SENDIM EM LINHA SENDIN

Hoije · Arquivo de 2012

FONTE ALDEIA

POR TERRAS DE MIRANDA

almendra 30/11/2012 1 min de leitura

UM TURISTA

Em

Fonte d'Aldeia consegui avistar junto á estrada nacional três burros

mirandeses, uma asnos. Corre algum risco

de extinção. Têm-se visto umas actividades recentes que tentam salvar esta

subespécie de cair num passado irrecuperável. Uma delas é levada em braços por

gente como os Galandum Galundaina, uma enorme banda que canta a música

tradicional de Miranda e arredores, organizadora de um festival que é também

uma caminhada - chama-se, em mirandês, "L burro i l gueiteiro" -, e

que percorre caminhos campestres das terras do planalto durante quatro dias.

Estou há três anos a tentar combinar fazer estes trilhos. Este ano foi quase,

por uma unha negra. Não passa do próximo.

Ando

finalmente por burgos onde se diz tenemos em vez de temos. É a língua

mirandesa, oficializada há não muito tempo, essa fatia que o Reino de Leão

deixou dentro do nosso país e que não de dissolveu nos séculos que passaram

desde aí. E pela primeira vez abdico da minha língua-mãe para me aventurar numa

descrição fora das minhas capacidades. Desculpem-me se falhar nalguma palavra,

e irei, com certeza, falhar.

Miranda

i l sou cunceilho bibe sin squecer l sou lado leonés, de l'outra borda de l

riu. Ye ua tierra armana, que la frunteira separou an política mas nun

cunseguiu an cultura. Qu'estas tierras nunca larguen la sue mimória i la cunten

a mimórias feturas. Que ls mius nietos ouçan las buossas gaitas. Que Pertual

screba la buossa léngua. I que l praino dure para siempre. Buoltarei.

Ricardo

Brás Frade

Ação concluída.
Antrar

Para screbires ne l sítio, diç-mos quien sós. Ye ua beç — depuis quedas antrado.

ó