento nun ye sinonimo unico d'andustrializaçon, zambulber puode ser muitas mais cousas. Medrar an mentalidades, an maneiras de ser i star, an sentido de bida feturo i nó an denheiro.

Dizes bien Nuno quando falas que an Sendin tenemos de todo. I ye berdade. Que nos falta anton?

Buno, purmeiro faltamos alha nós. Giente nuba. Ya quaije nun se beian garotos na rue cumo antigamiente a jogar a la bola i porquei? Porque ls filhos de ls que jogaban ya nun naciran an Sendin, nun stan alha. You tambien tube que salir de sendin cumo fizo muita giente pa studar i pa trabalhar, l que cuido que sta cierto. La giente nuoba ten que spurmentar nuobas tecnologies, cuntatar cun outras cousas, star a par de l que se passa nel resto de l paíç i nel mondo. Assie se puode trazer nuobas eideias pa sendin, mas esses sitios que tenan a mais que sendin? Cuido que rapideç ne l acesso a las cousas: salude, benes i serbicios i cousas que an sendin so chegan passado uns anhos, mas que als poucos esse tiempo de spera se ancurtia cada beç mais.

Agora suobre l tema, cuido que l mais amportante que hai que fazer an sendin ye apostar na eiducaçon i na salude. Esses son ls pilares de qualquira sociedade. Por esso Pertual sta onde sta, porque a esse nible nada ou quaije nada se ten feito. L purmeiro q hai q fazer ten a ber cun eiducaçon. Ya tenemos sculas an sendin ate al nono, mas pudemos tener mais, fixar ls jobenes a sendin. Para esso hai q dar cundiçones als prussores. Cuido que ye la classe mais çpresada que tenemos i ye la mais amportate. Solo para quim nun se lembra, paga-se mais a un jogador de bola que nada cuntribui pa la suciedade que a un prussor. Anquanto esto eijistir nun bamos alhá.
Apuis hai q dar salude ò por menos tratar deilha i tener cundiçones. Se nun las hai pierto porque nun la habemos de tenes acá?

Acho que para tener las cousas solo ye preciso ua cousa: querer-las, mais nada. Quando todos quejirmos algo pa Sendin essa cousa torna-se realidade porque somos nós a fazer-la i desso tenemos muitas sprencias.

Buno i por quie me quedo, agora falai bós.

Abraços

francisco 3 de junho de 2006

Primo Nuno.... Bom em Sendim têm se feito muito, mas muito ainda há para fazer, e vai ter que se fazer mais tarde ou mais cedo, porque as coisas estão a mudar. Com a confusão das grandes cidades os conflitos sociais, a falta de emprego, na minha maneira de ver as coisas vão-se resumem-se a falta de qualidade de vida que existe por lá para a maioria das pessoas, e é nas zonas menos povoadas e denvolvidas que está o futuro. Agora aproveito este tema para perguntar por andam alguns Sendineses, gente de valor que têm ideias, e são cabeças pensantes. Era importante o contributo de todos, porque um individualmente pode lutar mas pouco consegue, três ou quatro conseguem alguma coisa, e todos juntos já podiamos conseguir muita coisa. Tudo que para aqui temos falado, não passa de uma meia dúzia que opinamos, mas é preciso a opinião de alguns que têm responsabilidades neste momento, porque muito do que aqui está escrito para realizar precisa de dinheiro, e precisa de tratar de borocracias, mas não será tudo para executar no curto prazo, e haverá algo que nunca se realizará, mas devia! Era importante ouvir os elementos da Junta, Câmara(poder e oposição) e associações. Por onde andais vinde, que agora fala-se olhos nos olhos não se tapa a cara. Mas também era importante ver aqui a opinião de todos os Sendineses, ou será, que quem deu opiniões falou tão mal que tendes vergonha! Concordo que precisamos de instituições de educação ensino, mas isso será necessário de houver gente residente, se não, os fins não justificam os meios. José Manuel Carção Angélico(zé mialito)

almendra 3 de junho de 2006

Muito se fiç pur Sendim i hai que dar l mérito a quien trabalhou para esso, mas ten que se dar mais balor a quien faç sin ser outilizando l lhugar que oucupa na administracion, porque esses tenen la oubriacion del fazer. Por esso se proponíran e para esso gánhan. Tamien ye berdade que nessa funcion uns l fázen sin mirar a votos i outros mirando solo para un lhado. Mas esso solo ye possíble porque hai ls que nun tenen posicion defenida. Hai quien diga que you nun sei de que lhado stou, pénsan en partidos. You nun stou cun nanhun i stou cun todos, zde que l´anteresse a defender sei l que me parece melhor. You sei que esto ye subjetibo, mas ye fruto de la liberdade personal, nó l que quieren ls partidos. Sendin percisa de muita cousa, mas l que percisa mais ye de gente, gente que queira que sendin progrida, que benga a trabalhar i nun solo a dezir l que stá bien ou mal? Por esso pergunto a todos ls que bíben fura de Sendin i se dízen sendineses, que quereis fazer? En que quereis ajudar? Eideias todo mundo ten, queremos aciones cuncretas i hai ua que sodes oubriados a fazer, defender la nuossa tierra i las nuossas anstituciones. Antes de perguntar als outros l que fazíran por Sendin, perguntai a bós mesmos. Que fiç you?

Ana Maria F 4 de junho de 2006

Eu já dei a minha opinião sobre o nuclear: sou contra! No entanto, sem nunca querer magoar ninguém...! Falei de esperança num mundo justo em que todos se sintam em segurança: todos, sem excepção! É o direito de cada um que eu saiba!
Não sou eu que com palavras injustas e mal apropriadas anda por aí a lançar bombas! Com palavras que ofendem (Já vou dizer do que é que se trata!), parece que alguns (poucos certamente!) tentam também roubar-nos a terra e a serenidade como outros de facto já nos quiseram tirar (obrigando-nos a encarar a emigração como única alternativa perante sérios problemas que se viviam em Portugal) ou que outros, mais recentemente, tentam de facto tirar-nos também com a (provável/ improvável?) construção duma central nuclear!
Então eu que sinto Sendim profundamente enraízado em mim (até no núcleo das minhas células?), cada vez mais todos os dias, “não conheço nada de Sendim!...” (sic)
Porquê? Porque não tenho lá casa própria para mostrar? A não ser aquela de que herdámos: já velha, é verdade, certamente ultrapassada e em nada sofisticada; com salitre (não me lembrava de dizer...!) a inundar o chão no fim do Inverno e início da Primavera! Mas (Maravilha das maravilhas!) cheínha de recordações felizes: risos (às gargalhadas!), alegria (sem conta!) festas (entre as mais memoráveis: jantares de casamentos, em salas tão pequenas como poleiros de galinhas que se encheram no entanto de gente, muita gente!)
É esse o Sendim que eu trago imprimido em mim como marca inapagável e que levo para todos os lugares do mundo onde o vento também me leva! Esse também que só os seres generosos e sensíveis podem e sabem realmente decifrar e entender...!
O que significa então “ser Sendinês ou Sendinesa”?
Antes de responder, quero no entanto abrir um parêntese essencial e fazer também uma sugestão, melhor: uma proposta: Sendineses, tentai falar para as mulheres com um pouco mais de elegância e de cortesia. Já reparasteis que elas não estão presentes nestes espaços do Sendim em Linha? Porquê? É uma questão que vos interessa ou que vos deixa totalmente indiferentes? O Mundo fez-se com as mulheres, como todos sabem... Então, tentai reatar o laço! Aprendei a dar-lhes vontade de se exprimirem também; não é apenas na cozinha que elas são capazes de reinventar o mundo!
Ser Sendinesa então ... (Para responder também ao meu primo José Almendra):
E se por acaso eu disser uma coisa muito simples...! (As coisas mais simples são aquelas que se aproximam certamente mais da verdade! Mas atenção: Para entender bem, talvez seja preciso ser mulher, poeta, filósofo ou artista...)
E se “ser Sendinês(a)” é pura e simplesmente: querer continuar a reviver, na medida do possível, momentos felizes que já passámos em Sendim? Quem nos tira esse direito? E continuar a gostar de risos, de casamentos, por que não de poleiros de galinhas, e de simplicidade em suma que é o contrário da arrogância, do desprezo e da mesquinhez ?

Há ruínas em São Paulo (sic: António Passareiro)? Óptimo! Não há que ter medo de as deixar tal como estão! Que aqueles que não o sabem o aprendam agora: entre os grandes escritores (artistas e pintores também), muitos escreveram as mais belas páginas de literatura, meditando no meio de ruínas...! Deixem as ruínas de São Paulo: talvez um dia nos apareça por aí um grande poeta, pintor, filósofo, escritor... Sendinês, evidentemente!
Parques para merendas (sic outra vez: António Passareiro)? Os melhores (Há tantos em Sendim e seus arredores!) são aqueles que cada qual improvisa em plena natureza, respeitando no entanto todas as precauções para que a natureza justamente continue a usufruir dos direitos que são os dela e verdadeiramente dela.

Talvez eu tenha outra vez disponibilidade para dar a minha opinião sobre aquilo que podemos considerar como prioritário para Sendim, mas valerá a pena? Quem presta atenção àquilo que diz uma simples mulher?...
A recuperação (ou reabilitação) da capela de São Paulo como a instalação de “parques para merendas” são coisas que me parecem secundárias...
Há coisas bem mais importantes que devem merecer total empenho; para isso, aconselho a todos a leitura do “comentário” que o amigo internauta 2Giga editou ultimamente neste mesmo espaço e escreveu com muita inteligência e palavras perfeitamente adequadas. Concordo inteiramente com ele: a Instrução e a Saúde são a base para um desenvolvimento de qualidade e de alto nível. O resto (agricultura, comércio, indústria, turismo...) poderá eficazmente avançar e evoluir também: para melhor e também para todos!
Muito mais podia eu dizer e explicar... (Foi isso que algumas pessoas me sugeriram fazer como se eu ainda não tivesse explicado suficientemente aquilo que penso...!) Hei-de pensar nisso mas noutra ocasião! Até lá, só peço aos Sendineses para pensar bem naquilo que eu lhes disse: fazei sinceramente um esforço para que as mulheres, verdade seja dita!, se sintam mais à vontade e não censuradas ou terrorizadas (Basta de bombas!)... com vontade (até que enfim!) de elas se exprimirem também... Serenamente!

almendra 4 de junho de 2006

Ana Maria, adorei o que escreveste. Não só pelo portugês, mas mais pelo conteúdo, poético e como tal, traduzindo sentimentos que deviam ser os de todo o genero humano e não só dos sendineses, sendinesas. Quando escrevi sendinês, foi tao só, porque infelizmente a língua considera o masculino como o que representa os dois sexos. Não estou de acordo e podes crer que estou a ser sincero. Por isso, aqui me penitencio e corrijo, onde disse sendineses queria dizer também sendinesas e é também delas que espero o maior contributo. Um abraço do teu primo e continua que fazes falta neste espaço.

amadeu 4 de junho de 2006

Tengo pouco para dezir, mas nun hai que calhar l pouco que tenemos para dezir.
Quien andubo i anda pul mundo, i yá todos fazimos ou stamos a fazer esse camino, sabe que Sendin ye ua cousica pequeinha que muita giente nien sabe que eisiste. Anton l que mos agarra a ua cousa assi tan pequeinha? Ye mui simples de respunder, yá que solo hai ua cousa berdadeiramente grande: las pessonas. L que puode ser grande i amportante para nós, antes de Sendin i por bias desso, son ls sendineses i las sendinesas. L restro ye mais parede, menos parede, mais eidefício menos eidefício, mais camino menos camino, etc. Las pessonas son siempre l punto de salida i l punto de chegada, i las cousas solo ténen sentido para eilhas i por eilhas.
Todo esto para dezir l seguinte: nun conheço a Anica Paxareira, nien sei se la bi algue beç. Coinci-la por este sítio i al ler l que scribe parece que la conheço de to la bida: de cada palabra que scribe salta la centeilha sendinesa. You tengo proua de que Sendin tenga pessonas assi, muita proua. I cumo eilha hai muitas por Sendin i algues nien sequiera sáben screbir.
Por esso te digo Anica: nun te calhes, que todos percisamos de ti, de la fuorça de las tues palabras i de eideias sanas cumo las tues. Las eideias ban alantre i naide faç cousas buonas sin eideias buonas.
Todos somos poucos i nun percisamos de mos tratar mal. I hai que respeitar las eideias uns de ls outros. Assi ye que stá bien, yá que naide ye duonho de la berdade.
Cun esto nun quiero dezir mal de naide. I al falar de Anica nun quiero deixar de le mandar tamien un abraço a Antonho Paxareiro que conheço bien zde siempre, subretodo de l tiempo de la scuola. Yá nesse tiempo el tenie buona cabeça para cuontas i inda ha de tener. Cuido que el stará de acuordo cun ua cousa: inda que la bida mos tenga lebado pul mundo, cada un para sou lado, sien Sendin cada un de nós serie menos feliç, yá que mos faltaba un nieiro adonde chocar ls suonhos i ua rodriga adonde los anroscar.
Tengo studado la stória de Sendin i cuntinarei a fazê-lo i cada beç mais hai ua cousa que nun se me zagarra: Sendin siempre fúrun las pessonas, cuido que inda ye i solo ten feturo por esse lado. Cuido que ye subretodo para esso que este sítio sirbe, para ajuntar las pessonas. Talbeç por esso, Pedro trabalhe tanto para este sítio i talbeç por esso el beia l feturo de Sendin zambolbendo cousas que tráian melhor bida a las pessonas. Nun podie star mais d'acordo.
Esso nun quier dezir que nun se fágan outras outras, mas hai que star cierto de por adonde ampeçar.
Esto ye l que you penso i aceito bien que outros pénsen çfrente. Quien sou you para dar liciones!?
Un abraço para todos,
Amadeu

Ana Maria F 5 de junho de 2006

Em matéria de conservação e recuperação do património, a mim o que me parece urgente e mesmo urgentíssimo fazer (antes que seja irremediavelmente tarde) não é a capela de S. Paulo (a meu ver, já é tarde demais!) nem os moinhos da ribeira das Lagas (que certamente devem ter dono!). Mas sim a estação de caminho de ferro. Tão degradada pelo tempo, falta de manutenção e actos de vandalismo! É impossível imaginar que este elemento fundamental do património civilizacional e da história de Sendim deste último século, já tenha ficado tantos anos ao abandono com o risco um dia, se nada for feito e se não houver ideias e projectos, de desaparecer definitivamente! Como foi possível, aliás, deixar degradar dessa maneira um edifício dessa categoria? Mais caro custará certamente para o restaurar!

O que devem pensar os nossos filhos? “Neste mundo tão moderno, tão sofisticado, onde já não se morre de fome –pelo menos em Portugal!- com que então fostes incapazes de conservar dignamente essa pequena jóia de civilização? Tão pequenina (Não se trata de nenhuma obra faraónica!) mas tão importante no entanto! Não é aquela que com imagens simples (no entanto apreciadas e procuradas pelos turistas e reconhecidas internacionalmente pelos especialistas de arte assim como pelos historiadores) e com a mesma cor que o céu, nos conta cenas e tradições ancestrais da nossa terra: cenas do campo, ceifas, sementeiras, vindimas, trajos, alfaias, homens e mulheres, “tius” e “tis”, os nossos antepassados: é um pouco de nós todos que está ali representado... Um museu popular ao ar livre (e por isso frágil e vulnerável também) para o prazer visual de todos os viajantes que nós somos...
Com que então, instalasteis estátuas ultramodernas e hiper-sofisticadas (como aquela que pusesteis à saída de Miranda, no cruzamente entre a direcção de Sendim e a direcção de Vimioso, que não passa minimamente despercebida) e deixasteis para trás, no esquecimento total, ao Deus dará, aquilo que foi o ponto de partida e o ponto de chegada de sonhos sem fim: viagens, esperanças em vidas melhores, correr o mundo!, ultrapassar fronteiras!, a salto se necessário!, ir e também voltar...! Não é por isso que muitos filmes (portugueses também aliás) começam ou acabam simbolicamente com imagens de comboios... comboios a partir; comboios a chegar...?”

Para muitas coisas se poderia reabilitar a pequena estação que ligava Sendim ao resto do Mundo: centro cultural, casa da Língua Mirandesa (para tomar doravante em conta o desejo sinceramente justificado de que nos fez parte publicamente Amadeu Ferreira e ao qual eu dou o meu total apoio), Biblioteca (que não temos em Sendim e que nos faz tanta falta!)

Duma maneira ou doutra, não há razões suficientes que justifiquem que continuemos a deixar agonizar tão lamentavelmente e morrer talvez um dia a pequena mas memorável estação de Sendim. Mãos à obra e mecenas se for necessário! Sem esquecer de dizer que talvez um dia (daqui a 25 ou 30 anos...Vão ver como este mundo vai dar uma volta!) os Homens se dêem conta da oportunidade e necessidade de pôr novamente a funcionar, adaptando-os, meios de transportes colectivos que aos poucos a partir dos anos 70 do século passado tinham começado a desaparecer a favor da estrada (não de ferro) mas de alcatrão!

Mãos à obra por conseguinte: Salvemos para a posteridade a pequena Estação de Caminho de Ferro de Sendim que bem merece todo o nosso respeito e a nossa total dedicação!

cestrino 8 de junho de 2006

Bem... Muito se tem feito em Sendim... Mas muito mais se podia fazer. Eu quero começar por dizer que a primeira coisa que temos de fazer é mudar as mentalidades dos Sendineses (sendo este o caminho mais dificil). Nem sempre o dinheiro faz Obra... É necessário pensar em Sendim para fazer boas Obras. Sendim e os Sendineses pecam por falta de visão no Planeamento da minha e vossa Terra, no entanto não posso deixar de culpar os nossos serviços municipalizados, pois a organização das suas terras depende muitissimo deles (entidade que aprova Obras), mas aqui surge uma questão delicada "E se Alguem tem a coragem de chumbar um mau Projecto???", "Ficará com algum inimigo???". Vamos pensar em Sendim, depois sim pensar no EU, devemos sim reinvidicar e lutar pelo que temos direito, mas aceitar um correcto planeamento.
Vamos fazer de Sendim uma Vila bonita e organizada, ouço muitos dizer "tudo o que se faça é bem vindo" eu prefiro "Tudo o que se faça BEM é bem vindo".

Tudo por um Melhor Sendim. Nicolau Morete.

Ana Maria F 8 de junho de 2006

Faltou-me tempo mas mais ainda : informações concretas sobre todas as ideias que já foram propostas e lançadas de maneira a reabilitar a Estação de Caminho de Ferro de Sendim desde há muitos anos. Finalmente, foi José Almendra que me ajudou a compreender melhor o que já se tentou propôr mas que nunca até agora se conseguiu concretizar...
Pensou-se então em utilizar o armazém para depósito de nitrato para as vinhas... ? Por que não! As vinhas são como nós: precisam também de algumas vitaminas e oligo-alimentos. Resta a saber quais... Os melhores (para nós também!) são aqueles que o corpo/a terra assimilam e aceitam sem que se sintam agredidos/violentados/forçados artificialmente ou de maneira excessiva respeitando, pelo contrário, o ritmo natural do organismo... Se assim não for, corre-se o risco que apareçam rapida e irremediavelmente doenças e até cancros que nunca mais têm cura... Mas, sem excessos, até faz bem revigorar o organismo enfraquecido, cansado, saturado e desanimado por causa aliás também por vezes de todos os cancros e desilusões que corroem este mundo...
O Ribeira do Corso vai precisamente ajudar a revigorar todos esses organismos enfraquecidos, particularmente aqueles que dificilmente vão sobrevivendo nas cidades...
O armazém para depósito de nitratos, então...? Mas apenas com as quantidades necessárias e na medida do possível com os mais naturais também! Será verdade?

E o edifício, então, aquele que estava decorado com azulejos por fora; aquele onde se compravam as passagens e onde se sentavam certamente as pessoas que ficavam à espera...?

Foi a falta de tempo que me levou a imaginar (rapidamente, é verdade!) para o que é que poderia servir outra vez o pequeno (mas tão bonito!) edifício da estação de Sendim!

Centro Cultural...? Francisco (que lançou este tema no Blog "O que se fez em Sendim e o que fazer mais?") teve toda a razão de relembrar que já há um no centro da povoação no lugar da antiga escola: bonito, bem pensado por aquele outro Francisco de que todos nós nos lembramos, continuando a viver no nosso coração e que faz certamente, ainda hoje, tanta falta!

Biblioteca...? Que todas as crianças das escolas, as pessoas da terceira idade e todos aqueles que não têm carro para subir lá para cima até aos Barreais, me desculpem. Nem todos têm as pernas que tinha o célebre Joaquim Agostinho que eu considero como o ciclista português que conseguiu mais fama no estrangeiro! E isso ainda por cima numa época em que a utilização dos carros se revela de dia para dia e se revelará ainda mais nos anos vindouros, cada vez menos acessível e problemático devido ao aumento significativo de toda a espécie de combustível! Por isso mesmo, uma futura e indispensável biblioteca deve ser instalada em Sendim, num local ou edifício de acesso rápido e fácil para todos e não apenas para alguns; só assim é que se poderá conseguir que a Cultura e a Instrução estejam de facto ao serviço do maior número e para o bem de todos!

Casa da Língua Mirandesa...? O meu comentário vai ser idêntico àquele que eu acabo de fazer no que respeita à Biblioteca: indispensável para o conhecimento e o reconhecimento daquilo que nós somos, daquilo que fez a nossa história... Coisas indispensáveis – outros, como Amadeu Ferreira e José Almendra já o disseram antes, neste site, e de que maneira!- sem as quais, estou convencida disso, nós nunca seremos nós....O que poderíamos ser então? Bem pouca coisa, certamente!

Para que poderia servir então a nossa Estação que já nos levou a imaginar tantas coisas... mas que nunca se concretizaram?

E se ao lado, desse depósito para nitratos, produtos e mercadorias que pertencessem à Cooperativa ou à Junta em geral, abrissem então no edifício da estação uma Casa de Apoio aos Agricultores e Viticultores... Uma casa para a prova e a promoção de vinhos da Adega e até de certos particulares para todos os turistas de passagem em Sendim... Um Centro de Turismo local para informar todos os turistas sobre todas as opções e ofertas que Sendim seria capaz de propôr entre as quais: percursos a pé, a cavalo, em veículos 4x4 e por que não até de helicóptero para ver as arribas como poucos já as viram?

Será assim tão difícil imaginar soluções, projectos, ideias para que todos tenham vontade de conhecer, de apreciar e por que não de se instalar um dia em Sendim? Porque se assim não for, se nós não soubermos partilhar o nosso gosto (amor...) por Sendim, não há dúvida que o nosso egoísmo, a nossa falta de iniciativa e imaginação poderão um dia (mais cedo do que se pensa porque já muito tempo se perdeu!) fazer com que Sendim termine a sua memorável existência da maneira mais triste e lamentável que se possa imaginar!
Serei eu exageradamente pessimista?
Talvez não infelizmente! Mas este site, felizmente, é a prova incontestável que todos os dias há por esse mundo fora gente de boa vontade e de coração na mão capaz de levantar montanhas para que a vida e a felicidade continuem para todos em Sendim; cada vez mais e melhor; nunca esqueçamos isso!
Que a CP também entenda isto bem e de uma vez para todas: que se lembre que daqui a vinte, trinta ou quarenta anos, a pequena estação de Sendim pode ainda vir a servir para aquilo que serviu inicialmente: permitir aos homens de correr o mundo à procura de ideias, soluções, projectos e de sonhos também para que de facto a vida (sim: a vida!) continue e nunca mais acabe!

Com isto, preparo-me como muitos outros também para outro sonho: assistir, este Domingo que vem, a um jogo único nunca realizado: Portugal e Angola reunidos, pela primeira vez, num mundial de futebol! Que mais queríamos? Vale a pena sonhar por vezes!

almendra 8 de junho de 2006

É sempre bom ler o que escreves Aninhas e é pena, só, que não haja outras Aninhas a escrever. Como sei que gostas de saber, os adubos já têm que obedecer a determinados requesitos de protecção da natureza. Aqui, já perto de 90% dos agricultores praticam a protecção integrada que é o patamar antes de partir para a cultura biológica. E já alguns começaram com a cultura biológica, principalmente nas arribas.
Ainda agora eu e Pedro, através do MSN, estavamos a estudar a melhor forma de recuperar determinados locais e estavamos a pensar não só na estação, mas também na Cooperativa, onde queremos fazer o museu do vinho, sala de provas e um local de apoio ao ecoturismo. Parece que estamos a funcionar todos como que em telepatia. Será que existe mesmo?
Creio que é a nossa vontade de fazer, de desenvolver Sendim, que nos põe a pensar quase ao mesmo tempo.
Vamos continuar e vamos vencer.
Dentro de dias vais ver ideias concretas em andamento.

2giga 8 de junho de 2006

Solo un pequeinho parentesis: Se queremos fazer algo tenemos que squecer politicas i partidarismos. Essas cousas an beç de ounir la giente solo las separa. L que precisamos nestes momientos ye de ounion.

Abraços

francisco 8 de junho de 2006

Mas ainda quereis melhor fim para a estação, que esse para museu e prova de vinhos, exposição de produtos, paras colóquios sobre o vinho e região e outros. Quanto a casa da língua seria bom que ela fica-se em Sendim, mas não sei se outras vozes não se levantarão, e se chegar a ser criada não sei se será em Sendim, mas há outras pessoas mais indicadas para falar sobre isso do que eu ,e com dados concretos. Agora ser aproveitada para a cooperativa acho boa ideia e como o Prof. José Almendra diz é dolo dos poderes do estado estar como se encontra. Reparem para o local onde está instalada e olhem a vossa volta, não daria para mais nada(não pessem que estou a passar num aeroporto)? Mas a esse tema quero falar mais tarde porque já muitos anos que moi, e começou-me moer mais quando um dia apanhei boleia com um espanhol, de Miranda para Sendim, depois dogo-vos qual é .

gabilan 8 de junho de 2006

SLOGAN Estação.... Que viste partir sonhos de Sendim... Poderá ver chegar os sonhos de volta ... Penso que um espaço dedicado, a revitalizar a adega seria o ideal. Penso ainda que poderia servir para formação aos agricultores em geral não só os vitivinicultores. O azeite penso que tb será uma boa aposta. Veja-se o exemplo de Mirandela que já tem restaurantes com carta de Azeite assim como tem carta de vinhos... Mas há mais ideias, ora vejamos um estudo feito por Maria João Gonçalves ( Sendinesa, Finha de Sendinês e Travanquesa) Licenciada em Geografia, para criar na linha do Douro ( Pocinho - Duas Igrejas ) algo que já existe desde Valença a Monção, que é tão somente aproveitar o canal da linha de caminho de ferro para uma ciclovia. Não esqueçamos que a produção de vinho do Porto começa em Freixo de Numão e que fica muito proximo do Pocinho. Esse traçado directo Pocinho -Sendim poderá servir de braço de ligação,, qualquer coisa chamada ponte/ponto de ligação. é um projecto que não muito dispendioso, poderá revilalizar todas as populações por onde em tempos passou a linha. ---------------------------- Para mais ainda consultem http://jn.sapo.pt/2006/06/08/norte/autarcas_confiantes_
concretizacao_a7.html
, que este sim seria um projecto importante, algo que encurte as distâncias entre portugal.. Um Abraço Sendines

cestrino 9 de junho de 2006

Mais uma Grande opinião... Estiveste Bem Gabilan. A Estação é sem dúvidas um Grande Monumento, com muita história... Sendineses não vamos perder este Monumento.

Mas as ligações que tanto falas (Gabilan) são simplesmente fundamentais... e espero que tudo se faça para que elas cheguem e rápido.

Sabem caros Sendineses na minha opinião o espaço Estação seria um excelente local de lazer, já imaginaram como seria bom ver naquele espaço umas arvores, uns percursos para caminhar e umas zonas relvadas e o edifício como Bar e até lojas de exposição dos nossos melhores produtos (Vinho, Azeite...) e claro o comboio a parar lá vindo do Pocinho, (porque temos de dedicar todos os edifícios à cultura???). Muitos vão perguntar, e quem raio iria passear para lá?? (Nicolau tá tolo). Eu respondo, se podesses não farias uma casa naquela Zona?? E se tivesses lá comboio e um jardim???

Tudo por um Melhor Sendim. Nicolau Morete.

2giga 9 de junho de 2006

Camboio? I porque nó un camboio para percurso pul termo daqueilhes que hai nas cidades i que percurrisse tamin la zona de la linha onde passaba l carril romano? fazisse um piso alcatroado cun 1,50, 2 metros de largo que serbisse tamin para percurso a pie i de bicecleta.

La staçon serie l punto de partida i chegada.

Abraços

Carlosferreira 9 de junho de 2006

Eimaginai, yá mais de mil anhos, l die an que se fizo la purmeira casa onde agora stá Sendin. Defícele eimaginaçon! Ye mui defícele sobretodo pa las sendinesas i sendineses. An Sendin queremos siempre sunhar cun todo an grande, l mais grande possible. Pertual ye un paiç de Lisbouas: l Porto quier ser cumo Lisboua, Braga quier ser cumo l Porto, Bergáncia cumo Braga, Miranda cumo Bergáncia, Sendin cumo Miranda, Palaçuolo cumo Sendin... Palaçuolo i to la giente de Pertual quier ser eigual a Lisboua. Tener castielhos i menumientos cumo Lisboua, camboios, relbas i jardins subre perfuson, muita giente, cinemas, centros comerciales i triatos... Ye berdade que l riu até podiemos guardar l nuosso.
Quando será que ls arquitetos, angenheiros i giente deste paiç será capaç de ber las cousas de maneira simples i rial: Sendin ye un jardin. Todo ye campos i paisaije guapa. Mirai pa la sues binhas i oulibeiras, aradas i matorrales, huortas, cabeços i baixas,... todo galano. Para andar de cicicleta tenemos ls melhores caminos de l mundo i ls percursos chéiran bien a tierra houmilde. Nun quergamos ambentar Lisboua an Sendin.
Mirai l jardin que se fizo ne ls barriales, ye mui guapo, custa denheiro a la junta an auga i manutençon!? Quien bai alhá? L jardin acerca de ls Abelinos, quien bai alhá? L jardin guapo i cun repuxos de la scuola bielha, quien pára alhá? Bon faç bonito!
Fumos todos pa ls pisones lougo que l camino mos deixou ir. You agora yá bou para outros lados.
Las sendinesas i sendineses i l turismo de Sendin, percisa outras cousas que Lisboua i l Porto nun ténen. You tengo ua eideia, mas inda nun tengo certezas i até tengo miedo de la dezir, tan longe ándan las eideias de ls outros an relaçon a las mies, seguramente sou you que stou anganhado.
Nós percisamos de las bejitas de ls turistas que bénen de las cidades, porque ye alhá que hai giente, mas nun penseis que bénen a Sendin a ber l que yá hai nas cidades, todas eilhas mais ó menos eiguales.
La mie eideia nun ye quedar a la luç de la candeia ó ne l meio de l cheiro a cagalhones ó corteilhas de cochino, mas que diabo, un pouco mais d’eimaginaçon percisa-se.
Muito se ten feito an Sendin i tengo la certeza que muito mais se bai a fazer, mas por agora tenemos mui pouco de berdadeiramente nuobo a proponer. Un pouco d’eimaginaçon até quedaba bien sobretodo al mais nuobos.
Ne l que me diç respeito, ye todo simpático, mas an todo esse peditório, you yá dei. À que de l rei, acudi, à que de l rei...

santyago outor 9 de junho de 2006

Estação caminhos-de-ferro:

Penso que será urgente a sua recuperação como já foi referido, pois encontra-se já num estado bastante danificado, na qual irá chegar um dia, e já não será possível restaurar a "casa" em si, conforme foi construída! Tem sido vítima de destruição por parte humana e agravada pelo tempo. Por curiosidade, um pilar da varanda, da parte próxima da linha, desapareceu!!! Eram 2 e já só lá está um!! Será que foi o vento? Ou alguém o levou ás costas??!!! Ah??
Quanto ao fim a que se destinaria a Estação, já foram propostas algumas questões acima mencionadas, tal como, para a divulgação do nosso vinho. No entanto a minha opinião é de apenas ser restaurada a Estação, com objectivo principal de Museu da Estação de caminhos-de-ferro e área envolvente. Mas como sempre existem prós e contras, penso que um dos prós seria o próprio arranjo do local, pois tornar-se-ia um local agradável de visitar. Mas como contra, teríamos apenas mais um monumento, que não iria dignificar/lucrar/desenvolver nada ou quase nada para Sendim. Ou seja, já que se investe em tal coisa (caso isto venha um dia a acontecer, e que seja a curto prazo) que sejam bem aproveitados os "fundos", de modo a conciliar o maior números de aspectos.

Para mim, é um dos locais que eu mais gosto de Sendim, a Estação…
“Nele partem, nele chegam…”

Abraço Nuno Santiago

Carlosferreira 9 de junho de 2006

I porque hoije stou an die de falar, tengo tamien l’oubrigaçon de dezir cousas positibas que ls moços nuobos de Sendin fázen, por eisemplo: l SAL (Sendin An Linha). Correi mais de 99 % de ls pobos cumo Sendin, nanhun ten ua cousa assi a gaçpiar tan fuorte i tan biba.
Outordie staba you i Pedro a falar i dezimos: eimagina que Sendin tenie un serbidor d’anternet i daba a to la giente anternet de grácia i promobie sítios pa las pessonas bendéren ls perdutos i tal. Hoije l mundo ye ua aldé global, mas ua aldé por bien pequeinha que seia tamien puode ser l mundo, se quejir claro!
You gusto desta merda, i apuis deixo-me lebar na corriente, claro que deixo... Cumo diç Almendra... bida... la mie mulhier diç qua ando metido onde nun debie! Mas hai maneiras, nós ye que inda nun las quejimos acuntrar, ó melhor nun fumos capazes, nun tubimos capacidade. Hai maneiras...
Dezie-me outordie Toijó Cacharuolo (bédes cumo l sendinés fabrica nomes nuobos pimpones):
- Ah, you tengo un porsor que diç que nós queremos perserbar muito las tradiçones i nun apostamos n’einobaçon...
Ua cousa nun amplica la outra. L rock ye la música que domina l mundo, mas fui porque nun tiempo ls jobes angleses ponírun-se a criar músicas cun base na sue música tradicional, ó pensais que la cousa caíu de l cielo! Tenei siempre bien persente la lei de la cunserbaçon de la matéria de Lavoisier: nada se cria, nada se perde, todo se tresforma.
Por esso cumo dízen ls sendineses antigos: “hai que saber tener-se na raiç!”
Bá i hoije yá nun digo mais nada.
Abraços

almendra 9 de junho de 2006

Parece que todos ándan mui preoucupados cun las eideias que eiqui aparécen, mas que se passa?
La princepal cousa ye que todos fálen. Que scríben, que se sínten berdadeiros sendineses ou sendinesas, que nun se scóndan dels outros , quier seia eiqui ou nel Porto ou en qualquiera lhado.
Apuis ben la oucasion de fazer las cousas.
Quanto al que queremos, todo mundo ten dreito a sonhar.
Mas, Carlos, todos quíeran l mesmo que tu, puodes crer. You abenturo-me a dezir, que l que todos sin eiceçon quíeren ye mantener biba la nuossa tierra i esso solo se cunsigue apostando ne ls sendineses i sendinesas. Mas para esso tenemos que persebrar las condiciones que tenemos i acrescentar algo nuobo para que la raiç nun seque.
Sendin quier ser Sendin, un cachico de Pertual, porque solo assie Pertual stará cumpleto. Un abion ou un carro nun andan bien se l falta un parafuso. L parafuso bal pouco, mas puode fazer muita falta. I Sendin ten que oucupar l lhugar a que ten dreito, tan simples cumo esso, i ls sendineses i sendinesas solo quíeren ser tratados cumo ls outros. Agora menos, esso nó.
Tu poderis stár cul menistro Spanhol, sin la stacion biológica? I esta poderie eisistir sin l barco? I este sin la barrage?
Puode haber cozinas regionales, sin haber cochinos criados cun las condiciones eisigidas i estes sin haber huortas i estas sin gente para las trabalhar?
Puode haber turismo sin todo esso i sin un ambiente cunserbado?
Cumo se cunserba l ambiente i la paisage, sin gente?
I la gente que eiqui quejir bibir nun ten que tener condiciones?

francisco 10 de junho de 2006

Fiquei frio com as intervenções de Carlos Ferreira. Esperei algum tempo para colocar esta opinião, e não é minha intenção criar conflito com ningueém. Achava eu que era desta que íamos partir para algo de concreto, muita gente sonhou - eu sonhei como ninguém, e deixem-me continuar a sonhar, como diz a Pedra Filosofal de António Gedeão:
"Eles não sabem nem sonham,
que o sonho comanda a vida,
sempre que um homem sonha,
o mundo pula e avança,
como uma bola colorida,
nas mãos de uma criança."
A ideia de criar um paraíso, que de só para alguns, tipo aquela" à ronda à ronda quem não está que se esconda", ou melhor, quem se safou, safou, quem não AZAAAR, eu não concordo...
De todas as intervenções só vi boas intenções, não vi pedir mais do que aquilo que é devido. Portugal, concordo que seja um país de Lisboas, mas a nossa "Lisboa" tem muito menos que um "Porto", deixem-nos pedir mais, deixem-nos SONHAR.... Um abraço Cordial para si Carlos Ferreira...

cestrino 10 de junho de 2006

Olá Sendineses.

Foi com muita atenção que li a opinião do meu amigo Carlos Ferreira, és sempre benvindo com as tuas opiniões. Tal como já referi anteriormente, a primeira missão de cada Sendinês é mudar a sua própria maneira de pensar e agir. Tenho a plena certeza que isso está a acontecer.

Vamos por os olhos nas Mulheres de Sendim, cada dia que passa vemos mais Mulheres a passear pelas nossas ruas, cada dia que passa vemos mais jovem a praticar desporto (correr, andar de bicicleta, jogar ténis, futebol). Mas vejamos um caso prático, se pretender jogar ténis como faço? Vou ao Barrocal do Douro ou Miranda. Já pensaram no que poderia ser feito no espaço em frente à Piscina???

Carlos Ferreira, tens razão quando dizes que Sendim não pode ser Lisboa (pois basta-nos Capital da Arribas e temos de passar essa imagem, como temos feito e bem). Mas temos catalisar esforços em dois sentidos (minha opinião) a vertente Cultural/Turistica e Fixar Pessoas em Sendim. Como??? Só existe uma forma de o fazer, criar riqueza.

Tu (Carlos Ferreira) tiveste uma excelente iniciativa a “La Tenerie” mas espero que não pares por um simples restaurante (sei que não vais parar).
Nós os “Nobatos” agora temos ideias no papel... Um dia as ideias vão passar para o terreno (assim espero).

Quanto ao nosso (anónimo) Francisco vou dar-lhe uma palavra amiga... É muito bonito falar das estrelas e do céu... podes também opinar sobre o tempo, se chove se faz sol... e ideias Zé??? Onde estão as tuas ideias??? Não questiones os sonhos dos outros, crias os teus próprios sonhos.... referes bem a Pedra Filosofal de António Gedeão, e tu sonhas?

Tudo por um Melhor Sendim. Nicolau Morete.

Passareiro 11 de junho de 2006

ola sendim era so pra dizer que o que esta feito ja esta
falar no foturo é melhor
o que ver o ezemplo que fizerao hoje na minha vila dia da limpesa haonde toda jente partisipa purque nao em sendim eniciar os novos mesmo a comecar desde a escola primaria
e éste comentario é mais dedicado a junta porque nao esperimentem um ano
queria dar outra edeia e pedir à junta se podia organizar uns cursos de sendines no mes de agosto porque ha muita jente que le melhor o sendines que o portugues porque a maior parte que fazem comentarios tenan muitos
e metem palavras tao caras que é presiso um dicionario
visetem a janela gloval e ja compreenderao melhor

francisco 25 de junho de 2006

Bom queria deixar aqui uma pequena observação em relação ao cais fluvial dos Pisões que ainda só vi nas fotografias e me parece excelente. Não quero que isto seja interpretado como uma crítica, mas apenas um reparo a essa grande obra e essa infra-estrutura que foi feita nos Pisões. Em meu entender o cais que era há muito reclamado, quanto a mim têm um erro de localização naquele local, e passo a explicar porquê. Como se espera aquele local é de lazer para todos. Não pensem que tenho nada contra barcos ou motas de água, antes pelo contrário. Mas se o cais fosse no local onde estão os chorões no final do braço da ribeira seria muito melhor, e os equipamentos estavam sempre protegidos porque não é a corrente do rio tão grande, nem que haja descargas das barragens. Em conversa de café, expus esta ideia a uns amigos e a maioria pensava da mesma maneira. Digo isto porque desde à muito anos tenho que todos os anos ir a água Douro an SENDIN (uma pelo menos), o ano passado por está altura já tinha ido a ”l´auga” a mais de um mês.
O ano passado no mês de Agosto, e como só estive por Sendin em dois fins-de-semana, parece que aquilo andou muito movimentado, porque já há muita gente que tem equipamentos desportivos de água, e ainda vão aparecer mais porque as condições assim o favorecem( e ainda bem). Parece que a zona das acrobacias e dos passeios era mais a beira de do paredão e aonde fizeram o cais, a gasolina derramada para o abastecimento já era muita. Por isso defendo que aquela área até aos chorões fosse protegida para quem quer nadar e praticar outro tipo de desportos aquáticos. Nadei muitas vezes no rio Zêzere acima da barragem de Castelo de Bode, e em vários locais, nunca vi um barco a menos cem metros da berma e posso dizer que havia muitos, nas praias nunca os vistes a menos de quinhentos metros, e mesmo assim acidentes têm acontecido. Podem dizer-se que o rio em certos locais não têm cem metros, de acordo mas o “L´ancho de mundim ye mui grande” e de Bemposta a Picote há muito espaço.
Sei que iriam surgir reclamações de dos donos dos barcos e de quem explore o bar, porque estes seriam sempre os melhores clientes, mas espera-se que o espaço seja aproveitado por todos.

Ação concluída.
Antrar

Para screbires ne l sítio, diç-mos quien sós. Ye ua beç — depuis quedas antrado.

ó