Eisercício-lhembrar 007. Traduçon II
amadeu · 8 de nobembre de 2007 · CURSO DE MIRANDÉS de l SAL – 2º ANHO
Eisercício-lhembrar 007. Traduçon II
L que neste eisercício aperpongo ye la traduçon de la cuonta popular «A formiga e a neve». L testo parece grande, mas ten muita repetiçon i nun ten bocabulairo nin custruçones sintáticas cumplicadas. Ye antressante pul jogo de palabras i situaçones que faç.
L die 20 de Nobembre salirá eiqui la mie traduçon.
A formiga e a neve
Uma formiga prendeu o pé na neve.
«Ó neve, tu és tão forte que o meu pé prendes!»
Responde a neve: «Tão forte sou eu que o Sol me derrete.»
«Ó Sol, tu és tão forte que derretes a neve que o meu pé prende!»
Responde o Sol: «Tão forte sou eu que a parede me impede!»
«Ó parede, tu és tão forte que impedes o Sol, que derrete a neve, que o meu pé prende!»
Responde a parede: «Tão forte sou eu que o rato me fura.»
«Ó rato, tu és tão forte que furas a parede que impede o Sol, que derrete a neve, que o meu pé prende!»
Responde o rato: «Tão forte sou eu que o gato me come.»
«Ó gato, tu és tão forte que comes o rato que fura a parede, que impede o Sol, que derrete a neve que o meu pé prende!»
Responde o gato: «Tão forte sou eu que o cão me morde.»
«Ó cão, tu és tão forte que mordes o gato, que come o rato, que fura a parede, que impede o Sol, que derrete a neve que o meu pé prende!»
Responde o cão: «Tão forte sou eu que o pau me bate.»
«Ó pau, tu és tão forte que bates no cão, que morde o gato, que come o rato, que fura a parede, que impede o Sol, que derrete a neve que o meu pé prende!»
Responde o pau: «Tão forte sou eu que o lume me queima.»
«Ó lume, tu és tão forte que queimas o pau, que bate no cão, que morde o gato, que come o rato, que fura a parede, que impede o Sol, que derrete a neve que o meu pé prende!»
Responde o lume: »Tão forte sou eu que a água me apaga.»
«Ó água, tu és tão forte que apagas o lume, que queima o pau, que bate no cão, que morde o gato, que come o rato, que fura a parede, que impede o Sol, que derrete a neve que o meu pé prende!»
Responde a água: «Tão forte sou eu que o boi me bebe.»
«Ó boi, tu és tão forte que bebes a água, que apaga o lume, que queima o pau, que bate no cão, que morde o gato, que come o rato, que fura a parede, que impede o Sol, que derrete a neve que o meu pé prende!»
Responde o boi: «Tão forte sou eu que o carniceiro me mata.»
«Ó carniceiro, tu és tão forte que matas o boi, que bebe a água, que apaga o lume, que queima o pau, que bate no cão, que morde o gato, que come o rato, que fura a parede, que impede o Sol, que derrete a neve que o meu pé prende!»
in Adolfo Coelho, Contos Populares Portugueses.
8 de Novembro de 2007
Amadeu Ferreira