PEDRO SILVA, primeiro carteiro no Canadá
A história deste carteiro foi mencionada no livro “Os portugueses na Formação da América”, referindo-se ao Continente Norte Americano, e que foi publicado no ano 2000 pela Fundação Luso-Americana de Pesquisas Históricas.
“Pedro da Silva, o carteiro da nova França, nasceu em 1647 na antiga freguesia de S-Julião, em Lisboa. Na Colónia da Nova França, onde chegou antes de 1673 era conhecido como “ Le Portugais”, e aí trabalhou vários anos como carteiro. Mais tarde mudou-se para Sault-au-Malelot, na baixa de Quebec City, tendo negociado no despacho postal de vários produtos. Sabe-se que no extremo quente verão canadiano, ele viajava de barco, enquanto nos rigorosos Invernos canuki “ enfrentava com bravura as temperaturas frias para entregar o correio num carro puxado por cavalos ou bois.” Documentação datada de Julho de 1693 comprova que da Silva foi pago 20 soldos, (o que representava mais ou menos uma libra inglesa) para levar um pacote de cartas de Montreal á cidade de Quebeque. “Está provado pelos arquivos da Canadian Post que, em 1705 Pedro da Silva recebeu uma carta de comissão, assinada pelo Intendente da Nova França, Jacques Raudot, incumbindo-o da função de “ primeiro correio” da Nova França, tendo ainda sido contratado para levar mensagens do Governador do Canadá, entre as cidades de Quebeque e Montreal.”
Ivo L. Azevedo que fez uma pesquisa sobre Pedro Siva, encontrou a certidão de casamento dele com Jeanne Greslon, “ La Violeta ”, no Quebec, onde consta a assinatura.
Pedro transportou as primeiras cartas em 1693, quando teve início o serviço postal, assegurando o transporte e entrega em canoa do correio entre Montreal e a cidade do Quebeque.
O “Canada Post” emitiu um selo comemorativo em 6 de Junho de 2003. O selo tem a data de 1705 que foi quando os correios foram fundados.
Mário Silva, único deputado português no Parlamento Federal Canadiano, propôs um monumento a Pedro da Silva, o primeiro correio oficial canadiano. Mário Silva, deputado em Otava pelo partido Liberal, teria introduzido este projecto-lei na Câmara dos Comuns em fins de 2007. (JN de 8 de Novembro de 2007)