Sendim vai ficando cada vez mais para trás, os partidos dividiram as pessoas, o egoísmo tomou conta de quem ocupa os lugares de decisão e em vez de pensarem na sua terra pensam neles, no poder, nos votos, nos amigos.
Estava em estudo um centro como este para ficar em Sendim, na Cooperativa Ribadouro, mas quem pode manda e decide. Só temos que louvar a câmara de Mogadouro que sabe defender a sua terra.
A câmara de Mogadouro vai investir um milhão de euros na criação do Centro Interpretativo dos Produtos da Terra (CIPT), com o objectivo de divulgar e salientar o enquadramento típico do concelho e as suas tradições. "Este centro tem como objectivo envolver e informar o público em geral, tendo como fonte de inspiração temática as envolventes regional, ambiental, e paisagística do concelho de Mogadouro", explicou o vereador das Obras Públicas, António Pimentel. Segundo o autarca, pretende-se, de forma interactiva, dar a conhecer a região de Mogadouro, a sua flora e fauna bem como os produtos tradicionais que se destacam no concelho (o pão, os cogumelos, o fumeiro, o vinho, o mel e o queijo). "Este centro terá uma forte componente ligada às mais modernas tecnologias interactivas e de comunicação, para assim dar a conhecer toda a riqueza de um concelho que prima pelas componentes turísticas e ambientais", acrescentou o vereador. O novo espaço ficará situado num edifício que em tempos albergou uma dependência bancária e adquirido pela autarquia em pleno centro da vila nordestina, o que permitirá ao visitante a oportunidade de fazer a ligação entra a parte antiga e parte nova da localidade. "O projecto ronda o milhão de euros e foi aprovado no âmbito da EEC PROVERE ‘Turismo e Património do Vale do Côa’, em 85 por cento do seu montante, o que significa que o concelho de Mogadouro poderá integrar a rotas turísticas do Côa e do Parque Natural do Douro Internacional", explicou António Pimentel. A autarquia acredita que o CIPT poderá integrar uma nova " estratégia de desenvolvimento turístico" que ligará dois territórios que têm em comum a vertente arqueológica e ambiental como unidades "potenciadoras" de crescimento económico regional. As tecnologias de informação vão estar dispostas pelos três pisos que compõem o imóvel. A entrada em funcionamento do novo equipamento turístico está agendada para o início de 2013, depois de o mesmo ter aguardado cerca de seis anos pelo seu financiamento.