La stória, la dança, l traje i ls strumentos.
La stória
De 1956 até hoije
O grupo de Pauliteiros de Miranda — Sendim dança desde 1956. A
associação que hoje o sustenta só foi constituída meio século depois, a
21 de junho de 2007, e a Casa de l Pauliteiro abriu portas a
13 de julho de 2009.
Pelo meio houve anos difíceis e houve quem reerguesse o grupo — é uma
história que se ouve melhor pela boca de quem lá esteve, e é por isso que os
episódios do podcast estão nesta mesma página.
Os pauliteiros e as pauliteiras de Sendim atuam com regularidade no país e
fora dele: Espanha a miúdo, e já França e Brasil. Em casa,
Sendim organiza o Festival Ibérico de Pauliteiros, que abre as festas de
Santa Bárbara e já vai em mais de dez edições, com grupos convidados de León e
de outros pontos da Península.
A dança de ls palos está inscrita no Inventário Nacional do Património
Cultural Imaterial.
Recolhido de: terrademirandanoticias.pt · cm-mdouro.pt — Câmara Municipal de Miranda do Douro
La dança
Uito dançadores i ls lhaços
Dança-se a oito, e os oito não são iguais: dois guias direitos,
dois guias esquerdos, dois peões direitos e dois peões
esquerdos. Os guias movem-se nas pontas e dançam frente a frente; os peões
circulam no meio. É o guia direito que responde pela dança.
Cada peça do repertório chama-se lhaço — e um lhaço não é só a música:
é a melodia, o texto e a coreografia ao mesmo tempo, as três coisas
juntas. As letras são em mirandês, e há-as também em português e em castelhano.
Nas mãos, ls palos, que batem uns nos outros ao ritmo da gaita. Diz-se
que vieram substituir a espada e o escudo de uma dança guerreira mais antiga.
Sobre a origem não há acordo: há quem a queira celta, quem a queira
romana — ou greco-romana — e quem lhe aponte raiz francesa. O que
é certo é que, algures pelo caminho, uma dança pagã foi entrando nas festas do
calendário religioso e por lá ficou.
Recolhido de: folclore.pt/pauliteiros-de-miranda · ensina.rtp.pt — «Os Pauliteiros de Miranda de Douro» (Povo que Canta, 1974) · pt.wikipedia.org/wiki/Pauliteiros_de_Miranda
L traje
Peça a peça
- Camisa de linho — branca, de gola redonda, mangas compridas com punhos
e botões de madrepérola.
- Saiote — vermelho, por dentro.
- Saia bordada — branca, por cima do saiote. É ela que dá ao pauliteiro
a silhueta que se reconhece de longe.
- Colete de pardo — o pardo é o burel escuro da terra. Leva fitas de seda
de várias cores, atadas em laços que caem pelas costas.
- Meias de lã e botas de cabedal.
- Chapéu enfeitado — com fitas de muitas cores e palmitos feitos
em casa. Cada um enfeita o seu, e não há dois iguais.
- Lhenços — garridos, e variam com quem os usa.
- Ls palos — dois por dançador.
Recolhido de: pt.wikipedia.org/wiki/Pauliteiros_de_Miranda · cm-mdouro.pt — Câmara Municipal de Miranda do Douro · folclore.pt/pauliteiros-de-miranda
Ls strumentos
La gaita, la caixa i l bombo
Os pauliteiros não dançam sozinhos: à frente deles vai sempre um trio.
- La gaita de fuolles — a gaita de foles mirandesa, que leva a melodia
do lhaço. É ela que manda: ls palos báten ao compasso que ela marca.
- La caixa — o tambor pequeno, de som seco, que faz o ritmo miúdo.
- L bombo — o tambor grande, que marca o passo e se ouve ao longe.
Os dançadores levam ainda castanholas, que tocam com a própria dança.
Recolhido de: ensina.rtp.pt — «Os Pauliteiros de Miranda de Douro» (Povo que Canta, 1974) · pt.wikipedia.org/wiki/Pauliteiros_de_Miranda · cm-mdouro.pt — Câmara Municipal de Miranda do Douro