Concorda com a despenalização da interrupção voluntária da gravidez, se realizada, por opção da mulher, nas primeiras dez semanas, em estabelecimento de saúde legalmente autorizado?
Esta é a pergunta que voltará a ser feita aos portugueses oito anos volvidos sobre o refendo não vinculativo de 1998. A questão do aborto volta a estar na ordem do dia.
O SAL quer ouvir a sua opinião.
85 repuostas
Ana Maria F 3 de febreiro de 2007
Mensagem movida para este tema por 2giga dia 05-02-2007 2:19:17
À França também vão chegando notícias sobre o referendo que vai decorrer em Portugal no próximo Domingo 11 de Fevereiro...
“Estima-se que há anualmente em Portugal entre 20 000 a 40 000 abortos clandestinos” afirma, num artigo do jornal Público desde então traduzido para francês e publicado esta semana no muito sério Courrier International, José Pacheco Pereira, antigo vice-presidente do Parlamento Europeu.
Entre 20 000 a 40 000 abortos clandestinos todos os anos em Portugal e apenas menos de 800 declarados e praticados oficialmente nos hospitais portugueses!?!?!
É necessário ser simples de espírito para não ficar imediatamente arrepiado/arrepiada diante de tais números!
E nós que residimos no Estrangeiro (um quarto da população total portuguesa que vive fora de Portugal) teremos a possibilidade de votar dia 11 de Fevereiro, contribuindo assim talvez para encontrar uma solução? Não, não teremos! A Legislação Portuguesa não nos dá esse direito de participar desde os países onde residimos nesse referendo que todos definitivamente deveriam considerar como da maior importância evitando assim de cometer o erro gravíssimo a que se assistiu há oito anos: Mais de 68% de abstenções, no referendo realizado em Junho de 1998 exactamente (afinal o futebol não resolveu tudo!), sobre a questão do aborto!
Taxa inadmissível que até podemos considerar indigna dum país civilizado a propósito duma questão fundamental de saúde pública que não deveria, já na altura, ter deixado nenhuma pessoa normal indiferente ou mesmo indecisa.... para finalmente chegar à situação pouco louvável, para não dizer dramática também em muitos casos, que se viveu durante estes últimos oito anos: não tenhamos medo de dizer a verdade!
Será que as nossas opiniões de “Emigrantes”, as nossas maneiras de pensar, os nossos pontos de vista, a nossa experiência por vezes longamente adquirida noutros países e até por vezes noutros continentes não interessam os dirigentes ou simplesmente os habitantes desse país (Os nossos compatriotas) ao ponto de recusarem que nós também tenhamos a possibilidade de intervir na evolução da sociedade portuguesa?
Já que esse direito nos é negado enquanto sopros de Democracia não impulsionarem uma participação mais activa daqueles que muitos chamam simplesmente “Emigrantes”, vou deixar aqui no entanto algumas considerações sobre esse tema tão pouco galhofeiro que é o aborto...
Considerações que não serão apenas a repetição de comentários e tomadas de posição no entanto por vezes muito corajosos, pertinentes e lúcidos como alguns que já tive a possibilidade de ouvir, através da Internet, mesmo estando longe, desde este país que é por exemplo a França, em certos debates que começaram a passar na RTP...
Serão, sim, como não podiam deixar de ser, o resultado duma certa maneira de encarar os problemas à luz das experiências e da cultura que adquirimos evidentemente também nos países onde vivemos.
E valerá a pena perguntar: “Será, por exemplo, o caso da França, em matéria de leis sobre o aborto, sem interesse para esses Europeus que também somos, nós os Portugueses?”
Sim, valerá a pena! O caso da França até tem muito que se lhe diga!
A lei que permitiu em França a despenalização do aborto (A mesma que aquela em relação à qual os Portugueses residentes em Portugal vão ter mais uma vez que se pronunciar, Domingo 11 de Fevereiro) foi defendida, não sem dificuldade no entanto, mas finalmente votada vai fazer agora 32 anos já, por uma mulher cuja vida ficou a certa altura definitivamente marcada por uma das maiores tragédias do século XX, talvez a maior tragédia de todos os tempos...
Simone Veil, então Ministra da Saúde em França em 1975, primeira mulher a ser eleita, poucos anos mais tarde, Presidente do Parlamento Europeu, foi perseguida pela Gestapo, com a idade de 17 anos, como os restantes membros da sua família, durante a segunda Guerra Mundial... e a única entre eles, com uma irmã, a regressar viva do campo de extermínio de Auschwitz-Birkenau em Janeiro de 1945 para onde foram deportados e donde nunca mais voltaram, desse e de muitos outros campos da morte da Alemanha e da Polónia, entre cinco a seis milhões de homens, mulheres e crianças que tinham entre outras particularidades aquela simplesmente de serem de origem judia.. .
Se alguém sabe, melhor do que ninguém, o que a palavra “crime” quer dizer, de certeza que deve ser ela: Simone Veil!
Como ela o defendeu e por mais incrível que isso possa parecer a alguns tradicionalistas e conservadores, “crime”, segundo ela, é também o facto de tirar às mulheres, (como é ainda hoje o caso em Portugal afinal!), o direito de interromper uma gravidez não desejada: culpabilizando-as, penalizando-as, não lhes dando outra possibilidade senão a de abortarem às escondidas; clandestinamente, em péssimas e perigosíssimas condições (sobretudo para aquelas que não têm a possibilidade de o fazer em clínicas de Espanha, da Holanda ou do Reino Unido); julgando-as em tribunais e infligindo-lhes, como chegou a acontecer, duras penas que podem ir até 3 anos de prisão. Houve mortes ainda afinal por causa desses abortos clandestinos, durante estes últimos oito anos; há números como 5000 mulheres que acabaram por ter de recorrer em média anualmente aos hospitais portugueses depois de abortos praticados na clandestinidade... Mulheres que teriam acabado, se assim não fosse, por falecer pura e simplesmente, guardando em certos casos sequelas irremediáveis tanto físicas como psicológicas que não adianta minimizar!
Balanço muito pouco louvável para Portugal estes últimos oito anos! Quem pretende o contrário?
Mesmo que eu e muitos outros "Emigrantes" não votemos porque a lei não nos dá para já esse direito (Outras lutas em perspectiva!), é um serviço que prestamos calando-nos também? É evidente que não!
Somos nós também, as mulheres, as primeiras a ter que dizer, usando todos os meios que achamos dignos, que o País e os Países em geral só podem evoluir positiva e serenamente se reconhecem, evidentemente também pela lei, que a mulher, sem nunca ser apontada negativamente ou com desprezo como muitos ainda fazem, tem o direito (direito que lhe pertence!) de interromper uma gravidez que por acaso (ou por infelicidade também) não quer ou não se sente capaz de levar até termo.
Este referendo deve permitir definitivamente avançar e progredir neste sentido.
Não preciso de dizer então se votaria “sim” ou “não” para a despenalização do aborto em Portugal. Entenderam perfeitamente em que campo me situo todos aqueles que quiseram ler até ao fim.
Demingo 11 de Febreiro: “Biba l referendo! Biba ls direitos de las Mulhieres! Biba la Liberdade i la Justícia! Biba Pertual”!
francisco 4 de febreiro de 2007
Mensagem movida para este tema por 2giga dia 05-02-2007 2:18:35
Boas tardes..
Acho que sim que se deve votar neste referendo como em todas as eleições, é um dever, mas deveria ser obrigatório como pagar imposto. Mas tal como em 1998 a data das eleições não são na melhor data. A maior parte dos estudantes universitários estão em exames. Desde que tenho direito a voto penso que só não votei duas vezes e por estar em exames, uma das quais foi nesse referendo ao aborto de 1998. Nesse ano, eu estudava em Tomar, com exames na semana antes e depois, ia perder tempo para ir votar com nove ou dez horas de transportes públicos para cada lado. E penso que é o que acontece nestas eleições com muitos estudantes. Também eu vou votar no partido da Dona Ana Maria se ela tivesse direito a voto, mas, cuidado que muita gente vai aproveitar a boleia para fazer abortos de qualquer maneira.
Zé Mialito
2giga outor 5 de febreiro de 2007
Mensagem movida para este tema por 2giga dia 05-02-2007 2:18:12
Buonas,
ya que se fala de l tema de l amobito, cumo anfermeiro, gostarie de deixar tamin aqui la mie oupinion.
An purmeiro lhugar, nun sou a fabor de nenhue lista i cuido que star a tratar destes assuntos cumo se tratasse de partidos nun ye buono. Trata-se de un assunto que nada ten que ber cun politica i por esso cuido que nun hai acá partidos.
Apuis desso, este refrendo so me fizo tener mais certezas d'aqueilho que ya era l miu pensar sobre las leis. Ende stá la pruoba probada de que las leis son feitas por "meia duzia" para toda la sociadade i que se atenta fazer cun que todas las pessonas seian eiguales, o seia, tornar la sociadade i la maneira de ser de las pessonas ouniformes.
Nun stou a ir acontra las leis, cuido que si debe haber algo que regule la sociadade, mas cuido que ua de las melhores maneiras de rigular ye l respeit de uns puls outros. Reglas i leis nun sirben a todos anfeliçmiente.
To las pessonas son dfrentes, nun hai neste mundo ua eigual, nin ls gemelos l son. Cada un scuolhe duurante la bieda i mismo antes de nacer, la maneira de ser i cumo quir eibuluir ne l sentido que sculhiu para si.
Nun ye justo, cuido you, que las leis puodan antreponer-se nessa eibuluçon.
Cun respeito al amobito, nun sou a fabor de nenhue. Sou contra la pena de prison d'aqueilha cuitada que l fizo i que inda por riba nun l chegaba l sufrimiento que inda ten que respunder a la lei, an que an 30 anhos nun haba habido ua mulher que tubisse sido presa i sou razonablemiente acontra l "SI", porque a mais que la bida, sta l respeito por un ser que un die quir ser tanto cumo somos nós i que ten esse dreito.
Las mulheres quiren cundiçones? Ya las tenen. L amobito clandeçtino bai acabar se la lei mudar? Nó. Bai haber mais amobitos? Si, nun hai dubdas. A quim bai a serbir esta lei? A las mulheres de classe media i alta, porque anfeliçmiente a las outras bai-le a passar eigual. I quales ban a ser ls resultados? Pus se ua mulher que stá bien na bida, ya ten filhos, ten un buono anprego i nun sta para se ralar, anton la soluçon ye simples i nun hai c'atrapalhar. Agora ye preciso tener mais un cachico de denheiro, porque hai que ir a spanha, mas apuis ya queda cerca.
Chamais a esto sociadade eibuluida? YOU NÓ.
Las mulheres (atençon que nun stou acontra la sue libardade), repremidas pula sociadade antiga i atual, quiran libartar-se i amostrar que tamin tenan dreitos. You sou l purmeiro a dezir que si. Tenan tanto dreito cumo ls outros de mandar neilhas e sculher l que ye melhor para eilhas, mas atençon, quando toca a mandar naqueilho que nun ye deilhas hai que ser razonables. Cuido que la mulher se tem mostrado mui utle a la sociadade i cundeno la sue descreminaçon, mas neste caso ye defrente. Hai algo andrento deilha que ya nun ye eilha i esso hai que respeitar assie cumo la mai deilha tamien la respitou a eilha.
Para mie la bida ye feita de einergie, cada celula de l nuosso cuorpo ten autonomie i sabe l que ten a fazer ne l anmaranhado de celulas de l organismo. L feto seia a la 1, o a las 10 sumanas ten bida i un die bai a ser ua pessona, rica? pobre? amportante o nó? naide l sabe. Se nace an berço dóuro o de palha? Esso nun quir dezir nada. Ye ua pessona que bai a nacer. Bai a tener cundiçones? quim sabe alhá? Neste mundo todo muda cumo l biento...
Por esso an que nun cuncorde cul NÓ, sou acontra l SÍ i cumo nun hai outra alternatiba, anton nun boto.
Hai que criar cundiçones si senhora, mas nun ye de la maneira que l Si quer. Porque qualquira rezon ye rezon pa acabar cun aqueilha bida que sta alhi.
Se l amobito bai a ser un metodo contracetibo? Nun tengo dubdas. Ls houtros solo son 99% de eificazes, cun este nun bai haber que temer. Solo que ye mais caro i ten las sues repercuçones.
L que fazer anton?
Buono, la mie oupinion ye que ten que haber algo que regule las atitudes zanfriadas de las pessonas. Nun digo que seia ua lei punitiba, nó, mas algo que ponga antes de la tomada de decizon, las pessonas a pensar qual ye la melhor maneira i que acima de todo an purmeiro lhugar quede la BIDA i l respeito por l OUTRO.
Apuis hai que reforçar ls ansinamientos i cumo? Ya se fazen cunsultas de planeamiento ne ls centros de salude, mas hai que fazer mais i las tlibizones an beç de passar tanta caramunecada i tanta biolencia que passen a ser las purmeiras fuontes de dibulgaçon destas cousas.
Nun ye pul camino más facele que sta la soluçon. Un amobito ye un amobito. Trai simpre cumplicaçones, seia bien o mal feito. Cumplicaçones psicoloigicas i ourganicas. Hai que pesar bien ls prós i acontras, mas subretodo hai que RESPEITAR L OUTRO.
Abraços i perdonai-me este zabafo.
2giga outor 5 de febreiro de 2007
SEM NOME
Era tão pequeno,
que ninguém o via.
Dormia, sereno,
enquanto crescia.
Sem falar, pedia
-porque era semente-
ver a luz do dia,
como toda a gente.
Não tinha usurpado
a sua morada.
Não tinha pecado.
Não fizera nada.
Foi sacrificado
enquanto dormia.
Esterilizado
com toda a mestria.
Antes que a tivesse,
taparam-lhe a boca,
- tratado, parece,
qual bicho na toca.
Não soltou vagido.
Não teve amanhã.
Não ouviu: «-Querido...»
Não disse: «-Mamã...»
Não sentiu um beijo.
Nunca andou ao colo.
Nunca teve o ensejo
de pisar o solo,
pezito descalço,
andar hesitante,
sorrindo, no encalço
do abraço distante.
Nunca foi à escola,
de sacola ao ombro,
nem olhou estrelas
com olhos de assombro.
Crianças iguais
à que ele seria,
não brincou com elas,
nem soube que havia.
Não roubou maçãs,
não ouviu os grilos,
não apanhou rãs
nos charcos tranquilos.
Nunca teve um cão,
vadio que fosse,
a lamber-lhe a mão,
à espera de um doce.
Não soube que há rios
e ventos e espaços.
E invernos e estios.
E mares e sargaços,
e flores e poentes,
E peixes e feras
- as hoje viventes
e as de antigas eras.
Não soube do mundo.
Não viu a magia.
Num breve segundo,
foi neutralizado
com toda a mestria:
Com as alvas batas,
máscaras de entrudo,
técnicas exactas,
mãos de especialistas
negaram-lhe tudo
(o destino inteiro...)
- porque os abortistas
nasceram primeiro.
Ana Maria F 5 de febreiro de 2007
Mais uma vez, Pedro Marcos, chego à conclusão que se perde em considerações que já podiam ter da sua parte merecido uma reflexão mais aprofundada e sobretudo mais objectiva dos problemas. O que dizer senão que tem uma visão da procriação, da gravidez e do aborto não apenas excessivamente angélica ou até romântica como também muito contraditória.
Não tenho tempo para já de entrar em pormenores. Só lhe digo uma coisa: mais uma vez, tente ir mais longe na sua reflexão; tente avançar tendo sempre como objectivo: uma visão mais moderna e progressista da sociedade.
Outra coisa: fique descansado, não vou eu, Ana Maria F, apresentar uma lista com o nome de não sei que partido!
O voto de Domingo é para um REFERENDO: “Sim” ou “Não” para a despenalização do aborto em Portugal? (Sob certas condições; isso também aparece claramente estipulado)
P.S. Como pode ver, preferi escrever em “Pertués”. Acho essencial que saibamos bem do que é que estamos a falar. Ainda hoje, não sei o que é “l’amobito” e recuso-me a galhofar sobre assuntos que não fazem rir as mulheres. Mas talvez, sim, certos homens...
Ana Maria F 5 de febreiro de 2007
Só mais um pormenor : no meu texto inicial em que insisto sobre a necessidade de não criar a mesma situação que há oito anos, indo por conseguinte votar maciçamente, no próximo Domingo, tentando fazer a melhor escolha possível, não havia no entanto um só tema (a questão do aborto) mas sim dois na realidade: havia também o tema da participação dos Emigrantes na evolução da sociedade portuguesa que deveríamos todos desejar como sendo mais activa e eficaz até dum ponto de vista legislativo.
Foi por considerar esses dois temas tão importantes um como o outro, que decidi não criar um tema suplementar específica e unicamente sobre a questão do aborto e do Referendo de Domingo próximo.
No entanto, não o critico, Pedro Marcos, por o ter feito. Acho de facto que esta questão vale a pena e merece ser profundamente debatida. Mas posso criticá-lo por outra razão: Não me perguntou se estava ou não de acordo para transferir o texto. “Voluntária ou involuntariamente”?
Tudo seria mais simples e mais correcto também se as coisas por vezes fossem feitas com o consentimento das pessoas a quem tudo isto também diz respeito. Não acha?
Só assim é que as coisas poderão continuar sem serem inutilmente “interrompidas”, avançando e evoluindo então positiva, serena e harmoniosamente. É isto também o Progresso!
francisco 5 de febreiro de 2007
Eu acho que cada um deve votar segundo a sua consciência. Respeito a visão do Pedro como todas as opiniões que existirem sobre o assunto desde que não sejam muito radicais, mas cada cabeça vai dar sua sentença. Mas não posso concordar com a opinião dele, na sua totalidade. Não concordo quando diz que a leis são feitas por poucos para nos tornar todos iguais. Bom, temos cinco dedos na mão e nenhum é igual, o que eu acho é que as leis devem ser criadas não para sermos iguais, mas devem ser criadas para sermos tratados todos por igual, o que não acontece. Mas como eu também não acredito nas leis dos homens, e quero pensar que muitas acreditam nas leis dos “deuses” e dos homens, porque sempre vai havendo algum equilíbrio no mundo enquanto assim for. Houve um filósofo político, Jean Jaques Rosseau, que dizia que os homens deveriam ser tratados como iguais os que eram iguais, e como desiguais os que eram desiguais, cada vez concordo mais com essa visão.
Gostei de ver, e registo com apreço quando dizes que deve haver respeito pela vida dos outros. Mas pergunto-te quantas vezes não há respeito dentro dos hospitais pela vida dos outros, sem ninguém ser responsabilizado? As pessoas são tratadas como uma mercadoria!
Não quero falar muito neste assunto, porque, em primeiro lugar quero respeitar a memória da minha avó, e depois respeitar toda a minha família. Mas a minha avó foi mais uma a quem a vida não foi respeitada dentro de um hospital, ninguém me convence do contrário. Mas não quero mexer muito nessa ferida porque a vida já ninguém lha repõe, e bem dizia ela quando ía a um hospital“you eiqui nun quedo”, mal ela imaginava o seu fim ía ser num.
Portanto, penso que existe um contra-senso, devemos respeitar vidas quando elas se estão a gerar e eu concordo e muito, mas depois não as respeitamos nada quando elas já fizeram a sua história e são uma despesa para a sociedade.
zé mialito
david 5 de febreiro de 2007
Mas alguém é a favor do aborto? Penso que não. Mas também o que está em causa não é ser a favor ou contra o aborto, o que está em causa é dizer se as mulheres devem deixar de responder criminalmente por tal acto, (deixem elas e somente elas, pois os companheiros ou pseudo progenitores sempre lavaram as mãos) ou devem continuar a ser elas e somente elas a responderem criminalmente por tal acto.
Isto é na minha opinião o que está em votação.
A mulher actualmente que queira fazer um aborto fá-lo, sendo ou não sendo crime, com a diferença que quando o decide fazer fá-lo em isolamento e sem uma equipa de pessoas que possam ajuda-la a reflectir sobre a decisão que está a tomar, pois as pessoas a quem recorre para efectuar o aborto estão lá só para o executarem sem qualquer remorso e ganharem o delas.
Já anteriormente foi referenciado que existe planeamento familiar, e porque não continuar esse planeamento familiar com uma equipa de pessoas capaz de ouvir algumas das mulheres desesperadas que recorrem ao aborto, equipa essa que não se encontra lá somente para o executar, mas sim ouvir e tentar perceber se existe alguma condicionante que se pudesse proporcionar a estas mulheres que as fizesse reflectir e inverter esta decisão triste e difícil de recorrer ao aborto.
Assim, talvez fosse possível diminuir o número de abortos e o nível de sofrimento de muitas mulheres, agora ser crime não impede que se continuem a fazer, com a agravante de muitos se fazerem em condições duvidosas e sem que haja no momento final alguém que acenda uma luz a fim de inverter a luz que se apaga em definitivo.
amadeu 6 de febreiro de 2007
Hoije recebi na caixa de l correio un folheto, drobado an trés, cun ua Nuossa Senhora na cápia, que diç assi, nessa purmeira fuolha:
«Descubra o que pode acontecer em Portugal no ano em que se comemoram os 90 anos das aparições de Nossa Senhora de Fátima.»
Apuis abre-se i cuntina assi. «... Nossa Senhora chora... por milhares de inocentes que podem perder a vida antes mesmo de dar o primeiro gemido.»
I cuntina por ende afuora siempre na mesma lenga-lenga. I mais alantre: «Em Portugal conservar-se-á sempre o Dogma da Fé. Não decepcionemos a Mãe do Céu! Portugal vota pela vida, dizendo NÃO ao Aborto».
Apuis de esta parte quedar arrimada, ampeça a bender: um terço cun stoijo i todo, i un lhibro que custa 10 ou 15 euros. Bonda pedir, que la carta de l correio yá stá paga. I cháman a esto «Campanha pela Vida».
Palabras para quei? Yá bal todo. Ua bergonha.
Se cumbencido staba, cumbencido quedei...
Amadeu
amadeu 6 de febreiro de 2007
Torno outra beç, porque hai dies Ana Maria screbiu que nun antendiu l que querie dezir “amobito”, palabra ousada por Pedro Marcos, dando a antender que el starie a galhofar por ousar essa palabra, que me çculpe Ana se nun fui esso que quijo dezir.
Cuido que Pedro ousou, cumo se bei bien, la palabra «amóbito» cul sentido de «abórtio». You nun conheço la palabra, mas el tenerá-la ousado porque an mirandés usa-se la palabra «amober ou amobir» para dezir abortiar. Esse berbo fui l que siempre se ousou, mas de hai uns anhos para acá ye subretodo aplicada a animales. Mas nien to la giente ye assi, que inda pouco tiempo antes de se morrer, oubi tiu Chico Fonso ousá-la a respeito de la mai del.
Mas tendéncia ye la de ousar «abortiar» mais para pessonas i «amobir» mais para animales, inda que esso seia solo ua tendéncia.
Cuido que Pedro tenerá sacado la palabra que ousou de «amobir», i parece-me que nun stá mal formada. Mas you nunca la habie oubido ousar. Mas se calha el oubiu i talbeç mos puoda sclarecer, que quedei cun curjidade.
Amadeu
2giga outor 6 de febreiro de 2007
Buonas nuites a todos. You oubi la palabra a Amilcar (benga café) que la oubiu al falecido abó. El falaba assie quando se referie als "abortos". Chamou-le amobito. Ya era para aperponer nas perguntas al prossor ne l curso, mas inda nun calhou.
Cun respeito al tema, l que mais me preoucupa i m´assusta ye cumo la maiorie de las pessonas, respeitando claro la oupinion de cada ua, miran las zgracias de ls que nun tenan quin ls acuda i nun respeitan la bida de ls outros. Cuido que hai muitos eisageros de ambas partes, mas tamin cuido que pa que muitas pessonas deian mais balor a la bida a las bezes ye bal todo.
Cuido que naide ten dubdas que l que sta an drento de la mulher preinha ye un filho, tamin nun sou a fabor de la pena por esta l querer deitar fura, mas l que sta aqui an çcuçon son cousa que ultrapassan muito mais que la pergunta que mos ye feita.
La pergunta sta mal feita zde l percipio i cunfunde muita ginte.
"Cuncorda cun la çpenalizaçon de la anterrupçon buluntária de la prenheç,"
Si cuncordo cun la çpenalizaçon, nun quiro que naide baia preso por fazer un amobito.
"se realizada, por opçon de la mulher,"
Alto. Será eilha la detentora de todo l poder pa decidir se debe acabar cun la prenheç? I quien decide pul filho? I l pai, que boto ten na decizon? Cuido que na maiorie de ls casos nin saberá que bai a ser pai i noutros nin l quer ser, mas haberá de certo outros que si quieren i se nun l saben cumo puoden decidir se la mulher l passa a puder fazer eilha sola?!
"nas purmeiras diç sumanas,"
Ora se la regla de la mulher dura 4 sumanas, i se deixa de benir, elha solo bai a saber que sta preinha ende pula setima ou uoitaba sumana i se tubir simpre las cuntas bien feitas, lougo, pouco tiempo le quedará pa s´acunselhar i sequira pa pensar. La soluçon mais facele ya sta tomada i nun hai que perder tiempo se nó antre papeles, sculher l sitio i star a spera de baga inda passan las 10 sumanas.
Atençon: a las 11 ya ye crime outra beç, por esso nun muda nada.
"em stablecimiento de salude legalmiente outorizado?"
Si, cuido que se hai que fazer un "amobito" al menos que seia feito cumo debe de ser. L que nun quir dezir que seia bien feito i que nun haba cumplicaçones i muortes. La tecnica pa se fazer un amobito ye simples na maiorie de ls casos. Toma-se ls cumprimidos (CITOTEC), ampeça a sangrar i apuis hai que fazer ua "raspaige o curetaije" que ye la limpeza de ls restros de la placenta i de l feto pa que l utaro quede limpio.
A quim o a quales mulheres estes stablecimientos le daran todas las ajudas?
A las que tubiren denheiro pa pagar ls serbicios, antre anternamiento de 2 a 3 dies i la curetaije. Nun hai dubdas que a estas mulheres le faclitará la bida i poupará uas biaijes a spanha, mas ye melhor que l fagan an Pertual, assie quedan an casa.
Ua rapaza de bergancia por eisemplo, que cundiçones tenerá? Stou a falar de ua que nun tenga cundiçones eiquenómicas i seia de tenra eidade.
Buono cuido que nun ye deficele d'adbinhar, cuntinua todo na misma. O bai a ua tie que cunheça pa que le faga l serbicio sim que l pai saba, se no an beç de morrer de l "amobito mal feito" muorre de las purradas de l pai, o anton ten que l dezir que precisa de denheiro pa fazer ua ouparaçon a la apendice...
Por esso sou contra. Ls ricos a beneficiar cun todo i ls pobres na amargura na misma. I mais, naide bai a tener pena de la bida de ls cuitados que nun ban a nacer. L "amobito" bai-se a tornar l purmeiro metodo anti-cuncecional nun tengo dubdas. A cuntar pul numaro de mulheres que ya fazirun amobitos lougo que souberun que staban preinhas, pus agora se le facelitan las cousas inda será pior. Mas pior pior ye que l que probucou la prenheç nun antressa, nessa altura staban de sangue caliente i nun pensorun bin, nun staba planeada, nun cumben nesta altura de la bida, fui nua relaçon afura de l miu home o fui la purmeira beç que stube cun el... Azares que qualquira ten, mas que l cuitado que bai a nacer nun tuobe culpa.
L guberno i Socrates que faz?
Transforma esto an politica i cumo pensa que l "SIM" bai a ganhar, sta desse lado pa que apuis se benga a agabar.
Que fazirun ls gobernos PS i PSD por esto todo? NADA. NADA. Quiren fazermos ber i acreditar, inda por riba cun ua pergunta mal feita que ban a resulber l caso, quando sabemos nós que nun son capazes nin l quiren fazer. Inda acreditais an pulitica? You ya quantá que nó.
Pedro
Ana Maria F 7 de febreiro de 2007
Yá ye bien tarde neste país adonde bibo (ua hora mais qu’ ende!). Mas solo há pouco acabei de ler las interbençones de Amadeu e de Pedro. Yá me stá a dar un pouco l suono... Mas inda bou a tentar screbir.
Manhana tentarei arranjar tiempo para ler mais atentamente todo l que screbírun.
Mas yá tengo ua impression: l sou discurso, Pedro, ye demasiadamente negatibo.
Solo le digo esto: Ainda bien que hoube desde que la Houmanidade eisiste pessonas algo outimistas cun buntade de partilhar cun ls outros i anté cun todos la sperança nun futuro siempre melhor i que por bezes nun heisitárun a lutar i até a perder la bida para tentar cuncretizar esse ideal berdadeiramente houmanista.
Ye purque siempre hoube pessonas assi, felizmente, que –tengo la certeza!- la raça houmana inda eisiste.
Comecemos anton por ber las cousas cun oubjetibidade mas tamien cun un pouco de outimismo i de sperança.
Ua coisa ye cierta: la sociedade ebolui i nien siempre ye fácele acumpanhar todas las eiboluciones. Mas ye neçairo cumprender que las mulhieres que ténen oubrigaçones, cumo todos, tamien ténen direitos: un deilhes ye precisamente l direito de interrumper ua grabideç nun desejada. Ye defícele antender esso?
Ye defícele, si, por causa de toda ua eiducaçon i cultura que hai nesse país.
Ye preciso anformar-se mais. Este site tamien eisiste para esso.
Abraços.
Aninhas
2giga outor 7 de febreiro de 2007
"ye neçairo cumprender que las mulhieres que ténen oubrigaçones, cumo todos, tamien ténen direitos: un deilhes ye precisamente l direito de interrumper ua grabideç nun desejada. Ye defícele antender esso? "
Si, ye mui deficele antender. Para mie ye, mas hai muita mais giente que nun antende.
Pergunto: l que ye nun desejada? quales son las cousas pa nun ser desejada? Cousas cumplicadas que bonda antender, i ende si stou d'acordo, o cousas meramiente banales (porque me dá la gana, porque nun m'aptece tener este filho, etc etc..)
La mulher ten dreito de mandar ne l cuorpo deilha, nel de ls outros NÓ.
Ye esso que nun antendo.
Pedro
amadeu 7 de febreiro de 2007
Oubrigado Pedro, pulas amboras subre la palabra amóbito. You bien dixe que staba bien formada, cunsante las regras de la léngua, i benindo d’adonde ben nun hai dúbedas. Bou-la a botar pa la cemba.
Agora, Pedro, bou-te a cuntar ua cuonta.
Era ua beç un paíç adonde habie ua rapaza que quedou preinha. Nun antréssan, por agora, las rezones, mas la berdade ye que eilha quier amobir. Buscou outra tie que la fizo amobir a las scundidas. La cousa corriu para mal i tubo de ir al spital. Ende fui tratada, dezírun-le que tenie quedado de modo que nun podie tener mais filhos. Cula muorte na alma, saliu de l spital pa la cadena.
Era ua beç outro paíç adonde habie outra rapaza que quedou preinha. Nun antréssan, por agora, las rezones, mas la berdade ye que eilha quier amobir. Fui-se al spital a pedir cunseilho i cula eideia de amobir, pus sabie que la lei le premitie esso i naide la iba a acusar nien a cundanar. Ne spital dou de caras cun giente que la scuitou, la ajudou i, apuis de muito matinar, la fizo demudar de eideias i todo corriu bien.
L que te pregunto ye mui simples: an qual de ls paízes te sentiries melhor? An qual de ls dous spitales gustaries de trabalhar? Adonde achas que quien lhuita pula bida cumo tu, que sós anfermeiro, podie melhor rializar esse sou suonho de ajudar i salbar bidas? Que sentiries ne l purmeiro causo: possiblemente rábia i bergonha. Que sentiries ne l segundo causo: possiblemente muita proua.
Quieres mantener la situacion que te oubrigue a tener rábia i bergonha? De l que te conheço, nun acradito. Yá habies bisto la cousa por este lado? Mira que ye l lado cierto, ye l lado de la bida. Nun tengas miedo de ber las cousas cun calmas i por todos ls lados que eilhas ténen, que son muitos.
Bamos falando.
Un abraço.
Amadeu
2giga outor 7 de febreiro de 2007
De nada, la palabra oubi-la i parciu-me bien. Bonda studar-la.
Tenes rezon Amadeu. Ls dous mundos que falas son riales i ye claro que antes quiro l sigundo que l purmeiro, mas l problema ultrapassa esso. Se fura assie era facele i naide tenie dubdas. Se la pergunta fuosse: quales destes dous mundos scuolhes?, naide tenie dubdas. Só que la pergunta nun ye essa.
Mais, l purmeiro mundo, se l SI ganhar, nun acaba.
L sigundo mundo, puode ser que seia algo melhor, mas am berdade bos digo, i sabendo you l que son ls ansinos i cumo la giente ls aceita, se la mulher ya for cun la eideia de amobir, anton nun hai nada neste mundo que la faga mudar d'eideias.
Hoije la mie mulher tube tamin, cumo debe ser normal nels trabalhos por estas alturas, ua scuçon culs colegas suobre esto. Sabes l que quedou a saber? Que todas las que staban alha ya tenin feito amobitos. Todas, algues mais que ua beç. Porquei? L acunselhamiento resultarie nestes casos? Solo se eiludido ye que acreditarie nesso.
Si acredito que ua mulher que steia andecisa, procure ajuda, esso si, mas la maiorie nó.
Por esso acho que debe haber algo que trabe esta buntade zanfriada de las mulheres de crer aduminar l mundo i mandar an todo. Eilhas tenen dreitos i l dreitos deilhas acaban onde ampeçan ls nuossos (de todos ls outros homes i mulheres).
Abraços
Pedro
Ana Maria F 7 de febreiro de 2007
Ten ua vision caricatural de las relaciones entre ls homes i las mulhieres, Pedro, infelizmente.
Nunca las mulheres quereran dominar l mundo. Ye ua eideia cumpletamente errada.
2giga outor 7 de febreiro de 2007
Aqui atrazado, li un lhibro que cuntaba la stroria de cumo naciu l diabo, o la eideia de diabo. Esto apreposito do que diç Ana subre la mie bison.
La storia remonta als antepassados de l home (i pa que nun haba cunfuzones, quando falo de home falo de home i mulher), era ua storia que an que nun steia probada, ten algo de berdadeiro.
Nesse tiempo, las mulheres tenin l poder, esse poder residie ne l facto de eilhas decidiren cun qual home querin quedar i porque tenin l poder de la maternidade, de la subrebencia de la raça.
Claro, cuitados daqueilhes que nun eran fuortes, nun tenien suorte na caça (de animales) i nun tenien astucia.
Un die, naciu un garoto mui rebelde. Nun habie pai par'el. Scachaba todo, pintaba la macaca, al ponto de quando ya era grande l scamugiren desse sito onde bibi. Mas el tornaba a atentar, i apuis cumo ya l aspraban tube que arranjar maçcarilhas pa que naide l cunhecesse, cun cuornos, peles, rabos, pintado.. etc.
Ls homes, apurbeitorun la oucasion pa ganhar algun terreno ne l poder. Oufrecirun a las mulheres an troca de algun poder la sue proteçon i eilhas dorun-se-lo. Porque aqueilha alma,metie medo i staba simpre a atentar.
Fui assie que naciu l diabo, segundo la cunta.
Esto para dezir que apuis desso, l home se apurbeitou i acabou por mandar mais que l que debie i la mulher passou trementos i inda passa muitas bezes ne ls tiempos de hoije, mas la cousa inda bien que sta a demudar i l buono era que todos tubissen la certeza que naide ye mais que l outro porbies de l sexo. L que naide quer tamin ye que las cousas se bulban pal lhado de las mulheres i an bel de haber paç, torne l cunflito.
Quedarie sclarecida la mie posiçon?
Abraços
BengaCafe 7 de febreiro de 2007
Boas...
Há já algum tempo que não participo, mas este é um tema que nos diz respeito a todos. Penso eu que todos somos contra o aborto. Mas também contra a lei que dá às mulheres o direito de trem para a prisão. Quando se faz, é a dois, porquê só a mulher responder em tribunal? Como não quero que isto aconteça, no domingo vou votar sim. O amobito clandestino não vai acabar nunca, mas pode diminuir. Há uns dias ouvi na rádio, num dos vários foruns que em paises que se despenalizou o aborto até diminuiram os amobitos porque passa a haver acompanhamento psicológico às mulheres. Votem sim.
amadeu 7 de febreiro de 2007
Tenes rezon, Pedro: se l SI ganhar, l purmeiro paiç nun acaba. Mas tu própio reconheces que quedarie un cachico melhor. Nien que fusse solo por salbar essa rapaza i l sou filho: quien sabe las buoltas que ua sola pessona le puode dar al mundo... I podie ser esse garotico. Ua bida bal todo, i la berdade ye que ende se salbaba ua bida que ne l outro se perdie. Anton, yá demos un passo alantre.
Tamien tenes rezon quando dizes que la pregunta ye ua merda. Mas la pregunta que you te fiç ye ua de las muitas an que eilha se puode zdrobar.
Tamien tenes rezon que haberá mulhieres que nien un camboio las fazerá demudar de eideias. Mas bamos a zistir de le fazer demudar de eideias a uas quantas? Cada beç mais, melhorando las cundiçones, l'eiducaçon, l'assisténcia, de tal modo que un die de manhana essa lei yá nun faga sentido? Nó, nun podemos zistir. Todos queremos la bida, mas para chegar alhá tenemos de seguir pul camino cierto. I l camino que tenemos seguido até agora nun dá cierto, bien l sabes.
Nun pongas tanta rábia nestas cousas. Bai cun calma i pensa, qual l melhor modo de chegares adonde quieres.
Sabes, Pedro, nun acradito que haba mulhieres que báian a amobir por gusto, nien essas que trabálhan cula tue mulhier, i se dezíren l cuntrairo quanta beç ye para scunder l delor. Claro que tamien hai giente mal formada, mas nun ye por essa que mos hemos de guiar. Conheço dramas que nien te passa pula cabeça. Un bai indo para bielho i bai coincendo mundos de l outro mundo.
Agora bou-te a cuntar outra cuonta:
Habie, nun cierto paiç, ua rapaza que quedou preinha, apuis de ser abusada. Por bias de ls remédios que toma, l que trai andrento nun ten modos de tener cara de giente. Neste mundo perro, até podie ser ua rapaza acerca de nós, mulhier, filha, you sei alhá.
Achas que l filho, ou l que fur, que eilha tubir bai a ser cumo l rapazico de l poema que poniste onte? Claro que nó, pus nun dará para anspirar poemas.
Nun bai a ser un rapazico de poema, i la rapaza bai a quedar zgraciada pa to la bida. Cuidemos salbar ua bida i perdimos dues.
Talbeç inda te cunte mais cuntas, mas bamos a pregunta:
- para mi l mais amportante na pregunta nun ye pensar que se puode amobir quando a un le dé la gana i solo porque le dá la gana.
- l mais amportante na pregunta ye l seguinte: las mulhieres déixan de ser cunsidradas creminales i de ir pa la cadena; las cousas puoden passar-se a las claras, an spitales adonde hai giente cumpetiente que muito cunseilho puode dar i muita bida puode salbar; mas essas zgrácias que chégan als spitales tamien seran un grito que bai a ajudar a demudar las cousas, pus quando las cousas nun se conhécen ye cumo se las cousas nun eisistíssen. Assi tenemos que las ancarar i que las resolber.
Yá ye tardes i para drumires algo mais çcansado: nun tengas miedo que las mulhieres quérgan adominar l mundo. Até agora son ls homes que ténen adominado l mundo i ténen-se fartado de fazer merda, que solo mos ambergonha. Anton deixa a ber...
Mas l porblema nun ye esse. Stamos a falar de bida i esso antressa-mos a todos, homes i mulhieres.
Mas hai ua cousa: quien ampreinha son las mulhieres, nun son ls homes. Pensa bien. Claro que se las mulhieres pudíren cumbersar culs homes, esso ye l melhor, cuido que todas gustarien que assi fura siempre. Mas sabes que hai homes tan almanechas, tan burros i tan mal formados que nun quieren saber. Mas la mulhier queda eilha sola: nun ten dreito a ser oubida i bista i cumbencidas, se fur l caso, nun centro de salude público, yá que nun ten a mais naide? Yá penseste se ls homes amprenhássen? Cumo nun son eilhes que ampréinhan i son eilhes que mándan ls mais de las bezes, anton parece que esse tamien nun ye un porblema deilhes i las mulhieres que se spabílen. Nun puode ser.
Buonas nuites i un abraço.
Amadeu
2giga outor 7 de febreiro de 2007
Solo dous cousa antes de ir a la cama. L que antes se passaba a las scuras, bai-se a passar a las claras, muit bien, hai que criar cundiçones. stou d'acordo, mas hai outras maneiras de l fazer. porque nunca fui feito? porque se apropon agor ua soluçon simplista?
2ª cousa, son las mulheres que ampreinhan, tamin ye berdade, mas quim l faç? Son ls dous. Ende ye que hai que anterbenir, nun ye apuis...
abraços i até manhana
francisco 7 de febreiro de 2007
Ora assim está bem," me gusta oste de la gorilha". Assim sim, a conversa desta noite valeu a pena. Com isto tudo penso que toda a gente deve votar no SIM ou no NÃO ou no NIM, quando digo no NIM é em branco, é também uma maneira de expressar a nossa decisão com base naquilo que nos é apresentado, ultimamente tenho votado muito neste "partido" do NIM. Agora parece-me que neste caso devíamos mudar, se não correr bem até podemos voltar a maneira de como nos encontramos agora, as reformas são necessárias. Depois de duas consultas aos eleitores, não me parece correcto que o parlamento deva mudar a lei se o NÃO ganhar, como já ouvi que é intenção de algumas mentes, coerência precisa-se, e o povo é quem mais ordena.
zé mialito
BengaCafe 7 de febreiro de 2007
Ora aqui está mais uma questão que dá que pensar. Um feto é feito a dois, a não ser agora com essas modernices que já dizem que fazem só com um :D mas falando mais a sério, se um feto é feito a dois, porquê que o aborto muitas das vezes é feito pela mulher sem o homem sequer saber? Teria essa mulher esse direito? E não creio que caso seja despenalizado o amobito, se faça tudo às claras. E tb não é nas familias mais carenciadas que há os amobitos. Porque nesses lares, vai sempre à frente e depois leva a miséria a aumentar. Quem faz a maior parte dos abortos, tem dinheiro para fazer em qualquer sitio, esteja ele despenalizado ou não. Agora votar em branco??? Zé, não acho bem, mas cada um é que sabe... Os brancos não contam para nada...
francisco 7 de febreiro de 2007
Ei lá Amilcar, que tal conterrâneo...
Neste caso eu não voto NIM, para mim, embora eu tenha lido pouco e ouça pouco sobre este assunto, porque eu quando vejo que se está brincar com a condição humana, e se passe o tempo "a saber quem veio primeiro se a galinha ou o ovo" que foi o que se passou em partes de debates que eu vi e em muitas discussões, perco pouco tempo a ouvi-los, gosto de decisões em curtos espaços de tempo, e de coisas objectivas. Eu votarei SIM. Quando falo no NIM, o Pedro e muitos haverá como o Pedro, que em muitos aspectos estão certos. Não são a favor nem contra, não têm a certeza se determinadas coisas serão mesmo assim. Penso que devem por a sua a posição através do voto em branco, também assim entendo eu manifestam a sua opinião.
Quanto às outras eleições que não sejam referendos, eu manifesto-me assim(NIM) em algumas, porque não me identifico nem com uns nem com outros, ou seja aquilo que me é apresentado parece me pouco e desadequado.
Olha no dia seguir às eleições faço sempre a minha análise, gosto de saber os resultados de SENDIN, sempre, e os das terras que conheço bem, devo ter os jornais dos dias a seguir às eleições, à muitos anos para cá etc....
Posso-te dizer, às vezes os resultados locais são determinados por esses votos em branco, que podem eleger A, B, C, fico agradado com a influência no resultado, é um poder, e é por isto que eu acho que toda a gente deve votar, quer seja numa qualquer posição, ou em nenhuma - em branco.
Abraços
zé mialito
gaiteiro 7 de febreiro de 2007
bunos dies para todos! yeu se autorizais la mi opinione! yé al problema desse assunto yé meramente politiquisse! mirai la mulher que tenga buntade ou no de amobir! ai que respeitar! agora sta mal eilhas nu puder ir al hospital e ser tratada como se fusse uma cirurgia! quantos medicos e anfermeiros nu se encham los bulsos de monedas por fazer esta operação clandestina! cada um sabes ieu que tengo uma doença cronica, al miu médico sta pra me aconselhar e ajudar a tomar medida necessarias pra andar bim! agora esse tabu ié de gente que nu anda cum la miente aberta! cada veç parece que andamos ao para tras1 anton que andubiram a estudar! ieu nu antendo!
porquei nu se faz uum referendo contra la fuga ao fisco aqueilhe que tengo carros, casas, quintas e que mais.... mas nas quando apresentam las cuntas para al irs descuntam al ordenado minimo cumo pude ser esso!! los medicos nu llhugar de fazer horas em uma duzia de hospitales!!! so podi tener um lhugar onde trabalhar claro que isto tal mal!!! aspuis ando cum essas cousas do amobir de la mulher! bunos bou-me a quedar por aqui! um abraço anrique gaiteiro
Ana Maria F 7 de febreiro de 2007
Aqui em França, as reacções são maioritariamente sempre as mesmas: “Então ainda não despenalizaram o aborto em Portugal?” e ficam todos admirados...!
Estou convencida que a não despenalização da Interrupção Voluntária da Gravidez em Portugal (entre outras coisas) só pode dar e também (pior do que isso!) acentuar a imagem dum país pouco progressista ainda prisioneiro de muitos arcaísmos e de mentalidades ou contraditórias, ou pouco objectivas ou então exageradamente conservadoras.
Estamos no início dum novo século. Não podemos deixar de nos interrogar sobre tudo o que aconteceu de terrível e de dramático no século que acabou há pouco.
Despenalizar o aborto passa obrigatoriamente, num país evoluído, pelo estabelecimento de leis bem definidas que protegem claramente as mulheres e a sociedade em geral. Isso só é possível começando já por votar “sim”, no próximo Domingo. Com que objectivo?
Não o de aumentar o número de abortos mas sim de o reduzir ao máximo, por mais estranho que isso possa parecer a alguns ou algumas. Paralelamente, tem que haver obrigatoriamente meios e estruturas de prevenção e de apoio eficazes e bem pensados para evitar justamente que as mulheres tenham apenas como recurso o de abortar...
Mas a possibilidade de o fazer deve ser permitida e autorizada pela lei.
É tudo isto que é necessário compreender para votar, não pelo “nim” (Não estou de acordo!) mas pelo “sim”, única maneira de fazer evoluir o país dando a todos a esperança em condições de vida mais decentes e mais justas. Mas de forma nenhuma penalizadoras.
2giga outor 7 de febreiro de 2007
Buonos dies.
Nun sabie que lutar pula BIDA era tener ua "imagem dum país pouco progressista ainda prisioneiro de muitos arcaísmos e de mentalidades ou contraditórias, ou pouco objectivas ou então exageradamente conservadoras."
Dais mais balor a ua mai que nun tube cuidados, nun se preocupou an saber, nin se anformou suobre todo l que hai çponible pa tener cuidados cun la prenheç i fizo sexo sim rodeios i agora ben a pedir ajuda, do que a un pequeinho que nun tube culpa de nada i agora l ban a amobir????
You acho que neste caso seremos mais eibuluidos que ne l resto de la europa, nin todo l que se bei ye eibuluçon. L paiç mais eibuluido de l mondo dizen que ye ls States, pos mirai, you nun gostaba de bebir alhá.
Eibuluir ye cuidar de ls mais necessitados, de ls que nun puoden, nun ye sculher l camino mais facele. Sexo ---> Amobito
Abraços
Ana Maria F 7 de febreiro de 2007
Mistura tudo, meu caro Amigo.
Chegou-se a um ponto em Portugal em que a taxa de natalidade é uma das mais baixas da Europa.
Isso vai acabar também por ser um grande problema.
Não estou convencida que falar do “diabo” incite as mulheres a ter filhos.
Tem que nos falar de outras coisas, sabia?
Carlosferreira 7 de febreiro de 2007
Buonas tardes als bloguistas.
Tamien you nun querie deixar passar este tiempo para refletir un cachico cun bós, subre ua queston tan amportante pa la nuossa sociadade i portanto para mi i para todos nós. Ye tamien nestas oucasiones, que cada un debe amostrar que stá apostado an dar la sue upa i portanto la sue oupenion.
You sou a fabor de la bida, de to las formas de bida, sou contra l abórtio i acontra que métan mulhieres na cadena, mesmo se poucas téngan ido alhá a parar, nun podemos aceitar que las mulhieres séien oumilhadas a passar por un porcesso público de diabolizaçon, fragelizaçon i çtruiçon psicológica.
L sistema i la lei que tenemos stá mal, mui mal, péssimo, i, angendra, dízen, 20 000 abórtios clandestinos por anho. Dado que l que stá, stá mal, ye fundamental mudar.
Tamien penso que las leis son percisas i necessairas, ambora saba que nun sírben a todos al cien por cien, mas la nun lei, solo sirbe la mandrangla.
Miremos para todos ls países al redror de nós, miremos pa las recomendaçones de la ourganizaçon mundial de salude, de l cunceilho de l’ouropa i de l parlamento ouropeu. Será que son más burros que nós? Será que queremos andar siempre trinta anhos atrasados em relaçon als outros?
L abórtio clandestino ye un porblema grabe de salúde pública, sobretodo pa las mulhieres. Ye tiempo de dar a las mulhieres la dignidade, l’anformaçon i l acompanhamiento que merécen. Siempre you gustei de dar la scuolha i respunsabelizar las pessonas. Tenemos que partir de l percípio que eilhas son anteligentes i puoden caminar ne l bun sentido se las ajudarmos a fazer camino.
Las cuontas d’Amadeu parécen-me sclarecedoras i eilucidatibas, son mui pimponas i mui calmas de rezon.
Quanto a la çcuson subre quando ampeça la bida?! i outras cousas assi, ye ua queston a parte i nun me parece que puoda ser bista ciegamente cumo Pedro la bei! Stás ciego Pedro i las pessonas ciegas nun puoden ber.
Tamien ye anteressante que ls padres béngan a dar la sue oupenion, quando se sabe que nun puoden casar-se, nien tener filhos i que recúsan l sou menistério a las mulhieres, portanto, giente dessa l melhor que fazie era star calhada.
Respeito to las oupeniones, mas respeito mais algues que outras i por esso ne l Demingo bou a botar SI.
2giga outor 7 de febreiro de 2007
Ei, arre todos acontra mie. Azar, inda bien que hai çcuçones, assie puode-se ber las barias oupiniones.
Carlos, "L abórtio clandestino ye un porblema grabe de salúde pública, sobretodo pa las mulhieres. Ye tiempo de dar a las mulhieres la dignidade, l’anformaçon i l acompanhamiento que merécen." Cuncordo plenamiente. You nun stou acontra esso, you nun sou ciego. Acho que la lei debe ser demudada, mas nó cumo la quiren demudar. Resulber las cousas de la maneira mais simplista.
Bou a screbir la tue fase de ua menaira defrente: L abórtio clandestino ye un porblema grabe de salúde pública, sobretodo pa las mulhieres. Ye tiempo de dar a las mulhieres la (ouportunidade de resolberen l problema de amprenhar i nun l querer, de ua maneira mais facele i limpia) cun dignidade, l’anformaçon i l acompanhamiento que merécen.
Cumo dezie Ana, you nun misturo todo, sei bien l que se quir. Facelitismos.
Apreponei cousas que nun seia preciso suloçones radicales i que respeiten la bida.
You nun digo onde bou a butar, porque nin bou a butar. Nin quiro demudar la oupinion de naide, porque nin que stubisse aqui mil anhos era ampossible. Solo stou aqui a çpuner l miu puonto de bista que cuido que las pessonas de l SI nun quiren ber.
You cumprendo ls puntos de bista i las rezones de l SI, solo çcordo que se legalize l amobito d´ua forma que basta la mulher nun querer l filho que ya l puode amobir. Esse ye l miu medo de bebir nua sociadade que seia assie. Por qualquira rezon, sim splicaçon, hai que amobir.
Pergunto outra beç: L que fazirun ls gobernos pa demudar la lei que stá? NADA. Benen agora cun refrendos i a preponer, o ua soluçon simples i rapida, o anton nun muda nada. Porquei que nun ha-de mudar i fazer-se ua lei que respeite ambas partes? Por antresse? por dar trabalho?
Abraços
Ana Maria F 7 de febreiro de 2007
Outro que visivelmente mistura tudo (voluntaria ou involuntariamente ?) é o bispo de Bragança. Até à França nos chegam notícias sobre o papel que também tenta desempenhar a Igreja na campanha para o Referendo em Portugal. No artigo que já citei redigido por José Pacheco Pereira e publicado esta semana no Courrier International com o seguinte título “Portugal: Un débat sur l’avortement qui ne respecte pas les femmes”, o antigo vice presidente do Parlamento Europeu também afirma (na tradução francesa): “L’évêque de Bragance a comparé l’avortement à l’horreur de l’exécution de l’ancien dictateur irakien Saddam Hussein”.
Inépcias como estas mostram uma falta total de objectividade da parte de certos eclesiásticos (a maioria?) por vezes até no topo da hierarquia, como esta no-lo mostra. Foi com declarações deste tipo completamente desatinadas que, durante décadas e com a cumplicidade do Poder salazarista, o País sofreu de obscurantismo e de analfabetismo cultural crónico.
O voto de Domingo é também uma oportunidade de assentar claramente a necessidade de fazer prova duma total clarividência para não continuar a ficar sempre para trás mas sim para conseguir ir definitivamente para a frente!
A mim o que me levou, há dias, também a intervir foi uma frase como esta: “Neuf ans après un premier rejet, la campagne se caractérise para ses excès et le manque de mobilisation des électeurs”. Era uma evidência que tínhamos que reagir, nós também, aqui deste outro país da Europa que é a França.
Passareiro 7 de febreiro de 2007
vOTAR sim E MAIS NADA
Carlosferreira 7 de febreiro de 2007
Stou d’acordo Pedro: tanta berdoada an ti!! Mas sabes, l mundo ye mui cruel. Azar.
Dizes que ls políticos nunca fazírun nada i que agora quieren seluçones radicales!? Ye mintira. You sei que tu nun sós político, nien acraditas na política. Mas querie-te poner algues perguntas: quien criou l serbício nacional de salude i drento del la cuntraceçon de grácia pa to las mulhieres? Quien criou l aconselhamiento i planeamiento familiar? Quien criou la lei atual de l aborto para ciertas cundiçones? La pílula de l die seguinte? Fui l debino sprito santo! Nó, son siempre ls mesmos, siempre! Porque será? Sabes outra cousa: ls defensores de l NÓ, solo agora se preocúpan cula bida i la çpenalizaçon i cul acunselhamiento i tal... i mudar la lei atual, i tal i tal... porquei solo agora!... Para atrasar inda mais, para cunfundir!?
You inda sou de l tiempo, quando era moço, an que las cousas nun éran nada assi: la pílula, l perserbatibo, nada habie pa ls jobes! Yá todo mudou, stá muito melhor.
L que agora se stá a apreponer nun ye resulber las cousas de forma simplista, ó radical, ó acontra ls más çprotegidos, ó ls más probes, ó la bida, qual bida!!! nó! Ye l cuntrairo: respunsabelizar, anformar, acarinar, sclarecer, acumpanhar, despenalizar, amobir l clandestino, aceitar, ajudar, ser real, amar, a todos de la mesma maneira a las claras.
Sabes you nun quiero mudar l mundo, yá deixei essa eideia de lado. Mas gostabaa de torná-lo un pouco más justo i melhor a bibir i esso cunsigue-se dando a las pessonas mais possebilidades de scuolha, más respunsabelidades. L mundo nunca fui, nien nunca será perfeito, esso son outopies ó dogmas i nesso you yá nun acradito.
Abraços.
2giga outor 7 de febreiro de 2007
You nun sou de l NO nin de l SI, dambas a dous tenen las sues bantaijes i zbantaijes. You sou contra soluçones faceles quando se puode fazer algo mais i de forma tamin facele.
Ya dezie un bielho amigo miu: "las politicas so mos fazen acreditar naqueilho que eilhes quiren que pensemos que seia la berdade"
Agora i sin oufensa claro, bou-te a responder a las perguntas que me aprepones, Carlos.
"quien criou l serbício nacional de salude i drento del la cuntraceçon de grácia pa to las mulhieres?"
Fui la necessidade de las pessonas. L serbicio funciona bien? Longe de funcionar...
Quien criou l aconselhamiento i planeamiento familiar?
Antes de ser criado ya se fazie an muito centro de salude puls anfermeiros i medicos.
Quien criou la lei atual de l aborto para ciertas cundiçones? La pílula de l die seguinte?
Las eisijencias de las pessonas.
I porque respondo assie? Porque l goberno ten que fazer la buntade de l pobo i no aqueilho que acha que sta bien. Esta lei atual stá mal, mude-se anton, mas nó cun la soluçon que apreponen. Sculpai mas ye ua bergonha l que dicho Socrates. Dezir que se SI, si i se NÒ nó ye l maior desrespeito por quien l eilegiu para mos gobernar. Anton l talbeç, o nun cuncordo cun la pergunta, o aprepongo outra maneira nun ye tan balida cumo l SI i l NO?
Solo haberá essas dous salidas? Cuido que nó. Achar ua soluçon melhor ye que manda cartamaço.
Apuis scribes: "dando a las pessonas mais possebilidades de scuolha, más respunsabelidades"
Que respunsablidades ten ua mulher que bai de lhibre i spuntanea buntade amobir?
Ye çficele? Naide l fará de animo lebe? Será?
Agora tamin bou a cuntar ua cuonta:
Eimaginai dous rapazes ende puls 15, 16 anhos. Tenen la purmeira relaçon sexual. Eilha queda preinha, ls pais deilha nun quiren l garoto, eilha tamin nó, mas dasse l couso de l rapaç i la familia del l querer, Que possiblidades de scuolha, ya que falamos de scuolha, ten este rapaç i la sue familia? Sin falar ne l garoto que quir nacer?
Solo outra pergunta: Perguntai a to las mulheres que tengades possiblidade, l que farin neste momento se quedassen preinhas.
Abraços
cecilio 7 de febreiro de 2007
Bunas,
pous you tamin querie dar la mie oupinion subre l tema del amobito. Para mi, peç-me que aí que abuluir, Portugal nun pude quedar trinta anhos atrasado cumo ten acuntecido.
Portugal ten que dar cundiçones a la mulhieres e nun puden ser cundenadas por amobir.
Las mulhieres en la mie oupinion se quiran fazer el amobito nada las deten. Yá que el ban a fazer, puis que seia en l spitals debidamente preparados, que déien apuio psicologico e acunselhamiento familiar. Se furen a amoubitar ilegalmiente anton i que naide l bai a dezir, “nul l fagas!”. Quieren l denheiro i las mulhieres pouden currer riscu de bida, o puden nunca mais quedar preinhas.
Yá me deziran,”Achas bin que a las 10,1 semanas yá séian cundenadas.” Puis que quiran, se ua persona passa en ua aldé a 50,1 Km/h tamien queda sujeita a una multa. Ten que se definir un limite pa la regla. Se nun sirbe a todos? Puis cumo está inda será pior.
You sou optimista e acreditu que las personas nun ban a amobitar solo porque la sesson del cinema stá sgotada, cumo diç l outro, l Ricardo Araujo Pereira. Las personas que amobitan yá estan decididas e aflitas. Bamos agora a cundenar, nun poude ser.
Pedro yá todo l mundo se birou a contra l. Ambora you respeite todas opiniones, bou a ber se tamien le respundo. Tenemos que acreditar en la respunsabilidade de las personas. Cumo stá agora la lei, segundo la tu counta la rapaza tamien iba a amoubitar i l rapaz quedaba sin garoto.
Se le fússemos a perguntar à las mulhieres se se bíssen preinhas derien que si ou nó amoubitaban cunforme la bida delhas, mas pa hebitar esso aí i que anformar, educar las personas a tener responsabilidade e que l estado ajude a quien necessita.
Botai si, you nun bouto que quedo longe, i pena que alguns studantes nun podan botar.
Cumprimentos,
Cristóvão Pires
victor 8 de febreiro de 2007
Boas a todos.
Aborto directamente provocado, acaba por ser uma violência barbara, cruel e homicida, em que o portagonista principal, ou seja, a verdadeira vítima é o ser humano, que desde logo, em todo esta controvérsia, acaba por ser a parte mais débil e vulnerável, atendendo a sua incapacidade de defesa, em relação á mulher que o transporta. Ora em tais circunstâncias de absoluta desproporcionalidade de forças, o estado e a justiça não pode despenalizar ou legalizar o aborto, porquanto o valor supremo "vida", bem como, a dignidade humana, deve ser absolutamente protegida desde a sua concepção até ao seu natural terminus.
Sob pena, de o próprio estado se demitir da protecção de um direito fundamental - valor vida- de uma categoria inteira de seres humanos que são os nascituros, colaborando legalmente e pior ainda, pondo ao seu serviço o dinhero dos contribuintes e os serviços de saúde á disposição de uma execução sumária, sem direito a qualquer defesa, pelo simples facto de o nascituro não ter sequer qualquer possibilidade de defesa, atendendo à absoluta desproporcionalidade de forças entre as partes em questão.
Apesar de muito boa gente dizer que a mulher deve ter o direio ou a liberdade de dispor de si mesma, ou seja um direito de auto-determinação e decisão que só a ela lhe compete, mas pergunto eu, que raio de liberdade essa que é tão invocada, cujo direito desde logo e à partida suprime e extermina a liberdade de um ser indefeso.
amadeu 8 de febreiro de 2007
«Concorda com a despenalização da interrupção voluntária da gravidez, se realizada, por opção da mulher, nas primeiras dez semanas, em estabelecimento de saúde legalmente autorizado?»
Esta ye la pregunta i gustaba de dezir algues palabricas subre eilha, tomando-le bien l peso: 1) despenalização; 2) opção da mulher; 3) nas primeiras dez semanas; 4) em estabelecimento de saúde legalmente autorizado.
1) «despenalização» - L que se pregunta ye se cuncordamos cula çpenalizaçon i nó cula libaralizaçon. Esta ye la grande eideia: de l que se trata ye de nun cuntinar a ser crime, cumo ye agora.
Portanto la purmeira pregunta ye: queremos que cuntine a ser crime ou que deixe de ser crime? queremos que las mulhires cuntínen a ser julgadas, cundanadas i báian pala cadena?
SI ou NÓ?
Eiqui cuido que l mais de las pessonas deziran SI.
Anton la lei atual nun sirbe. I stamos cumbersados.
2) «por opção da mulher» - eiqui la pregunta ye: la mulhier debe de tener dreito a scolher ou nó? I eiqui hai que çtinguir:
- puode la mulhier ser oubrigada a amobir (seia por homes, pais, namorados, pula sociedade que la deixa sien scuolha)? Cuido que que la repuosta solo puode ser: NÓ. Mas la berdade ye que hoije muitas mulhieres son oubrigadas a amobir: por homes, amantes, namorados, pais, etc. Ye berdade que scónden esso, mas ye berdade que muitas son oubrigadas. Mas la mais grande oubrigaçon, muita beç, ye la que muita giente nun quier ber: ye la própria sociadade que oubriga muita mulhier a amobir al atirá-las para ciertas situaçones. Stá esso cierto?
- ten que se pedir l’oupenion de la mulhier? Se algo se passa tamien cun eilha, la oupenion deilha ten que cuntar. Mas bonda essa oupenion? Ye l causo de la cuonta que pon Pedro. La mie repuosta ye: claro que l’oupenion de l rapaç i de la sue família tamien cúntan. Mas esso nun quier dezir que puodan oubrigar la rapaza. Esso quier dezir que ténen de la cumbencir, amostrá-le que nun faç bien, i que tenerá las buonas cundiçones. Anquanto la nuossa sociadade nun cunseguir cumbencir rapazas cumo essa, esso quier dezir que inda tenemos muita lana que tenir i muito que eiboluir. I esse ye un zafio que tenemos i que solo poderemos bencir se la mulhier fur respeitada. Doutro modo nun bamos a lado nanhun. Anton a esta pregunta de se debemos respeitar la mulhier you digo: SI, yá que só assi podemos ampeçar um camino para melhor.
3) «nas primeiras dez semanas» - eiqui nun bou a dezir muito pus nun sou cientista. La berdade ye que la lei de agora tamien fala nas dieç sumanas. Anton ende nun demuda nada.
4) «em estabelecimento de saúde legalmente autorizado» - eiqui la pregunta ye: stamos de acuordo que las cousas séian a las claras i cun todas las cundiçones ou que se manténgan (porque se ban a mantener!) scundidas i sien cundiçones. Ora un stablecimiento de salude nun bai a fazer todo l que le píden, que amobir nun ye buer un copo d'auga. Ten que analisar las cousas i apuis se bei l melhor, i ten giente cumpetente para isso: doutores, anfermeiros, psicólogos, assistentes sociales, etc. I ye la lei que se ha de fazer apuis de l referendo que ten de çclarar essas cundiçones. Anton a la pregunta: debe de ser a las claras i cun cundiçones? La repuosta solo puode ser: SI.
Agora bamos a ber: la pregunta diç: «concorda em despenalizar... se...»: esso quier dezir que «se» nun fur nessas cundiçones nun hai çpenalizaçon? Quier dezir que quien amobir a las scundidas i fuora desses sítios cuntina a ser creminal? Tal cumo la pregunta stá la repuosta parece ser: SI. I ende stá ua de las rezones porque esta pregunta nun stá bien. An ciertas cundiçones parece que cuntinará a haber crime i esso nun stá certo.
Outra cousa: i quantos stablecimientos de salude ban a ser outorizados: un an cada punta de l paíç? Ou solo an dues ou trés grandes cidades?
Mas, tenga ls defeitos que tubir, i son muitos, essa ye la pregunta a que tenemos de respunder. Nun hai outra. I hai que le respunder.
Esto quier dezir que cula repuosta a la pregunta solo bamos a ampeçar un camino i apuis hai que cuncretizar todo na lei, ua lei que seia eiquelibrada i justa. Ende ye ua nuoba lhuita que ampeça. Mas bamos por scalones, porque pregunta, ne l sou eissencial, por agora, ye mui simples: ye crime ou nun ye crime?
Çculpai-me tanto paleio.
Un abraço a todas(os),
Amadeu
amadeu 8 de febreiro de 2007
Torno a la palabra «amóbito». Çculpai-me esta mie manha de las palabras.
Onte dixe que nun coincie la palabra i dixe tamien que la iba a acrecentar a la cemba.
Mas hoije fui a acrecentar la palabra al miu dicionairo i yá staba alhá. La mie cabeça!
I d'adonde la saquei? Fui de José Leite de Vasconcellos «Estudos de Philologia Mirandesa», vol. II (1901), pág. 14, adonde diç que la palabra «amóbeto» [ye esta la forma que el usa] ben de pertués «movito», que inda aparece an alguns dicionairos i quer dezir «parto prematuro, aborto».
Nun sei se José Leite de Vasconcelos ten rezon quando diç que la palabra ben de l pertués, i que nun ye d'ourige popular. Esso son outras cuontas. L que agora antressa registrar ye que essa palabra ye bien mirandesa i yá era ousada ne l seclo XIX, cumo registrou aquel outor.
Amadeu
gaiteiro 8 de febreiro de 2007
bunos dies a todos!
you dou al parabins a todos! porque se furmos a ber de uma forma ao outra tenemos todos um cachico razon!
Amportante dezir sim ou no no die 11 de fevereiro no bai adiantar muito de la forma que als politicos, la comunicaçon social e outro orgãos lhe pegam!
Num pudemos squeçer quim tene que decidir e optar por essa situaçon de amobir yé la mulher! e se eilhe quesir amobir que seia por buntade propria, por erro e/ou defeito de la natureza ou por tener buntade de ter relaçones sexuais! nos todos debemos al respeito a eilhas e se tubir que acontecer fazê-lo num lhugar cum la condiçones todas (Hospital, Clinicas)! porque you sou contra, quando nos da comichão na G... e a la mulher na G... e que cometemos um erro esso tenemos la culpa! porque por falta de informaçones sobre als contraceptivos. Nu yé!
You quiro bota SIM, mas tabim sou a favor dal NO! para respeitar que seia la nussa mai, mulhere, hermana, filha, neta, pima,etc... num sentido dal tratamento hospitalar e no nuns calbouços qualquer onde muitas d´eilhas ficam sentidas para la bida anteira!
Fagas todos de un buno Die you die 11 vou votar apuis vou-me pra agueda cun al nussos e balintes rapaç pauliteiros a bailar a agueda!
anrique al Gueiteiro
francisco 8 de febreiro de 2007
Só para dizer algumas coisas no meio de muitas coisas de muitas que me apetecia dizer.
A nossa liberdade acaba onde começa a liberdade dos outros, penso que ninguém de bom senso está em desacordo, certo é que há muitas pessoas que não sabem. Este é um problema que existe para o Pedro Marcos e para o Vítor Bertolo, quando dizem: se o homem tiver vontade ter o filho; e quando se elimina a vida de alguém que não se pode defender, respectivamente.
Mas pergunto eu ao Victor Bertolo, e a condição humana não é posta em causa quando os abortos são feitos nas piores condições humanas, quando os abortos levam a morte da mulher, e quando ela nunca mais poder ter filhos por fazer um aborto em condições de higiene e saúde deploráveis, e por pessoas com poucos conhecimentos para os efectuar.
Por não se despenalizar, há casos que em vez de perder uma vida perdemos duas se a mulher fizer um aborto ilegal em caso de morte dela, e noutros se ela o fizer e for mal feito e nunca mais possa ter mais filhos, poderemos perder tantas futuras vidas como filhos ela planearia ter, e o busílis da questão esta aqui, porque quem tenha ideia de abortar vai faze-lo de qualquer maneira.
A condição humana também é posta em causa à posterior de uma pessoa ser colocada no mundo, mas isso são contas de outro rosário. As pessoas para quem a vida não é desejada a maioria das vezes são violentadas perante a sua condição humana, o que não quer dizer que não haja casos felizes. Está discussão é parecida com a daqueles defensores dos direitos dos animais, e que são contra a sua morte de qualquer maneira, querem ver que o que lhes é posto na mesa está vivo! E são eles que em regra que mais maltratam um animal quando eles não que obedecem. E como não matar o touro no fim da tourada, não será hipocrisia deixa-lo vivo, e a sofrer a uma noite ou várias horas com febre. Mas o que se discute neste momento, é a vida de pessoas, foi um aparte.
Reparo também que as pessoas que são a favor são mais flexíveis e com vontade de mudança, e com vontade de até criar uma solução intermédia que poderá agradar a todos. Vai haver, e não podemos deixar de prever que muitas mulheres vão fazer abortos sem terem razão para os fazer, sem dúvida não podemos negar, isto se alei for mudada..
A maioria dos médicos são contra, porque dizem eles que fizeram um juramente de protecção da vida, e quantas deixaram eles perder por negligência? Porque será que eles a agora se manifestam a favor da Vida?
Concordo também, que nós não temos que andar sempre a reboque dos outros países mais evoluídos. Temos que ser diferentes e ser inovadores em certas situações, mas não me parece que tenha que ser neste caso. Há soluções que por vezes quando outros países as tomam não são as mais acertadas e a história esta farta de nos apontar casos, e nos vamos sempre atrás. O problema é que depois eles voltam rapidamente a situação anterior se estiverem errados, e nos perdemos o tempo a discutir averiguar a inquirir, e vamos perder outra vez a linha da frente, a onde nunca estivemos, conclusão estamos sempre atrasada.
Em tantos comentários só temos uma mulher que manifesta a sua opinião, e as outras? Vejam que isto é um tema que vós diz mais respeito que aos homens!
zé mialito
BengaCafe 8 de febreiro de 2007
You oubi essa palabra "amobito" a miu abó. Quando la oubi fui un fartote porque el home estaba todo anrabiado. Dezi el que qualquira die els ciganos eram mais que aldianos. I quando dixe la palabra, naide antendiu. Peç que fui la primeira beç que num antendi a miu abó. Mas nunca mais me esqueci la palabra. Ye angraçada, mas el significado ye cumplicado. Bamos a ber el que dá esto...
Um abraço a todos
amadeu 8 de febreiro de 2007
A qual de ls tous abós te stás a referir?
Amadeu
santyago 8 de febreiro de 2007
Eu voto NÃO:
1- NAO pq nao queremos a LIBERALIZACAO!
2- NAO pq a mudanca da lei nao vai reduzir os abortos clantestinos;
3- NAO pq e pura demagogia que haja mulheres presas por pratica de aborto;
4- NAO pq nao e ser de Direita ou de Esquerda que se pode ser contra a VIDA;
5- NAO pq o aborto nao e uma questao religiosa, nao e uma questao da Igreja, e uma questao de Direitos Humanos, de Dignidade da Pessoa Humana;
6- NAO pq não e maior o direito da mãe abortar ao direito da criança viver;
7- NAO pq se, por vezes o pai tem que prestar pensao de alimentos,tambem tem que ser ouvido na decisao, nao pode por simples opcao da mulher;
8- NAO pq a mulher q tem dificuldades na vida, não e o aborto que lhe trás a resolução dos problemas e estabilidade bem pelo contrário;
9- NAO pq não se e mais HUMANO as 10 semanas ou as 9 ou as 10 e um dia; 10- NAO pq não tenho o direito de chacinar um coracao!
Por tudo isso, voto NAO porque sei que e uma VIDA QUE ESTA EM QUESTÃO!
Ana Maria F 8 de febreiro de 2007
Já tinha escrito o comentário que segue antes que fosse editado este último de santyago (Nuno, creio)...
Eu ainda não me atrevi a dizer certas coisas em relação à participação quase inexistente das mulheres sobre este tema que foi lançado aqui há poucos dias. É preciso ir certamente com calma sobretudo que ainda não se realizou o referendo. Mas duma maneira ou doutra, há balanços que serão feitos. Um deles tem a ver com a educação (e também a cultura) que é dada às mulheres e à população em geral, em Portugal como aliás em muitos países do Mundo.
Abraços
Aninhas
Ana Maria F 8 de febreiro de 2007
Mais um comentário:
O que diz o Nuno mostra infelizmente que não leu previamente muitas explicações que já foram dadas aqui. Tem que se informar melhor ainda e com mais rigor.
santyago 8 de febreiro de 2007
Cara amiga Ana Maria, sim confirmo que não li nada acima, por neste momento não ter tempo, mas independente do que se tenha dito, e eu respeito a opinião dos demais utilizadores, pois cada um é livre de expressar a sua opinião, e a minha é NÃO. Obrigado
Ana Maria F 8 de febreiro de 2007
Pois, só que uma opinião sempre tem mais peso quando assenta sobre um conhecimento suficientemente largo e objectivo (e não apenas subjectivo) de todos os dados que podem entrar em jogo. Mesmo que isso não nos pareça fácil, como cidadãos temos o dever de nos informar correctamente. Só assim é que as coisas podem verdadeiramente avançar.
BengaCafe 8 de febreiro de 2007
Fui a miu abó Abilio Soreira...
santyago 8 de febreiro de 2007
Avançar pra qué? Pra assassinatos de pessoas que ainda não se podem defender? De pessoas que mesmo que não sejam planeadas pelos pais, nós humanos acabar com a vida delas, podendo estas viver em lares ou familias adoptivas que as aconchegue??!!??
Cara Aninhas Passareira, você é livre de votar, pelo SIM ou pelo NÃO! Mas nós como filhos dos nossos pais, devemos ter prazer e orgulho neles, que quiseram que nós ser humanos portugueses/sendineses estejamos aqui, vivos e com vontade de dar continuidade ao mesmo!!!
Sem desvalorizar tudo o que foi dito em cima, esteja eu de acordo ou não, nâo concordo com o SIM da despenalização. Lembrem-se todos, que não é a despenalizaçao da gravidez ate ás 10 semanas que vão deixar de existir abortos clandestinos e que a mulher passa a estar mais protegida nos direitos humanos. Estão bem enganados!! E por falar em 10 semanas, há uma frase que se vé por aí dizendo:
"Dia 11 votem SIM responsável!!"
Mas qual SIM responsavel??!!! Um SIM que se mata uma pessoa indefesa??? Por amor de Deus, acordem pra Vida!! Tenham consciencia do que dizem!!
E outra coisa, ja alguma vez de vós vos passou pela cabeça se as nossas maes nos quisessem abortar??? Penso que este aspecto ja a ninguem lhe agrada!! E porque será?? Porque estamos aqui pra dizer: "EU QUERO VIVER"
e porquê que nós respondemos?? Por uma simples razão, nós temos poder para isso, para nos defender, e já o filho que está no ventre da mãe nao o pode fazer!! Dia 11 voto NÃO com todas as letras, e penso que todos o deveriamos fazer!!!
Nota: Apesar de votar NÃO, sou contra a lei actual do meu país. Sou contra o ABORTO!
E esta é para você cara Aninhas, na França, ja houve manisfestações de apoio a Portugal e ainda na Alemanha paga-se qualquer coisa como 25.000€, 5.000 contos, por cada nascimento, afirmando para que Potugal nao caí no mesmo erro que esses paises!!
Ja agora e como ultima nota, ás 10 semanas ja bate um coração, e por isso e muito mais eu voto NÃO!
Obrigado!
Ana Maria F 8 de febreiro de 2007
Para avançarmos um pouco, proponho que reflita a partir da seguinte frase : « Todos aqueles que vão votar “SIM” para a despenalização (e não como chegou a afirmar o Nuno para a liberalização!) são na esmagadora maioria contra o aborto e mais ainda evidentemente contra o aborto clandestino; na realidade todos somos pela vida e não pela morte”.
francisco 8 de febreiro de 2007
Ai Nuno agora sou eu que não concordo nada contigo, nem com esses pontos de vista, não era facíl desmontar os teus argumentos acima. Nos argumentos do NÃO, o único que me convence é que há um coração a bater. De facto nos tivemos sorte em nascer e quantos espermatozoidos tiveram azar e murreram.
zé mialito
santyago 8 de febreiro de 2007
Aninhas: A despenalizaçao voluntária da gravidez ate as 10 semanas, NÃO, repito, NÃO, favorece os direitos da mulher, e muito, mas muito menos os direitos do filho!!!
E por falar em progresso, está provado cientificamente que ás 10 semanas o corpo humano está totalmente formado, orgaos, membros, etc etc... a partir daí é uma questao de desenvolvimento do corpo!! Ora com isto quero dizer, que se até às 10 semanas poderia a mulher abortar, como explica o facto de o filho, nao se poder exprimir?? Acha que ele é menos que nós??? A despenalização NÃO defende o ser humano que está em crescimento!!! Por isso minha amiga, a despenalização é injusta!!
santyago 8 de febreiro de 2007
Exmo Dr José Angelico, a explicação de às 10 semanas ja bater um coração, esta provado cientificamente, como já o referi acima.
Não sou eu que estou a fazer propaganda, porque este assunto, está longe de o ser. Os medicos ja o provaram...
Aquele abraço.
francisco 8 de febreiro de 2007
Sim Nuno, não estou a brincar, é esse e só esse ragumento que dá alguma argumentação ao NÃO do meu ponto de vista. Mas mesmo assim vou votar SIM. Porque se vão poupar muitas mais vidas não tenho dúvidas, se o SIM vencer é claro.
Ana Maria F 8 de febreiro de 2007
Disse Nuno: « A despenalizaçao voluntária da gravidez ate as 10 semanas, NÃO, repito, NÃO, favorece os direitos da mulher, e muito, mas muito menos os direitos do filho!!!”
FILHO e não simplesmente “criança”.
Começo então a compreender qual pode ser o seu grande receio...
Eu tenho duas crianças: um filho e uma filha. Não quero de forma nenhuma considerar uma superior à outra. Também não quero que uma mande mais que a outra. Considero-as/os ambas/ambos iguais.
Sou pelo “SIM” porque quero também que possam continuar a crescer e a viver num mundo em que as pessoas não estejam constantemente a ter receios; um mundo em que não haja sempre uns que se consideram superiores a outros.
Isto é uma utopia apenas quando os Homens não têm vontade que as coisas mudem para melhor... Mas as coisas têm que mudar para melhor! SIM!
almendra 8 de febreiro de 2007
Quando mulheres se sentam no banco dos reus, porque este regime não lhes dá condições.
Quando polícias e militares são condenados por discordarem das políticas. Quando juizes são sancionados por direito de opinião.
Quando jornalistas se sentam às dúzias no banco dos reus por defenderem as fontes de informação.
Quando portugueses não podem votar num referendo ( caso da Ana Maria ). Quando os ricos são cada vez mais ricos e os pobres cada vez mais pobres.
Ainda querem defender o quê?
Que respondamos a uma pergunta, que como diz Amadeu Ferreira, é uma merda?
Uma pergunta que tem quatro questões pode considerar-se uma pergunta para sim ou não?
Vital Moreira ilustre constitucionalista e que diz ir votar sim, põe esta questão:
A despenalização é só se for em estabelecimento de saúde legalmente reconhecido (público ou privado) por decisão da mulher.
E as mulheres, que por desconhecimento ou por não terem na sua zona esses estabelecimentos, continuam a ser criminosas?
"A César o que é de César e a Deus o que é de Deus"
"Não julgues para não seres julgado"
A Assembleia da República decide sobre tudo e nada nos pergunta, que decida também neste caso.
Se não estás esclarecido não votes.
gabilan 8 de febreiro de 2007
Qual será a reacção do médico, aquando a chegada de uma jovem ao hospital, e que diga, "Hoje quero fazer um aborto da criança que está dentro de mim", . Então esse médico, iniciará a raspagem do útero, de livre vontade, porque a LEI O PERMITIRÁ, e começa por no balde do lixo os braços, depois os pés, depois o tronco e por fim a cabeça já desfeita. Enfim...
Sim porque às 10 semanas já está tudo formado.
Percebo que a futura criança em vez de estudar ia andar nas ruas, ia ser um inergumeno, ia ser um peso para a sociedade, enfim. Podia até levar porrada do pai todos os dias, e a mãe não ter comida para ele.
Percebo as razões da despenalização, acho que as mulheres não deveriam incorrer em crime. Mas quantas mulheres usam e usarão o aborto como método contraceptivo? essas sim deveriam ser penalizadas.
Não seria bem melhor que esses casos fossem triados, e haver uma espécie de junta médica / Comissão residente hospilalar a acompanhar essas pessoas. Bem sei que as quando as variáveis são muitas a solução raramete converge, mas invista-se mais em formação de base nas escolas. Porque é que ainda não arrancaram as tão famigeradas aulas de educação sexual, desde a primária, sim desde a primária, que aí se absorvem todos os conceitos para a formação da personalidade do futuro homem ou mulher.
Quem tem dinheiro irá sempre abortar a Espanha, ou aos especialistas (vulgo abortadeiras especialistas) que picam o utero apenas para iniciar a hemorragia, o resto é feito no hospital em perfeitas condições de higiene e segurança. Quem é pobre ou com menos cultura fá-lo há sempre em condições menos dignas, nunca há-de ir ao hospital, com medo de represálias das famílias, vizinhos ou até do companheiro.
Porque não dar uma formação e acompanhamento especial a estas pessoas.
Porque não existe um Subsídio de Sobrevivência, mas não são os míseros 10€ de abono de família que o Estado dá, mas sim os salários mínimos concedidos a indivíduos que passam os dias no café, gastam os passeios que pago com os meus impostos, etc.
Voto Não em defesa da vida de vida.
Ana Maria F 8 de febreiro de 2007
Recuso-me a misturar tudo primo Zé (Zé Almendra) :
1. O facto dos Emigrantes como eu não poderem votar nos referendos é importante mas para já não é esse o tema essencial e mais urgente para que foi criado especificamente esta rubrica há poucos dias aqui. Foi por essa razão, aliás, que eu inicialmente tinha colocado o meu primeiro texto (aquele que aparece finalmente logo no início deste tema por vontade de Pedro Marcos ) noutra rubrica como sabem; já expliquei também que achava no entanto que tinha sido uma ideia excelente da parte dele ter lançado também este tema no Blog.
Sobre a Emigração, espero que também se fale e muito até, mas noutra rubrica: com dados e factos concretos e ideias positivas porque muito se poderá dizer, tenho já a certeza.
2. Eu sou como a grande maioria dos Portugueses: não tenho, como é o seu caso ou o caso de outros que também aqui se exprimem, nem sequer uma licenciatura de Direito. No entanto, não concordo com a ideia segundo a qual a pergunta que é feita para o Referendo seria “uma merda”. O que eu acho, sim, uma verdadeira e enorme “merda” é haver 20 000 a 40 000 abortos clandestinos anualmente nesse País onde eu nasci! É ter havido no último Referendo 68% de abstenções! É o risco que Portugal corre mais uma vez de continuar na mesma situação e com a mesma “merda”se nos limitarmos de facto a dizer que a pergunta é já em si “uma merda”. Mas para onde é que vamos com ideias tão negativas?
3. Não entendo que interesse pode haver em dizer e concluir: “Se não estás esclarecido, não votes”. Já se esqueceu, primo, o que não foi preciso para os Portugueses acederem à Democracia e a eleições livres? Na minha opinião, não votar só pode vir a dar, como tem sido o caso, péssimos resultados! Querem então que certos médicos, clínicas, bruxos e bruxas, clandestinamente, ou até em Espanha ou noutros países, continuem a encher os bolsos, fazendo abortar desgraçadas mulheres portuguesas, obrigadas a proceder assim, isto é às escondidas ou fora do País porque em Portugal esse direito lhes é negado? Que barbaridade! Que responsabilidade a vossa!
Ainda não disse tudo e provavelmente o mais importante: sendo eu aquilo que todos aqueles que aqui já se exprimiram não são, talvez chegue ao ponto de dizer aquilo que ninguén (quase!) ainda foi capaz de dizer. Mas não tenho pressa. Até lá, volto simplesmente a repetir aquilo que já cheguei também aqui a dizer: Não queremos não, nós as Mulheres, dominar o mundo; fiquem descansados sobre isso (Somos por acaso na maioria dos casos um pouco mais inteligentes e também mais sensatas que aquilo que alguns pensam).
Mais nada por enquanto!
amadeu 8 de febreiro de 2007
Buonas nuites,
Acho que la pregunta nun stá bien, ye berdade i yá lo dixe. Mas arrincar dende para nun botar? Nun faç sentido, porque la pregunta stá puosta i nun hai outra. Assi, nun ir a botar ye botar para que todo quede cumo stá, ye botar NÓ. Hai que chamar las cousas puls sous nomes.
Esso de dezir que a las 10 sumanas stá cientificamente probado .... Nun stá nada. Hai médicos i biólogos de ls dous lados i la çcuçon ye grande nesse campo, mais eidiológica que científica, al menos por anquanto. Cada un puode tener la sue eideia, i ten l miu respeito, mas nun percisa de ousar la mácçara de la ciéncia, cumo se uns fúran a fabor de la ciéncia i outros contra.
Quien defende que la bida ye armana zde l purmeiro die, para ser coerente anton ten que defender que esso de l amóbito nun eisiste, l que hai ye un berdadeiro houmicídio que, neste causo, porqueque ye premeditado, debe de ser castigado cumo cun pena que puode ir até 25 amhos. Ye esso?
Nun adelantra dezir que ye la Assemblé de la República que ten de decidir. La berdade ye que la pregunta stá puosta i nun respunder, ye respunder NÓ.
Claro que hai muita cousa que stá mal. Mas ye a esta que tenemos que respunder DEMINGO. Senó ye fugir a la question. Ye berdade que quien nun quejir nun bota, mas nun percisa de arranjar çculpas dessas.
Amadeu
amadeu 8 de febreiro de 2007
Ah Pedro, debo de haber carregado dues bezes. Bota ua fuora se fazes fabor.
Torno para cuncordar i apoiar muita cousa que Gabilan dixo. Só que çfendemos caminos defrentes para chegar alhá.
Dizes tu, Gabilan, i tamien you yá lo dixe dun outro modo: «Porque não dar uma formação e acompanhamento a essas pessoas?» Apoiado. Mas cumo quieres fazer esso se todo quedar na clandestinidade, mantenendo todo cumo stá? Cumo se faç esso se nun sabemos quien son l mais dessas pessonas, scundidas cumo creminales?
Dizes tamien que las mulhieres nun debien de ser cunsidradas creminales i ir pa la cadena. Mas l que se pregunta ye esso mesmo: «Concorda com a despenalização ....». Mas apuis sacas ua cunclusion cuntraira...
You nun m'amporto de pagar ampostos çque seia pa l bien de la sociedade i l denheiro seia bien aplicado, i sabemos que muita beç nun ye. I nun será bien aplicado se fur para salbar bidas?
Mais ua cousa: quien defende NÓ, nun dá heipótese a naide. Quier dezir que la sociedade, ou ua parte deilha, decide por cada un. Esso ye própio dun regime de democracie?
Quien defende SI nun oubriga a naide: quien quejir puode amobir (an ciertas cundiçones) i nun quejir nun bai a amobir. Ye ua decison andebidual i todas las posiçones son respeitadas, naide ye forçado. Pensai bien nesta parte, que solo puode ser cuntrariada por posiçones eidiológicas ou religiosas i, se ye assi, anton nun adelantra çcutir muito.
You tengo un suonho dua sociadade adonde, antre outras cousas, nun seia perciso amobir i las crianças puodan nacer i ser felizes. Na mie oupenion esse suonho solo se puode cuncretizar, als poucos, botando SI i fazendo cun que todo se passe a las claras i dando a la sociadade la heipótese de anterbenir i ajudar, i ir acabando cun algo que será siempre un mal. Se l NÓ ganhar, esso quier dezir que l suonho acaba ne l demingo ou, al menos, queda mais cumplicado de cunseguir, porque nun hai modo de ajudar quien se sconde i quien scapa dua cousa que la sociadade diç que ye crime, i nun hai modo de repunsablizar las pessonas pulas sues decisones i la sociadade i l stado quanto als sous deberes.
Buonas nuites a todos i biba la bida,
Amadeu
almendra 8 de febreiro de 2007
Prima Ana Maria, não te zangues.
Eu não disse que não ia votar. Disse que as pessoas devem votar esclarecidamente e não onde eu ou tu queremos, se é que queremos.
Isso de estarmos em democracia não é agora que vamos discutir.
Quanto ao Amadeu, não te preocupes tanto em fazer com que os outros votem onde tu queres. Deixa-os votar em liberdade. No tempo de Salazar havia votos e era onde ele queria.
Não fujo a questão nenhuma, o que eu não quero é que votem como eu, só por me verem como um deles. Eu sou eu e tu és tu. Os outros são seres que pensam. Tens medo que pensem? Eu não.
Como sabes que tu é que estás certo?
O que é o progresso?
O capitalismo selvagem que nos está a levar ao abismo?
Mas alguém tem dúvida que este referendo não vai resolver nada?
Dentro de algum tempo falamos se estivermos vivos e nos deixarem.
Ana Maria F 8 de febreiro de 2007
Zango-me, sim, quando começa a haver hipocrisia e meandros na maneira de falar. Mais nada!
francisco 8 de febreiro de 2007
Sabeis chegei a ua conclusion esto nun ye nada facele! Stube ber outras cousas i cada cachico beni bus a ber, a las bezes ye melhor ber de loinge. Até ls mais seniores nun se antenden la cousa stá perra. Mas l que mata ye que en muita causa ai pontos de ancontro. Cada un ten que botar l que ache que ye melhor.
zé mialito
Ana Maria F 8 de febreiro de 2007
"Buonas nuites a todos", mesmo assim.
La nuit porte conseil et demain est un autre jour.
amadeu 8 de febreiro de 2007
Caro Zé Chico,
Nun antendi las tues palabras: you preocupado an que ls outros bóten adonde you quiero (ganhar nun m’antressa, mas defender que cuido ser justo, i até stou afeito a perder muita beç, mas ser de la maiorie nun quier dezir tener rezon)? que you deixe botar ls outros an libardade? que you tengo miedo que ls outros pénsen? que ben Salazar a fazer parqui?
Este ye un blog de çcuçon. Ye l que tengo feito, çcuopsto a que me fágan demudar de eideias, que fui cousa que yá muita beç fiç al largo de la mie bida. Yá houbo un tiempo an que staba cheno de certezas, mas la bida fui-me ansinando a ser mais houmilde. Mas nunca bolbi la cara nien nunca scundi l que penso, nien formei las mies oupeniones cun assento ne l que ls outros puodan pensar de mi, i siempre me batie pulas mies eideias: mas quando çcubro que stou arrado mudo nesse mesmo sfergante.
I nunca cunfundi la çcuçon de edeias culas pessonas. Ua çcuçon ye a fabor ou acontra eideias i nó acontra pessonas. Esto ye nun tener argumientos.
Mas talbeç tengas rezon nua cousa: nesta çcuçon yá dixe l que tenie a dezir i por esso, mas solo por esso, me calho.
Buonas nuites a todos i cuntinai.
Un abraço tamien para ti Zé Chico.
Amadeu
cecilio 9 de febreiro de 2007
A pergunta é: "Concorda com a despenalização da interrupção voluntária da gravidez, se realizada, por opção da mulher, nas primeiras dez semanas, em estabelecimento de saúde legalmente autorizado?"!
Uns dão meia volta com argumentos falaciosos sobre o respeito da vida humana. Ninguém quer que se façam abortos, nem ninguém é a favor deles. Quem vota Sim também respeita a vida, mas acredita é que as mulheres que vão fazer abortos não devem ser punidas e para além disso devem-lhe ser dados cuidados de saúde adequados.
A questão central da pergunta é a despenalização duma IVG. O cerne da pergunta é se achamos que alguém que faça um aborto deve ser julgado e possivelmente condenado! Nem vou dizer aqui qual a resposta que acho que se deve dar, de tão óbvia que é!
Saudações e um abraço especial para o Nuno Santiago (com o qual discordo, de resto),
Cristóvão Pires
ps: o aborto pode requerer distanciamento, mas tratar familiares por "Exmo Dr" parece abusivo! :-) ! Haa, um abraço para ti também Exmo Dr Zé Mialito
almendra 9 de febreiro de 2007
Ana Maria, eu disse-te uma vez que nunca me zangaria contigo e podes acreditar que é verdade. Este mundo é muito mau e por culpa de um sistema que nos atrofia. Diz-se que não mudamos nada, mas isso não é verdade. Foi sempre obra de uns poucos o avanço da história.
Cristo, Maomé, Marx, Mao, Che Guevara, Einstein.....fizeram mudar muita coisa.
Já houve períodos da história, problemáticos como o que vivemos, mas sempre se ultrapassaram. Se desistirmos demora mais tempo. Por isso, os que lutamos devemos jogar no mesmo campo.
Poucos saberão melhor que eu o que é o aborto, por isso sei do que falo.
Este referendo não é mais que uma arma de arremesso e nunca será uma solução.
Esquerda/direita, laicos/religiosos, legalistas/libertários, cada um para seu lado. Todos querem a razão. Que se juntem de uma vez por todas e resolvam os problemas sem quererem as honras da solução.
Eu não estou com subterfúgios, digo o que penso.
O direito à vida é um problema que deve ser ponderado, mas o problema da mulher também o é. Se o não é legítimo o sim também o é.
Não podemos ser tão intransigentes nas nossas posições.
Isto não é o Porto - Benfica em futebol.
Já não estamos no tempo em que ser-se pelo não era conservador e ser-se pelo sim era progressista.
O medo de uma pessoa se assumir de esquerda ou de direita não existe, porque essa divisão é ela mesmo algo que já faz parte do passado.
almendra 9 de febreiro de 2007
Amigo Amadeu
Não preciso de te dizer que não confundo pessoas com ideias. Tu sabes muito bem. Há quem não me queira compreender e até queira deturpar o meu pensamento, mas não és tu concerteza.
Se falei em Salazar, foi porque entendo que é um bom exemplo para mostrar que ter a maioria, nem sempre é ter a razão. E os votos são o que são.
Não concordo com este regime e ponto final. Também não concordava com o anterior e lutei contra ele.
Quanto a querer tentar influenciar alguém não é minha intenção. Nem deve ser a intenção de ninguém, se bem que alguns a tenham.
Penso que tu apresentaste as tuas ideias sem intenção de convencer os outros a mudar, mas sim para que pensassem nos teus argumentos e assim poderem decidir melhor.
Eu fiz o mesmo, deixei questões e argumentos para se meditar.
Nem quero saber se me dão razão ou não, fiz o que entendi ser melhor.
E para acabar, isso de esquerda e direita, de conservador e progressista, não passa de treta.
Faz-me lembrar a dos bons e dos maus. Quem os define?
Um abraço
Zé Chico
gabilan 9 de febreiro de 2007
Estimado Amadeu e demais opinantes
A ideia de dar formação adiantada na minha última intervenção, poderá ser até demagógica. Admito isso, pois levaria alguns anos, décadas, gerações, quiçá...
Se uma filha chegar a casa e disser que está grávida, e não sabe quem é o pai. Quantos de nós a apoiarão?? Eu serei um desses.
Esse é o cerne da questão. É isso que gostaria de ver mudado na mentalidade dos portugueses.
O que se passará é que muitos abortos serão feitos pela vontade dos outros, família, vizinhos, etc. E não pela vontade própria da mãe. Quando todos forem formados de base, e tiverem plena, repito plena consciencia do aborto ai sim terá cabimento a liberalização. É que a despenalização leva a liberalização.
Cordiais cumprimentos
Luís
2giga outor 9 de febreiro de 2007
Buonos dies. Solo querie dezir mais dous o tres cousas.
You sou contra soluçones simples, radicales que tenen un feturo curtio. Esta eideia de çpenalizaçon nun ye la mais justa nin ye la melhor, an que algues mulheres puodan salir benificiadas, que nun son todas, nun resolbe l problema de fondo que ye l amobito.
Se la buntade de l goberno ye tan çclaradaminete mudar, porque la lei atual nun sta bien, porque será que solo quir mudar se l SI ganhar? Porque será que nun quir aceitar las outras oupiniones que son cunserbadoras de l maior bien de la oumanidade, LA BIDA?
Inda por riba anda a fechar maternidades l que ye un cuntracenso. Porque apuis bai a abrir centros de amobito?
Falais an çficuldades. La bida ye feita de çficuldades. Ye esse l nuosso camino. Ye esse l camino de la eibuluçon pa la perfeiçon. Fui a esso que mos apreponimos antes de nacer.
Hai muita çficuldade por onde passamos al longo de la bida. Malinas, cancaros, muortes de familiares, abandonios, pobreza, fame, sede.. etc
Pergunto: cumo poderie ua pessona saber l que era um mal sim passar por el? Nunca saberie l que era star malo, nin nunca saberie l que era star buono, porque nun tenie nada cun que acumparar dambos ls stadios. Todo nun passa de ua dicutomie. L mismo se passa cun las outras çficuldades. Se todo fuosse un mar de rosas que objetibos tenimos de bida? pra que andabamos neste mundo? Estas son las cousas que apuis de las passar mos fazen sentir melhor i sentir que eibuluimos.
Nun hai mal que nun benga por bien i se un die tubirdes un problema, pensai simpre ne l porquei de l problema no ne l porquei que me tocou a mie. Simpre na cousa de l problema, porque ende reside la cura.
abraços
francisco 9 de febreiro de 2007
A Ambrosio(Cristovão Pires) a que num sabes quin te chamaba assi? Eras um garotico tipo brigão, i abó Joquin chamaba-tre Ambrosio, tu nun te lhembraras tenies dous três anhos quando l te chamaba. Tenes que ir a botar para l tou boto anular qul de Nuno esse almanecha num esta d´acordo con nos, mas quel bamos a fazer.
Abraços para mius primos...
zé mialito
2giga outor 9 de febreiro de 2007
Buonas, solo gostarie de deixar mais un pensamiento. Esta frase fui un amigo miu que la screbiu a respeito de l avó que sta malo i nun tenen onde l deixar: "estamos a ver se o conseguimos por num lado, não temos condições para o ter em casa".
Esto passa-le a todos quantos naide puode mirar para eilhes i cuidar deilhes. An beç de arranjar cundiçones, nó, ye mais facele poner-lo nun lado qualquira que deixar la nuossa bida i las nuossas cousas pa tratar de ls que mos tratorun a nós.
Todo an rededor de faclitismos. Ye l mismo que se passa cun quin sta preinha. Dá menos trabalho amobir que arranjar cundiçones pa l tener.
Abraços
Ana Maria F 9 de febreiro de 2007
Há crianças que nascem, crescem e se tornam adultas/ adultos…
Infelizmente, a capicadade que alguns têm de respeitar os outros é de tal maneira por vezes tão limitada que chegamos a pensar que se as mães tivessem ou abortado ou simplesmente evitado de ficar “preinhas”, talvez a Humanidade até teria ficado a ganhar.
A ganhar ?
SIM, a ganhar!
É uma evidência!
Ana Maria F 9 de febreiro de 2007
capacidade!
david 9 de febreiro de 2007
Sr.ª Ana Maria, se até aqui estava de acordo com a sua linha de pensamento, com esta sua última intervenção fiquei desiludido, não queira ver no aborto a solução para endireitar o mundo e acabar com os "marginais".
Já que tem defendido tanto o progressismo francês, esta sua última intervenção é antagonica relativamente a esse mesmo progressismo, indo mais ao encontro da politica Bush, com a agravante em que ele dá a cara pela morte de milheres de pessoas, e a dona Ana Maria quer que sejam as mães a faze-lo, que é para a sociedade não levar com os potenciais "marginais".
Só que há um pormenor, é que ninguém pode prever se uma criança quando for adulta vai ser pessoa de bem ou não, uma criança com uma infância difícil e dada ao abondono pode tornar-se uma pessoa de bem e uma pessoa de grande utilidade para a sociedade e um filho que sempre foi acarinhado, educado com todos os princípios pode tornar-se uma pessoa que trás grande desgostos aos pais e pode ser um grande problema para a sociedade, ou seja, está a pedir à mãe desse filho que tanto o desejou e tanto fez por ele que aborte? ... O futuro ninguém o prevê, a sociedade é que tem de ter a capacidade de criar um equilibrio, sabendo conviver com o que há de mau, é preciso tolerância e paciência e mecanismos que controlem as pessoas com comportamentos desviantes.
O aborto despenalizado (do qual estou a favor) deve ser encarado como uma tolerância da sociedade para mulheres responsáveis e que têm uma gravidez indesejada e que encontram neste recurso uma "solução para a suas vidas".
Ana Maria F 10 de febreiro de 2007
Fique sabendo, Sr David, que também fiquei desiludida. Mas aparentemente por razões diferentes.
Ao dizer isto, há-os que devem ainda tentar rir às gargalhadas...
Para ganhar hoje –mal!- aquilo que vão perder Domingo e Sempre...
Para respeitar a vida é necessário também respeitar os outros. E não apenas dar a ilusão.
Espero que entenda agora.
manel 10 de febreiro de 2007
bunas nuites, you tengo benido a acumpanhar um pouquito esta scuçan toda e tenme parecido que ambez de ser pra cada um dar la su opinion sta a tornarce nun meio de cada qual amponer la su ideia, ate l ponto duns creren tener mais reson quels autros. you nun quiru antrar en detalhes, nin sou cumpetente que chegue para tal causa mas tamin tengo la mi eideia en tal assunto. l miu boto serie si; l aborto debi ser despenalizado, apuis tamin pertence a las pessonas cumpetentes, que stan no goberno, de fazer cun questo seia feito nas cundiçones dacumpanhaminti e de respeito de la dignidade pra qnun aia tropiços. (manel)
almendra 10 de febreiro de 2007
Não se trata de mais nada que coerência. A campanha acabou ontem à meia noite. Há leis para cumprir. A mim tanto se me dá que os outros votem sim como não. Mas se querem leis en
almendra 10 de febreiro de 2007
Mas se querem leis novas devem cumprir também as que existem.
almendra 11 de febreiro de 2007
Prima Ana Maria
Penso que irás ficar contente como eu fiquei.
As mesas de voto em Sendim são constituidas só por mulheres e todas com menos de 40 anos.
Como vês, não é preciso ser de esquerda ou direita, basta ser pessoa.
Ana Maria F 11 de febreiro de 2007
Domingo 11 de Fevereiro, 23h20… Os resultados são:
SIM: 59,25 %
Não: 40,75 %
Abstenções: 56,39%
Bravo! Assim, Portugal pode ir para a frente!
O que eu não sei ainda neste momento são os resultados obtidos em Sendim. Quem no-los pode comunicar?
Buonas nuites a todos!
almendra 11 de febreiro de 2007
SIM - 273 votos
NÃO - 182 votos
Abs. cerca de 60%
Ana Maria F 11 de febreiro de 2007
As abstenções foram em percentagem de quase 4 pontos superiores à média nacional mas os resultados são idênticos também em percentagem.
Bem... Podemos dormir descansados!
almendra 12 de febreiro de 2007
Prima Ana Maria
Dormi que nem um pepe. Este é uma frase que se usa muito quando se dorme bem. Disse que tanto se me dava que votassem sim como não.
Disse que tinha que ser a Assembleia da República a decidir.
Disse que o referendo era uma arma de arremesso.
Os votos foram estes e o povo deu-me razão.
Só fiquei contente numa coisa, é que ficou claro que toda a gente quer a despenalização. Isso também eu deixei bem claro ao referir a máxima ( não julgues para não seres julgado).
Espero agora que todas sejam despenalizadas e não só as ricas.
Não sou por este regime, por isso tenho dúvidas que a lei venha a ser justa.
Um abraço
david 12 de febreiro de 2007
Curioso, no distrito de Bragança não houve um único concelho em que o SIM obtivesse mais votos.
Sendim, pelos vistos, contrariou a tendência do concelho e do distrito.
almendra 12 de febreiro de 2007
A abstenção em Sendim foi de 64,76%.
No concelho o SIM ganhou em Miranda, Sendim, Picote e Atenor.
No Distrito o SIM ganhou em todas as sedes de concelho.