SENDIM EM LINHA SENDIN

Hoije · Arquivo de 2011

OS PONTOS NOS I’s

ROMANCEIRO SENDINÊS

almendra 07/07/2011 1 min de leitura

Podereis perguntar, mas onde está o romanceiro sendinês, onde está isso escrito? Aqui vai ficar um pouco dele e outros escreverão outro pouco, mas nunca ninguém escreverá tudo. O romanceiro está na memória do povo e perdura para além das pessoas, porque fica nos genes das gerações. Não é por acaso que as pessoas amam a sua terra, as suas raízes pessoais. Não é por acaso que as pessoas nascem com algo dos seus antepassados. É a informação, que se vai gravando ao longo dos anos, que se transmite.

Uma das canções que se vem transmitindo de geração em geração é a Dona Filomena, que em Sendim se canta em português, mas a versão já foi recolhida em 1938, em Malhadas e foi em mirandês. Em Sendim foi também cantada em sendinês, por isso é esta versão que vos deixamos aqui, ainda que com a ortografia de acordo com a convenção da língua mirandesa, pois os teclados não facilitam a escrita com a fonética sendinesa, apenas mantivemos tchegou e tchabes .

recolheu - Serrano Baptista

Stando Dona Fluménia

Sentadica an sou balcon,

Passou alhi un soldado,

Pediu-le cumbersaçon.

- Agora, agora, soldado

Agora q’ye oucasion;

Miu marido fui a caça,

Pa ls montes d’Aragon.

Se tu quieres q’acá nun buolba.

Bota-le ua maldiçon:

Q’els cuorbos le tíren ls uolhos,

Las abes l coraçon.

Tando naqueilhas palabras,

Sou marido alhi tchegou:

- Tu que dizes à Fluménia,

Tu que dizes branca flor?

Tu stás bária de ls sentidos,

Ó tenes outros amores?

- Nun stou bária d’els sentidos

Nien tengo outros amores,

Solo se perdírun las tchabes

D’els mais altos corredores.

Ação concluída.
Antrar

Para screbires ne l sítio, diç-mos quien sós. Ye ua beç — depuis quedas antrado.

ó