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Portugal e a União Europeia

almendra · 26 de márcio de 2007 · Opiniões Várias

Um bom tema para discutir.

570 besitas ne l sítio de anton


10 repuostas

Ana Maria F 26 de márcio de 2007

Sr Válter Deusdado,

É sempre útil debater porque assim é que as coisas podem e devem avançar ; no entanto, para que este debate que propõe seja construtivo, vai ser necessário que dê também exemplos que provem aquilo que avança.
Quer fazer comparações com a evolução dos Países de Leste desde que entraram no espaço comunitário? Mas para isso, para chegar a uma opinião objectiva, não acha que é quase obrigatório ter pessoalmente lá ido depois e até antes da queda do muro de Berlim?
Para chegar a conclusões objectivas, não concorda que é necessário estar muito bem informado para não nos enganarmos nas nossas apreciações?
Podia então também tentar explicar ainda melhor o que é que entende exactamente quando diz: “...o nosso País, membro da união há alguns, teima em continuar a atrasar-se” ?
O que eu penso é que Portugal tem especificidades geográficas e históricas e até potencialidades e vantagens que certamente muitos Países de Leste não têm e gostariam no entanto de ter mas de que possivelmente muitos Portugueses não medem bem a importância e os aspectos mais do que positivos; trata-se por exemplo dos laços culturais e económicos que Portugal deve saber valorizar com todos os Países de Língua Portuguesa. Esses laços podem e deveriam servir para abrir portas e perspectivas de cooperação. Se os Portugueses demorarem em dar-se conta disso, outros não deixarão de saber ocupar o terreno e mais rapidamente do que se pensa e de maneira muito ofensiva até.
Isto simplesmente para dizer que a Europa é uma oportunidade mas não vai permitir resolver tudo e mais alguma coisa. As perspectivas económicas e culturais de Portugal encontram-se na realidade em todos os continentes. E a primeira coisa a fazer é dar-se conta disso e saber abrir-se por conseguinte ainda mais para o exterior contrariamente àquilo que muitos dizem ou tentam avançar...
Felicidades.
N.B. O inconveniente de colocar este tema no Fórum e não no Blog, é que passe, esse é o meu receio, quase desapercebido; mas talvez me engane; talvez tenha razão, Sr Válter Deusdado, de proceder desta forma.

adeusdado 27 de márcio de 2007

Cara amiga Ana Maria
Não me trates por Sr, porque não há nenhuma razão para isso. Quero manifestar-te o apreço que senti, pelo teu magnifico contributo neste forum. Estou de acordo contigo, e comungo as tuas preocupações. Naturalmente que temos muito orgulho em semos Portuguese, de outro modo não estariamos a discutir o nosso País. Portugal poderá ser um País periferico da Europa, mas isso não é no meu entender um factor desfavorável, porque somos em termos geográfico um País atlântico, voltado para Africa e América (Brasil). Continuamos a ter vivo o potencial previlégio de uma parte de Africa falar a nossa lingua e em boa parte a nossa cultura. Este pilar estratégico não tem sido acautelado. Em relação ao Brasil, há seguramente espaço para ambos os países poderem beneficiar do muito que têm em comum. Na vertente europeia, julgo termos um defice de liderança, que nunca conseguiu perceber o País que somos, e definir uma estratégia ajustada. Falhamos na formação/educação.Quando lancei a frase -"teima em atrasar-se"-, estava a pensar na ausencia de estrategia, na forma de pensar um País moderno.
Voltaremos ao assunto.
O melhor para ti Ana
Válter

adeusdado 27 de márcio de 2007

editada dia 27-03-2007 14:56:32 por: adeusdado

Proponho este tema, numa tentativa de em colectivo discutirmos as razões, porque o nosso País, membro da união europeia há alguns anos, teima em continuar a atrasar-se. Entram novos membros e rápidamente nos ultrapassam.
Quais serão as razões relevantes, que fazem com que nós não consigamos como os demais, dar o passo em frente?
Válter Deusdado

francisco 27 de márcio de 2007

editada dia 27-03-2007 19:02:41 por: francisco

editada dia 27-03-2007 16:43:21 por: francisco

Estudei a Europa nos bancos da Universidade, quanto mais estudei, menos percebia e percebo.
Portugal produzia mais antes de entrar na Europa (1986) do que agora. O país está devoluto, é um zero na produção agrícola, e até as pescas mataram assim como toda a extracção de recursos naturais. Foi abandonada toda a extracção de matérias-primas, somos dependentes até naquilo que produzíamos outrora em quantidade suficiente para gasto interno. O sector terciário parou o relógio no tempo, não se modernizou não houve investimento, não se apostou na inovação.
Se não temos entrado na CE estaríamos atrasados na mesma, não é por acaso que todos os países querem entrar para a CE. Mas como o problema não é só do nosso país, é global a nível europeu, sente-se é mais no nosso país porque somos mais dependentes.
Penso que o problema Português, é um problema de mentalidade, de medo, de acomodação quando se chega a um patamar quer por parte dos organismos quer por parte dos cidadãos.
Para mim, grande parte do problema Portugues também está no despesismo do aparelho de estado e do funcionalismo público, que nem atá nem desata, quer por falta de condições quer por má coordenação, e por vícios de forma adquiridos ao longo de muitos anos, e é demasiado pesado.
Como disse um pensador político que eu me recuso, agora e aqui a dizer o seu nome, porque poderiam dizer que eu era dessa facção política, o que é mentira, não tenho partido. A “Rússia foi em tempos um gigante com pés de barro”, o mesmo eu digo de todo o aparelho de estado do nosso país.
E por aqui me fico para não dizer mais asneiras.

Abraço para todos

Zé mialito

amadeu 27 de márcio de 2007

Esse si ye un tema antressante, mas mui cumplicado pus facelmente se reduç a alguns clichés ou anton solo se bei l lhado eiquenómico. Cuido que ye por esse lhado que Valter diç que mos bamos atrasando. I ls outros lhados?
Tamien cuncordo cun Fracisco de que nun fácele antender i saber l que ye la Ouropa. L mais de nós bamos tenendo de algues cousas que lemos ne ls jornales ou na TV, nada a fondo.
Por mi, cuido que tenemos de mirar para nós i preguntarmos-mos: l que ye que podemos dar a la Ouropa? Ou será que nun podemos dar nada? Diç-me la mie spriença que quien nun stá an cundiçones de dar nada tamien nun stá an cundiçones de recebir.
You cuido que nós podemos dar algo. Por eisemplo ls mirandeses: la nuossa lhéngua i la nuossa cultura. Será que ls mais de nós yá antendiu cumo esso ye amportante.
Esto fui solo para ampeçar. Mas quiero abisar que nun tengo muitas eideias ou, al menos, seluçones. Talbeç porque çcútamos pouco estas cousas.
Amadeu

adeusdado 29 de márcio de 2007

Continuando a dar o contributo que sou capaz, e refletindo sobre nós próprios, acrescentaria que, a nossa história recente nos poderá ter condicinado nesta caminhada europeia que é disso que estamos a falar.
O facto de cerca de cinquenta anos de ditadura, nos ter transformado numa sociedade de medo, e após a revolução de 1974, termos ficado pouco exigentes, muito por falta do conhecimento, ter.nos-á condicionado o nosso desempenho como País?
Nós fomos grandes, se falarmos do século XV e XVI. Nós temos desempenhos relevantese em várias áreas de intervenção, como por exemplo da ciência, da tecnologia, do envolvimento internacional em geral.
Parece faltar-nos os grandes planos de desenvolvimento e envolvimento dos cidadãos. Como tem o poder politico interpretado os nossos interesses?
Voltaremos ao assunto.

Válter Deusdado

adeusdado 2 de abril de 2007

Caro Francisco
Agradeço o seu contributo, e reconheço que está preocupadp como muitos concidadãos nossos. Concordo consigo na avaliação que faz sobre o desempenho do Estado/Cidadãos. São sinais preocupantes de um Estado influenciado pelo trafico de influencias, e pela incapacidade do combate a corrupção. Respira-se um ambiente de suspeição, que poderá conduzir a um maior desapego da cidadania. Um País que não seja reformista, paralisa. Mas não haverá reforma consistente que nos permita avançar, se ela não tiver o envolvimento dos cidadãos, que para isso têm de acreditar nela, mas paraque acreditemos, temos que falar de transparencia e justiça.
Válter Deusdado

francisco 2 de abril de 2007

Boas, senhor Válter.

Já uns dias que era para intervir, para contrapor a opinião do Prof. Amadeu.
Concordo com a sua opinião e assino por baixo, afinal é tudo uma pescadinha de rabo na boca, sem que determinados requisitos estejam compridos não se podem implantar outros, e os aspectos de cidadania não são excepção.
Queria contrapor a opinião do Prof. Amadeu no seguinte: devemos dar a nossa "lhéngua" e a nossa cultura, porque não podíamos pedir nada a Europa se não tivéssemos nada para dar, mas parece-me que isso não chega para resolver os problemas de todos, embora a cultura e lhéngua sejam muito importantes.
Diziam Hezeberg e Maslow, que nós só partimos para a resolução de um conjunto de necessidades superiores quando temos as necessidades inferiores resolvidas, e eu concordo com essa visão, ou seja, só partimos para o aspecto cultural quando tivermos o aspecto económico resolvido.
Portanto se não houver condições económicas favoráveis para a maioria das pessoas como é que elas se podem dedicar a investir na sua cultura.
Certo é que, o prof. Amadeu, falou no que a nossa região pode oferecer a Europa, e não cada um no seu particular pode pedir e oferecer. Mas se alguns podem dar e ganhar com o aspecto cultural e com a Lhéngua, e os outros?
Eu falo sempre no aspecto económico, porque, me parece mais relevante e prioritário, e não por ser uma obsessão.

BOA PÁCOA PARA TODOS E FELICIDADES

zé mailito

2giga 3 de abril de 2007

Buonas,

Sin dubeda un tema anteressante i que ya fazie falta çcutir.

Pertual ye un paiç atrasado porque assie l quir ser. L eiscesso de politica solo ajuda a que inda quede pior. Un paiç que ateima an nun pensar an soluçones de feturo i que solo ancuntra soluçones para remediar.

Um paiç adonde se ambiste an anfrastuturas que solo beneficia algunos, onde solo ye tenido na cunta todo l território an die de eileiçones, onde se pon an purmeiro lhugar todo muito antes de la salude i de la eiducaçon (scuolas), nunca irá a lhado nenhue.

Se cada beç mais ne l anterior stamos desertos, mais quedaremos i se nun mos ounirmos i mos tornamos “andependientes” i cunstruimos la nuossa tierra a la nuossa maneira, quedaremos cada beç mais squecidos i nun tardará muito que Sendin i l resto de l cuncelho quede deserto.

Medidas urgentes que cuido que ai q tomar:

1º Ambestir na salude. Cumo? Assie cumo se paga l padre para que haba paroquia, tb se puode fazer l mismo pa tener medico residente. Un serbicio amode particular, sustentado pulas pessonas i por eintidades cumo la junta i la câmara.

2º Ambestir nas furmaçones. Scuolas. Pa que nun seia preciso tener de ir a studar para afura i pa que nun seia preciso ser Dr. Para se ser Giente.

3º Mudar mentalidades.

Esta y ela base de ua pirâmide. Habendo cundiçones assie, cuido que seran menos ls que quergan salir de la sue tierra.

Bou-bos agora a cuntar ua storia que se passou: Passou por Sendin un casal que solo tenie un filho. Stube an Sendin, ua tierra onde ye possible bebir cun pouco i onde toda la giente ajuda quando ye preciso. Passado algue tiempo dorun-se de cunta que solo tenien un filho i quando este fuosse maior tenie que ls deixar para ir a studar. Anton optorun por salir eilhes tamin de Sendin pa dar cundiçones al filho i pa quedar mais tiempo perto del.

Ye esto que queremos para nós?

ramosantao 23 de abril de 2007

L’Ouropa
Hai algue tiempo que bi este tema puosto pul miu grande amigo Válter neste spácio.
I a bien dezir quedei cun ganas de subre el falar, mas deixei-me lhebar pul ye hoije, ye manhana i l tiempo passou i dende tardar.
Mas acá stou, tamien yá dezir que nun ye fácele para mi an poucas palabras, i mais çficele será dezir las ciertas.
Falar de l’Ouropa ye un tema bien eilustre, antressante i amportante. L mesmo yá nun será tener las eideias bien arrumadas subre eilha.
Assi pongo lhougo la purmeira queston.
Cuido que nun tubimos, nós Pertueses, l melhor ampeço, ou dezido por outras palabras, nun tubimos las melhores splicaçones, subre l que l’Ouropa era i porque a eilha mos debimos ajuntar. L que pertenecendo a ua associaçon, l que se le ten que dar i l que deilha se recebe.
Ou seia quien dá, porque l fai, l que pide an troca i l que recebe se esso le cúmben.
I como quien nun sabe bien por adonde bai i a fazer l quei, tarda an ancuontrar l camino cierto, i la pior cousa puode acuntecer ye que quando l achar puode ser tarde.
Nós nun teniemos ua cultura d’ounion, cumo aqueilhes que habien feito l’antegraçon (fundaçon) eilhas yá mos lhebában ua buona delantreira, cultural i eiquenomica.
Mas tamien cuido que ende nun stubo l pior de ls males, nun la teniemos nun la teniemos,r para quei. Tamien nunca dende benerie mal nanhun se ls paises sabidos i acunchegados (cultural i eiquenomico) ajudar ls que percisában, l mal ben siempre se ls que son ajudados nun saber recebir las ajudas, i deilhas solo fázen remendos, nun custruiren ls aliçaces para s’achegar palantre.
Nun se bai a lhado nanhun cun ajudas a quien nun las sabe usar.
Causos hai na stória de pobos que recebírun ferramientas buonas i bien abançadas, mas de nada baliu porque nunca trabalhórun, nun ténen culpa porque naide nace ansinado.
Anton la cousa pon-se, se deilha recebimos uas buonas cerronadas de denheiro, para quaije todo l que fazie falta als Pertueses, mas nun fui puosto adonde percisábamos i bien ampregue, mas muito fui zancaminado i mal ousado.
Que culpa ten l’Ouropa?
Nanhua.
Esto que bou a dezir ye chober ne l molhado, mas ten que se dezir, muitas ajudas (denheiro) fúrun mal çtribuidas, a quien nun percisaba, fúrun gastas adonde solo tenie l lúcaro própio i nun de l feturo pa l Paiç, la struturaçon d’atebidades i criaçon de outras biradas pa l die de manhana, que mos puodien lhibertar de la foia i atraso, nun furun lhebadas an cuonta.
Para mi la chabe, era i cuntina a ser, l ambestimiento ten que ser nua eilebada eiducaçon, specializaçon (cultura). Cumo yá alguns eiqui dezírun, birar mentalidades de gobernaçon, geston i trabalho.
Esse ye l ambestimiento que un pobo percisa an purmeiro ambestir, del nun se squecer nunca i que dá fruitos siempre.
You nun quiero botar ls culpas ls outros, porque l nuosso Paiç ateima an quedar siempre ne l redadeiros lhugares an todo l que se fai acumparança.
Tamien sei que nun somos mais pequeinhos que naide, i que somos capazes cumo ls demais, bonda que séiamos bien gobernados i que ls pertueses béngan a acraditar.
Yá bai lharga la mie cumbersa, quedo-me porqui, cul tiempo an mais cousas habemos de falar.
Oubrigado amigo Válter porque abriste esta puorta, i zde yá ls mius parabienes a Ana Maria, Pedro (2giga), Francisco, Amadeu, porque culas buossas partecipaçones i eideias eiqui sponidas fazírun cunque you quedasse mais sabedor i mais anriquecido.
Salude para todos, las mies çculpas de ser pouquico xato.
Anté qualquiera die.
Faustino Antão

Ação concluída.
Antrar

Para screbires ne l sítio, diç-mos quien sós. Ye ua beç — depuis quedas antrado.

ó