Resort de luxo começa a ser construído em Mogadouro
Foi
lançada este sábado a primeira pedra do Equus Douro Natur Resort, um
empreendimento virado para o turismo equestre, que vai nascer em Vila de Ala,
no concelho de Mogadouro. Trata-se de um investimento de 7,6 milhões de euros,
que vai criar cerca de 27 postos de trabalho dentro de um ano e meio. Nuno
Oliveira, representante da empresa Mogoequestre, que é a promotora do projecto,
não tem dúvidas que este empreendimento turístico é uma mais-valia para a
região.“É um investimento com várias valências, quer na área hípica, hoteleira
e da restauração. E estamos certos que será uma mais-valia na região do ponto
de vista turístico e que trará para cá muitos investimentos e turistas numa
vertente de turismo equestre e de turismo de lazer”, enfatiza o empresário. Este
investimento tem o apoio do Turismo do Porto e Norte de Portugal. Melchior
Moreira, presidente daquele organismo, sublinha que este é um dos projectos
mais apoiados na região nos últimos 15 anos. “Na região Porto e Norte de
Portugal, mais concretamente nesta sub-região do Nordeste Transmontano naquilo
que é a aposta dos equipamentos hoteleiros esta é uma oferta e uma aposta
financeira do Turismo de Portugal na ordem dos 7 milhões de euros. Nos últimos
15 anos nunca nenhum projecto foi tão apoiado com o que está a ser apoiado
neste momento, é precisamente por ser diferenciador, tem qualidade e também
porque a aposta que fazemos em termos internacionais está devidamente
assegurada”, salienta o responsável.A Câmara Municipal de Mogadouro acarinha
este projecto. O autarca, Morais Machado, acredita que é um investimento
fundamental para o desenvolvimento do concelho, mas deixa um recado ao Governo
para não levar para o litoral receitas que pertencem à região.“Nós temos
obrigação de proteger este investimento que é estruturante para Mogadouro. Mas
o poder central tem que ter uma atitude concreta e não usar uma estratégia de
vir aqui buscar os nossos impostos, como é o caso barragem de Bemposta que vai
dar a derrama à Câmara de Lisboa, não nos deixar fazer uma mini-hídrica, e um
sem número de coisas, como é o caso da energia eólica, que nos poderiam dar
receitas”, lamenta o autarca.Este empreendimento alia a hotelaria ao turismo de
natureza e à gastronomia da região. Na área equestre vai reunir condições para
a realização de provas internacionais.
As
obras já arrancaram e a sua conclusão está prevista para Junho de 2014.
Escrito
por Brigantia